História O Mundo de Luna - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lumar, Lumel, Luna, Romancelesbico
Exibições 22
Palavras 1.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente!
Dessa vez voltei no dia certo, esperem que gostem do capítulo de hoje.
Vejo vocês nas notas finais, boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo Oito


Uma semana havia se passado desde que Marina e eu decidimos não falar mais sobre o que tinha acontecido, sem sombra de dúvidas foi a semana que mais foquei no trabalho e mergulhei de cabeça na minha vida profissional. Melissa manteve distância quando percebeu que eu não estava pronta para tentar nada com ela, o tempo que ficamos juntas foi o suficiente para ela me conhecer e saber quando eu preciso de espaço. Minha chefe confiou a mim os projetos dos clientes que ela havia conhecido na feira de design e provavelmente eu teria que viajar no próximo mês, visto que um dos clientes mora em uma cidade vizinha. Quando Melissa chegou toda sorridente eu soube que seus planos tinham saído como planejado e eu estava feliz por ela, afinal além de minha chefe ela era minha amiga e se meus amigos estão felizes eu também me sinto feliz.

- Luna será que você pode me dar uma mãozinha aqui - Mariah se aproximou escondida atrás de uma pilha de portfólios - Melissa pediu que eu levasse esses projetos que já foram entregues para a sala de arquivo e organizasse todas as prateleiras por datas, ela está me atolando de trabalho.

Mariah revirou os olhos e continuou a reclamar da quantidade de serviço que Melissa tinha lhe dado, enquanto minha amiga reclamava peguei alguns portfólios e segui para a sala de arquivos, eu estava com tempo então não me custaria nada ajudar. Minha amiga veio tagarelando logo atrás de mim, eu gosto muito de Mariah, mas quando ela dispara a falar fica um tanto irritante. Finalmente minha amiga parou de falar quando percebeu que eu não estava respondendo, apenas escutava calada suas reclamações.

- Você está estranha, eu sei que aconteceu alguma coisa pode ir falando - Mariah disse parando ao meu lado. Eu estava mesmo precisando falar com alguém, colocar para fora tudo o que eu estava sentindo e talvez minha amiga pudesse me ajudar a arrumar a bagunça que estava dentro de mim. Puxei a cadeira que estava no canto da sala e pedi que Mariah se sentasse, como era a única cadeira que tinha ali me sentei sobre a mesa porque provavelmente eu choraria enquanto estivesse falando e minhas pernas não iam conseguir sustentar meu corpo.

Contei para Mariah tudo o que estava acontecendo, desde o beijo que aconteceu naquela fatídica noite até minha briga com Marina, falei também que Melissa e eu nos beijamos no elevador, mas que não tinha sido como beijar Marina. Tinha sido apenas um beijo como tantos outros que eu havia dado na vida. Mariah ouvia atenta meu desabafo apenas balançava a cabeça de vez em quando para mostrar que estava prestando atenção em tudo que eu falava. Algumas lágrimas teimosas escapavam dos meus olhos demonstrando o quanto eu estava frágil naquele momento, minha amiga se levantou me acolhendo em seus braços. O choro que até então eu tentava conter veio como cascata escorrendo dos meus olhos, os soluços que estavam presos na minha garganta cortavam o silêncio que se fez presente na sala, apenas o som do meu choro podia ser ouvido. A cada soluço sôfrego que escapava pela minha garganta os braços de Mariah se apertavam mais contra meu corpo me amparando e impedindo que eu desabasse.

Depois de longos minutos com o rosto escondido nos ombros de Mariah ergui a cabeça e sequei os resquícios das lágrimas que molharam meu rosto. Minha amiga se sentou novamente ficando de frente para mim segurando minhas mãos entre as suas, ela me mostrou um sorriso sincero que eu automaticamente respondi com outro sorriso não tão sincero assim. Suspirei e fui surpreendida pelo que Mariah falou logo em seguida.

- Você está apaixonada, Luna. Você está perdidamente apaixonada por Marina da mesma maneira que ela está apaixonada por você - tentei argumentar com Mariah, mas ela impediu que eu falasse - e você está sendo estúpida tentando fugir disso. Qual o problema de vocês serem amigas de uma vida toda? Qual o problema em admitir que você sente por ela o mesmo que ela sente por você? Eu não vejo nenhum empecilho entre vocês duas, apenas a sua teimosia e o seu medo de ser feliz falando mais alto.

