História O Meu Pequeno Segredo - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 5
Palavras 3.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, minhas cerejas! E aqui tô eu, c mais um cap dessa fic que vcs tão lendo agr.
Espero q vcs gostem desse.

Capítulo 2 - Miga sua loka


ALICE ON

Mais uma noite de sábado qualquer. Só que não. A Nathaly ficou me enchendo o saco para saber de tudo o que rolou lá.

Ela me perguntou o que aconteceu pelo whats:

"E aí? O q rolou?"

Eu:

"Tu viu o atentado terrorista em Nova York?

Depois de um tempo, ela insistiu:

"Me conta o q rolou lá, sua chata!"

Eu:

"Vai ter prova de matemática semana que vem?"

Ela ficou de saco cheio:

"Tu ñ vai msm me contar o q aconteceu?"

Eu:

"Não. : )"

Nathy:

"Sua chata!"

Eu:

"Não pelo whats. A gente é visinha, tu tem pernas pra q?"

Nathy

"Obrigada. Mas eu não vou ir na tua casa"

Eu:

"Então tá. Parece q tu ñ vai saber nunca."

Nathy:

"Claro q eu vou saber"

"Só vc q não sabe ainda como"

Eu:

"Tu vai falar com a Maria, né?"

Nathy:

"Não"

"O filho nem contaria a ela"

Eu:

"Ele contaria sim. Ele nunca te contaria"

Nathy:

"Não com a Nathaly aqui"

Eu:

"Ñ se atreve a chegar 1cm do meu celular!"

Nathy:

"Eu em!"

"Nem quero ver vcs mandando mensagem fofas no celular"

"Meloso demais"

Eu:

"A gente ñ faz isso"

"Ainda"

Nathy

"Então nem vou ver"

Eu:

"Ele ñ diria p ninguém. Ele sabe q ia dar merda"

"Tu ñ vai ficar sabendo d nd"

Nathy:

"Chato vcs dois em"

"Puta q pariu!"

"Vai tomar no cu de vcs em!"

Eu:

"Se quiser saber, vai ter q largar essa tua preguiça nojenta."

Nathy:

"Então amanhã eu vou a sua casa"

Eu:

"Combinado"

Nathy:

"Pq eu quero saber a versão dos dois"

Eu:

"Vai ter q ir na casa dele p ouvir a versão dele"

"Eu ñ vou chamar ele p vir aqui e falar sobre isso"

Nathy:

"Na vdd eu vou indavir"

"Eu sempre faço isso"

Eu:

"A boa e velha janela."

"Tô ligada q eu vou tá d boas e tu vai brotar de repente."

"Uma puta de uma merda."

Nathy:

"Foi a melhor ideia q ja inventaram na casa dos outros"

Eu:

"O seu rabo"

"Eu ainda vou destruir aquela escada de emergência"

Nathy:

"O meu rabo não foi algo inventado. É algo q eu tenho, assim como vc e todas as mulheres do mundo"

"E não fala assim, é feio"

Eu:

"Foda-se. Enfia o feio no cu"

***

No dia seguinte, eu levantei animada, eu estava a fim de ver a reação da Nathaly.

Eu ia passar o dia em casa, mas hoje eu me sentia poderosa! Por isso eu vesti um cropped gola alta com um corte que ia aumentando quanto mais ia para baixo até se completar que tinha uma corta nas pontas para amarrar no pescoço, preto e não muito curto, com uma estampra que era uma frase em branco que era o seguinte:

YOU ARE MY (um sol desenhado) MY (uma lua desenhada) AND ALL MY ☆'S

Eu estava usando uns shorts de um azul quase branco de tão claro que era rasgadinho nas bordas, uma camisa vermelha xadrez por cima e usei uns tênis pretos. Eu também usei um colar com um pingente de prisma, uma gargantilha preta sem nenhum detalhe e fiz tranças boxeadoras porque eu sou puro estilo.

Eu me olhei no espelho e não pude evitar o pensamento que veio á tona na minha cabeça: "caralho, eu tô muito gostosa!" Mas é claro, eu apaguei esse pensamento da minha cabeça, porque, né?

