História O meu mundo da escuridão. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Skins
Tags Depressão, Drama, Mutilação, Romance
Exibições 9
Palavras 1.747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem-me pela demora, tudo bem que não continuo há um ano, mas pelo menos postei agora né ;u; enfim, tenham uma boa leitura ^^

Capítulo 2 - Parte 2


Mantive a cabeça abaixada durante um bom tempo até que decido levanta-la para ver o que poderia estar acontecendo —  obviamente Chris estaria descontrolado, nervoso, querendo ir para cima de Gabriel, que estava rindo dele —, olho para ele que estaria em minha frente, as escleras de meus olhos estariam um pouco avermelhadas pelo fato de que eu estava chorando. Fiquei calada por alguns minutos.

— Não precisa ficar bravo, Chris... eu estou bem, beleza? Não esquenta a sua cabeça com esse moleque aí não porque é perca de tempo — ele realmente parecia muito bravo, falei tão calmamente, como se o que aconteceu nem tivesse acontecido — espero que tenha entendido, agora eu vou esperar a aula começar.

Coloquei meu braço em cima da mesa e apoiei minha cabeça sobre minha própria mão. Gabriel, Bruno e David tomaram a seus lugares, assim como o restante da sala logo depois de a Sra.Silena — nossa querida professora de física, embora ela ser meio louca, eu gostava da matéria e dela —  entrar. Enfim, assim que entrou ela começou a falar e nunca mais parou. Eu estive pensando muito, pedir para que meu pai que me tire dessa cidade ou pelo menos me mude de escola não seria nada mal, mas aí me lembro que todas as escolas são assim, com pessoas más que adora fazer o mal para os outros ou algo do tipo, e ele não iria querer se mudar, então pensei em parar de estudar, mas também não posso sem contar que não quero perder contato com Don. Minutos, minutos e minutos foram se passando e essa maldita aula não acabava, juro para todos vocês que se eu pudesse já tinha dado o fora daqui. Aqui é um inferno.

— Querida, você está bem? Aconteceu algo? Você parece meio mal, seus olhinhos estão um pouco vermelhos, parecia estar chorando — não vi ela chegar perto de mim, já era de se esperar que eu levarei um curto susto e que meu coração iria acelerar também. Estou falando, essa professora é louca.

— Ahn... eu tô bem, professora... não aconteceu nadinha, é coisa da sua cabeça até porque meus olhos estão apenas coçando mesmo — Respondi ela. Literalmente, tentei disfarçar que não havia nada, mas acho que ela não acreditou e que provavelmente me chamaria no final da aula... tanto faz também, só não vou falar a verdade. Ela olhava desconfiadamente para mim e eu tentei ignorar.

— Está bem, se precisar de algo pode falar comigo, querida — disse ela, dei um pequenino sorriso e então logo saiu de perto de mim indo até a mesa do garoto que eu teria visto hoje mais cedo enquanto subia as escadas. Assim que ela saiu, virei-me para trás e olhei para Don que estava me olhando de uma forma estranha, reviro meus olhos em forma de círculo e olhei para o garoto e minha professora, os dois estariam conversando.

— Pessoal, este menininho lindo aqui é o Enzo, Enzo Petterson, ele é novo aqui na escola — o garoto sorria agradavelmente, ele até que era bonito assim como seu sorriso também era. Enquanto eu o olhava, ele passou a me encarar sorrindo também, fiquei constrangida, não sabia como reagir, por algum motivo senti que eu estava vermelha de vergonha. Ele riu, depois tirou seus olhos de mim e voltou a olhar apenas sorrindo para a professora. Abaixei minha cabeça, passei minha língua em volta de meus lábios e mordi meu lábio inferior, sorrindo — Seja bem-vindo! — Falou a prof.

— Isa? Isabella? — Chris estava me balançando e chamando por mim até que eu olhasse para ele.

— Que? Que foi? — Perguntei, eu ainda estava com um sorriso no rosto olhando para ele.

— Por que está sorrindo aí que nem louca? — Ele perguntou enquanto estava com uma de suas sobrancelhas arqueadas, o que deixou ele bem engraçado.

— Não é nada... — Dei um pouco de sorte porque antes mesmo de eu responder ele pareceu perder a atenção em mim e estar olhando para alguém no fundo da sala. Eu sou bem curiosa e acabei virando-me para trás para ver quem ele tanto olhava. Lá no fundo da sala havia um garoto que aparentava estar fazendo algum de seus deveres, seus olhos eram castanhos, seu cabelo era um louro completamente liso meio ondulado e curto. Ele era o Anthony, podemos dizer que era um aluno mediano.

— Por que tá olhando pra um menino desse jeito, maninho? — Voltei a olhar para Chris, que estava ainda olhando para o Anthony, coloquei minha mão na boca e comecei a rir — você gosta dele? — Perguntei.

— Que? Oi? Ba, claro que não né, eu só... só... só... estava tentando ver qual o dever que ele está fazendo para eu poder pegar com ele, ué — Ele gaguejou para falar, ou seja, ele mentiu e desde quando Christopher Knight se preocupa com deveres da escola?

— Ata, que desculpa de merda foi essa hein? — Falei bem baixinho segurando minha risada — Você nunca se preocupou com lição de casa, deveres da escola e você podia muito bem pegar comigo né? Mas parece que você quer é falar com o Anthony... não minta para sua irmã.

