História O Mundo Às Avessas - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega, Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Príncipe James, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Aladdin, Alice, Branca De Neve, Capitão Gancho, Captaincharming, Chapeuzinho Vermelho, Conto De Fadas, Emma Swan, Frozen, Henry Mills, Malévola, Mitologia Grega, Mulan, Once Upon A Time, Ouat, Ouatiw, Rainha Má, Regina Mills, Robin Hood, Rumplestiltskin, Swanqueen, Wonderland, Zelena
Exibições 55
Palavras 1.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Cá estou com esse capítulo maravilhoso! Mais uma vez peço desculpas pela demora de atualizar a fanfic, um dia vocês se acostumam. Boa leitura anjinhos!!!

Capítulo 24 - Tentativas


Fanfic / Fanfiction O Mundo Às Avessas - Capítulo 24 - Tentativas

Emma
 

Acordei sentindo algo úmido melando toda minha testa e um cheiro leve de sangue. Aos poucos fui voltando, senti que estava deitada, com a cabeça apoiada em alguma coisa, toquei minhas mãos no chão e o que senti foi como um solo arenoso. Comecei a me movimentar bem lentamente porque sentia dores muito pesadas sobre meu corpo, meio sonsa ainda, abri meus olhos e uma silhueta não muito estranha estava em minha frente.

- Finalmente! 

- Regina? 

- Estou aqui.

- Estamos todos aqui - uma voz distante gritou.

- Aqui? - olhei ao redor e não reconheci o local - Onde é "aqui"? 

- Exatamente, Queridinha. Em que buraco fomos cair?

- Rumple? Você aqui? E o resto dos trevosos? 

- Cora e James estão catando uns... ingredientes... Jaffar e todo o resto de Agrabah ficou em Wonderland.

- Cadê a minha familía? 

- Do outro lado - Pude reconhecer aquela voz distante, era James - Dividimos a ilha pra não ter brigas. Regina só está aqui porque nenhum de nós queria cuidar de você.

- Qual a razão de não estar surpresa com isso? - fui irônica - Quanto tempo apaguei? 

- Umas doze horas eu diria. Não é por nada, mas prefiro o outro gêmeo - Regina sussurrou.

- Ainda estou em dúvidas em qual é o menos filho da mãe .

- Acho que seu pai é o menos desgraçado, dear.

- Perguntei no chiqueiro?  

- Agora está vendo porque só essa tonta com poderzinho de bola de fogo cuida de você.- disse o crocodilo.

- Por que você não vai ajudar eles hein, Rumple?! Vai catar conchinha também, vai.

- Se não fosse todo o lixo que tem na sua cabeça, eu diria que ela era oca. Estou machucado na perna. Não consigo me mexer sem apoio

Olhei para sua situação e realmente era crítica. Achei melhor, dessa vez, ficar calada. 

 

Daniel

 

Estava saindo saindo da gruta em direção ao Henry, eu tenho que falar com ele antes de nos separarmos novamente. Estava empurrando um galho na frente, quando escutei alguém me chamando, sussurrando meu nome:

- Daniel! Me espera lá fora! - era Regina. Não basta ter que vê-la pondo Emma pra descansar nos braços que antes eram meus, ela ainda vem falar comigo só pra acabar comigo.

Esperei um pouco e ela surgiu saindo de lá, com aquela cara que eu já conhecia. Mesmo separados por mundos... 

[The Winner Takes It All - ABBA]
 

- Olha, eu... - cortei logo a fala dela

- Eu não quero conversar sobre as coisas que passamos. Apesar de estar me machucando, agora já é passado. Joguei todas as minhas cartas e você também o fez. Não há mais nada a ser dito. Nenhum "Ás" na manga. O Vencedor leva tudo. O Perdedor fica pequeno. Ao lado da vitória esse é o seu destino

- Eu estava em seus braços. Pensando que ali fosse o meu lugar. Achei que fazia sentido, construindo em volta uma cerca, construindo pra mim um lar. Pensando que eu seria forte ali - ela disse

- Mas eu fui uma tolo, jogando conforme as regras. Os deuses podem jogar um dado, suas mentes são frias como o gelo, e alguém aqui em baixo, perde alguém querido. O Vencedor leva tudo. O Perdedor tem que cair. É simples e direto Porque eu deveria reclamar? Mas me diga se ela te beija como eu costumava te beijar? Você sente o mesmo quando ela chama o seu nome?

