História O Namorado Da Minha Ex - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Karin, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sakukarin, Sasusaku, Sasusakukarin
Visualizações 191
Palavras 3.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Josei, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


sim, estou postando outra fanfic...

Sim, terá a Sakura beijando a Karin, e provavelmente terá a Karin beijando o Sasuke também. E o mais importante, terá sexo entre os três!

Estão avisados! :)

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Carma


Sempre fui uma criança egoísta. Dividir meus brinquedos não era uma opção. O que era meu, era meu e ninguém tocava – A não ser é claro se quisesse comprar uma boa briga – Com relacionamentos não poderia ser diferente. Por isso quando Karin disse estar apaixonada, meu mundo desabou. Jamais imaginei passar por uma situação assim. Senti o sangue fugir de minhas veias e o ar faltar em meus pulmões. Como assim ela estava apaixonada por outra pessoa?

 

Mas que porra ela estava pensando? Fiquei com raiva. Muita raiva! Queria matá-la. – No sentindo figurado, não sou psicopata – Eu não podia acreditar que era verdade. Como foi se apaixonar por outra pessoa? Ela procurava por isso? Estava saindo com outras pessoas enquanto me namorava? Não podia suportar a intensidade de suas palavras.

 

O choque foi ainda maior quando disse que ainda me amava – Hipócrita! Minha mente gritou –, mas ela precisava experimentar.  Tinha que saber onde estava realmente seu coração. Gritei que se realmente me amasse como dizia, não precisaria testar esse novo sentimento. Minhas lágrimas haviam sido em vãs, ela se foi com a promessa de que não era um ponto final, mas apenas uma vírgula.  

 

Foram os dois piores meses da minha vida. Passava as noites em bares e baladas – Não suportava ficar sozinha no apartamento em que dividia com ela. Cada canto era uma lembrança dolorosa de sua presença. –, bebia até não ter forças para caminhar. E foi em uma dessas noites que acabei conhecendo a pessoa de quem Karin tanto falava.

 

Se eu soubesse naquele momento quem era, talvez nunca tivesse me envolvido nesta situação. Porém o álcool fazia minha cabeça girar e tudo parecia mais bonito, alegre e instigante. Assim que chegou perto de mim com aquele hálito de uísque barato, senti minhas pernas se tornarem como gelatinas.

 

Ele possuía um sorriso sedutor, e uma voz gostosa que sussurrava coisas desconexas em meus ouvidos, coisas obscenas que faziam meu interior se revirar em ansiedade. Eu não entendia bem o que ele dizia, mas sua voz causava "cosquinhas" em minhas orelhas me fazendo rir.

 

Foi a primeira vez que me vi excitada por alguém do sexo masculino. Talvez fosse sua postura, sua voz, ou o seu jeito atirado, só sei que algo nele me atraía de uma maneira surpreendente. E antes que pudesse perceber já estava em um quarto de motel, “perdendo minha virgindade” com aquele homem.

 

Quando acordei no outro dia, não reconheci o lugar onde estava. Corri meus olhos pelo quarto tentando entender o que se passava, e foi quando percebi a merda que havia feito. Eu havia dormido com um homem. Um homem! Mesmo estando solteira, me sentia como se estivesse cometendo adultério com aquele ato. Eu não conseguia me ver como alguém descompromissada, Karin estava impregnada em minha alma.

 

Ao meu lado o homem dormia tranquilo com seus cabelos negros cobrindo o rosto. E eu só desejava do fundo da minha alma que ele fosse tão bonito quanto parecia na noite anterior. – com todo aquele álcool. – Seria horrível descobrir que o primeiro homem capaz de me fazer sentir tesão era mais feio que o boi da cara preta. – Não era preconceito, mas poxa, tinha tido a chance de ficar com homens lindos, e nunca senti nada por nenhum deles, não era possível que eu tivesse vindo com defeito de fábrica. – Ele tinha costas largas, e uma bunda proeminente. – Meu Deus! Que bunda! – Como se ouvisse meus pensamentos, aquele ser másculo se virou de barriga para cima exibindo toda sua masculinidade.

 

Ao colocar meus olhos em seu tamanho me surpreendi. – Aquilo coube dentro de mim? Socorro – Automaticamente levei minha mão até minha intimidade, era inacreditável o fato de não estar dolorida. – Parece que um pênis de verdade não incomodava tanto quanto um de silicone. Ele tinha era grande em todos os sentidos, e seu corpo era sem dúvidas de tirar o fôlego.

