História O mestre dos sonhos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Sasusaku, Suspense Psicológico
Visualizações 47
Palavras 2.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Josei, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um!!!

Estou ansiosa !!

E vocês?

Boa leitura!

Capítulo 2 - Crise


Depois das aulas iria direto para casa do Choji passar a tarde inteira ensaiando com os meninos.
Resolvi ir de ônibus. Sem a Ino andar de bicicleta não era tão divertido. 
A manhã de segunda estava com neblina espessa. Daquelas que parece até que dá pra cortar com faca. Mal se enxergava mais de dois metros de distância.
No ponto de ônibus apenas eu e uma simpática velhinha, que me ofereceu biscoitos que ela disse estarem fresquinhos, da fornada que fez para levar para seus netos aquela manhã. Logo o ônibus que ela esperava chegou e eu fiquei sozinha naquele nevoeiro. O cheiro delicioso dos biscoitos me fez lembrar que com a presa não havia tomado café da manhã nem meus remédios.
Procurei na mochila o frasquinho que costumo levar por precaução. Esse remédio era de uso continuo e tornavam meu problema controlável. Quase despejei todo conteúdo da mochila sobre o banco do ponto de ônibus e nada. Com certeza devia ter caído no corredor do prédio quando trombei com o Senhor Urata. Olhei no relógio, e já estava muito atrasada para voltar em casa, Se desse tempo pararia em uma farmácia no caminho.
Já havia passado quase meia hora e nada do ônibus. A neblina não dissipava, o silencio da rua já estava me incomodando. Toda hora sentia como se alguém estivesse próximo observando escondido na neblina. 
Pus meus inseparáveis fones de ouvido. Na tentativa de me acalmar e tirar aquela impressão maluca da cabeça. Tocava uma versão da música que iria ensaiar mais tarde com os meninos. CANON DE PARCHBEL.
__ Bom dia Feiosa!! Sem bicicleta hoje? __senti um dos meus fones pular da orelha e uma voz rouca e inexpressiva logo atrás de mim.
__Que susto. Sai! Onde você estava que não te vi!?
__ Desculpa. 
__  Onde está aquela sua amiga?
__sem Ino para você ficar babando hoje.
__  Pronta para o ensaio?
__Super preparada! __disse apontando pro estojo da flauta.
__Pensei da gente aproveitar e passar na biblioteca antes. Ainda não começamos aquele trabalho da aula de pedagogia. Já é para semana que vem. 
__Temos mesmo que ir lá? __ Disse com tom de desânimo. A biblioteca da escola não era meu lugar favorito da faculdade. Era   um senário que não me trazia boas recordações.
Finalmente o ônibus despontava no meio da neblina.
__ Por que não? __ disse enquanto embarcávamos __ Não achei a maioria dos livros que o professor Murata indicou. Nem pela internet. Talvez a gente ache algum na biblioteca. 
__ Ok. Se não tem jeito...........

 

