História O Mito do Olimpo - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega
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Palavras 5.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 9 - Aprisionados


Acordo com dores na minha cabeça. Levanto cambaleando, mas vejo que eu estava trancada em um quarto com uma cama, banheiro, televisão e câmeras. Esfrego as mãos em meus olhos e lanço o meu olhar em direção a câmera. Vou em direção a porta de ferro, encosto o rosto no buraco que havia e observo para ver se havia mais alguém por perto. Grito.

- Alguém me tira daqui! – Grito. Tento usar meus poderes, mas, não consigo. Achava que era por causa das dores de cabeça mais não. Viro-me e ouço um barulho de campainha no quarto ou prisão em que eu estava. Ouço barulho de passos rápidos pelo corredor. Afasto-me da porta. Uma mulher de baixa estatura, com roupa de enfermeira e com medicamentos em uma vasilha vem até mim.

- Paciente 139, é hora do seu medicamento. – Diz a mulher. Mesmo com minha visão um pouco escura, consegui ver o nome na roupa da enfermeira, Hélia.

- Medicamento? – Digo colocando a mão em frente à luz que estava em meus olhos.

- Aqui, beba. – Ela me dá um copo com um líquido laranja dentro.

- Eu não vou beber nada. – Digo.

Um barulho ensurdecedor invade o meu ouvido.

- Beba, agora! – Diz ela.

Faço o que ela disse. Recupero-me das dores de cabeças e da minha visão escura. Acabo dormindo novamente. Acordo-me desta vez com a porta do suposto quarto aberto. Saio de onde eu estava. Eu estava melhor do que na outra vez que acordei. Olho para dentro dos outros quartos havia alguns jovens desacordados, eu acho. Quando coloco meu rosto para ver o que havia dentro de um dos quartos, me espanto. Havia uma pessoa acordada.

- Me tira daqui agora! – Diz uma garota me ameaçando com um pedaço de ferro.

- Calma, eu não sou uma daquelas enfermeiras malucas. – Digo.

A Garota me solta.

- Me ajuda a sair daqui. – Diz ela. – Eles me pegaram não sei por que... Meu nome é Helen. -

- Também me pegaram. – Digo. – Recua para trás, vou tentar usar meus poderes. –

Concentro-me e consigo usar, mas eles estavam fracos. Escutei passos de pessoas pelo corredor cada vez mais alto.

- Ei, você! – Diz dois homens com espadas na mão. Tento usar meus poderes naquele momento, mas, não obedecia quando eu mandava. Esquivo-me dos ataques daqueles dois homens, consigo utilizar meus poderes. Consigo congelar os dois homens. Eles caem duros no chão. Volto a me concentrar na porta, com muita dificuldade consigo destruir a porta.

- Vamos... – Diz a garota.

- Vamos. – Digo.

Andamos pelo corredor, cada passo que nós dávamos parecia que o corredor nunca acabava. Escutamos passos pelo outro corredor e diminuímos os passos para não chamar atenção. Notamos que em todo o lugar que andávamos, havia câmeras. Perguntei-me se conseguiríamos sair dali, e se conseguirmos, onde poderíamos estar... Descemos uma escadaria que parecia que estávamos indo para o centro da terra, olhei na parede e estava escrito ALA 1, parecia que foi escrito com unhas humanas... Notei que enquanto eu corria, havia uma bifurcação na parede, pequena. Corremos e fomos passando por mais ALA, ALA A, ALA B, ALA C, ALA C2, ALA C3, C4... Chegamos ao fim do corredor. Não havia saída. Logo a minha visão foi preenchida por um enorme muro de tijolos. Quando viramos para correr, estávamos cercadas novamente por homens. Mas desta vez era diferente. Eles não estavam com espadas. Mas sim com armas. Armas do meu mundo.

- Alcançamos a tempo. – Diz um homem atirando dardos. – Alvos imobilizados. –

Quando acordei estava no mesmo quarto. A Porta estava aberta.

- Paciente 139, comparecer a sala de recepção. Comparecer a sala de recepção, repito. – Diz a voz fina de uma mulher por meio de alto-falantes. Sigo pelo corredor. A Helen não estava mais naquele corredor. Pergunto-me onde ela poderia estar agora.