 

Sua mão desceu até o saco dando uma apertada e em seguida uma boa coçada – Como se dissesse “Olha pra isso, baby! ” –, repousando a grande mão ali. Olhando atentamente percebi como eram longos os seus dedos. Aquela visão me lembrou da noite anterior, ainda dentro da boate enquanto seus dedos deslizavam entre minhas pernas me afogando em sensações maravilhosas.

 

Ele abriu os orbes negros – Me dando uma onda de alívio momentâneo –, assim era ainda mais lindo do que me lembrava. Ele parecia tão perdido quanto eu ao acordar. Observou todo o quarto para só depois notar minha presença ao seu lado.

 

A surpresa em seu olhar logo fora substituída por uma expressão de pânico. Rapidamente ele sentou na cama colocando a mão sobre os olhos, como se eu não estivesse mais ali. Com uma analisada rápida identificou as calças no chão e se apressou até elas pegando o parelho celular do bolso de trás.

 

Passou as mãos pelos cabelos, enquanto seus olhos atentavam-se ao conteúdo que via na tela. Logo começou a vestir as calças, e procurar o outro pé de seu sapato. Ele parecia atordoado, mas imagina eu? Ele era o meu primeiro. Ele quem havia vindo até minha pessoa na boate. Ele quem ficara jogando conversa fora sussurrando imoralidades em meus ouvidos. Ele quem havia enfiado a mão embaixo do meu vestido e me masturbado enquanto estávamos sentados no balcão do bar.

 

Puxei o lençol para cima cobrindo meu corpo. Sentia o quão idiota havia sido por ter dormido com um homem daqueles. Por mais bonito que fosse, podia-se notar de longe que era um filho da puta. Um cafajeste nato, daqueles que leram o Manual Do Cafajeste.

 

Lembrei da minha mãe dizendo que o que eu tinha era “fogo no cú”, e que só precisava de um homem para me “pegar de jeito”. Que quando eu achasse um homem que me “virasse de cabeça para baixo”, rapidinho iria “virar mulher”. – Não importava quantas vezes eu dissesse que o que me fazia mulher era minha vagina, e não minha opção sexual, ela sempre tocava na mesma tecla.

 

– Olha garota, isso foi um erro. – Ele fechava a calça enquanto digitava no celular – Isso – Usou o indicador para apontar para mim e em seguida para si mesmo – nunca aconteceu.

 

Eu só conseguia pensar em Karin, e o quanto ela ficaria decepcionada comigo se soubesse que dormi com um homem. E pior, que ele havia me tratado como uma qualquer. Com outra mulher ela aceitaria numa boa. Mas um homem? Isso era demais. Eu estava tão humilhada.

 

Observei ele andar pelo quarto conferindo se não havia esquecido nada, minha mente tentava assimilar o que acontecia, e foi quando me lembrei das histórias de Karin. Ela costumava passar por situações assim quando saía com homens.

 

– Eu não sei seu nome, nem se eu disse o meu, mas se o tiver, esqueça. Eu tenho uma namorada, e a amo. – Sentenciou. Como se eu fosse querer algo a mais com ele.

 

Com o celular entre o ombro e o ouvido, ele amarrava o cadarço do sapato. Se levantou ajeitando a camiseta preta e antes de bater à porta atrás si, pude ouvir ele falar com a pessoa do outro lado da linha.

 

– Karin, dormi demais. Me desculpe.

 

E lá estava o destino brincando comigo outra vez. Talvez fosse coisa da minha mente, pensar que o mundo conspirava contra mim. Mas ouvir o nome de minha ex-namorada, era o sinal dos deuses de que eu havia cometido um erro terrível. Deveria ter esperado o seu tempo. Ela me amava, e eu tinha certeza absoluta disso. Sabia que logo o encanto pela outra pessoa passaria e ela voltaria para mim. Afinal, ela sempre voltava.

 

Estávamos juntas desde o ensino médio, quando eu finalmente parei de fingir ser quem não era, e assumi meus sentimentos. Não fora fácil, e nem rápido, demorei muito para perceber, e mais ainda para me confessar.

 

Karin sempre fora aquela garota cercada por rapazes, para muitos ela era uma vadia vulgar, mas na minha opinião ela era apenas solteira. Nunca a vi com homem comprometido para ser insultada daquela forma.

 

Eu admirava a forma como ela se portava, sempre segura de si, falava e fazia o que queria sem se importar, enquanto eu...

 

Durante toda a adolescência eu lutei contra esse sentimento “impuro”. Era errado, um pecado que eu não estava disposta a praticar. Não sabia dizer quando o meu fascínio por Karin se tornou amor, mas mesmo que inconsciente sempre acabava olhando para o corpo dela – hora com inveja, outra com adoração, e então, desejo.