Eu tomei café e fiquei lá embaixo vendo The Tundermans, uma das melhores séries já criadas pelo ser humano. Depois ficou de tarde, eu almocei e subi com a minha sobremesa: Sorvetella! Sorvetella é uma camada grossa de Nutella no fundo de uma caneca, uma grossa de sorvete de creme, e daí vem mais uma de Nutella, maos uma de sorvete, e mais uma de Nutella para fechar, e daí você decora como quiser, eu decidi decorar com uma bola de sorvete de creme com um zigue-zague fininho de nutella e morangos. Eu recomendo para todos os nutelleiros de plantão.

***

Eu subi com o meu sorvetella para o meu quarto, e quando eu abri a porta, eu dei de cara com a Nathaly. Ela estava usando uns tênis muito lindos e divos, pretos de botinha com um detalhe de rendinha e uma coroinha no lado que ficava para fora, que ela tinha ganhado da vó, um macaquinho jeans de bolinhas e uma camiseta branca. Desde que eu disse que era bonito, ela resolveu que ia usar um pouco mais essa roupa. Ela estava sentada no meu sofá meio alto de couro branco e cheio de almofadas que fica na altura da janela comendo chocolate com caramelo da milka.

A maioria das pessoas se assuataria com um ser humano no quarto delas de repente, mas eu já estava esperando por isso, então eu nem liguei.

- "Falaê", cuzona! - Eu cumprimentei a minha melhor amiga educadamente.

- E aí? Sua vaquiane de merda! - Ela me cumprimentou ainda mais educadamente. Logo ela percebeu que não era a única com delícias. - Opa! Comida. - Ela deu uma mordida no chocolate.

- Nós somos duas gordas, hein! - Eu disse.

- Quê? Eu em! Que mentira! Seja como a Nazaré, tenha tesão por ti mesma.

Eu me joguei na cama e afundei nos meus cinco cobertores e a colcha azul claro estampada com corações rosa escuros que davam a impressão de serem desenhados. Sim, tu leu direito, cinco cobertores, em janeiro, com uma máxima de 48 graus (ok, 48 é exagero, mas faz uns 35 graus. A gente não chama a nossa cidade de Forno Alegre no verão à toa). De noite eu deixo o ar condicionado no máximo de frio e me cubro bem para ficar bem quentinha, porque eu gosto de dormir no frio, cheia de cobertas.

- Tá, eu sou uma deusa grega muito gostosa, linda e diva. - Respondi. - Feliz?

- Melhor assim. - Ela respondeu. - E outra, eu que tô uma baleia orca assassina. Tô pior que o Luccas Neto. E olha aqui o pudim gordo que eu tenho! - Ela apertou a barriga, fazendo algumas banhas saltarem. Ela revirou os olhos. Em seguida ela olhos para o nada e fez um gesto que dizia: "Né, até que dá pro gasto".

- Outra coisa, e tu e o mano? - Ela mudou de assunto. Ai, ai. A curiosidade... - Rolou algo?

- Ah, isso. - Eu disse sorrindo de uma forma, um tanto quanto sonhadora. - Sei lá. - Eu confesso, eu só estava enrolando para deixar ela mais interessada no que aconteceu.

- Como assim "sei lá"? - Eu não acredito que tu vai ser a ter a chance de NÃO ME CONTAR! - Ok, né? Se é assim...

- Tá bom. - Era melhor parar como mistério antes que ela entrasse em colapso. A gente trocou uns selinhos.

Ela ficou muito animadinha, pegou o celular e colocou em um app que eu não consegui ver o que era. E eu fiquei pensando: "o que essa retardada tá fazendo?"

- Ah é, Lucas? Tá namorando? mas ó, eu furo teu olho e corto teu pau se tu magoar a Alice, okay? E sim, ela me contou, depois eu passo na tua casa. - Eu não acreditei na capacidade dela. Aquela vaquinha estava mandando áudio! E depois eu ouvi o sonzinho de ligação, e pelo jeito que ela deixou o celular, era chamada de vídeo!

- NATHALY!!!! - Eu disse, puta da cara. - DESLIGA ESSA PORRA AGORA!

Mas aquele filho da puta atendeu antes que ela pudesse desligar.

- Oi mana! - Ele disse. - O que foi aquele áudio?

Eu engasguei com o sorvete, sério.

