História O meu mundo Ice and Fire - Capítulo 13


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Jon III


Fanfic / Fanfiction O meu mundo Ice and Fire - Capítulo 13 - Jon III

Jon III

Ele amava Sansa, ela era a sua irmã. Mas ela era também a pessoa que mais o irritava. Ela tinha um dom, ele sabia. Sua teimosia não tinha precedentes, mesmo que, ela argumentasse o mesmo em relação a ele.

A carta de Tyrion havia preocupado Sansa, Jon podia notar. Era visível. Sua irmã não gostava das alternativas. Ela lembrava-o, constantemente, que o lordes do norte o abandonariam caso ele viesse a se curvar para Rainha Dragão. Gostava, menos ainda, da possibilidade de uma aliança por casamento.

- Jon, por favor! Tome cuidado com as decisões que você irá tomar. Lorde Tyrion é um homem inteligente, perspicaz. Ele não desistirá até alcançar o que melhor convém a sua rainha. Não sabemos se podemos confiar nela? Não acho que seja uma boa alternativa um casamento.

Ele sabia que as experiências da irmã não haviam sido positivas,  mas Jon era diferente. Ele nunca, sob hipótese alguma, havia considerado que em sua vida existiria a possibilidade de um casamento por interesse. De um casamento com uma nobre. Sua vida mudara mais do que ele jamais poderia ter sonhado.

- Não sabemos se é essa a proposta, Sansa! Confesso que a considero bastante exagerada. Não imagino que a Rainha queira casar com um bastardo.

- Sei que o melhor seria não me curvar, mas se eu tiver que escolher entre uma guerra entre os vivos por causa de uma coroa, esqueça. Prefiro uma aliança que me assegure um exército para enfrentar o Rei da Noite. Prefiro tentar manter todos vocês a salvo, mesmo que isso custe a independência do norte. Dizem que ela tem um exército enorme e, ainda, Três Dragões. Não temos como enfrentar isso.

 

-Você ainda se considera um bastardo, mesmo depois de descobrir quem são seus pais. Jon, você é o legítimo herdeiro, não ela. Ela deveria se curvar a você.

 

- Por mais que eu acredite que o que encontramos seja verdade, não posso deixar de imaginar que não passe de um plano de Lorde Petyr. Ele pode ter planejado tudo isso. Mesmo que o que encontramos nas criptas seja verdade, não há provas.

- Você sabe que eu não quero ser rei de nada, ainda mais dos sete reinos. Eu nunca pisei em Porto Real, eu nunca percorri as estradas do Sul.

- Além do mais, o homem que me criou, que traiu sua honra, nunca quis que eu fosse rei, ele me deixou ir para a muralha e abdicar toda e qualquer pretensão. De todo e qualquer direito.

- Talvez eu seja seu irmão e isso não passe de uma grande armação. Talvez eu seja o filho de Rhaegar, eu não sei. A única coisa que eu sei é que não existirão sete reinos se eu não impedir os outros. E para isso, um aliança com a Rainha Targaryen é imprescindível.

 

- Eu o amo Jon. Eu sempre vou amá-lo,  seja você meu irmão ou meu primo.

- Mas eu não tenho dúvidas de que você é herdeiro legítimo.

- A decisão é sua. Eu espero que você saiba o que será melhor para todos. Só te peço que tenha cuidado com Tyrion. Ele é mais esperto que o Lorde Petyr.

 

- Será, Sansa? Petyr fez com Tyrion fosse o culpado pela morte de Joffrey. O anão quase foi morto.

- Além do mais, Lorde Tyrion sempre foi um bom homem, não imagino que tenha mudado. Ele foi bom você,  não foi?

- Talvez devamos lhe dar um voto de confiança.

 

- Confiar, Jon! Por favor, você é o Rei do Norte, você não deveria confiar em ninguém. Lembre-se disso.

 

Ela saiu da sala e, como de costume, mais uma vez estava claramente irritada com ele. Ela o achava tolo, inocente demais, por acreditar nas pessoas. Sansa não confiava em ninguém. Talvez em Jon, mas a forma encontrada para demonstrar sempre o deixava preocupado.

Enquanto saia bufando, Thormund entrava no grande salão. Sansa mal o cumprimentou, e seguiu seu caminho ao encontro da porta de saída.

- Vocês parecem um casal de velhos, sempre brigando.

 

- Sansa e eu somos muito diferentes,  meu amigo. Opostos, eu diria. Ela não confia em ninguém, e eu, bom, meu histórico conta muito sobre mim, não. Eu fui traído pelos meus irmãos, por homens de minha confiança. Pelo meu intendente.

