História O meu lado da história. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bishoujo, Drama
Visualizações 10
Palavras 766
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Bishoujo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


A história é fictícia (ou não), mas é original e é minha. Os personagens também não são reais...

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Você...

A moto deslisava silenciosa sobre o asfalto. Apesar do grito insistente do motor, o barulho da chuva caindo na estrada, ladeada pelas enormes árvores, ainda era maior que o tintilar do metal.

Porém, maior ainda, era o som das batidas do meu coração. Fazia todos os outros parecerem apenas uma sinfonia de fundo ao drama interno que eu vivia.

Embora todos os fatores externos tentassem me atingir de alguma forma, a presença da garota, que agora pilotava a moto, era a única coisa que me desestabilizava; principalmente por dentro.

O medo começava a me afetar. Minhas mãos tremiam um pouco, enquanto eu segurava nas laterias do veículo. Queria dizer a ela que aquela viagem era loucura; que precisávamos parar e esperar a tempestade passar.

Vi ela me olhar meio de lado. Não pude definir suas expressões, já que o capacete me impedia de ver seu rosto.

Sem que eu esperasse, ela pegou minha mão e colocou dentro do bolso da sua calça. Fiquei pasma por um momento, antes que eu fizesse o mesmo com a outra mão. Senti ela tremer tanto quanto eu, e tentei me convencer de que era apenas o frio.

Forcei minha mente a voltar um pouco no tempo. Tentava me lembrar como consegui a sua companhia de novo. Tinha a leve impressão de que eu não devia estar ali; não agora. A garota parecia se preocupar comigo, mas ao mesmo tempo, parecia tão distante…

Falei algo a ela, mas ela parecia me ignorar. Pudera, pois tive a impressão de que minha voz morreu em algum lugar, em meio a todo aquele barulho. Na verdade, eu não entendia a mim mesma.

Então, tive a incrível ideia de forcá-la a me notar.

Me agarrei a ela, com toda a força que eu possuía naquela hora. A apertei como se estivéssemos caindo em um abismo profundo, e que, apenas o fato de nos estarmos coladas assim, pudesse evitar a queda.

— Eu quero ficar assim com você, para sempre!

Finalmente pude falar. Fiquei tão feliz, principalmente depois de vê-la levar as mãos até a minha, como se fosse segurá-las; uma, duas, três vezes. Até que ela acabou desistindo. Percebi que ela só estava com vergonha, não conseguia me mostrar como se sentia.

Ela era tão fofa…

Eu...

Eu estava cansada e quase não conseguia seguir em frente. Já estava ha muito tempo na estrada e parecia que o fim não chegava nunca.

Eu era péssima pilotando, ela era melhor. Pelo menos é o que eu achava.

Mas, como eu sempre quis protegê-la, não deixei que ela guiasse o caminho. Resolvi assumir todos os riscos, mesmo sabendo que o caminho que ela havia escolhido, nos levaria direto a uma terrível tempestade.

O som dos trovões e da chuva batendo no asfalto eram assustadores. Eu morria de medo dos trovões. Não me lembro se cheguei a dizer isso a ela. Na verdade agora eu não me lembrava de muita coisa. Até mesmo o caminho que devíamos tomar eu já havia esquecido.

Perguntei a ela vária e várias vezes se ela se lembrava para onde estávamos indo. Em nenhuma delas ela me respondeu.

Olhei para trás, pela primeira vez durante toda a viagem. Percebi que ela tremia muito.

“Você está com medo? Você está com frio?” Preferi deduzir que era apenas frio o que ela sentia, já que ela se recusava a me responder.

Peguei uma de suas mãos e a coloquei dentro do meu bolso; eram forrados, ela ficaria aquecida ali. Senti que, por alguns segundos, ela parou de tremer, antes de colocar a outra mão, como eu havia feito segundos atrás. Acabei sentindo um tremor passar pelo meu corpo. Não, não era frio. De certa forma, aquele gesto também me aqueceu.

Fiquei um tempão sentindo o calor das suas mãos se espalharem por tudo.

Aquilo era puro, e reconfortante; me acalmava.

Mas, em um rompante, ela apenas retirou com tudo as mãos do calor do meu bolso e me agarrou com força.

Eu me assustei. Não gostei da forma como ela me tocava agora.

Não era pura. Não era reconfortante.

Apenas me machucava.

Cheguei a ter a impressão de que ela me levaria junto a uma terrível queda em um abismo profundo.

Pelo retrovisor, vi ela mexer os lábios sorrindo, como se estivesse me dizendo algo. Mas ao mesmo tempo um trovão assustador me deixou inquieta. Eu vacilei na moto. Tentei retirar as mãos dela de mim para me concentrar na estrada. Mas ela me apertava tanto que eu não conseguiria afastá-la e dirigir ao mesmo tempo.

Escolhi suportar seu peso e seguir... sufocada… tempestade adentro.



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