História O Meu Melhor Amigo - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Deidara, Hidan, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Kakuzu, Kisame Hoshigaki, Konan, Kushina Uzumaki, Obito Uchiha (Tobi), Pain, Personagens Originais, Sasori, Temari, Tsunade Senju
Tags Naruto, Sasodei
Exibições 127
Palavras 2.810
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu demorei eu sei, admito ter meio que abandonado a fic e peço para que não me odeiem....
O capitulo anterior fui meio má com vocês e aqui serei um pouco também, mas não muito....Eu prometo...
Peço para que perdoem os erros e espero que gostem....

Capítulo 5 - Rotina


 

“O corpo frágil estava deitado sobre uma mesa de metal com uma aparência gélida, sua pele não era mais lisa e perderá toda a sua bela coloração de porcelana, os olhos que antes prendia sua atenção com a cor rubra, agora eram apenas duas orbes vazias e os tão amados cabelos ruivos, que sempre reconheceu a distância, agora estavam ressecados e sujos. Ver Sasori naquela condição, sem vida e tão desgastado foi muito para o loiro.”

Deidara:  SASORI!!!

Deidara acordou em um pulo na cama e por reflexo gritando pelo ruivo.

O garoto se senta na cama e prende um soluço, não podia começar seu primeiro dia de aula chorando, não podia quebrar a promessa de ser forte, mesmo que ainda fosse difícil lidar com isso.

Tinha alguns meses que não sonhava mais com o ruivo, talvez seja porque não possuía mais tanto tempo para pensar nele, pois estava ocupado demais com as aulas de artes, com o grupo de jovens que entrou (até certo ponto por obrigação de seus novos amigos) e também com as visitas que fazia constantemente a sua mãe. Suas férias passaram tão rápido que nem imaginava estar retornando a escola já.

O loiro olhou para o lado e avistou seu celular acesso, havia recebido uma mensagem e visivelmente era de Kamne. Riu ao ver a foto mandada de Hidan sendo zoado pelo Kisame enquanto dormia, a foto estava acompanhado de uma bela legenda: “A Rainha deve estar linda SEMPRE!”. Deu para entender porque Kisame pintava a boca de Hidan com um canetão vermelho, o primeiro dia já prometia ser épico.

Deidara sai de sua cama e se direciona ao roupeiro, onde pega seu uniforme e se troca rapidamente, calça seu converse vermelho e sai do quarto para ir até o banheiro.

O dia havia começado tenso graças ao sonho, mas se aliviou com a foto que receberá e ficou ainda mais engraçado ao entrar no banheiro e quebrar o clima que estava rolando entre seu pai e o papa, os dois estavam encostados na pia aos beijos, Deidara cora e ri da reação dos mais velhos.

Deidara: Eu vou lá embaixo! Podem continuar…

O menor se retira rapidamente antes que qualquer um dos dois pudesse falar alguma coisa. “Que horror!”, Deidara pensa consigo mesmo e ri indo para o banheiro no andar de baixo, onde após fazer sua higiene resolve arrumar seu cabelo que agora estava um pouco abaixo de seus ombros, não pretendia cortar, pois amava a cor dourada que possuía e sempre gostou de deixá-lo amarrado com uma franja sobre os olhos, sabia que chamava atenção e por isso mesmo o fazia.

Já estava pronto para a aula, só faltava comer e como tinha um tempo consideravelmente bom, podia fazê-lo tranquilamente. Na cozinha o clima estava engraçado para o menor, pois os mais velhos estavam constrangidos do ocorrido no banheiro, que em comparação aos sons noturnos, não eram nada para o loiro.

Após comer, Deidara pegou sua mochila e saiu para ir até a escola, tinha programado com os amigos de todos irem juntos a pé e planejaram se encontrarem em frente a uma farmácia que era meio caminho para todos. Mas pela sua infelicidade, acabou sendo o primeiro a chegar, já que sua casa ficava mais próxima da tal farmácia, o que restava a fazer então era esperar, sentou-se na beirada da calçada e aguardou.

Não demorou muito até o povo começar a chegar e o grupo estar completo, exceto pela falta de Hidan que talvez não compareceria a aula por motivos ‘pessoais’. O trajeto inteiro foi cheio de bagunça e muita conversa, já que Mamne era muito barulhenta e Kamne estava por igual, mas seria pior se Náki estivesse junto, mas este estudava em outra escola, então aliviava a loucura do grupo. Naquela roda de amigos, os únicos que eram maduros e considerados normais eram Itachi, Kisame e o próprio Deidara (segundo o loiro), mas todos tinham seus momentos.

