História O mundo dá voltas, babaca! - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Mudanças, Romance
Visualizações 13
Palavras 780
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 38 - Vou para o SPA


***

 

– Me empresta Noah! – implorei – Por favor, é muito importante para mim.
– Ok! Você me convenceu.
Ele tirou o celular do bolso e, antes de me entregar, revirou os olhos. Ele sempre tinha essa mania quando se dava por vencido. Era muito engraçado. Quando peguei o aparelho achei esquisito, mas consegui desenrolar. Procurei na lista de contatos o número da Maria Luíza, era bem provável eu encontrá-lo lá. Dito e feito. Ao achar, cliquei na tela e a ligação começou. Não demorou muito e ela atendeu:

– NOAH! – ela atendeu eufórica.
– Por mais que você queira que seja ele, não é. Sou eu, a Lis. – ri.
– Só não digo que acabou com a minha alegria porque eu estava querendo falar contigo mesmo.
– Nossa. Ainda bem, viu? Porque senão não contaria a novidade.
– Não sei se você sabia, mas eu tenho poderes telepáticos, aí adivinhei que você teria algo de importante para falar por isso fui carinhosa.

– Interesseira nada. – falei.

– Sim. Conta logo a tal da novidade antes que eu morra aqui de curiosidade.

Afastei um pouco de Noah, não queria que ele ouvisse a conversa toda.

– Vou com você para o SPA.
– Pera... O quê?

– Isso tem a ver com o que aconteceu mais cedo, lembra? – perguntei.

– Sim. Lembro.

– Então. Tomei a decisão, e ela é definitiva. Explico melhor amanhã, pois não quero falar disso perto do meu irmão, entende?

– Sim amiga. Claro que entendo.

– Então pronto. Passo aí para te pegar amanhã de manhã, umas oito horas. Pode ser?

– Pode amiga.

– Combinado. – aproximei do meu irmão, pois eu já estava encerrando a ligação. – Até amanhã então. Beijo.

– Até. Beijo.

Encerrei a ligação e devolvi o celular ao meu irmão.
– Amanhã? – ele franziu o cenho.
– Sim. Logo, logo, você saberá o motivo.
Beijei sua bochecha.

Voltei para o meu quarto, mas antes disso, eu desci para pedir a Edna alguns sacos plásticos extragrandes. Não demorou muito e eu já estava com eles em mãos. Subi novamente e fui ao meu quarto. Entrei em meu closet e comecei a retirar tudo de dentro dele. Todas as roupas, todas as peças íntimas, todas as bijuterias, em resumo: todas as quinquilharias que estavam acumuladas ali. Ao todo foram três sacos daqueles. Entreguei todos a Edna e pedi para que desse um jeito em toda aquela tralha.

Quando ia começar a subir o primeiro degrau, escuto a voz do meu pai vindo do escritório dele, que ficava próximo à sala de filme. Ótimo, era com ele mesmo que eu queria falar. Fui até lá, bati três vezes na porta e depois abri a mesma.
– Pai? Posso? – apontei com os olhos para dentro do ambiente.  
– Mais é claro, minha filha.
Ele estava acomodado em sua cadeira preta giratória de coro legítimo, os botões de seu paletó encontravam-se abertos e o nó da gravata estava frouxo.

– É que eu queria conversar com senhor sobre algumas coisas.

Entrei no cômodo e caminhei até as cadeiras que ficavam diante da mesa.

– Não. Não.

Ele apontou para seu colo. Acho que para conversas assim ele prefere desse modo. Apesar de eu ter 18 anos, meu pai sempre gostava de conversar comigo dessa maneira. Eu não acho ruim, pois assim fico mais próxima dele.

– Bom pai, primeiro eu quero dizer que estou indo a um SPA amanhã.

– SPA? Que ótimo minha filha. – um sorriso se alargou em seu rosto.

– Sim. E eu estava querendo que o senhor reative minha conta.

– Amanhã mesmo ligo para Benjamin e ajeito isso. Mais alguma coisa?

– Hunrum. Que você mande comprar um celular para mim e mande deixar lá no SPA em que vou estar.

– Não se preocupe. Mandarei Hortência providenciar o melhor para você. – ele passava os dedos entre os fios do meu cabelo.

– Obrigada pai.
Abracei-o com toda força, pois sabia que eu poderia sentir paz e segurança. Sempre era assim com ele e com Noah. Meus superprotetores, meus super-heróis.

– Você sabe que estou aqui para fazer tudo o que quiser e o que for melhor para você. – ele acariciou meu rosto após nós termos nos desfeito do abraço.
– E eu nunca vou me cansar de agradecer por tudo isso. – sorri.

Ouvimos uma das empregadas chamar para o jantar. Levantamo-nos e saímos do escritório abraçados.

– Deixe anotado todas as informações do tal SPA, pois preciso mandar o celular para lá.

– Tá certo pai.

– SPA? –minha mãe questionou.

– É mãe. Amanhã estarei indo a um SPA.

– Então era isso o que tinha amanhã? – Noah apareceu ali junto com Giselly.

– Sim. – respondi.

– Vai para o SPA com quem?

– Com a Malu mãe. – soltei do meu pai e a abracei. – O SPA é do irmão dela. Aí ela me convidou e eu aceitei.

– Que bom minha filha.  



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