- Siga a direita. – Diz ela novamente.

Faço o percurso que ela me ordenou. Reparo dentro das celas, algumas vazias. Passei por dez corredores.

- Estávamos esperando por você, 139. Tem muita coisa para você fazer ainda, o soro D.C.O ainda está em desenvolvimento, para você é claro. – Diz ela andando para um lado e para o outro. Sigo-a. – Enfim, peço que assine esta papelada aqui é claro. Olha, tem umas regrinhas que você deverá seguir. – Diz ela.

- Onde eu estou? – Pergunto.

- Primeira regra, Não pergunte. Segunda regra beba o soro na hora exata, se não, já sabe o que acontece. Terceira regra, não ande pelos corredores após as luzes serem desligadas. – Digo, mas a interrompo.

- Por que não podemos andar após as luzes serem desligadas?  - Pergunto.

Ela me olha e revira os olhos.

- Continuando... – Diz ela. – Quarta e última regra... – (As últimas regras são as piores em minha opinião.) – Acima de tudo, não vá além do muro da ALA C6. Se você conseguir fazer algum dano nele, é claro. –

Lembro-me do muro que estava a nossa frente. Não presto atenção nela por alguns minutos.

- Bem espero que todas as regras sejam seguidas para que sejamos bons amigos. Todas as regras vão ser seguidas não é meu bem? – Diz ela. – Querida? –

- Se não? – Pergunto voltando minha atenção a ela.

- Se não, já viu o que acontece não é meu bem, talvez a mesma coisa que aconteceu com sua amiga. – Diz ela com um sorriso fechado.

- Vamos nos dar bem, não é querida? – Pergunta ela.

- Sim... Mas que lugar é esse? – Digo.

- A sua casa agora. Por enquanto. – Diz a mulher. – E a propósito, me chamo Diana. –

Assino toda aquela papelada. Aquele lugar que eu estava parecia mais uma casa de loucos. Queria saber o motivo de não poder andar pelos corredores após as luzes serem desligadas. Tenho um mau pressentimento a respeito disto. Tenho que fugir deste lugar o quanto antes...

***

Entrego a Diana os papeis, ela me mostra aquela “prisão”, havia poucas pessoas fora daquelas celas, pergunto-me o que poderiam ter feito para os outros estarem preso... Diana se retira, decido explorar o local para ver onde havia câmeras e onde não havia. Não havia um local se quer que não haja câmera. Pergunto-me como eu consegui chegar à área daquelas celas. Não me lembro do caminho que eu percorri... Vou até a sala de estar, as pinturas da parede tem um aspecto de novo, cor verniz, no centro da sala havia uma mesa com jornais e alguns livros, havia alguns garotos e garotas lendo alguns jornais. Aproximo-me e sento em uma das cadeiras, ouço cochichos sobre mim. Pego um dos jornais e começo a ler, mas logo sou interrompida por um dos garotos que fala comigo.

- Você é nova por aqui? – Pergunta um garoto de cabelos ensebados e longos, olhos pretos e pele escura. Ele estava vestido com a mesma roupa que todos, camisa branca e calça longa  branca. Olho para o número escrito em sua camisa, número 56. Talvez seja por este número que ele é conhecido e chamado como todos os outros.

- Sim... Chamo-me Crystal, e você? – Pergunto olhando para o número 56 em sua camisa.

- Frankie. – Diz ele.

- Ótimo, tenho certeza que você deve está se perguntando que lugar é esse. – Diz uma garota de cabelos crespos, negra e olhos castanhos. 127 estavam escrito em sua camisa. Ela me disse que se chama Dayanna.

- Sim... Tenho várias dúvidas, a primeira é saber o porque de eu estar aqui... – Digo.

- Também queremos saber... – Diz outra garota que com certeza possui 12 anos de idade, baixa estatura, cabelos curtos e pele clara. Fayane. 225 estavam escrito em sua camisa.

- Há quanto tempo vocês estão aqui? – Pergunto.

Frankie pensa por alguns segundos.

- Pelo que eu me lembre... Há exatamente um ano. – Diz ele.

Espanto-me.

- E não conseguiram fugir? – Pergunto.

- Já desistimos. Não tem como fugir desta prisão. O Máximo que conseguimos chegar foi no início da ALA C6, e, sofremos muito por isto. – Diz Dayanna suspirando.

