História O Momento do Amor - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Descobertas, Primeiro Amor
Exibições 13
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mais um capítulo.

Capítulo 22 - Amor que se complica


Fanfic / Fanfiction O Momento do Amor - Capítulo 22 - Amor que se complica

- Eu não sei qual dos dois é mais imbecil! – vociferou Amanda do outro lado da linha telefônica – Sinceramente, Carol, acho que você quem devia ter nascido como irmã gêmea do Nando porque nunca conheci pessoas tão lerdas e antas além de vocês!

- Nossa, Amanda, você pegou pesado agora! – choramingou Carolina – Te liguei para você me ajudar, não para me massacrar. Pelo amor de Deus!

- Pelo amor de Deus digo eu! Estou cansada de ter que aturar as besteiras que vocês fazem e ainda ter que ajudar a consertar – fez uma pausa para tragar a respiração. – Quer saber? Acho que vocês não nasceram como irmãos gêmeos porque o Universo preferiu cria-los como almas gêmeas e juntá-los algum dia prevendo que teriam as mesmas atitudes burras... e poupar um pobre homem de se casar com você e uma pobre mulher de se casar com meu irmão.

- Pensei que podia contar com você – declarou Carolina num tom magoado – Mas pelo visto me enganei. Desculpe te incomodar.

- Ei, ei, nem ouse desligar na minha cara, dona Carolina Santiago Portinari! – cortou Amanda. Em seguida, suspirou – Me desculpa, tá? Eu não queria ter sido dura, mas fiquei chateada com o que você me contou. Carol, pra que você foi beijar o Alex? Eu nem falo apenas pela possibilidade do meu irmão ter visto, mas também porque você deu mais motivos pra aquele cretino não sair do seu pé. Eu te adverti sobre ele uma vez... não me parece alguém com maturidade para aceitar um não. E pelas palavras que você mencionou, só confirma o que eu observei do comportamento dele.

- Tudo bem, Amanda, você está coberta de razão. Eu já me xinguei umas mil vezes em pensamento – bufou – Só que no momento não estou preocupada com o Alex, me interessa apenas saber do seu irmão. Ele não me atende e está com o aparelho desligado... e estou desconfiada de que seja porque ele me viu beijando aquele nojento.

- OK, Carol, pode não significar nada... pode ser apenas que ele está ocupado mesmo

- Eu não sei... estou meio apreensiva.

- Tentou ligar para o apartamento dele?

- Você acredita que até hoje eu não tenho o número?

- Hum... acredito. Anota aí que eu te passo.

- Não, Amanda, eu... prefiro que você ligue para ele primeiro. Que o sonde apenas para averiguar se está tudo bem, mas sem deixar parecer que fui eu que pedi – passou a língua nos lábios com nervosismo – Hein? Pode fazer isso por mim?

- Covarde – sibilou Amanda e, em seguida, riu – Está bem, Carol, vou te ajudar, amiga. Sei que peguei pesado, mas é porque te adoro. Você é como uma irmã para mim e quero muito vê-la com meu irmão. Desde pequena eu sonhei com vocês juntos. Sabe disso, né?

- Sei, Amanda, eu sei – ela não pode também deixar de rir

- Mas, ó, se eu conseguir resolver esse lance e você aprontar mais uma com meu irmão, eu vou te excomungar da minha vida. Entendeu?

- Entendi, Amanda – ela revirou os olhos

- Falo sério, Carol... Não o magoe mais. Sei que não foi por mal, mas... você continua fazendo.

- Eu sei, Amanda, e você está certa. – Carolina falou num tom firme – Eu nunca mais vou fazer nada que possa chatear o Nando. Eu o amo, quero ficar com ele... e agora tenho certeza disso mais do que nunca.

- Está bem, eu acredito – fez um muxoxo – Então vou fazer o seguinte: te ligo assim que conseguir falar com ele... ou talvez nem precise. Conforme for, dou um jeito de sugerir pra ele te ligar, sem parecer que foi você quem pediu. Pode ser?

- Pode. Obrigada, Amanda.

- Amiga é pra essas coisas. E você não sabe o que faria sem mim.

Carolina riu.

- É, não sei mesmo... Então te aguardo. Tchau.

- Tchau.