 

Era difícil estar ao lado dela, ouvi-la detalhar os seus casos, e como fazia com os rapazes. Eu queria tentar, mas nenhum menino me chamava a atenção, nenhum deles foi capaz de ascender a chama do desejo em meu interior. Nenhuma outra mulher também me atraiu. Apenas Karin o fazia. E por muito tempo cheguei a pensar que eu era assexuada.

 

Odiava ir às confraternizações dos nossos colegas. As festas eram boas, mas ver Karin se atracando com aqueles caras nojentos era doloroso demais. Porém, naquele dia – O dia em que finalmente fiz o que a muito queria, – eu estava em uma festa com ela.

 

Karin havia me arrastado para a casa de Naruto, um loiro lindo da nossa sala. Ela sabia que ele gostava de mim, e queria me incentivar a iniciar minha “vida amorosa”. Tentei desconversar, me esquivei, mas quando me dei conta estava no quarto daquele menino.

 

Naruto era lindo, mas não era Karin. Ele estava sem camisa e seu corpo grande estava sobre o meu. Queria gritar, fugir dali, mas Karin disse que seria bom, que eu só precisava de um empurrãozinho. Não sei quando comecei a chorar, mas o rapaz se afastou assustado. Pobre Naruto, pensou que tivesse me machucado, e ainda nervoso me pediu mil desculpas. Ele era um bom menino, no fim das contas. Foi a minha primeira e última vez com um homem.

 

Quando saí no quintal da casa encontrei Karin abraçada com Kiba – o peguete da noite –, com um belo sorriso no rosto ela se afastou dele e me abraçou. Queria saber como tinha sido, se eu havia me divertido.

 

– E então, como foi? – Ela cheirava a cerveja, e cigarro.

 

Os lábios carnudos com o batom vermelho borrado estavam próximos ao meu rosto. Minha mente gritava “Perigo! Perigo! ”, enquanto meus olhos não conseguiam se desviar dos movimentos que eles faziam ao falar. Foi quando percebi que não havia mais volta, eu estava completamente fodida. Estava realmente apaixonada por ela.

 

– Horrível! – Juntei toda minha coragem para responder, não poderia voltar atrás.

 

– Oh! Por quê? – Ela parecia decepcionada. E foi quando agi. Talvez fosse resultado de tantos filmes românticos assistidos na tv, mas não poderia perder aquela chance, nem mesmo a desculpa da bebida.

 

– Porque não é dele que eu gosto.

 

Ela ficou surpresa, pois nunca falava de ninguém, e antes que ela começasse seu interrogatório, segurei em seus cabelos e a beijei. Minhas mãos tremiam por medo da rejeição, Karin gostava de homens. E quando ela não me correspondeu, senti um nó se formar em minha garganta.

 

Era o fim, ela havia me rejeitado, eu perderia minha amiga para sempre. Como já tinha posto tudo a perder mesmo, decidi chutar logo o pau da barraca de vez.

 

– Eu te amo! – Declarei com lágrimas nos olhos. Era a verdade, eu realmente a amava. Não esperei para ouvir sua resposta, saí dali correndo, e jurei para mim mesma que trocaria de escola. Não queria ver eles nunca mais.  

 

Passei o final de semana sem ter qualquer contato com Karin, e na segunda-feira não fui à escola. Me sentia a pior pessoa do mundo. Pensava no quanto ela deveria estar me odiando. Já estava desidratada de tanto chorar, quando minha mãe avisou que Karin estava subindo. Meu coração parecia querer sair correndo e se jogar em cima dela.

 

Assim que ela entrou no meu quarto e fechou a porta, pude ver o quanto ela parecia transtornada. A culpa me atingiu em cheio, o que eu havia feito com minha melhor amiga? Ela ajeitou os óculos – sempre fazia isso quando estava nervosa ou ansiosa. – coçando o nariz, andou até a janela. Eu a conhecia bem o suficiente para saber que ela lutava consigo mesma.

 

 

– Eu pensei muito, Sakura – ela coçou o braço. Seu rosto estava corado, e achei aquilo fofo, mesmo estando feito gelatina por dentro – E realmente, estou muito confusa. Você sabe que nunca imaginei que você seria – ela não conseguiu terminar. E eu senti o chão se abrir sob meus pés. Era a hora que ela diria que nuca mais seriamos amigas, para eu nunca mais falar com ela. – Você é minha melhor amiga, caramba! Como não me disse nada?