Olho para alguns lugares havia câmera em todo aquele lugar. Acho que nem eles perceberam em todo este tempo que havia câmera em alguns lugares daquela sala.

Aponto para as câmeras escondidas que haviam por ali, eles olham cuidadosamente.

- Viu? – Diz Fayane. – Por isto não conseguimos fugir deste maldito lugar. –

Lembro-me do que Diana me disse sobre a ALA C6, que não passássemos e não fossemos além desta ALA.

- O que há além da ALA C6? – Pergunto curiosa.

- Não sabemos. Um de nossos amigos conseguiu ultrapassar a barreira da ALA C6. – Diz Frankie.

- E o que aconteceu com ele? – Pergunto.

- Não sabemos. Desde o ocorrido não vimos mais ele por aqui... – Responde Frankie.

- Por que pararam de tentar fugir daqui? – Pergunto.

- Como a Dayanna disse, não tem como fugir deste lugar, é praticamente impossível. – Diz Fayane.

- Com certeza pode ter algo que vocês não notaram. Até nos lugares impossíveis eles se esquecem de algo. – Digo.

- Bom... Eu não quero sofrer “aquilo” novamente... – Diz Fayane.

- Aquilo o quê? – Pergunto.

Ela tenta responder, mas as palavras não saiam da sua boca.

Ouço um toque de campainha ecoando por todo o lugar.

- Temos que ir... – Diz Frankie.

Ouço o segundo toque de campainha.

- As luzes vão ser desligadas. – Diz Dayanna. Seguimos em direção para as nossas celas. A cela da Dayanna ficava um corredor atrás do meu, o do Frankie no mesmo corredor que o meu, e o da Fayane no mesmo corredor que Dayanna.

Ouço o terceiro toque da campainha, as luzes são automaticamente desligadas após um minuto.

***

 

Mal consegui dormir naquela noite. Escutei passos por todo o corredor. Mas o que mais me assustou foram alguns barulhos estranhos como se alguém estivesse morrendo sufocado pelo corredor. A porta se abre, a enfermeira vem até mim.

- Paciente 139, esta é suas novas vestes. – Diz a mesma enfermeira das outras vezes. Ela me entrega as mesmas roupas que eu estava vestida. – Aqui, hora do seu remédio. –

Bebo sem hesitar, não quero passar por aquela dor novamente.

Ela sai do meu quarto. A Porta ficou aberta, tomei um banho, comi a refeição que ela me trousse e vesti as roupas novas. Fui para fora do quarto e dei de cara com Frankie.

- Bom dia Frankie! – Digo.

- Bom dia, Crystal. – Diz ele apertando minha mão. Andamos em direção a sala de estar.

- Como dormiu? – Pergunta ele.

- Bem eu acho... A não ser pelos barulhos de alguém morrendo sufocado pelo corredor, fora isto, está tudo bem comigo. E com você? – Pergunto.

- Bem, fora a sensação de medo, estou bem. – Diz ele.

- Que bom. Eu acho. – Digo rindo.

- Crystal, eu notei algo diferente em você. – Diz Frankie.

- O quê? – Pergunto.

- Sua roupa não tem numeração. – Responde ele.

- É... Mas, eles me chamam de “Paciente 139”. – Digo. – Por que aqui todos são tratados como se estivessem doentes? –

Frankie para por um momento e pensa.

- Não sei... – Diz ele.

Dayanna vem até nós juntamente com Fayane. Sentamos na sala de estar e esperamos alguém da recepção vir até nós. Diana quem veio até nós, ela nos levou até uma sala de estudos que por incrível que pareça só tinha três alunos por lá.

- Não faça muitas perguntas, por favor, Crystal... Este professor é maluco. - O professor era um daqueles malucos também, ele nos ensinou várias coisas, fiquei com medo daquele homem. A Janela estava trancada com cadeado e correntes grandes. Havia bancas empilhadas uma em cima da outra no final da sala. Pensei que eram as bancas dos alunos que tentaram fugir daquele lugar. Houve silêncio por alguns segundos. A “aula” começou.

- Vamos fazer um jogo. – Diz ele.

- Que tipo de jogo? – Pergunto.

