História O Namorado Da Minha Mãe - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Camila Cabello, Justin Bieber, Romance
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Palavras 5.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - "E então? Você desce ou eu subo?"


 

 

"E então? Você desce ou eu subo?"
 

Então tudo se esclareceu e meus olhos ainda tentavam se acostumar com a luz forte que acabara de se acender. Justin trabalhava para assassinos de aluguel, e eu não sei se fico aliviada por ele nunca ter matado alguém ou horrorizada por mesmo assim ele ainda ter ameaçado. É que, sabe, é Bieber, ele é um ser tão idiota e patético, você não o imagina trabalhando pra gente desse tipo por grana, ao menos essa é a explicação já que ele não me disse mais nada além de que trabalha para mercenários, o seu chefe é pai de Chaz e o mesmo é seu amigo. Ah, e lembro-me de que quando não estava tão estasiada ele me deu um pequeno resumo do que estava acontecendo , algo como sobre Chaz estar do nosso lado e que eu precisava ter cuidado com Jennifer porque ela mandara alguém no hospital e podia fazer isso em outras ocasiões. E o que tudo indicava era que ela planejava um sequestro.
 

E aí eu percebo que eu sempre fui cega demais tirando minha conclusões perante ao que eu via de Justin, porque, cara, ele deve ser muito frio para conseguir encarar tudo isso numa boa. Digo, Jennifer quer me matar, eu ando sendo meio que perceguida e Justin consegue encarar isso com uma tranquilidade apavorante.

- Olha só quem voltou, a senhorita fracasso - Charlotte debochou assim que me viu no meu armário.
   

Eu sei, sair do hospital e ir direto para o colégio é uma coisa de louco, mas eu fui praticamente obrigada por Justin que disse que seria melhor que se arriscar ficando sozinha na casa de Wiily ( já que a mãe de willy está viajando), então eu e Willy viemos pra cá, assim como Justin. Esse já estava passeando pelos corredores com Charlotte , as líderes de torcida idiotas e seus amigos brutamontes do basquete.

- Vai se foder, garota - bati com força a porta do meu armário.
   

Era tão frustrante ver Bieber por aí ao lado dela, parecia fazer tanto tempo que eu não o via nessa versão, que com certeza era a sua pior, que eu até demorei alguns segundos para me acostumar com os seus risos provocados pela fala de Charlotte.

- Não, meu amor - ela sorriu, descaradamente - , eu fodo, não me fodo. Diferente de você, né? Que com certeza nunca sequer beijou na vida.

- Então - eu dei um passo ficando bem próxima -, vá foder - rosnei , a fazendo rir -, só me deixe em paz.

- Não sei se quero - ela me olhou dos pés a cabeça -, e também, não tenho culpa se você pede para ser zoada.
   

Eu não me pus a olhar para o meu corpo, eu sabia do que ela falava. Charlotte falada da minha calça rasgada, do meu allstar sujo e da minha camiseta simples que fora comprada num brechó. Mas o que ela queria mesmo? Que eu fosse para o colégio de salto? Bom, sim e não. Na verdade, não, ela não queria, ela quer mais que eu sempre seja motivo para suas gracinhas.

- Se você não sair do meu caminho ,agora, tenha certeza que esse seu narizinho vai acabar arrebentado - ameacei, já sentindo minhas mãos coçarem.

- Olha só - ela olhou para seus amigos / escolta super gigante e eles a olhavam balançando a cabeça. Clarie e Tomtom estavam de braços cruzados, sorrindo, enquanto Justin olhava com curiosidade para o que acontecia -, ela voltou mais selvagem. Não sei se você lembra, fofinha, mas está manca, e isso não facilita as coisas pra você.

- Você quer apostar que isso não importa?
   

Percebi que havia mais gente ali quando após falar isso , um "wow"  soou pelo corredor.

- Queridinha, eu não que...- mas ela não terminou, porque logo foi atacada por mim , levando um soco na cara que a fez virar o rosto pro lado. - Vagabunda...- disse aos prantos, e eu até conseguiria rir se Tomtom/ penteado de cachorro não viesse até mim e me jogasse no chão.

- Sua idiota!  - ela gritou no meu rosto quando meu corpo se colidiu com o chão.

- Sai de cima de mim! - retruquei, segurando suas mãos, mas estava sendo difícil quando sua perna estava machucando a minha que já estava detonada.

- Você é uma cretina, garota! Fracassada! - ela enfim saiu de cima de mim e eu soltei suas mãos, porque era isso ou aguentar a dor que peteado de cachorro estava causando na minha perna.
   

Agora ela estava de pé, me olhando com desdém , assim como Charlotte que percebi ter a boca sangrando. Arrastei meus olhos para os outros lados e vi boa parte do colégio ali, rindo, gravando, ou apenas espantados.

- Vadia - resmunguei enquanto tentava levantar, mas não estava aguentando a dor na minha perna. Seria difícil sair dali sozinha.

- O que você disse? - Charlotte se aproximou.