A escola era a mesma, alguns professores seriam novos provavelmente e com toda a certeza do mundo, teriam o alunos novos, Deidara espera não haver nenhum filhinho de papai ou patricinha metida a gostosa.

 

Já na escola, o grupo de Deidara chegou sendo cumprimentado por grande parte das pessoas nos corredores, pois todos os amigos do loiros eram quem tornavam aquela escola unicamente única, com suas folias e ideias bizarras de sacanagens variadas.

No mural central do corredor de entrada, todos olhavam curiosos as listas de alunos das salas e pequenas comemorações se formaram, menos Deidara.

Deidara: Não acredito que fiquei na mesma sala que o Hidan, socorro! Alguém quer trocar? - o loiro possuía uma feição de desespero.

Hidan: Que ótimo jeito de falar do amigo em Dei-chan!

A voz do albino fez todos se assustarem e olharem para o garoto. Por um momento o silêncio permaneceu entre todos da rodinha de amigos, até Kisame começar a rir igual um idiota acompanhado de Obito.

Hidan: Isso seus babacas, riam da desgraças dos outros!

Hidan reclamava de cara fechada.

Deidara não acreditava no que haviam feito com o valentão do grupo, o albino estava com os lábios vermelhos e um tanto borrado ao redor, suas pálpebras estavam azuis e tinha escrito em preto a palavra “Baka” bem grande na testa. Porém o que realmente era engraçado não era a pintura, mas sim o fato do albino não tentar esconder e ter ido daquela forma para a aula, então ninguém conseguia conter as gargalhadas.

Estavam todos rindo e ouvindo as reclamações do amigo até o sinal tocar e cada um seguir em grupo para suas respectivas salas, Deidara sendo acompanhado pelo albino que ainda reclamada a ameaçava matar quem fez aquilo consigo e o loiro obviamente tentava conter suas risadas para não ser o alvo do outro.

 

[...]

 

As aulas tinham sido tediantes para o primeiro dia, pois os alunos novos tinham que fazer as apresentações, os professores novos falavam sobre si e suas histórias chatas e durante todas as aulas ouviam-se risadas e questionamentos dos professores sobre o que ocorreu com o Hidan, este respondia que sua festinha noturna havia sido intensa.

No intervalo o grupo se reuniu novamente para almoçar no telhado e continuar suas bagunças e o restante do dia foi semelhante às primeiras aulas. No final do horário escolar, Deidara permaneceu com seus amigos em frente ao colégio, onde conversaram um pouco até o padrasto do loiro ir buscá-lo para levá-lo até seu curso de artes.

 

Os demais dias da semana foram tediosos igualmente ao primeiro dia de aula, porém com os conteúdos das disciplinas já sendo passados apressadamente, todos os intervalos de almoço Deidara e seus amigos se reuniram no telhado e no fim do dia, o loiro ia para seu curso de artes.

Essa seria sua até então rotina da semana, mas aos fins de semana mudava, pois saia com seus amigos para irem a algum parque ou lugar onde pudessem conversar e jogar, normalmente iam na casa de Pain, já que os pais do mesmo nunca estavam presentes e podiam então bagunçar a vontade. Mas sempre tinha um horário aos sábados que Deidara e seus amigos mais recentes (Mamne, Kamne e Náki) tiravam para o grupo de jovens, esse grupo essa uma associação criada para aqueles que tinham algum gosto e gostariam de compartilhar.

Era comum ter dias de jogos, dança, pintura, passeios, acampamentos e demais atividades que ajudava qualquer um que passou por algum trauma ou tem algum problema psicológico. Deidara amava ir aos encontros desse grupo, pois era um lugar onde se podia ser sincero e onde podia encontrar pessoas que o compreendiam sem julgá-lo ou dizer algo rude, o contrário de seus amigos.

Basicamente essa era a rotina do pequeno Deidara, dividia seu tempo muito bem e se esforçava para seguir seu sonho no curso e tirar boas notas na escola, adorava ser paparicado por seus pais quando fazia algo que os impressionava, como uma nova pintura ou uma nota 100 em alguma prova. Mas por trás de tudo isso, tinha um garotinho de 7 anos ainda preso e muito bem fixado na memória do loiro, aquele que agia como um pilar para Deidara não decair.