- Ora, com certeza você é novata aqui. - Diz o professor. – Não é bem um “jogo” é mais um sorteio. –

- Que tipo de “sorteio”? – Pergunto. Frankie olha para mim com um olhar de medo.

- Você verá, preparados? – Diz ele.

O professor coloca a numeração de cada pessoa presente na sala, escrito em um papel, colocando em uma pequena vasilha.

- Aproximem-se. – Diz o professor.

Levantamos e fomos em direção ao professor, formando um círculo ao redor dele.

- Já que você é a novata, vou dar as honras a você, venha aqui e escolha dois papeis. – O professor dá um sorriso maligno.

Coloco minha mão dentro da vasilha, pegando os primeiros papeis que vinha na minha frente. Dou ao professor e ele abre, lendo o nome no papel. A Sensação de medo tomou conta de mim naquele momento.

- Fayane e... Calíope. – Diz o professor com numeração de #30 em sua camisa, não estava vendo a numeração quando entrei na sala, mas estranhei ela aparecer repentinamente.

- Novata, o jogo é assim, duas pessoas são sorteadas, as duas sorteadas terão que lutar até a morte para sobreviver. – Diz o professor com um grande sorriso.

- Quê? Mas você não pode fazer isso...! – Digo quase chorando.

- Posso sim, e quem vai me impedir? – Diz ele. – Para trás, ou matarei todos. –

Ainda hesitei, Calíope era muito maior que Fayane. A Luta começou. Fayane mal conseguia atingir um ataque em Calíope. Calíope dá um chute em  Fayane, que cai no chão com dores. Fayane tenta se levantar, mas, Calíope levanta o pé, para dar um chute no meio da barriga de Fayane, que esquiva para o lado. Fayane acerta um soco no rosto dela, mas mesmo assim, parecia que o soco não houvesse causado dor em  Calíope. Fayane é pega pelo pescoço, Calíope dá vários socos na garota os dentes da garota começa a cair um após o outro, o sangue começa a escorrer pelo rosto da pequena garota, olhei tudo aquilo querendo ajudar, mas não pude fazer nada. A lágrima da garota se misturou com o sangue. A pequena Fayane morreu engasgada com o próprio sangue. Observamos toda aquela cena com lágrimas e choros nos olhos... Essas pessoas são maníacas...

- Isto sim deveria ser uma verdadeira cena de filme. – O professor dá um riso. As lágrimas escorrem pelo rosto de todos enquanto observamos o corpo da Fayane completamente deformado no chão.

- Aula encerrada. Até a próxima garotos e garotas. – O professor olha para mim.

***

 

Frankie e Dayanna chamam uma servente para remover o corpo da garota. Ela coloca o corpo de Fayane dentro de um saco de lixo preto, mas deixa toda aquela bagunça para limparmos, Frankie e Dayanna me ajudam a remover aquele sangue que estava no chão. Eu é que não quero ser a próxima a morrer. Terminamos de limpar e voltamos aos nossos “quartos” e tomamos um banho, trocando a roupa suja de sangue. Termino o que tinha de fazer e voltei à presença de Dayanna e Frankie, eles estavam esperando-me em frente à escadaria para a sala de estudos.

- Ainda querem ficar aqui? – Digo aproximando-me.

- Não... Mas... Se formos capturados, nosso destino vai ser o mesmo que o Da... Fayane. – Diz Dayanna chorando.

- Vamos ser cuidadosos quanto a isto. – Digo. – Algum de vocês sabe onde fica a sala da direção, sala das câmeras...?  –

- Não. Nunca descobrimos. É como se fosse invisível... – Diz Frankie.

- Talvez vocês deixaram passar algo despercebido, vou dar uma olhada melhor... Como todo lugar tem câmera, tenho que tomar cuidado... - Digo.