— Isabella vai para o inferno, eu só queria pedir mesmo para ele, ok? Você nem surgiu na minha cabeça na hora de eu pensar em pedir... eu vi ele fazendo e pensei em pegar com ele — Ele respondeu todo nervosinho, foi muito engraçado, pena que a diversão acaba quando o sinal tocou e a professora teria de sair e pelo visto ela não me chamou para conversar, graças a Deus, até que Gabriel voltou para perto de nós para encher nosso saco. Parei de rir antes que ele chegasse.

— Do que estavam rindo, crianças? — Eu e Chris nós olhamos na mesma hora, depois olhei para Gabriel, mas com um ódio dentro de mim.

— ­Nada que interesse a você... — Respondeu Chris. — Você não cansa de encher o saco dos outros não? Por que não sai daqui e vai com seus amigos? — Novamente, Chris parecia estar irritado a ponto de querer pular para cima de Gabriel para soca-lo, dava para notar isso na forma de como ele respondeu.

— Eu acho melhor você diminuir o seu tom de voz antes que o negócio fique pior para você e a sua irmãzinha ridícula — Ele dizia isso com um sorriso entre suas falas. Me senti uma idiota. Don, que estava na carteira de trás da minha levantou-se indo diretamente na frente de Gabriel. Eu e Chris levantamos após isso e ficamos a observar.

— Ou você deixa a gente em paz ou você vai se foder na minha mão, estamos cansados das suas zoeirinhas, se manda daqui, Gabriel — Don parecia tão bravo quanto Chris. Fiquei com medo, mas sabia que Don não faria algo terrível, pelo menos naquela hora, eu acho.

— E você vai fazer o que? Vai me bater com essa mão de mariazinha? Puta que Pariu, que moleque mais infantil da porra! — Don não gostou nada disso, só vi ele levantando sua mão que ia para o rosto de Gabriel, até que os dois começaram a trocar socos um com o outro. Tentei para-los, mas não adiantava, todos da sala foram chamar a coordenadora, que logo subiu e chamou os dois para irem na diretoria. Gabriel virou para trás e olhou para mim e para Chris.

— Vocês dois estão fodidos comigo, principalmente você, sua garota inútil. — Logo virou-se e tomou seu caminho junto a Don e a coordenadora da escola. Chris foi junto a eles como testemunha enquanto eu fiquei na sala.

Sentei na cadeira, coloquei meus braços sobre a mesa, cruzei eles e afundei minha cabeça no meio do cruzamento. Senti um frio na barriga, um medo, comecei a chorar de novo. Acho que sou a pessoa mais chorona desse mundo. Não sei que hora era, não sei o que aconteceu, só sei que minha visão foi tomando uma coloração completamente escura, até que então em questão de segundos eu adormeci ali mesmo.

***

Abri meus olhos, que só conseguia ver a mesa e o claro da luz batendo ali. Levantei minha cabeça, dei uma olhada em volta da sala e todo mundo estava me olhando, eu até estranhei, mas ignorei. Olhei para o garoto ruivo que sentava na segunda carteira na fileira ao meu lado.

— Qual que é essa aula? A última? — Perguntei, estava sonolenta por ter acabado de acordar. O menino parecia querer rir, mas estava segurando sua risada a força e mantinha um sorrisinho em teu rosto totalmente branco com sardas.

— Ahn... é... Já estamos na última aula, logo, logo vai dar o sinal de irmos embora ­— Respondeu ele.

— Ah sim, obrigado — Estranhei ele agir daquela forma, mas como sempre, ignorei.

Guardei todas as minhas coisas dentro de minha mochila e coloquei-a em minhas costas. Bateu o sinal e o que parecia muito estranho é que quase ninguém da minha sala saiu, assim que levantei por algum motivo eu caí no chão, olhei para meu tênis e notei que o cadarço dele estaria amarrado sobre a perna da mesa, alguém teria feito isso e não duvido nada de quem foi. Só ouvi gargalhadas de todo mundo da minha sala, porém Anthony e Enzo não estavam rindo, desamarrei meu cadarço da perna da mesa, amarrei meu cadarço e dei o fora na hora enquanto todos riam de mim. David e Bruno estavam me olhando de forma debuxante e rindo também. Com certeza foi armação deles, sem contar que Bruno estava gravando, que vergonha.

— Odeio todos daquela sala, odeio todos dessa escola — Enquanto eu corria, chorava até não aguentar mais. Sai da escola sozinha, fui em direção de minha casa, mas não conseguia seguir o caminho, porque estava sem forças o suficiente. Sentei numa escadinha em frente ao portão de uma casa que parecia ter ninguém dentro dela, abaixei minha cabeça e continuei a chorar. Alguns minutos se passou, ouvi passos de alguém se aproximando de mim, a pessoa colocou sua mão em minha cabeça e ouço uma voz diferente, grossa, no caso masculina, que não era de Don nem de Chris, nem de alguém conhecido.

— ­Ei, não fique assim, vai passar — Disse a pessoa.

Levantei minha cabeça, limpei minhas lágrimas com manga de meu moletom meio preto acinzado e quando vejo, aquela pessoa na qual teria se aproximado de mim, colocado sua mão sobre minha cabeça e ainda disse que iria “passar” era Enzo Petterson, sim, o garoto que eu teria visto hoje cedo subindo a escada, que aparentava estar triste também e que sorriu para mim na aula de física. 


Notas Finais


Muito obrigado, espero que tenha gostado e que esteja gostando, até mais c:


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