- Apenas a verdade mano - Ela fez uma cara fofa, meu Deus, Nathaly! - Que fófis, agora eu tenho uma amiga que é minha mana e além disso é a minha cunhada.

Eu fiz uma mímica que dizia: "Desliga, desliga!"

- A Alice tá te mandando um beijo aqui! - Eu não acredito que aquela vaquinha putiane mentiu!

- NATHALY SUA PIRANHA PARA DE QUEIMAR O MEU FILME OU EU TE MATO A PANCADA! - Eu disse, ou melhor, gritei muito alto. - EU JURO QUE EU JOGO ESSA PORRA DESSE CELULAR PELA JANELA!

- O-ou! Já vou indo na tua casa, porque ela vai me matar! - Ela saiu pela janela e desceu pela escada de emergência e correu na direção da casa do Lucas, e eu, puta da cara, segui ela, mas eu nem tinha me ligado na porra toda de que ela tava me levando para a casa dele.

- Nathaly! Volta aqui! A gente ainda não termino... - eu fui interrompida pelo Lucas abrindo a porta, então eu rapidamente (tipo, muito rapitamente) deixei a minha coluna reta e segurei as mãos. A Nathaly entrou correndo e se enfiou atrás do Lucas. - Oi, Luca.

- Oi. - Ele respondeu.

- Desculpa Deus, eu fiz coisa errada e não devia. - Disse a Nathaly. Mas eu tento ser uma boa cupido, por favor, me dê uma luz, não quero morrer cedo.

Para melhorar tudo, a Maria chegou.

- Eu acompanhei tudo! - Ela disse. Toca aqui, Nathy! - Ela estenteu a mão e elas fizeram um hi-five. Eu mereço.

- Oi, gente. - Eu cumprimentei a Maria e o Luca meio que escondendo o meu rosto. Tudo o que eu queria era cavar um buraco bem fundo e me enterrar nele. E morrer por asfixia. Mas gracas a Deus, nada disso aconteceu.

- Oi, Ali! - A Maria respondeu. - Porque tu não entra?

- Não Maria, ela vai me matar. - A Nathaly suplicou. Faça-me o favor, sua vaca véia! - Tu quer que a tua mana não mana morra? Mas ó, eu sou um cupido meio loko, to na fase de treinamento

Eu percebi que o Luca simplesmente ficou boiando e subiu para o quarto dele.

- Eu não vou mais te matar porque tu pediu desculpas.

- O que é isso na tua mão? - A Maria perguntou, apontando para o meu sorvetella.

- Ah! - Então eu percebi que não tinha largado o sorvetella para perseguir a Nathaly. Como ele conseguia persistir? - Eu persegui a Nathaly até aqui e nem percebi que ainda tava com o meu sorvetella.

- Nossa! Nem pra perseguir a Nathaly tu larga a comida! - Ela disse, admirada.

- Pois é. - Concordei.

- E essa roupa? - A Maria questionou, reparando que eu estava usando uma roupa de sair - Tu vai a algum lugar?

- Não. Eu só ia ficar em casa mesmo. Eu gosto de me arrumar. - Pode ficar desconfiado de mim o quanto quiser, eu realmente gosto de me arrumar.

- Que nada - a Nathaly interviu -, ela vai é se encontrar com o Lucas!

- O teu cu! - Respondi delicadamente, como um ogro muito grosseiro.

- Tu tem certeza que não quer entrar? - Ela me convidou.

- Eu aceito sim, Maria - Respondi.

- Então eu já vou isso, senão eu morro cedo. - A Nathy disse. - Beijo na bunda de vocês e lambida no sovaco.

- Não precisa ficar inventando desculpas, eu juro que eu não te mato. - Eu respondi. - E sem ficar inventando desculpas!

- Uffa! - Ela estava satisfeita que ela fosse viver. - Ainda bem!

Eu entrei na casa e me atirei no sofá, a Nathy também, porque a gente é de casa.

E eu fiquei sentada que nem homem, com aquela cruzada de perna bem cabra macho e o braço direito apoiado na guarda do sofá.

- Eu vou lá chamar o meu filho que se mandou, tá? - desse a Maria.

A maria subiu para o quarto dele.

- Por isso eu odeio ficar de vela - A Nathy disse. - Eu devia mesmo era abandonar vocês e me mandar.