- Verdade, nem tudo aparente ser o que é. – Diz Dayanna. Frankie e Dayanna se retiram de minha presença. Ando por todos os lugares que eu andei naquela prisão, um dos corredores não havia câmera, mas também não havia nada lá. Portas ou saídas, nada. Após chegar a noite e jantar no refeitório, vou-me a dormir sem falar com ninguém. Tento adormecer, mas não consigo, até que adormeço. Sou acordada novamente por barulhos de alguém “morrendo” sufocado pelos corredores e por barulhos de alguém se arrastando com correntes pelo chão do corredor. Penso se eu deveria levantar-me para ver o que era... Mas, a Diana havia me alertado sobre isto. “Não ande pelos corredores quando a luz estiver apagada”. Mas... Se eu conseguir pelo menos ver quem é... Ou o que é... Levanto-me e começo a andar na ponta dos pés, algo dentro de mim diz para eu não ver o que é... Tento olhar pela janela da porta, mas, não conseguia ver nada. Não penso duas vezes, abro a porta. Saio pelo corredor sem enxergar nada, ainda na ponta dos pés, ando em direção ao corredor da frente. O Som de alguém morrendo sufocado aumentava em cada passo que eu dava. Chego ao corredor que dava para o salão, era de lá que os sons estavam vindos. Algo me dizia que eu estava cada vez mais perto daquela coisa. Um pouco de luz ilumina o local, vejo alguém ajoelhado no chão, aproximo-me. Havia correntes em suas mãos, como se... Fosse obrigado a estar preso a aquele local. Aproximo-me, ouço o som de sofrimento daquele ser humano, ou seja lá o que fosse. Ele se espanta quando me vê, mas não diz nada. Apenas me olha com um olhar de puro sofrimento.

- O que é você? – Digo.

-... – A pessoa permanece em silêncio. – Ajuda-me! Não agüento mais... Eles podem vir a qualquer momento... –

- Quem? – Digo.

- Tire essas correntes. – Diz ele.

- E como vou saber que você não é um “deles”? – Pergunto.

- Sei que lugar é este. – Diz ele.

- Então, se eu te ajudar, você vai responder as minhas perguntas? – Digo.

- O que eu souber sim. – Diz aquele homem ainda gemendo. – Siga as correntes. –

- Certo. – Digo.

 A Corrente se estendia por uma vasta área, sigo-a, ela dava para o segundo andar. Eu havia andado pouco por aquela área do segundo andar, no começo o corredor do segundo andar, a luz estava desligada, mas nos outros corredores, estava ligada. Havia uma pequena rachadura na parede, dentro do buraco estava à corrente presa na parede. Pergunto-me o motivo daquele homem ou ser estar acorrentado. Fico alguns minutos parada e olhando para a corrente, entre a dúvida de escolher entre a liberdade de aquele ser, ou se ele vai continuar acorrentado pelo “resto” da sua vida. Ignoro os pensamentos e decido fazer o que a criatura me pediu, congelo a corrente, que acaba se quebrando em pedaços. Corro em direção a onde o homem estava. Não havia mais ninguém. Alguém toca em minhas costas, meu coração gela, viro-me.

- Que susto! – Digo. Era o homem que estava acorrentado.

- Viu? Eu estava falando a verdade. – Diz ele. – Vem me segue, aqui não é seguro para ficarmos. – Segui aquele homem até o segundo andar, fomos até o final dele. Havia câmeras por lá, eu não entendi o por que dele me levar até um local com câmeras.

- Relaxa, as câmeras estão desligadas. Desta área estão. – Ele olha para mim.

- Vamos direto ao ponto, que lugar é este? – Pergunto.

- É uma das bases do novo governo. Você sabe o porquê de semideuses serem caçados agora? –

- Não... – Respondo.

- Os semideuses são tidos como uma raça totalmente diferente da raça deste mundo. Eles são caçados e são feitos de experimento pelo novo governo. Os que não sobrevivem ao “teste” do soro são exterminados. Alguns morrem com aquela dor terrível. – Diz o homem.

- Posso saber o por quê de eles te acorrentarem? – Pergunto.

- Descobri coisas que não deveria. – Responde ele.

- Que coisas? – Pergunto.

- Coisas além do muro da ALA C6. – Diz ele com um olhar vazio. – Além do muro da ALA C6 estão preso os mais fortes dos semideuses, experimentos e monstros... –

- Por quê eles não querem que ultrapassemos o muro, será que há mais algo lá? – Digo.

- Talvez... Seja por lá a sala do soro de remoção. – Diz ele.

- Por quê se chama soro de remoção? – Pergunto.

- Por quê ele tem a chance de remover os poderes permanentemente ou, temporariamente. - Diz o homem.