 

Karin começou a andar de um lado ao outro passando a mão pelo cabelo ruivo. Pensei que ela abriria um buraco no chão, mas então ela retirou os óculos, e largou-os em cima da cadeira no canto do quarto, me deixando ainda mais apreensiva. O que aquela doida estava aprontando?

 

– É loucura demais até para mim – Falou se aproximando –, mas mesmo assim – senti sua respiração bater em meu rosto quando ela colou seus lábios aos meus – eu quero tentar!  

 

“Eu quero tentar! ”

 

“Eu quero tentar! ”

 

“Eu quero tentar! ”

 

“Eu quero tentar! ”

 

Ela tinha aceitado meus sentimentos! Porra! Era um sonho? Eu não podia acreditar! Karin! A minha Karin! Minha melhor amiga! A vadia da escola, minha melhor amiga hétero, Karin, havia me correspondido.

 

Me senti a pessoa mais feliz do mundo. – Por quinze minutos – Depois veio o medo. Meus pais iriam me matar. O que nossos colegas iriam pensar? Nós estávamos namorando? Ou ela só queria saber como era beijar outra garota? Eu tinha tantas dúvidas, mas Karin me acalmou, e aos poucos nós demos um jeitinho em tudo.

 

Nossos pais nunca aceitaram nossa relação, mas também não se metiam. Eles nos respeitavam independente de nossas escolhas – erradas para eles –, mas nos amavam. Desde que não demonstrássemos nosso amor na frente deles, estaria tudo bem.

 

Lutamos contra muitas coisas para ficar juntas, e era por isso que eu tinha certeza que Karin voltaria para mim.

 

Me vesti apressada, não tinha um centavo no bolso. Será que o bonitão havia pago a conta pelo menos? Ao sair do quarto me deparei com um táxi parado na garagem, isso era estranho. O homem me cumprimentou, e disse que o meu namorado havia pedido que me levasse para casa, por conta do “imprevisto no emprego dele”, e que já estava tudo pago.

 

Fiquei com medo, nunca havia visto aquele homem, e se ele fosse um sequestrador? Quais eram minhas chances? Dali ninguém poderia me ver, se eu corresse ele viria atrás de mim. Eu estava sem um tostão furado, Karin havia terminado comigo, acabara de ter meu primeiro sexo hétero. Então se eu morresse tudo bem. Já havia batido minhas metas, e ninguém notaria meu sumiço mesmo.

 

Entrei dentro do carro apreensiva, e o homem perguntou para onde ir. Dei o endereço de uma rua próxima à minha casa, assim ele não saberia onde eu morava. E qual não foi minha surpresa quando ele me deixou onde pedi? Parece que não era um assassino em série.

 

Os dias se arrastaram, eu trabalhava no piloto automático, e nada fazia sentido. Por mais que eu tentasse não pensar em Karin, acabava pensado dez vezes mais. E o pior, as vezes lembranças da noite que tive com aquele homem roubavam Karin de meu coração. Por alguma razão estranha aquele homem estava roubando meus pensamentos, e me trazendo sensações mias estranhas ainda.

 

– De cada dez palavras que eu falo, onze é você – Cantarolei fungando. Existia depressão pós-pé-na-bunda?

 

Eu me escondia embaixo de uma enorme coberta, zapeando os canais a procura de algo para assistir, quando a porta da sala se abriu trazendo consigo o vento gelado do inverno, e ela, minha deusa, minha vida, meu ar, Karin.

 

Ela trazia duas sacolas enormes do McDonald’s, e eu soube que ela queria fazer as pazes. Um sorriso brincou em meus lábios pensando nas probabilidades. Logo ela estava se aconchegando ao meu lado no sofá, com a cabeça deitada em meu ombro, inalei seu perfume. – Que não era o seu. – De quem era aquele cheiro? Ela havia trocado de perfume?

 

Ficamos em silêncio por um tempo comigo fazendo carinho na cabeça dela, e ela de olhos fechados aproveitando o momento. Pensei que tudo ficaria bem, que faríamos sexo e depois tudo voltaria ao normal, mas eu estava absurdamente enganada. Ela estava apenas preparando o terreno.

 

– Eu te amo – Falou receosa. O que fez um alarme se ascender em meu cérebro. – Sakura, lembra quando disse que me amava pela primeira vez? Eu não sabia o que fazer, era algo totalmente fora da minha realidade. – Ergueu a cabeça para em olhar – Mas lembra o que eu fiz? – É claro que me lembrava. Não havia como esquecer.