- Vai se foder, Nathaly! - Eu respondi. - Tu não vai se mandar!

- PUTA QUE PARIU! - A voz do Lucas veio diretamente lá de cima.

- LUCAS! O QUE É ISSO! EU NÃO ACREDITO! - A voz da Maria veio acompanhar. Ela parecia perplexa, mas não inconformada.

- NA PRÓXIMA VEZ BATE NA PORTA!

- De onde tu tirou essa foto, Lucas? - A Maria fez um escândalo muito animadinho, como se ela tivesse tirando uma com a cara dele.

- Se é o que eu to pensando... - Caralho, essa mina não dispensa comentários. - Ca...ra....ca.

- O que tu tá pensando? - Eu perguntei, mesmo eu sabendo exatamente o que ela estava pensando, na verdade, era exatamente o que eu estava pensando, mas me fazer de inocente foi a melhor alternativa.

- Oi? Ah, não, tô pensando no meu futuro noivado com o Bruno Gissoni

- Não - disse eu -, tu não tá pensando nisso.

- Claro que sim. - Ela respondeu. O Bruno Gissoni é muito bonito. Quem não gosta dele?

- Tem razão. - Eu concordei. - Ele é muito gato.

- "Tamo" junto! - A Nathy disse. - Os caras são tudo tribufu, meu deus! Melhor eu sonhar com ele do que ficar com um dos cara da escola.

- Menos o Lucas

- Ele é exceção, porque ele é teu boy. - Ela disse - Eu tô aqui só de cupido e vela junto.

- Fala baixo.

- Por favor, todos já sabem, Alice

- Aff.

- Não mãe, ela não me mandou essa foto. - Era o Lucas descendo as escadas. - Eu peguei do face.

Ele se jogou no meu lado esquerdo no sofá.

- Que foto? - Eu perguntei. Eu não posso mentir, a curiosidade é sem fronteiras, assim como propagandas enganosas da TIM.

- Nada não. - Ele respondeu.

- Tua né, Alice - A Nathaly tinha que abrir a boca. - Não seja ingênua, ele é bem safado, já digo.

Eu me levantei e fui para o lado da Nathaly, a vergonha não tem fim, porque... qual é! Entendedores entenderão. (Eu da vida real: todo o mundo sabe que é uma punheta, caralho!)

- Mano Luca, posso perguntar uma coisa? - Finalmente a Nathy fez uma coisa boa para mim.

- Eu te conheço e tô com medo de te responder que sim. - Ele respondeu.

Eu tava de boas ali no canto comendo o meu sorvete, e a Nathy nem reparou que eu tinha roubado um pedaço do Milka dela.

- Porque tu não me apresenta seus amigos? Poh mano, não tem ninguém bonitinho na escola, poxa!

- Os meus mano são tudo feio ou galinha. - Respondeu. - E eu ñ quero nenhum feio ou galinha namorando a minha mana.

- Eu também não quero de jeito nenhum! - Eu acrescentei.

- Tu tem ele Alice, não conta.

- Cala a boca. - Eu disse calmamente.

- Que merda isso! - A Nathy disse. - Eu consegui alguém decente pra ti Lucas, minha amiga, eu ainda vou ter que dividir ela contigo. E Lucas - ela mudou completamente de assunto, o que marcou a minha desgraça para sempre -, tem algo bom na sua casa? Tô morrendo de fome!

- Tem bolo de chocolate e pão de queijo. - Ele completou. - Serve?

- Excelente. - Ela foi até a cozinha e pegou o bolo e o pão de queijo.

- Eu também quero pão de queijo. - Eu disse.

- Não - Ela veio me sacanear -, senão vai beijar com gosto de pão de queijo

- Tchau pombinhos, meus deuses gregos.

- NATHALY! - Eu chamei por ela, mas aquela piranha já tinha saído e deixado nós dois sozinhos. Ai, ai, Alice, que melhor amiga tu foi escolher. (Eu da vida real: Exatatemente. Porque eu não podia ter uma melhor amiga na vida real e que não fosse tão palhaça?)

Eu dei mais uma colherada enorme de sorvetella, eu estava muito nervosa, eu já tinha beijado o Lucas várias vezes e a gente ainda não tinha nada, e eu pensava que eu era nova demais para isso. Sim mãe, eu concordo contigo. Mas acontece, que o meu coração não se importa quantos anos eu tenho, quantos anos ele tem. O meu coração só quer que ele seja meu, ele só quer amar e ser amado, não importa por quem.

