História O mistério da chapeuzinho vermelho - Capítulo 5


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Categorias Chapeuzinho Vermelho
Personagens Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau, O Caçador, Personagens Originais, Vovó (Granny)
Exibições 8
Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Venho pedir desculpas pela demora do capítulo, estou cheio de coisa para fazer. Tendo isso em vista, infelizmente venho comunicar que os próximos capítulos não tem previsão para serem postados, pois estou estudando para concurso público que está muito próximo, então tenho que me focar um pouco mais para conseguir passar. Espero que entendam e não me matem... Boa leitura e até mais!

Capítulo 5 - Se... Imponha...


Ainda não estava acreditando que estava dentro de uma pequena cabana, no meio de uma floresta, junto com um lobisomem elegante usando terno e gravata! Quais eram as possibilidades de uma coisa dessas acontecer na vida real? Eu só posso estar sonhando e, se for isso, eu quero acordar o mais rápido possível.

Dentro da cabana dava para perceber que era dividido em três cômodos: banheiro, quarto e cozinha. Porém o quarto também era sala de estar, assim como a cozinha também era sala de jantar. Tendo em vista que quem morava ali era apenas um lobisomem, era um espaço mais que suficiente. Mas como agora tinham duas pessoas ali, contando comigo, ficou bastante apertado. Olhava em volta, não sabia exatamente para onde ir ou o que fazer, então simplesmente fiquei parada no meio da sala, ou quarto, não sabia exatamente.

O lobisomem caminhava pela casa, com as mãos cruzadas atrás do corpo. Chegava até o que parecia ser a cozinha e logo ia pegando um bule e xícaras, deixando em cima da mesa próximo dele. Serviu o líquido e eu já pudia sentir o cheiro de erva doce, aquele era um dos meus chás favoritos. Então ele se sentou, deu um gole no chá e finalmente olhou para mim, indicando com a mão para me sentasse ao seu lado.

— Seu favorito, certo? Chá de erva doce, sem açúcar. — Sua voz era extremamente calma e serena, assim como sua feição. Eu apenas concordei com a cabeça, segurando a xícara com as duas mãos e dando um gole longo.

— Uau, isso tá uma delícia! — Falei, em meio a um suspiro, por que aquele era realmente o melhor chá que tinha tomado em toda minha vida. Procurei não ficar encarando o lobisomem, até porque não sabia como seria sua reação (mesmo ele aparentando ser a pessoa mais calma do mundo), então só olhava para suas mãos em cima da mesa, que eram bastante humanas por sinal, porém bem mais peludas que o normal e as unhas se pareciam um pouco com garras, mas não tão grandes.

— Meu nome é Bartolomeu, mas pode me chamar de Bartô, se assim preferir. Sei que nunca nos encontramos, mas eu estou perto de ti desde o dia em que nasceu. — Finalmente olhei para a cara dele, não para o encarar, apenas para saber se já tinha o visto alguma vez na vida, por que aquela informação não fazia sentido algum. — E eu não sou um lobisomem, como você deve estar achando. Eu sou inteiramente lobo, sem parte humana, porém eu consegui me desenvolver mais que os outros lobos por conta de diversos motivos, um deles a própria magia. — Pausa para beber o chá.

— Eu nunca te vi na minha vida. — Consegui falar, aproveitando que ele estava com a boca ocupada, bebericando do líquido.

— Você não me viu por que foi impedida pela sua família. Há anos seus relativos tentam me deixar longe de sua vida, mas dessa vez não vão conseguir. Seu aniversário está chegando, ou seja, você está ficando mais forte.

— Mais forte? — O que diabos ele queria dizer com isso?

— Carmen, tenho que te contar a verdadeira história da sua vida, da sua família. Peço que mantenha a mente aberta para isso, pois você verá que no final tudo fará sentido, tudo se conectará. — O que eu poderia fazer naquele momento? Exatamente, não faço a menor ideia!

— Ok... — Foi a única coisa que disse e, em seguida, bebi do chá.

— A primeira coisa que eu preciso te dizer é: você vem de uma família inteira de bruxas. Sua mãe, vó, bisavó e por ai vai, todas são ou foram bruxas. Sua família nunca foi a mais forte existente quando o assunto é poder, mas sempre tentaram aumentar a magia, geração por geração, porém jamais conseguiram realmente o fazer, por que simplesmente nunca tiveram alguém predestinado a ter um potencial mágico enorme… Até o seu nascimento. — Eu não falava nada, se eu não tivesse visto minha vó toda estranha nos últimos dias, eu com certeza não iria acreditar em nenhuma palavra daquele lobo, mas não tenho como negar que havia sentido em suas palavras.