Mariah estava ficando maluca, essa foi a única explicação plausível que encontrei para justificar o que ela havia acabado de falar. Senti meu rosto molhado novamente pelas lágrimas que tornaram a escorrer, por que eu estava chorando afinal? Se Mariah está maluca como eu penso que esteja não existe uma razão para as minhas lágrimas. Foi então que voltei no tempo, parada no mesmo lugar, mas com minha mente vagando pelo passando trazendo a tona todos os momentos que passei ao lado de Marina. Os aniversários que passamos juntas, nosso primeiro ano na faculdade, nossa formatura, as noites que passamos embriagadas em mesas de bares, nossas danças malucas sempre que voltavamos para casa, a noite em que Marina dormiu em meus braços e o vazio que senti na manhã seguinte quando acordei e percebi que estava sozinha, nosso beijo à beira da piscina sob a pálida luz da lua. Senti meus lábios se curvarem em um sorriso espontâneo que surgiu no momento que imaginei o rosto de Marina e praticamente senti o gosto de seus lábios nos meus. Mariah tinha razão, eu estava apaixonada por Marina.

- Você está certa - disse encarando Mariah nos olhos - eu estou apaixonada e não tem mais volta. Como eu pude ser tão idiota ao ponto de não perceber o quanto eu estou perdidamente apaixonada por aquela mulher?

Mariah sorriu largo e me deu um abraço apertado, minha amiga enxugou meu rosto e ajeitou meus cabelos que deviam estar desgrenhados.

- E o que você está fazendo aqui perdendo seu tempo comigo? Corre, vai falar isso para ela, mas fala exatamente da maneira que você falou comigo, deixe Marina saber que esse sentimento é recíproco - Mariah disse me arrastando porta a fora - eu invento uma desculpa para dar à Melissa, agora vai, não espere mais nenhum minuto para ser feliz. Vai logo!

Agradeci Mariah lhe dando um beijo estralado no rosto e saí o mais rápido que pude do escritório. O elevador nunca demorou tanto tempo para chegar no térreo, o trânsito parecia estar mais carregado que o normal, ou era apenas minha ansiedade gritando dentro de mim. Recebi uma mensagem de Mariah dizendo que estava tudo certo e que Melissa não havia questionado minha saída repentina.

Depois do que pareceram ser intermináveis minutos cheguei até o escritório que Marina trabalhava, o elevador não estava no térreo então subi pelas escadas, quando cheguei no terceiro andar senti meus pulmões pegando fogo. Perguntei para primeira pessoa que vi onde Marina estava, eu devia estar parecendo desesperada já que a mulher me levou rapidamente até onde minha amiga se encontrava.

Marina estava concentrada falando ao telefone, me aproximei chamando sua atenção para mim e pude vê - lá engolir em seco encerrando a ligação dizendo que voltaria a ligar em alguns minutos.

- Luna, o que você veio fazer aqui? Digo, no meu trabalho? - Marina perguntou confusa, limitei - me a segurar sua mão e olhar no mais profundo de seus olhos negros.

Marina e eu sempre nos entendemos apenas com o olhar, ela viu a súplica em meus olhos, implorando para que ela viesse comigo e sem fazer nenhuma pergunta ela juntou suas coisas e me seguiu para fora do prédio. Entramos no carro e assegurei que depois voltaríamos para pegar o seu que estava no estacionamento do prédio, Marina parecia confusa, mas não me questionou em momento algum. Sei que eu tenho essa política de sempre dirigir com calma, atenta a tudo e a todos, mas naquele momento tudo o que eu mais queria era chegar em casa o quanto antes.

Dirigi o mais rápido que a velocidade máxima permitia enquanto minhas mãos suadas seguravam firme no volante. Estacionei em frente à minha casa e saí do carro as pressas com Marina logo atrás de mim. Assim que entramos em casa peguei a bolsa que ela tinha nas mãos e joguei sobre o sofá. Não dei tempo para que Marina falasse, apenas tomei seus lábios nos meus como se dependesse deles para me manter viva. 


Notas Finais


E então, gostaram? Espero que vocês tenham gostado mais desse, porque pelo visto não gostaram tanto assim do capítulo anterior. Comentem suas opiniões e sejam gratos à Mariah que finalmente fez a Luna acordar pra vida.
Obrigada a vocês que sempre comentam o que acharam, vocês são o máximo!
Beijos no core sz


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