História O Mundo de Luna - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lumar, Lumel, Luna, Romancelesbico
Exibições 29
Palavras 1.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente!
Desculpem o atraso, mas é que fim de período na faculdade é muito corrido e eu acabo ficando sem tempo, mas enfim, hoje temos o capítulo que deveria ter sido postado na quinta.
Ele tem algumas referências, vamos ver se vocês conseguem descobrir quais são.
Espero que gostem!

Capítulo 7 - Capítulo Sete


Fanfic / Fanfiction O Mundo de Luna - Capítulo 7 - Capítulo Sete

"Eu sou apaixonada por você... Eu sou apaixonada por você..."

A voz de Marina ecoava em minha mente como um disco arranhado, eu ainda estava tentando assimilar o que ela havia dito, mas aquela situação toda não fazia sentido para mim. Marina e eu somos amigas desde que eu me entendo por gente, nós nunca tivemos nada além de amizade. Vê - lá diante de mim gritando que está apaixonada é algo completamente novo e inesperado. Tudo bem que nos beijamos, mas como eu sempre faço questão de afirmar para mim mesma, ela estava bêbada.

- Ótimo, agora você fica calada. Não era você que há poucos minutos queria conversar? Já sei, você mudou de ideia e agora vai sair correndo, como você sempre faz quando não consegue encarar uma situação de frente. - Marina disse me encarando nos olhos, seu olhar era como o de alguém que enxerga além do físico, de alguém capaz de desvendar sua alma.

- Eu ainda quero conversar, não vou fugir de você - disse me aproximando de Marina que dessa vez não se afastou - você me pegou de surpresa. Nós somos melhores amigas há tanto tempo, você está presente em todas as minhas boas lembranças e até mesmo nas não tão boas assim, nós sempre fomos praticamente o reflexo uma da outra. Mamãe costumava brincar que se nós éramos almas gêmeas, que amigos também têm sua outra metade vagando por aí e que essas almas estão destinadas a se encontrarem. E eu encontrei a minha metade, eu encontrei você.

Marina chorava silenciosamente e eu a acompanhava, eu não queria que as coisas tomassem esse rumo. Nunca quis machucar minha amiga, a minha metade. Ela estava apaixonada, mas e eu? Eu não queria admitir em voz alta, eu não podia, mas o que senti quando nos beijamos foi diferente de todas as sensações que eu já havia experimentado a minha vida toda. Nossas bocas se encaixaram perfeitamente, seu toque suave e ao mesmo tempo firme e preciso me fez esquecer que existia um universo fora da bolha que criamos naquele momento. As borboletas que os personagens dos filmes sempre dizem sentir na hora do beijo eu senti pela primeira vez, elas voavam pelo meu estômago e escapavam para meu peito. Sempre fui uma pessoa centrada, nunca me deixei ser dominada pelas emoções, nunca me apaixonei e agora minha vida estava sendo virada do avesso.

- Vamos fazer um acordo, esquece o nosso beijo e esquece o que eu te disse hoje, você tem razão. Nós somos melhores amigas e eu não quero estragar isso, você é uma das pessoas mais importantes que eu tenho no mundo e eu não quero que isso mude - Marina disse visivelmente mais calma - e antes que você fale que não dá para esquecer eu já vou me adiantar, vamos pelo menos não tocar mais no assunto.

Resolvi não levar esse assunto adiante, seria melhor para nós duas que essa conversa se encerrasse. Achei melhor ir para a casa, estava precisando tomar um longo banho e tentar digerir tudo o que tinha acontecido. Se mamãe estivesse aqui eu com certeza estaria dentro de seu abraço que era o lugar mais seguro do mundo, eu não precisava me preocupar com nada enquanto estava no aconchego de seus braços.

Depois de longos minutos embaixo do chuveiro e da pele dos meus dedos enrugarem devido ao tempo que estava debaixo d'água me troquei e fui até a cozinha tomar uma xícara de café, era isso que eu precisava para entrar nos eixos, cafeína.

Melissa me enviou uma mensagem dizendo que estaria de volta em dois dias e estava cheia de planos e de novas ideias, essa feira parecia realmente ter lhe dado novo ânimo. E era isso que eu estava precisando, que Melissa voltasse e me encaminhasse muitos trabalhos, eu precisava ocupar minha cabeça com algo produtivo ao invés de ficar imaginando como seria minha vida se Marina e eu tivéssemos um relacionamento, romanticamente falando. Espera, eu não estava imaginando isso, não poderia estar.