Desligaram. Carolina estava sentada num banco de uma praça defronte o prédio onde se localizava o escritório de Fernando. Resolveu que não voltaria para sua casa até que conseguisse falar com ele. Avisaria seus pais para não se preocuparem, daria uma volta pelo Shopping Pátio Savassi, comeria alguma coisa numa lanchonete e esperaria o retorno de Amanda.

Ou de Fernando, se tivesse sorte.

- 0 –

Fernando abriu a porta e convidou Tânia para entrar. Assim que ela cruzou o umbral, assoviou depois de uma rápida análise do apartamento.

- Nossa, Nando, você tem um bom gosto!

- Agradeço o elogio, mas o mérito é da namorada do Marcos – esclareceu – Você a conheceu... Ela é decoradora.

- Sim, me lembro dela.

- Quer uma bebida? – perguntou ao se aproximar de uma mesa com várias garrafas e alguns copos, encostada a uma pilastra. Deixou o uísque que havia comprado no restaurante em cima do móvel – Que tal o uísque que nem cheguei a tomar?

- Boa ideia. Perfeito para comemorar um novo começo – disse e sorriu

- Um novo começo – devolveu ele e abriu a garrafa. – Gelo?

- Dois cubos, por favor

Fernando despejou o uísque em dois copos, um para ele e outro para Tânia; em seguida, colocou dois cubos em cada. Ele se acercou da ruiva e entregou-lhe o recipiente, sentindo o contato com os dedos dela. Fitaram-se longamente enquanto sorviam a bebida.

- Mais? – indagou após ela esvaziar o copo

- Não, obrigada. Quero estar bastante sóbria.

- Eu também – respondeu e apanhou o copo que ela lhe estendia. Colocou-o junto ao seu na mesinha diante do sofá. Voltou a se acercar a Tânia e ofereceu-lhe o braço – Quer conhecer meu apartamento?

- Pensei que você não fosse me apresentar – ela sorriu

Mas antes que tomasse o braço de Fernando, o telefone tocou várias vezes. Ele preferiu ignorar e não se moveu.          

- Não vai atender? – perguntou ela

- Deixe tocar – retrucou ele

- Atende, Nando... pode ser importante.

Ele bufou, mas assentiu. Aproximou-se do aparelho.

- Alô?

- Até que enfim! – exclamou Amanda – Está difícil de te achar, hein, maninho? Liguei para seu trabalho, disseram que você não voltou... liguei para o seu celular várias vezes, mas dava como desligado. E também liguei para seu apartamento várias vezes. Já estava desistindo.

- O que você quer, hein, Amanda? – ele revirou os olhos.

- Estou bem, querido irmão, obrigada – havia uma nota de ironia na sua voz – Eu... só estou ligando para saber se você está bem.

- Já entendi – disse ele após ponderar alguns momentos – E digo uma coisa: não estou a fim de conversa com ninguém.

- Nossa, Nando, eu...

- Com ninguém. Entendeu? – ele foi incisivo. Era evidente o que estava implícito em sua fala – Pode avisar a qualquer pessoa que quiser me telefonar... até mesmo se for nossos pais.

- Tudo bem. – Amanda declarou após uma longa pausa do outro lado da linha – Mas... se quiser conversar, sabe que estou disposta a te escutar.

- OK, Amanda, mas agora tenho que desligar. Estou ocupado no momento. Se precisar, eu mesmo te ligo. Tchau.

Encerrou a ligação sem dar chance à irmã de lhe inquirir a respeito ou comunicar-lhe sobre Carolina. Ele não era estúpido, havia deduzido que Amanda lhe telefonou para intervir pela amiga. E não estava com a menor disposição para escutar os argumentos de sua gêmea, quaisquer que Carol havia dito para justificar seu beijo com Alex.

- Onde estávamos mesmo? – respondeu ao se voltar para Tânia com um largo sorriso que não lhe chegava nos olhos

- Você ia... me mostrar seu apartamento – replicou com um olhar analítico e inquiridor – Era Amanda intervindo por Carolina, não?

- Era. – suspirou – Não me disse às claras, mas... pelo rumo da conversa, eu imaginei.

- Nando...

- Tânia, esqueça isso – ele levantou a mão num gesto de negação – Porque tudo o que eu quero é esquecer... e me concentrar apenas em você.

Seu olhar era firme, ou pelo menos, tentava passar determinação.

- Está bem. Se é o quer...

- É – afirmou e aproximou-se dando-lhe um beijo profundo e ardente que tirou o fôlego de ambos. Desgrudou os lábios e encarou-a com desejo. Um sorriso malicioso se desenhava em seus lábios – Vamos para o nosso tour caseiro?