- Dentro de você, lá no fundo, Você deve saber que eu sinto sua falta, mas o que eu posso dizer? Regras devem ser obedecidas. Os juízes irão decidir se eu devo persistir. Os espectadores do show sempre ficam na sua - ela continuou - O jogo começa novamente. Um amante ou um amigo? Uma coisa grande ou pequena? O Vencedor leva tudo...  

- Eu não quero conversar, se isso te deixa triste. E eu entendo, você veio apenas me cumprimentar. Eu peço desculpas se isso te faz mal. Me ver assim tão tensa, sem auto-confiança. Mas você sabe que... O Vencedor leva tudo... Desculpa Regina, vou procurar pelo meu filho - saí sem olhar para trás
 

Atravessei a Ilha e cada grão de areia que eu levantava, canalizava todo meu amor por Regina para fora, que ele voasse para longe como o grão. Lutei por ela, me envolvi com a escuridão por ela, escrevi um livro mágico por ela para MEU filho... O que mais? Nada mais vou fazer! Eu disse tudo que deveria. Eu fiz tudo o que estava e o que não estava em meu alcance. Se ela quer carne de segunda, tudo bem. Ela é meu primeiro amor, nunca negarei isso, mas ainda vou achar a pessoa certa. Espero que também seja o primeiro amor dela, que se eu morrer ela fique preocupada comigo.
 

- Pai! 

- Henry! Tudo bem, garoto? - disse abraçando meu menino

- Tudo sim, Tia Zelena tá reinando direito aqui - demos uma risada quando ele me mostrou um trono de bambu onde Zelena estava sentada.

- Essa criatura não tem jeito mesmo, hein?! 

- Não tem não. Mas ela era bem mais normal sem os poderes. Você se acostuma, pai.

- Henry... Sobre isso, filho. Eu tenho que falar com você.

- Você não vai ficar, não é?! Eu entendo... - ele disse já bem triste.

- Aqui não é o meu lugar. Eu sou da Floresta, e você pode me ver sempre quiser.

- Pelo livro, sei também...

- Não, pensei em algo mais físico.

- Mais físico?  - ele demonstrou uma cara se surpresa.

- Que tal se usar isso pra me ver? 

- Uma caneta? - ele disse pegando o objeto da minha mão.

- Não é só uma caneta - enfatizei - é A caneta. Com ela, qualquer coisa que você escrever vai acontecer.

- Como assim? 

- Como quando eu escrevi o livro que trouxe a memória de vocês de volta. Antes eu contei o passado, mas o presente, está com você - apontei para caneta em suas mãos.

- Então se eu quiser uma coisa, eu escrevo e acontece? 

- Exatamente. Mas, Henry, preste atenção! Com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Você não pode falar dela pra ninguém! Nem sua mãe, porque se Emma souber ou cair nas mãos erradas...

- Bum! 

- Bum! - concordei bangunçando seus cabelos - que bom que você me entende.

- Eu vou te ver sempre, pai

- Obrigada, filho.  - disse contendo as lágrimas - eu tenho que ir, qualquer hora Cora abre o portal para voltarmos...

- Eu sei, pai. Isso é muito chato! Nossa! Acabo de te ganhar e já vou te perder

- Não vai me perder! Quando quiser é só escrever que quer se encontrar comigo.
 

Demoramos mais um pouco, admito, muito tempo, e tive de coração pesado, de alma rasgada, deixar meu menino aqui

 

Zelena 
 

Depois de dividir todos os meu macaquinhos em equipes, começamos a nossa invasão na ilha. 

Uma equipe procurava comida, outra lenha, essas coisas pra queimar, e outro arrumava o acampamento. Eu fiquei linda com o Roland no colo, ordenando em todos. 