— E esse alguém predestinado sou eu?

— Exatamente. E é por isso que estão agindo do jeito que estão e, acredite em mim, isso só tende a piorar, pois só terão acesso ao seus poderes quando completar treze anos. Sua mãe não aguentou conter a progressão de seus poderes e por isso te deixou com a sua avó. E agora ela está te dando uma poção que te deixará desacordada tempo o suficiente para tirarem seus poderes e transportar para si mesmas. Não querem ninguém mais forte que elas e você tende a ser.

— Eu não me importo com esses poderes. Eu nunca tive poderes antes, então eu não preciso deles. Podem tirar a vontade.

— Você não entende, garota. Isso pode acabar com a sua vida, isso pode te deixar em coma, no mínimo. E nenhuma magia do mundo será capaz de te tirar desse estado, não sem algumas consequências. Você precisa lutar contra isso, mostrar que realmente é poderosa e capaz de cuidar de si mesma, se tornando a bruxa mais poderosa possível.

A conversa durou por mais algum tempo, mas acabei concordando com o lobo, até porque não tinha argumento algum para achar que ele estivesse mentindo, na verdade era o contrário, minha vó tentando me manter presa só fazia eu acreditar ainda mais nas palavras lupinas. Precisava de um tempo para raciocinar sobre toda aquela informação, então me deitei na cama da cabana e acabei adormecendo sem nem mesmo perceber.

Quando acordei, já havia escurecido e, aparentemente, estava sozinha dentro daquela pequena casa. Ainda meio sonolenta, me levantei e fui em direção à cozinha, quando escutei vozes vindo do lado de fora. Abri a porta bem lentamente, deixando apenas uma frestinha, só para ver o que estava acontecendo do lado de fora. E para minha surpresa, minha vó estava ali, conversando com Bartolomeu. Não conseguia ouvir direito o que ambos conversavam, mas o lobo continuava com a calma de sempre, enquanto minha vó já parecia estar um pouco mais nervosa.

Continuei olhando o que acontecia e notei Luke começar a se aproximar lentamente da mais velha. Será que era mesmo o que eu estava pensando? Não acreditava no que estava vendo, então esperei por mais algum tempo e foi quando tive certeza. As presas do lobo cinzento começavam a aparecer, enquanto ele se aproximava ainda mais sorrateiramente da minha vó.

— Vovó! — Gritei, saindo de dentro da cabana de uma vez e apontando para trás da mulher. Ela se virou rapidamente e simplesmente esticou a mão de uma vez, fazendo um brilho vermelho sair e atingir Luke, o lançando a diversos metros de distância para trás. — O que você ta tentando fazer? — O tom continuava bastante alto, enquanto eu me aproximava do lobo elegante.

— Achei que tínhamos concordado em se impor…

— Do que ele ta falando, chapeuzinho?

— Isso não quer dizer que eu quero matar a minha vó! — Então a mulher se aproximava, pousando  a mão em meu ombro.

— O que está acontecendo… — Não a deixei que ela terminasse e logo me afastei, fazendo com que parasse de me tocar.

— Eu sei vó, eu sei de tudo o que está acontecendo.

— Sabe de tudo o que? — Ela realmente parecia bastante confusa, como se não tivesse ideia do que eu estava falando.

— Da família, vó. Das bruxas! Eu sei de tudo. — O desespero tomava conta do olhar da mais velha, era nítido isso. Então o foco não era mais em mim e sim em Bartolomeu. Minha vó então se aproximou do lobo e ele logo levava as mãos até o próprio pescoço, como se estivesse se sufocando, enquanto seu corpo começava a se elevar no ar.

— O que você falou pra minha neta, seu lobo estúpido?! — O rosto do animal parecia inchar cada vez mais, além de ficar bastante vermelho.

— Solta ele, vó! — Gritava, começando a ficar aflita, mas a velha não parecia se importar com isso. O que era mais estranho era que, mesmo naquela situação, o lobo ainda tinha a feição bastante calma, mesmo parecendo um balão vermelho.

— Se… imponha… — Foi o que o lobo conseguiu falar, com bastante dificuldade e bem lentamente.

— Já chega. — A mulher mal terminou de falar e levou sua mão da esquerda para direita e, como se não fosse nada, o pescoço do lobo girou trezentos e sessenta graus, e o corpo já morto foi ao chão.

— Não!



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