História O MISTERIOSO ORFANATO DE MADAME LAURINE - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Orfanato, Paranormal, Suspense, Terror
Visualizações 11
Palavras 930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - CAPÍTULO 1 - NÃO IRRITE MADAME LAURINE


Sophie era a única ainda no dormitório do orfanato. Todas as camas, enfileiradolas dos dois lados, estavam já bem arrumadas. Ela folheava um livro em uma cadeira de madeira ao lado de sua cama, quando foi interrompida por uma velha de aspecto severo.

- Não vem almoçar? - perguntou a velha em tom ríspido.

Ela nem sequer deu ouvidos à diretora daquele orfanato repleto de segredos.

- Eu perguntei... - e caminhou em passos longos até ela - se não vem almoçar? - pegou em seus cabelos soltos e volumosos, e à arrastou para fora da cadeira até a escadaria larga que ficava em frente à porta de entrada do quarto. Ela gemia e gritava. A velha soltou-a com um impulso, e ela despencou escada abaixo caindo no meio da sala. As meninas que já se serviam na sala de jantar, avistaram a cena mas permaneceram à comer sem ao menos olhá-la, temendo que ela se irritasse ainda mais. Sophie levantou rápida, e subiu furiosamente até a velha que estava ainda no topo da escada, à olhando com um olhar de desdém. Pegou-a pelo braço magro e enrugado, e a puxou com toda sua força até ela cair com um baque no chão e reassumir a posição que ela se encontrava segundos antes. Ela ficou no topo da escada olhando para a velha com um olhar de satisfação que se levantava com esforço do chão.

- Sua vadia desgraçada! - se enfureceu a velha, e, no mesmo segundo pegou uma faca da mesa, e à lançou bem no meio da testa de Sophie. Os ossos desceram batendo nos degraus e ela caiu desacordada aos seus pés.

- Vamos comer - disse naturalmente às outras meninas.

As pobres meninas raptadas da maternidade, eram obrigadas à seguir as regras desgastantes daquela casa que virara orfanato. Um orfanato onde nenhuma das mocinhas que partiam de crianças à adolescentes poderiam ser adotadas. Era um inferno para as mesmas.

- Perdeu alguma coisa no chão Katherine? - perguntou a velha à Katherine: a mais velha das treze meninas que sobreviveram à violenta diretora. Era uma menina magra e pálida, os cabelos negros; tinha dezesseis anos.

- Não Madame Laurine - gemeu ela, voltando os olhos que encaravam o chão, novamente para o prato de sopa.

Madame Laurine era uma velha ossuda com rugas visíveis à quilômetros; usava sempre um avental amarrado à cintura: a maioria das vezes sujo de alguma coisa que andava preparando.

Madame Laurine também se serviu. Ao concluir a refeição, todas subiram saltando o corpo daquela pobre vítima. Foram todas para o quarto, exceto uma: Katherine. Ela seguiu para o corredor à esquerda já no andar de cima, inspecionando se os olhos de Madame Laurine não lhe acompanhava. Chegou em uma varanda e caiu aos prantos. Os soluços felizmente não atraíram a atenção da diretora. Desabafou consigo mesma enquanto apreciava a visão: uma área isolada cercada de um extenso milharal seco; não existia nem um sinal de casa por perto. Havia uma estrada de terra em frente ao orfanato, cuja era mordomia apenas de Madame Laurine, e de seu companheiro Gilbert - um senhor quase tão debilitado quanto a mulher. Usavam a estrada para fazer compras na cidade.

À certa altura, Katherine olhou para baixo e viu o senhor Gilbert arrastando o corpo da mocinha que ousou ficar furiosa durante o almoço.

- Pobre Sophie - murmurou ela, os olhos úmidos.

O senhor Gilbert cavou um buraco desproporcional e à jogou lá dentro. Em seguida entupiu, e enfiou a pá recém usada na areia fofa. Gilbert caminhou em direção ao orfanato e desviou o olhar para cima, mas não chegou a ver Katherine que se esquivou para trás o mais rápido que pôde.

Quando Katherine voltou para o dormitório, todas as garotas estavam espalhadas e dispersas. Umas liam livros, outras escovavam os cabelos, e Madeleine ousava em espiar através da parede de vidro ao fundo - uma parede enorme com visão panorâmica que ia do chão ao teto. Ocupava todo o fundo do dormitório.

- Oi, Katherine - disse Madeleine quando ela se aproximou. -, lá se foi mais uma.

Madeleine, cuja Katherine tinha grande afinidade, era um ano mais nova: magra e pálida, como quase todas ali.

- Temos que armar um novo plano. Desta vez que possa dar certo - disse Katherine à Madeleine.

- É o que estou pensando à séculos - respondeu ela, ainda à encarar as folhagens secas de milho que davam sacudidelas à todo momento ao redor de um espantalho de aspecto sinistro.

- Abel melhorou?

- Continua à ter convulsões e delírios.

As duas agora estavam viradas para uma das camas, onde se encontrava Abel, uma menininha de cabelos curtos e negros; seus oito anos faziam dela uma das vítimas mais jovens de Madame Laurine. Naquele instante seu corpo todo tremia, e ela não parava de murmurar palavras esquisitas. Todas olhavam apreensivas. Abel, tremia cada vez mais, até que...

- Ai meu Deus! - gritou Katherine, enquanto Abel subia na parede com o corpo de ponta cabeça, e seu rosto virava de um lado para o outro, babando.

- Madame Laurine! Madame Laurine! - gritou July encarniçada, saindo do quarto e descendo as escadas. Instantes depois, reapareceu acompanhada de perto por Madame. Ela lançou um olhar curioso para Abel, que ainda se contorcia com um olhar de sofrimento. Chegou próxima à ela, e sussurrou algumas palavras. A menina despencou da parede, e caiu desacordada na cama.

- Daqui à algumas horas ela voltará ao normal - disse Madame Laurine, e em seguida saiu do quarto.



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