 

- Você não deve se condenar por isso. Você é um homem corajoso, você sabia que nos deixar cruzar os portões lhe traria inimigos e, mesmo assim, o fez. Não acho que o seu problema seja confiar, acho que você é um rei bem maluco mesmo. Você não se importa em comprar brigas.

- Jon, ou melhor, vossa alteza,  vossa graça, seja o que for, você é um homem bravo que quer proteger o seu povo. E você considera todos o seu povo. Você nos trouxe até aqui e nós o seguimos. O Povo Livre não segue qualquer um. Só seguimos aqueles que são fortes o suficiente para nos levar para lugares melhores.

- Agora,  preciso que você me acompanhe até os portões, notamos que um grupo de pessoas está se aproximando do castelo. Pode muito bem ser o seu anão.

 

Os dois saíram do grande salão, cruzaram o pátio, por onde Sor Davos inspecionava as guarnições e conversava com o antigo meister dos Boltons, Meister Wolkan, que agora servia Winterfell. Jon sentia falta de Meister Luwin, imaginava que o homem havia morrido quando seus irmãos escaparam do castelo.

Do alto da torre Jon conseguiu vislumbrar o grupo que se aproximava, não imaginava que fosse Tyrion, eram poucos. Com um pouco mais de atenção, visualizou a bandeira da Casa Reed. Eles ainda não haviam jurado lealdade ao Rei do Norte. Na verdade, Jon sequer lembrava da última vez que havia visto um Reed em Winterfell. Talvez, nunca!

Jon autorizou a abertura dos portões e se direcionou ao grande salão,  receberia o homem lá. Era mais apropriado para um Rei, Sansa vivia insistindo. Como não pretendia iniciar outra guerra com ela, a chamou e providenciou quase uma cerimônia de recepção.

Ele podia ver que ela ainda estava brava com ele. Mas, mesmo assim, ela o olhava ternamente.

Sansa havia mudado muito, não lembrava em nada a menina com quem ele havia crescido. Romances e canções foram substituídos pelos deveres para com Winterfell. Ela era a senhora do castelo e Jon jamais conseguiria atender a tantas demandas sem a sua ajuda. Toda vez que ela falava, ou arqueava a sobrancelha por estar desconfortável com alguma situação, Jon imediatamente lembrava de Lady Catelyn. Imaginava o que ela pensaria ao ver o bastardo que ela sempre odiou sentado no lugar de Ned,  no lugar que seria de Rob.

Quando as portas se abriram, Jon pôde ver o velho cranogmano. O homem era menor do que ele imaginara. Sabia que o homem havia salvado seu pai, Ned. Imaginava-o diferente.

Junto ao homem, Jon vislumbrara a mulher que há pouco havia banido do Norte, por sorte Sor Davos não estava presente. Jon estava irritado com audácia, mas sabia, que apesar do que havia prometido,  o que ele menos desejava era matar a mulher.

Logo atrás da mulher da vermelha Jon viu algo que ele sonhara por inúmeras vezes,  mas que jamais achara possível acontecer.

Ela correu em sua direção, vestia-se como um menino, trazia consigo a agulha e mais atrás, sua loba.

- Arya!

Jon pulara da mesa e correra em direção a irmã. Ela não era mais um criança, ela não precisava mais pular para alcançá-lo,  mas o fizera mesmo assim. Com ela em seus braços, sua irmãzinha, Jon novamente sentia-se, pela primeira vez,  bem-vindo em Winterfell.

Sansa também seguiu em direção da irmã. A olhava com lágrimas nos olhos,  mas não sabia como reagir. A relação delas nunca se assemelhara a que Jon e Arya sempre tiveram. Eles eram os estranhos, os diferentes. Eles não se encaixavam.

Arya afastou-se de Jon e abraçou fortemente a irmã. O mundo às havia separado. Ambas viram Ned morrer em Porto Real. E mesmo que tenham trilhado caminhos diferentes, elas se amavam, Jon podia ver.  A imagem das irmãs, em um abraço terno, contrastando as diferenças entre elas, fez com que Jon risse, imaginando como gostaria que Robb estivesse ali para que pudessem rir também da cena. Uma imagem que eles nunca teriam pensado.

Enquanto as olhava, pensava que elas não poderiam ser mais diferentes. Arya vestia-se como um escudeiro, não usava vestidos. Seu cabelo era escuro e bagunçado, seus olhos, lembravam os de Jon. Arya,  ao seu modo, havia virado uma bela menina.

Mas não se comparava a beleza de Sansa, que era, visualmente, muito mais Tully. Seu cabelo ruivo, cuidadosamente alinhado. Seu vestido finamente bordado. Sansa era imponente e destacava-se mesmo sem ter a pretensão. Arya, poderia passar despercebida entre a multidão.