- Vamos. – ela o pegou no braço

- E depois a senhorita terá a honra de provar um maravilhoso prato que eu mesmo farei.

- Ah, então finalmente experimentarei dos seus dotes culinários.

- Será uma das raras pessoas a ter esse privilégio.

                                                                                          - 0 –        

Eram quase seis horas quando Carolina se dirigiu ao prédio em que vivia Fernando. Estava ciente de que ele estava bastante zangado e decepcionado com ela. Amanda lhe garantiu ao tornar a ligar:

- Carol, liguei para o Nando. E pelo que deu pra notar pelo modo como me falou, ele deve ter visto o que houve lá na garagem entre você e o Alex

- Você acha?– perguntou apreensiva – E o que você disse?

- Não precisei dizer nada, ele percebeu na hora que eu estava telefonando para interceder a seu favor.

- Mas você pediu para ele me telefonar?

- Humpf... E ele deixou? Nem quis papo e deixou bem claro que não quer falar com você. Não afirmou com todas as palavras, mas pelas entrelinhas – suspirou – Lamento, amiga, eu tentei. Mas se você quiser...

- Não, Amanda, você já fez muito – suspirou – Essa eu vou ter que resolver eu mesma... e vai ser hoje.

- Assim que se fala, Carol, gostei de ouvir. Mas se precisar que eu vá pessoalmente dar uns cascudos naquele cabeça-dura para te ajudar, conte comigo.

- Sei disso, Amanda... e valeu.

Agora estava ali decidida a conversar com Fernando mesmo que ele não quisesse escutá-la. Iria lhe dizer o real motivo – idiota, com certeza – pelo qual beijou Alex, pedir-lhe desculpas não por apenas por tal atitude, mas por todos aqueles anos que não admitiu seus sentimentos por ele e diria que o amava.

Atravessou a avenida e chegou ao portão do edifício. Tocou o interfone várias vezes no número do apartamento de Fernando, mas não obteve resposta. Não desistiu, aproximou-se do vigia da guarita.

- Boa tarde, moço. – cumprimentou-o com um leve aceno

- Boa tarde. – o guarda, um senhor robusto e grisalho, levantou-se da cadeira – Em que posso ajuda-la?

- Sabe me dizer se o morador do apartamento 501 saiu? O nome dele é Fernando. Sei que devem ser muitos moradores que passam aqui, mas...

- Deixe-me ver... – o guarda coçou a cabeça para tentar se lembrar – Er... um rapaz loiro, alto e de olhos claros?

- Esse.

- Hum... eu acho que não saiu. Ele... – interrompeu-se ao ver uma imagem na câmera. – Ah! Olha ele ali... – virou o rosto para trás e apontou uma direção –... com aquela moça.

Carolina se dirigiu onde ele apontava e paralisou com o que seus olhos viam. À esquerda do prédio, entre dois canteiros de flores, Fernando se encontrava com Tânia, os braços dela em volta de seu pescoço e ele a fitava com um largo sorriso.

- Tsc... essa minha cabeça. Nem pra me lembrar de abastecer a geladeira. Tem certeza de que não prefere me esperar lá no apartamento? – perguntou Fernando – Eu volto logo... o supermercado é logo aqui.

- Não, quero ir com você e aproveitar cada minuto desse nosso reencontro... como agora.

Ela aproximou o rosto do dele e beijaram-se ardentemente. Fernando não prolongou muito o beijo. Teve uma impressão estranha que não soube explicar e logo afastou seus lábios dos de Tânia. Foi quando olhou para o lado e viu Carolina do lado de fora através das frestas do portão, mas ela se virou rapidamente e saiu às pressas, quase correndo.

Gelou. O olhar que trocaram durou apenas um segundo, porém, ele notou uma dor nos olhos dela.

- O que foi? – indagou Tânia e voltou o rosto na mesma direção.

- Carol. – ele disse num murmúrio, quase num transe.

Se antes não pretendia conversar com Carolina, agora duvidava que teria oportunidade, mesmo que mudasse de ideia.


Notas Finais


Bom, mais uma foto da nossa querida Amanda, cupido desses dois complicados.

E agora? Será que depois dessa os pombinhos se resolvem? Que drama, hein? Rsrsrs...

Cometem, por favor.


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