Mesmo com sua roda de amigos, com os encontros que tinha com o grupo de jovens, o amor recebido de seus pais e de sua mãe que mesmo longe o protegia de algum modo, Deidara sofria. Ele recebia apelidinhos de alunos novos na escola, era ameaçado constantemente e isso o assustava e o irritava, pois ele não queria ser medroso e nem pedir ajuda de seus amigos para resolver esses problemas. Os sonhos com o ruivo que antes haviam parado voltaram, pois o loiro sempre queria ir estudar junto do ruivo, já que esse tinha o talento da inteligência, mas também e principalmente por causa da saudade que tinha do mesmo. Deidara não suportava de verdade a perda do amigo, seu único e verdadeiro amigo, todos os outros nem chegavam perto do que Sasori um dia significou para si, era difícil.

 

~~~~~~Quebra de tempo~~~~~~

 

Deidara estava pronto para mais um dia de aula, estava com muito sono e uma forte dor de cabeça, estava claramente pegando um resfriado.

Deidara: É, quem sabe brincar na chuva durante a noite não foi a melhor ideia que já tive!

O menor falava sozinho olhando suas olheiras no espelho, mas como era dia de prova, tinha a obrigação de ir, pediu a seu pai que o levasse até a escola e perguntou se podia ir na direção caso passasse mal, para avisar ao mais velho para ir buscá-lo. Com a resposta sim, o loiro saiu do carro e foi direto para dentro da escola, não avistou nenhum de seus amigos e logo imaginou que estes não iriam pois estavam no mesmo estado que Deidara.

O loiro estava próximo a porta da sala, mas não entrou, pois sentiu uma tontura e um forte enjoo, correu para o banheiro e permaneceu lá por algum tempo mesmo após o toque de início das aulas. Aguardou pacientemente o enjoo passar e então molhou suas mãos e lavou o rosto, ele tinha que aguentar aquele dia. Era um dia importante, tinha provas para o fim do trimestre e ele necessitava tirar boas notas.

Quando Deidara já se sentia melhor, foi até a orientação da escola onde pediu para seu supervisor levá-lo até a sala, explicou do ocorrido que teve e por ter boas notas recebeu a ajuda para poder entrar em sala. Caminhou junto de Iruka, que até então era o seu orientador e também alguém que gostava de incomodar e assim que chegou a porta de sua sala esperou a permissão para entrar.

Todos estavam prontos para iniciar uma prova de cálculos e Deidara ainda nem tinha pego seu material, dirigiu-se rapidamente até sua mesa e se organizou o mais rápido possível, não podia perder tempo, já que essas provas eram um afronto a sua vida. Estava tão nervoso que nem notara estar sendo observado, sentiu apenas os olhos sobre si quando a aula de cálculos finalizou.

Com a sensação de estar sendo observado, Deidara ficou inquieto e passou a olhar ao redor.

Garota: Algum problema Deidei?

Uma garota de cabelos verdes questionou, ela era uma das muitas garotas que tinham uma quedinha pelo loiro.

Deidara: Nenhum, apenas dor de cabeça!

Forçou um sorriso para a garota.

Garota: Ah! Eu tenho remédio se quiser Dei-chan!

Agora foi a vez de uma morena se intrometer.

Deidara: Estou bem, obrigado meninas!

Outro sorriso forçado. O loiro odiava essas garotas atiradas, sempre tentando achar uma brecha para dar em cima do loiro e este sempre desviando das cantadas. Deidara saiu de seus devaneios com o pedido de silêncio do professor de biologia, este anunciou querer os trabalho sobre sua mesa e para todos pegarem seus livros na página 87. Deidara levantou e entregou seu trabalho feito com muita atenção e cuidado e quando retornava para sua mesa foi que finalmente notou o aluno novo.

    Um dejaúu passou na mente do loiro por causa dos longos cabelos ruivos do menino mas este ignorou, pois teve sua atenção chamada pelo grito do professor. O loiro odiava as aulas de biologia, pois o cara que era seu professor era um bêbado carrancudo e muito chato, então não via a hora da aula terminar, ou melhor, do dia terminar, já que queria ir pra casa descansar já que a dor de cabeça estava a mil.

 

[...]

 