 Além do sumiço de Mulan e Rubi, agora Ana, Will, Alice, Cyrus e a filha deles estavam sumidos também. A única coisa boa nisso era que o Minotauro tinha sumido também. Talvez eles tenham ficado em Wonder. Regina estava cuidando de Emma na toca que os trevosos acharam e parece que deles, Jaffar, Aladdin e os irmãos também não vieram. Vou te falar, bestas somos nós que não escapamos da primeira maldição de Emma. Toda aquela força do portal em Wonder e uma fumaça roxa nos vence. Isso porque eu não estava tomando conta do reino. Mas agora a sociedade está fluindo como em uma colmeia s eu sou a Rainha Abelha poderosa e maravilhosa. Até um trono eu ganhei do meu marido lindo. Roland parece se divertir comigo. Acho que ele leva muito jeito para ser um bom rei no futuro. Acho até que se ficarmos presos nessa, eu fazer daqui minha nova Oz... E antes olha que não tinha poderes...

Henry apareceu atrás da mim com uma expressão meio abatida, será que ele foi ver Emma e ela ainda não acordou? 

- Henry! Querido

- Oi, tia Zel. Oi carinha - disse ele bagunçando o cabelo do meu filho

- O que aconteceu? Porque essa cara? 

- Foi só meu pai, tia, ele já vai...

- Ora, meu amor! Não fica triste! Eu prometo sempre que puder, te levar até ele. Isso é dever de sua mãe, mas isso eu posso fazer por meu sobrinho lindo

- Obrigada mesmo, tia! - se jogou me dando um abraço. - Vou querer ver ele sempre. - disse meio triste

- Filho, você não quer levar o Henry pra brincar? - disse arrumando o cabelo dele

- Posso, mamãe? - concordei com a cabeça - Vem primo! 

 

Cora
 

- Lindo dia para querer morrer, não é Daniel? - Emma espetou

- Emma, porque você não cata tuudo isso aí - apontou pra ela toda - e não vai queimar? 

- Quietos vocês! Emma, se você tivesse um filho que amasse muito e que ele fosse tirado de você, você não iria gostar - disse olhando para Regina

- Bom, agora que estão todos prontos e seus ingredientes aí prontos também para serem usados, eu vou indo - Regina disse se curvando como reverência - Emma, você vai com eles ou...?

Emma ficou calada

- Acredito que nem ela havia pensado nisso ainda. Bem, se ela ainda quer o poder antes da família, então deve vir conosco - eu disse 

- É... Acho que vou com vocês, volto logo, Regina.

- Certo, então tchau, querida.

As duas estavam agindo bem estranhas, como se tivessem brigado. Eu entendo Regina, o amor da vida dela deixando-a de lado pelo poder. Fazer o que, né?! Ser da escuridão tem seu lado ruim. Dava pra ver em Wonderland a cara de indignação dessa situação que Daniel estava fazendo. Era quase cômico! Ele lutando pelo amor de Regina que não o quer e por outro lado, Regina lutando pelo amor de Emma que não a quer agora. Eu não deveria gostar de ver minha filha magoada por alguém, mas eu estou velha para essas besteiras de amor jovem. Se Daniel fosse esperto, com as leis da magia que vamos mudar, ele deveria fazer Emma sumir e Regina a esquecer completamente, mas o menino quer ser burro, não posso fazer nada. 

Já tudo organizado, criei no meio da gruta com minha magia, um caldeirão e uma fogueira embaixo. Fui criando a porção e ela respondia bem, era só um portal, coisa bem simples. Pedi ao Rumple que me desse sua adaga e assim ele fez, proferi as palavras certas e mergulhei a adaga na poção. Estava tudo terminado. 

- Senhor das Trevas, eu o ordeno abrir um portal que nos leve para casa. - lhe entreguei a adaga.

Rumple pegou a adaga e se posicionou na nossa frente. Com o braço direito ele apontou para a saída da gruta e uma fumaça lilás e cinza se formava bem intensa na entrada. Tudo pronto para partir. 

Quando Rumple e eu nos colocamos na frente pra irmos primeiro, uma força, um vento, um calor muito forte tomou conta do meu corpo e do local. Demos um pulo para trás e corremos todos para o mais fundo da gruta. O portal estava nervoso, inquieto, quente e incontrolável, como se tivesse vida própria. A gruta começou a tremer e pedaços das pedras foram sugados, o vento e sua força ficavam mais intensos a ponto de ser impossível de respirar, o calor estava tão forte que parecia ser o fim. Logo toda aquela selvajaria do portal diminui com um piscar de olhos e toda aquela força explodiu. 
  


Notas Finais


Uma ilha? Siiiiiim. Ai ai... Ainda vamos ter muita coisa pela frente! Gostaram? Comentem :p


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