- Como você descobriu “tudo” isso do muro da ALA C6? – Pergunto.

- Eu fui o único que consegui ultrapassar a barreira da ALA C6... Eu acho. – Diz ele.

Lembro-me do amigo de Frankie.

- Você é amigo do... Frankie? – Pergunto.

Algo desperta a lembrança dele.

- Sim... – Responde ele.

- Tem como fugir deste lugar? – Pergunto olhando para ele.

- Não... – Diz ele.

- Nossa... Então... Vamos ficar aqui para sempre? – Pergunto.

- Talvez... Tenha... Com certeza tem como fugir.  Se não, como eles ficam e saem daqui? – Diz ele. – Acho que a saída fica além do muro da ALA C6... –

- Pode ser... Mas, também pode não ser. – Digo.

- Talvez... Mas... – Ele é interrompido. O Barulho do sino ecoa por toda a prisão, talvez tenham notado que eu não estava no quarto.

- Droga! – Dizemos ao mesmo tempo.

- Vá. Eu vou me esconder. Volte para a cela. – Ele diz.

- Vou te encontrar novamente? – Pergunto.

- Talvez. – Ele dá um sorriso. – Algumas câmeras aparentam funcionar, mas não funcionam. Poucas. –

- Certo. – Digo. Aperto a mão dele e corro em direção ao meu “quarto”. Escuto passos rápidos no outro corredor, estavam procurando quem saiu da cela ou o homem que estava acorrentado.

- Chequem todas as celas. – Diz Diana.

Consigo chegar a minha cela á tempo. Deito-me. As portas das celas se abrem, com certeza vão revistar cada cela.

- 139, saia da cela, repito, saia da cela. – Diz Diana. Saio da cela, no corredor havia outras pessoas também.

Aproximo-me de Frankie e Dayanna.

- O que eles estão fazendo? – Pergunto a Frankie.

- Quem sabe... – Diz ele. – Eu estava em um sonho tão bom... –

- Não tem nada por aqui... – Escuto alguém sussurrar a Diana.

- Então vamos apelar. – Diz ela.

- Façam um círculo aqui, todos vocês. – Diz um homem com um fuzil na mão. Ficamos ao redor de Diana, ela estava no meio.

- Vocês devem estar se perguntando o motivo de serem acordados. Pois bem, um de nossos amiguinhos fugiu. – Diz ela. – Estamos à procura dele. Será que alguém de vocês o viu por ai? –

Todos permanecem em silêncio.

- Ninguém? – Ela dá um sorriso fechado. – Vou perguntar de novo, alguém? –

Todos permanecem em silêncio.

Diana em um movimento rápido, pega um dos fusil de um dos soldados, mira na cabeça de um dos garotos que estava preso, e atira.

- Porra... Sério mesmo que vou ter que fazer isto novamente? Vou perguntar de novo, alguém? – Ela sorri. Uma camada de sangue estava sobre seu rosto. Diana coloca a arma sobre a cabeça de outra pessoa, mas antes que pudesse atirar a interrompo.

- Pare! – Digo. Não sei o que poderia acontecer comigo agora, talvez ganhe um tiro no meio da cara.

- Ora, ora. Parece que a 139 tem algo a dizer. – Diana aponta a arma para mim.

- Fui eu. – Digo olhando firmemente nos olhos castanhos dela.

- Levem-na. –Diz ela. Recebo um tiro com dardo. Acabo desmaiando. Acordo dentro de uma cela, completamente trancada. Estava acorrentada a grade da cela, vi várias outras celas, só havia duas celas com pessoas, a minha e outra que ficava distante da minha ao lado direito. Tento me levantar, minha perna estava um pouco dolorida. Não consigo me levantar, pois a corrente que estava presa na cela me atrapalhava. Tento congelar a corrente, mas, não consigo. Estava fraca, de alguma forma, tenho certeza que foi por causa do “soro de remoção”. Escuto passos de alguém se aproximando, finjo que ainda estou desacordada.

Diana e um homem com capacete para em frente de onde eu estava presa. O Homem tira o capacete, ele aparentava ter mais de quarenta e cinco anos de idade.

- Ela ainda está desacordada? – Diz ele.