- Ela é uma outra louca. - O Lucas disse. - Mas em loucura, tu dá de dez nela.

- Eu ainda não sei se isso é um elogio. - Eu disse. Depois eu dei a minha colherada final no meu sorvetella, uma outra cruzada cabra macho nas minhas pernas e apoiei os meus cotovelos na guarda do sofá. - Mas foda-se. Sendo um elogio ou não, é a mais pura verdade.

- É uma loucura boa. - Ele confirmou. - Divertida.

- Eu tento. - Eu respondi.

ALICE OFF

LUCAS ON

E lá estava ela, Alice. Cheia de atitude, ela não se importava com o comportamento e as boas maneiras, ela simplesmente senta de perna aberta, arrota alto, e não tem papas na língua e nem simancol, porque segundo ela, ela tem noção de tudo, ela faz os outros sentirem vergonha, seja alheia ou não, de propósito. E, posso falar? Ela é fofa. Não o tempo todo, com todo o mundo e se tu não for pelo menos amigo dela, mas ela é muito carinhosa e protetora, além de ser cheia de atitude, ela quase nunca pensa, ela só faz, ela só pensa duas vezes antes de fazer as coisas quando é necessário.

Ela estava meio desconcertada, eu não consigo entender o motivo, a gente até já deu uns beijos, ela nāo tinha motivos para estar assim. Ok, talvez ela tivesse um pouco de motivo sim, mas é uma coisa que ela pode ignorar.

Eu percebi que a gente estava em lados opostos do sofá, já que ela pôs a Nathaly entre a gente, então eu me aproximei dela.

- O que foi? - Perguntei a ela.

- Eu tô pensando. - Repondeu.

- Sobre o quê? - Perguntei.

- Sobre "nós". - Ela respondeu. Eu fiquei muito feliz, talvez ela fosse a primeira garota que ia me levar a sério. - Eu fico me perguntando se vai existir um "nós".

- E porque não existiria? - Perguntei.

- Porque é errado. - Ela repondeu. "Como?!" Eu pensei. - A gente ainda é meio novo para isso.

- 13 anos. - Respondi.

- Muito novos.

- Para de bobagem! Qual o problema? - Eu questionei.

- A minha mãe disse que eu não posso namorar até ter pelo menos 14. - Ela respondeu.

- E qual a diferença? - Eu perguntei.

- O ideal seria 15. - A Alice respondeu.

- E porque tu quer tanto seguir essas regras dela? - Eu perguntei.

- Ela é a minha mãe, e não tem pessoa no mundo que eu ame mais do que...

- Cala a boca! - Eu interrompi.

- Ah, vem calar, então! - Quando ela disse aquilo, eu percebi uma oportunidade de acabar com aquele clima nada romântico. Eu beijei ela. Dessa vez, foi uma coisa mais romântica e intensa do que nas outras vezes, e ainda tinha o detalhe de que aquele beijo tinha gosto de "sorvetella". Depois que a gente se afastou, ela olhou no fundo dos meus olhos e disse:

- Isso acaba aqui.

Ela me deu um beijo no rosto, levantou e saiu.

Assim que ela se foi, uma tristeza grande me invadiu, eu não sei se eu já senti uma coisa assim antes. Enquanto eu olhava a porta, tentando processar o que tinha acabado de acontecer, eu senti uma coisa quente e molhada escorrer em meu rosto. Era uma lágrima, uma lágrima! Manos não choram por minas! Ou será que choram? Eu só sei que eu nunca tinha sentido isso antes, essa tristeza e as lágrimas eram novas para mim. (Eu da vida real: Bem-vindo à sofrência, Lucas)

LUCAS OFF


Notas Finais


Eu já sei como vcs ficaram: "😱😱😱😱😱". Eu sei, clima tenso.
Me respondam nos comentários:
Vcs acham q "eu" fui trouxa? Vcs apoiam as atitudes da Nathaly? O que vocês acham que vai acontecer no próximo cap?
Quando quiserem, bolem as melhores teorias!
Bjs de cereja para as minhas cerejas!
😘😘😘


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