Deidara sempre foi desatento e distraído, poderia estar fazendo algo muito importante, mas se algo lhe chamava a atenção para outro algo, logo se esquecia do que fazia ou pensava, foi exatamente assim na hora do intervalo em que foi para a cantina comprar um lanche e esqueceu de fazer o mesmo e foi direto para o telhado. Somente lá se tocou estar sem nada para comer e começou a rir e se xingar mentalmente e retornou para a cantina.

Comprou um lanche leve e ficou por lá mesmo, estava sozinho, pois TODOS os seus amigos faltaram naquele dia, o que era algo muito estranho, então Deidara já começou a pensar no que eles podiam estar fazendo ou planejando e por estar por fora, sabia que era algo contra ele. Deidara rezada para seus amigos não inventarem de cortar o seu cabelo contra a sua vontade, pois nos últimos dias eles vinham reclamando disso.

O intervalo do almoço terminou e o loiro estava pronto para mais duas aulas de prova e uma com explicação de conteúdo novo. Sobreviveu até agora, então aguentaria o resto do dia, estava um pouco melhor da dor de cabeça e pensava seriamente em ir para o curso, não queria perder uma aula sequer, então iria avaliar sua situação no final da aula.

Durante as provas e a última aula, Deidara sentia-se observado, talvez a falta  de Hidan na sala o deixava mais vulnerável a percepção de seu arredor, pois sempre que o albino estava junto, Deidara não parava de falar com o mesmo e isso o impedia de apreciar a sua volta. Notou que várias garotas lhe lançavam olhares discretos e outras nem tão discretos, algumas piscavam para si e outras desviavam o olhar coradas, isso era algo que estava intrigando o loiro, como ele nunca notara elas?

No fim da última aula, o loiro se arrumou com calma e saiu, deixou a maioria dos livros no armário, pois não tinha mais que estudar para nenhuma prova, então estaria com a mochila leve para ir até o curso, sim, ele iria, pois não sentia mais dor de cabeça e estava ansioso para terminar sua nova pintura. Permaneceu em frente a escola por muito tempo até receber uma mensagem de seu padrasto avisando que não poderia ir buscá-lo, então Deidara teria que ir andando mesmo.

Sem problemas, colocou a mochila nas costas e iniciou a caminhada, foi pelo trajeto mais curto e este trajeto passava na frente da antiga casa do ruivo, ele não se lembrava mais daquela casa, pois fazia anos que não ia por ali, sempre que ia de carro, passava pela avenida principal do bairro, o que de a pé era mais longe.

Sinceramente, Deidara evitava aquela rua, pois lhe trazia lembranças que apertavam seu coração e no instante em que viu a casa com janelas abertas, um canteiro de rosas muito bem cuidado, não pode evitar de se emocionar.

“Ele voltou! Ele está aqui! Ela está vivo!”

Aquelas palavras passaram pela mente do loiro que sorria radiante, sorriso esse que se desmanchou quando uma mulher e uma garotinha morena surgiram com mudas de rosas, não era ele, eram outras pessoas que moravam ali. Deidara acelerou o passo e se xingou por acreditar que Sasori estava vivo, um turbilhão de emoções passaram pelo peito do garoto e este começou a correr, correu até ficar sem fôlego e então encostou em um muro, deslizou até o chão e sentou-se, onde desistiu de ser forte, onde começou a soluçar e deixar inúmeras lágrimas caírem pelo seu rosto.

Porque ele teve que ir por aquela rua? Porque ele tinha quer ser tão fraco? Porque o ruivo não estava ali para ajudá-lo? Deidara estava despejando todas as lágrimas que guardou nos últimos anos e só parou quando alguém se aproximou, provavelmente alguém preocupado, não era normal um garoto estar sentado chorando sem parar no meio da rua, então tentou se controlar e secou seu rosto com as mangas da blusa.

Deidara: Eu estou bem, não se preocupe!

O loiro falou antes mesmo da pessoa se pronunciar, o silêncio permaneceu por um instante, fazendo o loiro levantar o rosto e encontrar o aluno novo, ele o encarava sem expressão alguma, mas abriu um sorriso sereno.

Garoto: Você cresceu Deidara!

Aquela voz rouca, aqueles olhos rubros únicos, a pele de porcelana e os cabelos ruivos que sentia tanta falta, não podia ser.

Deidara: Sasori?


Continua...


Notas Finais


E ai está um tiro para vocês....Espero que estejam todos bem S2

~Yuki


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...