- Melhor ainda, vamos levar ela para a sala do 220. – Diz Diana. O Homem entra dentro daquela pequena cela e retira a corrente que estava presa a grade da cela de mim. Finjo que ainda estou desacordada. Ele me coloca no ombro dele e me leva por um corredor escuro, percebi que estávamos descendo para algum lugar. A Escuridão daquele lugar preenche o meu olho. O Homem parou em frente a algo, Diana abre aquilo que parecia mais uma porta. Ela bate na porta e a porta se abre. Entramos em uma sala que mais parecia uma enfermaria. Sou colocada na cama.

- Ela é bem mais resistente que os demais. – Diana cruza os braços. – Será que é por causa do deus grego dela... ? –

- Talvez. Mas, tenho outro palpite. Pode ser também por causa daquilo que vimos dentro dela. – Diz o Homem.

- Oh. Eu quase me esqueci disto. – Diana sorri. – Meu Deus. Como sou desastrada, já passou da hora do soro dela.  –

Diana vai até a prateleira de remédios, olha para uma das caixas, coloca o líquido no copo e vem em minha direção.

Ela coloca o líquido em minha boca e me força a beber. Bebo.

- É só uma questão de tempo até que o novo soro chegue à sua fase final. – Diz Diana. – Vamos, ela pode acordar a qualquer momento. – Vejo os dois saindo do quarto.

Abro os olhos. Meu coração estava palpitando mais rápido, levanto-me da cama. Tento abrir a porta, mas, não consigo, estava trancada por fora.

- Que ótimo. Presa de novo. – Digo.

- Você não está sozinha. – Diz alguém.

Viro-me. Vejo que era o homem que eu havia libertado.

- Eles te fizeram algum mal? – Pergunto.

- Estou bem. – Diz ele. – E você? –

- Bem. – Respondo.

- Completando o que eu ia dizer antes, não beba o líquido que eles te derem. – Diz o homem.

- Por quê? – Pergunto.

- Provavelmente você se pergunta o porquê de seus poderes não funcionar algumas vezes. É por causa do soro. Ele inibe completamente o poder dos semideuses por um período de tempo. – Ele olha em meus olhos.

- Mas, você disse completamente, então por qual motivo eu ainda consigo usar meus poderes mesmo que estejam fracos? – Pergunto.

- Talvez por que o seu corpo é mais resistente que o dos outros. – Diz ele.

- Pode me dizer agora o motivo de eles terem te acorrentado? – Pergunto.

- Como eu disse, eu descobri coisas que não deveriam ser descobertas. Eles realizam experimentos em semideuses. Para descobrir a fonte dos poderes de cada um deles. Para qual motivo eu não sei. – Diz ele.

- Ah meu deus! Então, como você disse quem não sobrevive aos exames, se continuarem vivo é claro, são... Mortos? – Pergunto com um olhar triste.

- Infelizmente sim...  Mas tem um porém. Se você não passar no teste e, você ser... Como eu posso dizer... “Forte” você pode cuidar da proteção do muro e da proteção da sala de exames. Como eu havia dito, o Muro além da ALA C6 contém os mais fortes experimentos e semideuses. Eles protegem a todo custo a saída desta prisão e protegem também a sala de exames. – Diz ele.

- Uma vez eu consegui chegar até o muro da ALA C6. Mas, antes que conseguisse fazer algo, fui capturada. Eu e uma garota que estava tentando fugir desta prisão também. – Cruzo os braços. – Agora, não me lembro mais da rota que percorri para chegar até o muro da ALA C6. É como se... O caminho que eu percorri para chegar até lá fosse deletado da minha mente... –

- O mesmo aconteceu comigo, Crystal. – Diz ele. – Eles usam uma tecnologia super avançada para retirar informações importantes da nossa mente, ou, apagar cada uma delas. –

- Ainda não sei o seu nome. – Digo sorrindo.

- Dylan. – Ele sorri. – Vamos tentar fugir deste local...?  –

- Estou quase perdendo a esperança... – Digo dirigindo meu olhar para um canto qualquer daquela prisão.

- Vários também já tentaram, mas, se eu consegui ultrapassar o muro, por que não conseguiremos fugir daqui? Mesmo que demore. – Diz ele rindo. –

- Você havia dito que este soro inibe temporariamente os poderes, não é? – Pergunto.