Jon foi arrastado de seus devaneios por Melissandre.

 

- Eu não a havia proibido de retornar ao Norte?

- Eu não posso, meu Rei. Eu não posso me afastar. Você irá precisar de mim. A guerra se aproxima, e o príncipe Dragão precisará de mim.

 

- Príncipe Dragão?

A mulher sabia, ele sentia sem âmago que seu segredo não era tão secreto assim. Desde que descobrira,  Mindinho andava sumido. Davos buscava mais informações e vivia na criptas. Em breve o Norte saberia e isso deixava Jon preocupado.

- Não sei do que você está falando,  Lady Melissandre. Eu sei que você não é bem-vinda aqui e adoraria que fosse embora antes que Sor Davos a veja. Por favor, não me faça cumprir a minha promessa!

Jon estava prestes a pedir que  Lady Melissandre fosse escoltada para fora do castelo quando foi interrompido por Lorde Hownland Reed.

- Vossa graça, peço desculpas pelo transtorno. Lady Melissandre é minha convidada, estava com minha família desde que o senhor a expulsara. Sei que o desobedeci, mas a Noite se aproxima, e precisaremos dela. Eu prometi ao Ned que o ajudaria,  e é isso que estou fazendo aqui.

- Será que eu poderia conversar com o Rei,  sozinho? Quem sabe a sua majestade poderia me acompanhar até as criptas para que eu possa prestar homenagem aos meus velhos amigos?

Jon, ainda perturbado com a presença da mulher vermelha e extasiado com o retorno de sua irmã,  não pode negar o pedido do velho homem. Pediu para Thormund escondesse Lady Melissandre de Sor Davos, temia que o homem não compartilhasse a compreensão de Jon.

- Vamos,  Lorde Reed. Eu o acompanho e conversamos. Peço que entenda que não encerramos o assunto em relação a Lady Melissandre. Por agora, ela fica. Mas não garanto que terá uma estadia longa, ou, quiçá, confortável.

Lorde Reed o acompanhou até a criptas. Não pronunciou uma única palavra até chegarem na cripta de Ned.

 

- Ned foi um grande amigo. Eu o seguiria para qualquer lugar. Eu seguiria Lyanna até onde fosse preciso.

- A última vez que eu o vi, Jon, você era um bebê, recém nascido. Sua mãe morrera ao lhe dar a luz. Ned estava inconsolável. À sua frente estava sua irmã, morta. Em seus braços, a constatação de que Lyanna nunca fora sequestrada. Ela havia fugido com o homem que amava. Ela havia casado com um príncipe. Naquele momento Ned tinha uma responsabilidade muito maior do que apenas uma criança, ele tinha em seus braços a criança que seria perseguida e morta se soubessem sua verdadeira origem. Ele tinha em seus braços a promessa que fizera a Lyanna. Ele  protegeria, custasse o que custasse, o filho de Lyanna e Rhaegar.

- Ned não queria, mas sabia que não existia outra alternativa. A mulher sabia também. Ela precisava morrer para que o segredo fosse mantido. Ela amava sua mãe e idolatrava Rhaegar. Ela pegou a espada e empurrou contra o seu peito.

- Saímos de lá, Ned, eu e você. Achamos uma ama de leite no caminho, e daquele momento em diante, Ned o apresentava como seu filho. O seu bastardo. Ele sabia que a mentira desonraria sua esposa, mas era isso ou permitir que um inocente fosse morto.

- Ele havia visto os filhos da princesa Elia Martell,  uma imagem que o aterrorizaria para sempre. Ele não podia permitir que o filho de Lyanna tivesse o mesmo destino.

- Ned o amava, Jon. Não duvide disso. Sua mãe o amava ainda mais. Eu não conheci o seu pai, eu apenas sei que eles se apaixonaram em Harrenhal.

- Jon, seu verdadeiro nome é Jaeherys e nessas criptas você encontrará a carta de sua mãe. Ned me pediu para guardar esses pertences, mas eu achei que o melhor lugar para escondê-los era onde ninguém procuraria. Eu os coloquei aqui, nas Criptas.

Jaeherys assentiu com a cabeça. Ele sabia, ele já havia visto. Não restavam mais dúvidas. Ele não era Jon Snow, ele era Jaeherys Targaryen.












 


Notas Finais


Jon precisa aceitar quem ele é. Se ele será o rei de westeros, acho que pouco importa. Mas aceitar sua verdadeira origem pode ser crucial para a evolução do personagem e relação que ele terá com a sua família, sejam Starks ou Targaryens.


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