Liguei a TV e fiquei zapeando os canais até encontrar algo que eu quisesse ver, estava passando meu filme favorito e por sorte ainda estava no começo. Corri até a cozinha e fiz uma pipoca de microondas e peguei uma lata de refrigerante, Sandra Bullock seria minha compainha essa noite. A proposta sempre foi meu filme favorito e eu tenho um crush sério na Sandra Bullock, que pessoa em sã consciência não teria, a mulher é um arraso. Estava passando a cena em que Margaret se ajoelha no meio da rua e pede Andrew em casamento, eu estava rindo sozinha e o som da minha gargalhada ecoava pela casa, se Marina estivesse aqui ela estaria rindo junto comigo, ou melhor, estaria rindo da minha risada.

O filme já tinha acabado, era madrugada e eu ainda estava sem sono, resolvi ir até a varanda dos fundos olhar como estava o céu. De acordo com meus cálculos era lua nova por isso ela não estava visível, e sim eu sempre sei as fases da lua, mamãe me ensinou quando eu tinha sete anos.

 

Flashback on *

 

- Olha Luna, hoje é noite de lua nova por isso você não consegue ver a lua no céu, mas em compensação ele está repleto de estrelas essa noite - mamãe disse me mostrando as constelações - eu tenho um presente para você.

Era meu aniversário de sete anos e mamãe passou o dia evitando falar sobre meu presente. Quando vi a enorme caixa bem ali na minha frente corri para descobrir o que era, rasguei o papel que embrulhava a caixa gigante e senti meu coração disparar tamanha a euforia que estava sentindo, mamãe tinha comprado um telescópio e eu não poderia estar mais feliz.

- Obrigada mamãe - corri em direção a mulher que sorria e me observava de longe - agora eu posso ver todas as constelações.

Passamos a noite olhando as estrelas até que o sono me venceu e mamãe me carregou para cama.

 

Flashback off *

 

Fui até o cômodo que ficava no fundo de casa e procurei por ele, meu velho telescópio que há muito tempo não era usado. Depois de ter tido um certo trabalho para montá - lo já que não fazia isso há bastante tempo, consegui encaixar a última peça e direcioná - lo para as estrelas. Procurei pela constelação de Órion e lá estava ela, a minha favorita.

Reza a lenda que, Artemísia, Deusa da Lua e da Caça apaixonou-se por um grande caçador de nome Orionte, deixando de cumprir o seu trabalho, que era iluminar o céu noturno.

Seu irmão gêmeo, Apolo, vendo que Orionte nadava para o mar, desafiou a sua irmã a disparar contra aquilo que não era mais do que um ponto entre as ondas. Sem saber que se tratava de Orionte, Artemísia disparou uma flecha e matou-o.

Mais tarde, quando o corpo de Orionte foi devolvido à costa, ela viu o que tinha feito. Desconsolada, colocou o seu corpo no céu, juntamente com os seus cães de caça. O seu remorso explica porque é que a lua nos olha tão triste e friamente.

Lembro - me da primeira vez que minha mãe me contou essa história, senti pena da Deusa da Lua, pois ela havia matado seu grande amor. Hoje em especial estava sentindo muita saudade de mamãe, senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto seguida de várias outras, como eu queria poder ouvir sua voz e me esconder em seus braços novamente.

- Espero que esteja me olhando daí de cima - disse encarando o céu - eu sinto muito a sua falta mamãe, tenho saudade das nossas conversas e do seu abraço de urso que nenhuma outra pessoa no mundo tem. Eu te amo mais que tudo e espero que um dia nos encontremos novamente.

Depois de longos minutos admirando o céu estrelado, guardei o telescópio e entrei em casa desejando que minha mãe estivesse ali para me dizer que tudo ficaria bem, que eu ficaria bem. Fui caminhando em direção ao seu quarto que eu ainda mantinha intacto, me aninhei em seus travesseiros e permiti que toda a dor que eu estava sentindo se transformasse em lágrimas que banhavam minha face.

- Que nos encontremos novamente - sussurrei na esperança de que em algum lugar do universo minha mãe fosse capaz de me ouvir e saber o quanto eu sinto sua falta. 


Notas Finais


E então o que vocês acharam? Esse particularmente é um capítulo que gosto muito e que mexeu bastante comigo enquanto eu escrevia. Me contem a opinião de vocês e se vocês conseguiram identificar as referências (estão bem fáceis haha)
Se tiver algum erro ignorem
Beijos no core sz


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