- Sim. – Ele responde. Corro até o banheiro (Sim, havia um), fico frente a pia, abro a boca e enfio a mão goela a baixo, vomito o soro. Escovo a boca. Dylan para em frente à porta do banheiro.

- Não faça isso sempre. Seu organismo vai começar a sentir falta do soro e, vai acabar fazendo aquele barulho ensurdecedor novamente. – Diz ele. – Tem outra coisa que o soro faz. Se você beber muito o soro, você vai começar a ser controlada. Há um limite máximo de quantas vezes você pode beber o soro, e é isto que ele faz com você, inibe os seus poderes temporariamente ou, completamente, e ainda por cima controla você. Se você beber muito dele, é claro. Há dois momentos que você pode ser controlada pelo soro, se você se tornar dependente, ou então se o seu organismo simplesmente se acostumar. – Diz ele.

- É como uma droga. – Digo.

- Isto mesmo. – Ele cruza os braços.

- Você disse que eles usam uma tecnologia super avançada, não é? Mas, este mundo não aparenta ter este tipo de tecnologia. – Digo penteando o cabelo.

- Sim. Há muita coisa que o cidadão deste mundo não sabe. – Diz ele. – Muitas coisas não podem ser ditas, ou descobertas. Até mesmo Jacob, o antecessor do atual rei Jacob, não ousava contar alguns segredos deste mundo. Mesmo se ele queria, não podia. E olha que ele era conhecido como o “Rei Justo”. –

- Entendo... Este lugar não aparenta ser o que é mesmo. – Digo voltando a sala da cela.

- Aparências enganam minha querida Crystal. – Ele olha em meus olhos. Olho para um relógio na parede eram 21h17min. Pergunto-me há quantos dias eu estava ali naquela prisão. Dylan sai da minha frente. Reparo no relógio por alguns segundos. Não entendi bem, mas, olhar para aquele relógio me fez recuperar o sentimento que eu havia perdido há algum tempo.

 - Crystal, as luzes vão se apagar a qualquer momento. – Diz Dylan deitando na cama. Era uma só cama para os dois. Deito-me, dividimos o lençol. Dylan me abraça. Alguns minutos depois, as luzes se apagam. Fecho os olhos. Estar com Dylan me fez ter o sentimento que eu havia perdido há algum tempo, segurança. A sensação que eu nem sabia mais o que era.

***

 

- Paciente 139? – Acordo-me com um grito ecoando pela sala em que estava. Dou um pulo para fora da cama. Tem-se uma coisa que eu odeio é ser acordada aos gritos, ou, acordar cedo.

- Sim? – Digo espreguiçando-me.

- Está na hora do seu remédio. – Diz ela colocando o soro no copo. Ela caminha até mim e me entrega.  – Aqui. –

Bebo sem hesitar. A Enfermeira dá uma olhada rápida em Dylan.

- Boa garota. – Diz ela. – Aqui, mandaram eu trazer para você. – Era uma muda de roupas e comida para Dylan e eu.

-Obrigada. – Digo.

- Estejam prontos em até, 15 minutos. – Diz a enfermeira.

- Para onde vamos? – Pergunto. Ela sai se responder.

- Para onde vão nos levar desta vez... – Dylan revira os olhos. Dylan tomou banho e comeu a comida que a enfermeira trousse. Após ele foi minha vez. Esperamos a enfermeira que retornou após os quinze minutos que ela havia dito.

- Sigam-me. – Diz ela. Andamos para fora da cela, ela tranca a porta com um cadeado enorme. Começamos a andar, ela nos levou até uma sala de exames. Entramos. Um médico vem até nos.

- Olá, 139 e 226. – Diz o médico. Outro médico aparece. – Sentem-se. –

Ele manda-nos sentar na cadeira.

Tento levantar-me, mas não consigo.  O Medico aplica uma injeção em meu braço. Desmaio acordando minutos depois. Estava em um lugar que, por incrível que pareça, era fora daquela prisão.

- Só posso estar sonhando... – Digo enquanto uma lágrima cai dos meus olhos. Era a primeira vez em tanto tempo presa que sinto a luz do sol bater em meu rosto novamente. 


Notas Finais


Avaliem!! ^^


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