História O mundo dos adultos. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dia Das Crianças
Exibições 29
Palavras 870
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Atenção; essa é uma história fictícia, não misturem com realidade, e se você se identificar com ela, parabéns, você é louco.

Capítulo 1 - Capitulo único.


O que era mesmo ser criança? E porque sentimos tanta falta dessa época? Já nem sequer sei porque ainda me pergunto, afinal, eu era mais feliz sendo o que era.

Eu vi várias coisas naqueles curtos dias.. E os adultos eram o meu principal problema; nunca me deixavam brincar até mais tarde, e em uma conversa falavam sobre tudo, achando que eu nunca iria entender.

Também lembro que eu amava ter amigos garotos.

Eles eram mais aventureiros e não ficavam só na boneca. E eu sempre acabava ficando suja ou machucada brincando com eles, mas adorava a sensação de alegria que ganhava no final do dia.

Já com as meninas o lance era diferente; falar sobre maquiagem e escola era algo legal - mesmo não sabendo nada sobre esses dois assuntos.

Minha mãe era muito boa comigo, mas quando prestava atenção demais no meu pai, ficava meio triste. As vezes, eu queria odiar meu pai - mas ele era tão bom comigo.

Meu pai era um homem inteligente. Conhecia tudo! Me levava a todos os lugares, e sempre me  dava besteiras pra comer. É claro que sempre me falava pra escovar os dentes após uma refeição. E também ele nunca me machucou, apenas conversou. E eu o respeitava por isso.

Ele era tipo, meu heroi.

Minhas avós eram legais, sempre me davam presentes, e eu às amava muito. Pena que agora eu nem às veja mais. Meu avô morreu, e eu não derramei nenhuma lagrima. Nem sequer disse meus pêsames à minha vó.

Queria que minha mãe cozinhasse como à mãe dela.

Meus tios eram problemáticos e desobedientes, viviam fazendo à mãmãe deles se preocupar.

Minha tia era perfeita! Ela sempre fazia ótimas batatas fritas. Confesso que já desejei que ela fosse minha mãe milhares de vezes.

Os vizinhos homens da minha mãe sempre foram grudentos comigo, mas eu sempre tive energia o suficiente pra sair de perto.

Minha mãe e meu pai brigavam, pelo menos, uma vez ao mês, e isso durou até meus 10 anos. Fiquei tão assustada quando meu pai bateu na minha mãe, que só quando eu cresci entendi que meu herói havia morrido na primeira covardia.

Os adultos sempre me diziam que eu era o ser mais alegre e inteligente que eles conheciam.

Hoje eles pedem responsabilidade e falam que sou inteligente até demais.

Meus amigos se foram, um por um. E minha mãe mudou tanto de casa e cidade que já nem lembro mais o significado de ter amigos.

Hoje, garotos não são mais perfeitos para serem amigos, e sim, horríveis de se encarar. E garotas, bom.. Acho que elas não entendem metade das coisas que falo.

Papai deixou de ser o cara mais amado, pro mais triste. Sinto muito não conseguir dar tanto amor à ele como dava antes. E ele é tão sozinho; o trabalho exige muito dele.

Mamãe diz que eu sou preguiçosa e grita comigo por nada.  No fundo, acho que a armagura tomou conta de seu coração, e eu já não sou capaz de amá-la como antes.

Sinto muito, minha criança interior, você teria vergonha do que eu me tornei. Você, na verdade, sempre foi o pilar dessa família, e agora que se foi, todos nós nos perdemos.

E eu te amo tanto.. Tanto que chega a doer à saudade que sinto de você.

Queria poder olhar em seus olhos amorosos e falar com sua boca tagarela pra poder ter certeza que um dia eu já fora alguém com vida...

E eu já disse que te amo?

Quando eu era criança, minhas amigas viam sempre a escola com um sorriso no rosto - assim como eu. Mas agora eu noto que era só uma mascara.

Papai e mamãe sempre saiam aos fins de semana pra namorar, enquanto, eu ficava na casa de uma babá qualquer.

Eu tinha tanto medo do escuro e de dormir sem minha mãe!

Meus irmãos eram ausentes, tirando minha irmã mais velha que eu sempre levava pra passear. 

Ela era minha melhor amiga!

Ainda é, mas agora nossos passeios são raros.

E agora eu sei, tanto os tagarelas quanto os quietos são pessoas com dores infinitas.

Minha madrasta, pelo que eu ouvia, me odiava. Mesmo eu nunca tido conversado com ela.
Eu só consigo sentir curiosidade e pena dela, afinal, meu pai sempre fora muito mulherengo.

Meu psicólogo me diz que meus pensamentos são fascinantes.

Só acho que, apesar, de muita gente me admirar agora, eu ainda sinto falta da sensação quente de amar e ser amado.

E eu já contei que abandonei milhares amigos por causa de nunca ficar em uma escola? Sinto tanta falta deles, e me culpo até hoje pelas lagrimas que fiz muitos chorarem.

Você sempre quis ver as pessoas rirem, né? Você era tão alegre que chegava a ser chata - e eu te adorava.

Enquanto você gritava; eu sussurrava...

Você cantava; e eu mergulhava..

Você chorava; e eu continuava triste.

E quando você sorria, eu enlouquecia.

Já te contei que sou à estranha na sociedade? Já lhe avisei que nós nos tornamos um monstro?

E eu te amo tanto, que sinto vergonha por contar que você, alguém tão amorosa, já não tem um coração.

Pois nós somos adultos agora.


Notas Finais


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