Depois das aulas fomos à biblioteca atrás dos benditos livros.
  A matéria era chata... O prazo para entregar o trabalho em grupo curto.
O  sono cobrava as horas não dormidas na noite anterior. E sinceramente a biblioteca com seu silêncio sepulcral era o pior lugar para se estar. 
Sem meus remédios por perto, dormir ainda mais naquele lugar era última coisa que eu queria. 
Paramos no caminho numa máquina de café expresso. Tomei logo três. No caminho tentei comprar os comprimidos, que para minha sorte estavam em falta.
 Encontramos a maioria dos livros, e entre leituras e pausas para debater sobre o tema do trabalho.  Minha cabeça tombou sobre o livro. Quando levantei a biblioteca estava completamente vazia. "Não acredito que dormi e eles me largaram aqui "
Levantei e juntei minhas coisas. Procurei a saída. Nem a bibliotecária estava na sua mesa. O local vazio fazia eco das minhas passadas no piso de madeira encerado.
Ouvi um som abafado longe naquele lugar vazio e imenso.
Era o choro de uma criança.
Segui o som é por mais que meu coração apertasse e eu soubesse o que viria depois eu não conseguia evitar. Meu coração acelerando a cada passo que eu dava. E cada passo meu se tornava mais apressado a medida que a fonte do som ficava mais próxima.
No final do corredor sem saída, num canto escuro, um menininho de cabelos negros espetados vestido com uniforme de escola estava soluçando de tanto chorar.
Ele se virou para mim com seus olhos vermelhos e inchados. Uma expressão apavorada no rosto. Com os braços ao redor do próprio corpo como querendo se proteger de algo muito assustado.
Sem pensar ergui meus braços para acolhe _lo. 
Ele pegou uma das minhas mãos de um jeito bem tímido. Seus olhos queriam me dizer alguma coisa, mas ele nada falava. Apenas me guiava pelos corredores de estantes altas de madeira escura. Até chegarmos a um lugar amplo que em nada parecia com a entrada da biblioteca. 
Era escuro e pouca luz entrava pelos vidros translúcidos das portas de correr do que parecia ser um dojo. Ele apertou minha mão com força. E com a outra alcançou o interruptor que estava bem próximo de nós.
E a cena que eu vi me fazia querer vomitar o estômago!
Dois corpos estavam completamente mutilados. O chão estava banhado de vermelho. Jogados faltando partes da perna direita e parte do braço esquerdo, respectivamente um homem é uma mulher estavam caídos no chão, num abraço mortal. Onde um transpassava o outro com catanas. 
Diante daquela cena terrível, no fundo do dojo um lugar ainda permanecia escuro. E de lá dois olhos vermelhos assassinos nos observavam. Eram terrivelmente brilhantes, Como os que eu via em outro pesadelo meu.
"corre!"
O menininho sussurrou para mim. E sem pensar duas vezes comecei a correr porta a fora daquele dojo. No meio de uma plantação.
Era noite, e só enxergava por causa da lua cheia no céu.
Corri...corri...
O máximo que eu podia sem largar a mão do menininho. Até que percebi que a mão que eu segurava não era mais de uma criança. Era de um homem com um aspecto horripilante!
Com asas de gárgula, garras afiadas, a pele era cinza e os olhos vermelho sangue. Ele me puxava e segurava cravando suas garras afiadas nos meus ombros. se aproximou do meu pescoço tentando me morder.
__Sakura acorda? 
__Socorro! __ A voz saiu alta no meio do silêncio da biblioteca chamando atenção de todos.
__Esta tudo bem? __a voz de Shikamaru soou preocupada.
Eu estava suada e ofegante. __ Tudo...  Tudo bem só estou muito cansada só isso__ segurei meus ombros como se me abraçasse, esfregando os ombros dolorido.
 __Você apagou por cima dos livros por uns cinco minutos. _ disse Chouji olhando para o relógio _acho que já deu por hoje pessoal. Vamos pega os livros emprestados na biblioteca e marcar de fazer o trabalho outro dia. Já são quase meio dia e meu estômago está roncando!
Balancei a cabeça positivamente.
__ Vocês vão adorar! Minha mãe disse que ia preparar porco assado com legumes!!!

.........
 
Na casa de Chouji a mãe dele nos recebeu calorosamente como sempre. Quase sufocando agente com seus abraços.
Era engraçado ver Sai tentando desesperadamente escapar dos braços dela toda vez que íamos lá.
__A comida está deliciosa Senhora Kaji. parece até um banquete!!!
__Que nada meninos!!! Só comida do dia a dia!!! Acabem logo que ainda tem dango de sobremesa. Se precisar estarei na cozinha!
__ Obrigada senhora Kaji! _agradeci com acenar de cabeça.
__ A comida está ótima mas temos que ir logo. Temos pouco tempo pra ensaiar. _ disse Shikamaru se levantando e pegando a case do Oboé. _ Vamos deixar a sobremesa pra hora de ir embora.
Concordamos e fomos montar as estantes de partituras e afinar os instrumentos.
Chouji muito contrariado terminou de comer a terceira tigela de arroz com legumes e porco. e foi buscar seu violoncelo no quarto.
Já eram duas e meia da tarde quando finamente começamos a ensaiar. 
__ Sakura, sua flauta está com defeito ou você e que está? __ Disse Sai já sem paciência.
__ Desculpa pessoal. Mais uma vez por favor... 