 

– Você me aceitou. Você tentou e deu certo – Forcei um sorriso.

 

– E é isso que eu quero que você faça agora – Segurou minhas mãos. Não entendi o que ela queria dizer com aquilo – Eu te amo, Sakura, mas eu também amo outra pessoa.  

 

– Mas que porra quer dizer, Karin? Quer que eu aceite você transando com outra? – Puxei minhas mãos das dela. Isso era um absurdo. Como ela poderia ousar me propor tal monstruosidade?

 

– Não tem outra, Sakura – ela rebateu rapidamente – Estou apaixonada por um homem, Sakura. – Se ela me desse um tapa teria sido menos traumático. – Um homem maravilhoso, e quero que você entenda. Você é e sempre será a mulher da minha vida. Mas eu encontrei o HOMEM da minha vida, Sakura.

 

Homem? Senti as lágrimas descerem quentes por meu rosto, e os dedos dela as enxugando. Afastei suas mãos, não queria que me tocasse. Então era isso? Ela estava finalmente me trocando por um pênis? Eu sabia. Sabia que esse dia chegaria, o dia em que ela finalmente se cansaria de brincar de ser minha namorada.

 

Eu me sentia duplamente traída. Eu sabia que um dia ela iria querer ter filhos. Quando éramos crianças, Karin sonhava em se casar e ter uma família grande com um marido bonito e alto.

 

– Então, vão se casar e ter um casal de filhos caretas? Vai apresentar ele para os seus pais e dizer “Olhem papai e mamãe, trouxe um homem para casa! ”? Vai finalmente orgulhar os velhos, Karin! – Alfinetei.

 

– Cala a boca, Sakura! – ela se levantou exaltada. – Eu não vim até aqui para discutir com você. Caramba, pode ao menos me ouvir? Eu quero que você conheça ele. Quero que dê uma chance assim como eu dei a você anos atrás.

 

– Quer a minha benção? – Ironizei. – Vá lá e fode ele com força – indiquei a porta – Seja feliz com o seu pênis.

 

– Cala a porra da boca! Eu quero ser feliz com você, mas quero ser com ele também! – Ela gritou de um jeito que nunca vi antes. Ela não costumava gritar comigo assim. – Eu quero fazer essa merda dar certo!

 

Apontei meu dedo para o seu rosto pronta para rebater a altura quando a minha porta fora abruptamente aberta.

 

– Mas que gritaria é essa? – Um homem colocou a cabeça para dentro.

 

Ele era alto, cabelos negros, e parecia preocupado. Logo o reconheci como o cara do motel, e a voz dele ao telefone falando o nome de Karin me veio à mente. Ele era o homem da vida de Karin? Ela era a namorada que ele amava? Minha cabeça rodou. Eu havia dormido com o namorado da minha ex?

 

– Sasuke, querido! – Falou constrangida com a voz mais controlada. – Estávamos conversando, acho que nos exaltamos um pouco.

 

Eu havia perdido minhas falas, e sem pedir permissão ele invadiu minha sala e fechou a porta atrás de si. Me olhou de cima a baixo analisando-me. Creio que pensando na mesma coisa que eu.

 

– Sakura – Karin segurou minha mão, e ergueu o braço para o homem – Assim como te dei uma chance um dia, eu te peço. Nos dê uma chance – O homem, que agora eu sabia se chamar Sasuke, parecia inquieto com a situação – Sasuke também não se acostumou com a ideia ainda, mas podemos fazer dar certo. Apenas vamos tentar!

 

– Como assim? – Eu estava meio aérea, e a presença de Sasuke não ajudava muito. O que ela estava dizendo?

 

– Quero os dois, Sakura. Sou egoísta demais para abrir mão de um de vocês. Não precisa responder agora, apenas pense. Nos dê essa chance. Podemos fazer isso, já passamos por coisa pior. Apenas pense. Lembre-se que não foi fácil para mim também, eu também tive que passar por cima dos meus próprios conceitos para chegarmos aonde chegamos.

 

Então ela saiu levando consigo o homem, que antes de sair virou o rosto para trás me analisando uma última vez antes de bater à porta atrás de si.

 

Por alguns segundos esperei meu corpo reagir e me joguei de volta ao sofá. O que eu deveria fazer? Dizer a ela que o homem de sua vida havia a traído comigo? Ou quem sabe dizer que ela poderia comemorar, pois Sasuke era o único homem capaz de despertar desejo em mim?

 

Uma coisa era certa, mais uma vez eu estava completamente fodida. 


Notas Finais


Se conseguiu chegar até aqui, espero que tenha gostado!


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