Repetimos uma... duas... umas dez vezes e toda hora tínhamos que parar e repetir tudo porque eu sempre errava ou saia do compasso.
Não me sentia bem, mas não queria dar o braço a torcer.
Toda vez que eu me concentrava na música minha mente viajava para as lembranças dos pesadelos que estavam mais frequentes e realistas dês da noite passada. Meus dedos suados escorregavam das chaves da flauta. Não estava conseguindo manter o folego.
Fleches de memória vinham entre uma passagem da música e outra. 
__ Sakura, tem certeza que quer continuar com o ensaio? Você não parece bem.
__  Não tudo bem! __  Disse num sorriso forçado__ Não precisa se preocupar, eu só não dormi direito.
__ Tudo bem então. Vamos dar uma passada nesse trecho, compasso 24,
 Voutei minha atenção para a partitura na estante a minha frente. Enquanto ordenava as folhas as luzes da sala piscaram e tive a nítida impressão de ver sangue escorrer pelo chão. O sususto foi tão grande que quase derrubei a estante de partituras .
__Ok , compasso 24 pessoal.
Um, dois, três e ..
Tok Tok Tok.. 
Todos paramos ouvindo uma batida estranha.
__De novo , um dois três e ...
Tok Tok Tok...
__Acho que tem alguém batendo na sua janela Chouji_ interrompeu a contagem Shikamaru.
__Eu hem ? Quem bateria na janela ao invés da porta ?
Tok tok Tok...
 __Que irritante! Vá ver logo quem é!
foi até a janela da sala e abriu de uma vez as cortinas.
__Nao tem ninguém!
__Abra a janela e olha. Talvez seja um vizinho que se cansou de chamar e já está indo embora.
__Vou ver.
Abriu a janela e pôs a cabeça para fora olhando para os dois lados. 
Voltou se para a sala_ Viu gente não era ninguém.....
__ Vamos em um, dois, três e.....
Antes de completar a frase uma rajada de vento entrou pela janela espalhando todas as folhas pela sala, formando um rodamoinho de folhas no recinto.
Quadros objetos na estante, tudo derrubado pela ventania ou por Sai, que correndo tentavam catar as partituras enquanto Shikamaru corria para fechar a janela. Tentei ajudar mas uma dor de cabeça surreal me atacou.
mal podia manter os olhos aberto tamanha dor, e o som das vozes dos meninos na sala pareciam ecoar com volume de uma bomba explodindo dentro da minha cabeça. Corri para o banheiro na esperança de achar algum remédio. Cheguei em frente ao espelho que também era uma farmacinha. Catei desesperada alguns comprimidos para dor de cabeça e quando voltei a me olhar no espelho não era meu reflexo que vi nele. Mas um par de olhos vermelhos. Fechei os olhos com força num grito de susto. Voltei a abrir meus olhos, e não estava mais no banheiro. Era uma estrada deserta cercada por arrozais. A lua estava cheia no céu.
a sensação de ser observada.
Corri pela plantação na parte seca entre uma lagar de arroz e outro. Tropecei numa pedra e cai na parte alagada.
Tentei levantar, mas não conseguia. A água ficava mais funda e por mais que eu tentasse nadar não conseguia sair.
garras afiadas emergiram das águas e fincaram na minha pele puxando me para baixo.
Tentar escapar era inútil.
fechei os olhos me entregando a agonia de afogar. 
Senti uma pequena mão segurar a minha.
Abri os olhos e vi o rosto inchado do menino da biblioteca através das aguas. Ele tentava me puxar.
__Sakura acorda Sakura!
Senti tapinhas no meu rosto. Todos estavam ao meu redor, preocupados. Incluindo senhora Kaji.
__Você está bem filha? Está gelada! Foi o susto? Quer ir ao médico?
__Não foi nada senhora Kaji já estou bem. _ _disse tentando me levantar
__Vou te levar pra casa.
__Não precisa Senhora Kaji. Não precisa se incomodar.
__ Vou te levar e não quero ouvir não como resposta. 
....
Logo Eles me deixaram na segurança do meu ap.
Na porta um bilhete "Viu já melhorei! Não me espere acordada. Bjs!"
O tempo passou rápido e já era tarde da noite. 
Assim que cheguei fui correndo para meu quarto procurar meus remédios. 
Tinha certeza, estava tendo uma crise. De manhã iria ao médico. 
Liguei a televisão num volume alto. Estava com medo de dormir.
Já estava me arrependendo de ter recusado a oferta de Sai de dormir aqui em casa pra me fazer companhia.
Na TV passava o jornal da noite.
"A economia do Japão foi rebaixada essa semana pelo índice que mede a confiança de empresários estrangeiro em investimentos aqui." "Já e a terceira queda consecutiva em um ano". "A bolsa de valores operou em baixa a maior parte do dia". "O primeiro ministro tenta reverter a situação do pais"
"Na contra mão da economia nacional o grupo empresarial kustaka lidera a alta nas bolsas internacionais" O CEO da empresa senhor Uchiha Madara será homenageado pela revista Negócios, e dará entrevista amanhã quando oficializará uma nova fusão bilhonaria"
"Mas notícias tristes no mundo dos negócios. O Estimado empresário Sabakuno Rasa, foi encontrado morto essa manhã. Legistas confirmam suicídio. Seu filho mais novo está deverá suceder o cargo do pai"
"agora notícias do esporte....
Desliguei a TV. Já não aguentava mais lutar contra o sono.
Tomei dois comprimidos de um remédio forte pra dormir. Torcendo para não sonhar com mais nada aquela noite.

 


Notas Finais


Eu sei que ficou pequeno mas escrevendo no celular fica difícil de ter essa noção de tamanho do capítulo.
E sinceramente hoje eu fui vencida pelo sono.
Ps (capitulo reeditado)


Tenham bons sonhos!


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