- Vadia - repeti aos berros -, vadia ela, vadia você. São todas umas vadias!

- Desgraçada! - ela rebateu, seguido de um chute bem na minha perna onde, justamente, estava dolorido.

- Aiiii - eu grunhi loucamente , me contorcendo para tocar o local dolorido. As pessoas estavam gritando estéricas, e de relance pude ver Bieber puxando Charlotte para longe de mim.

- Você é um fracasso, Samanta Cabello - ela fez questão de fazer esse comentário imbecil antes de seguir seu caminho com os outros, rindo, inclusive com Justin que embora não risse, não estava dando a mínima pra mim. Claro que eu não estou exigindo muito dele, aliás, há um mês atrás eu esperaria exatamente essa atitude sua, mas agora, depois de meio que aparentar ter se preocupado tanto comigo durante os dias no hospital, eu esperei que ele ao menos me ajudasse a levantar. Mas não, e agora eu sentia uma terrível raiva dele, o que me levou a pensar que, talvez eu já gostasse dele desde a sua apresentação ridícula na oitava série, mas por ter tanto medo de me machucar, eu esperei saber se ele sentia o mesmo para enfim admitir, porém, agora vejo que estava enganada.
   

Bieber não gosta de ninguém, é só ele e as suas ambições,e talvez o que ele tenha feito por mim tenha a ver com o mesmo, porque é o que parece, que ele é como o lobo mal da chapelzinho vermelho, aconcelha a garota a ir por um caminho porque ele lhe convém.

- Jesus, Sam - Willy se aproximou,segurando meus braços e tentando me por de pé. Uma boa parte das pessoas já havia sumido.- Eu não posso nem ir na blibioteca que você se mete em encrenca! - eu me aponhei em seus ombros e fiquei firme no chão.

- Eu odeio ela! - reclamei enquanto fazia caretas por causa da dor.

- E você acha que eu não sei? -começamos a andar para o que parecia ser o campo de futebol, o nosso canto. - Também odeio aquela vagabunda, e por isso você devia ter me chamado para te ajudar.

-  Eu vou acabar com ela e com a cretina da penteado de cachorro.

- Ah, claro - Willy ironizou, porque era óbvio, da forma que eu estava, eu não ia acabar com ninguém.

- Você entendeu.

- Quer passar na enfermaria?-ele parou de andar e me encarou.

- Willy, eu não preciso de uma conversa com o diretor.

- Mas você sabe que a galera gravou tudo - seus olhos esbanjavam alerta.

- Eu sei - revirei os olhos.

- E que em pouco tempo o diretor vai estar sabendo do que aconteceu  e chamar a Jennifer ridícula.

- Eu sei.

- E que você está ferrada.
 

 Eu o olhei e suspirei antes de falar.

- Eu sei.
   

Mas Willy nem imaginava o quanto de fato eu estava ferrada, porque para ele Jennifer ainda era só uma adulta mimada e não uma meio que assassina.

[...]
   

O dia passou rápido, porque justamente eu não queria chegar em casa e ver Jennifer. O que eu ia fazer quando a visse? Correr de novo? Não, acho que não dava mais.
   

Fui deixada em casa por um táxi que Willy pagou pra mim, tivemos que passar na sua casa antes para pegar as minhas coisas, o que fez com que eu demorasse um pouco mais para chegar na casa de Jennifer. Mas assim que cheguei, não sabia se ficava feliz por não estar mais naquela droga de colégio dando de cara com Bieber , Charlotte e peteado de cachorro ou se ficava infeliz por ter que encarar Jennifer.
  

Ah, a verdade mesmo era que eu queria ficar com Willy em sua casa, lhe contando o que aconteceu desde o mês anterior, o que eu estava sentindo, o meu medo de Jennifer e o quanto estava doendo aqui dentro. Mas eu não podia, só me restava engolir o choro e ficar em silêncio para que ela não me escutasse e eu parasse num saco preto mais rápido do que eu imaginava.

- Sam - Jhon veio até mim se oferencendo para carregar minha mochila -, se sente bem?

- Oi, Joh - sorri -, obrigada - me referi a ele ter segurado minha mochila. - Eu estou bem sim - tirando o fato de meus pensamentos estarem me matando, eu estou bem.

- Gostaria de ter ido lhe buscar, mas você sabe, a sua mãe.

- Tudo bem - eu alcancei seu ombro e dei um tapinha -, eu entedo. Convivo com ela há dezesseis anos, lembra?
   

Jhon assentiu, deixando seus olhos em mim por mais tempo que o necessário. Eu sabia o que ele estava pensando, era algo como " não sei como você ainda consegue sorrir perante essa situação de todos esses anos". Porém não é bem assim, ele não faz ideia do quão escuro é aqui, onde minha alma habita, ou talvez saiba.
   

Jhon carregou minha mochila até o hall, onde Jennifer chegou e o mandou buscar uma encomenda sua. Eu me arrepei terrivelmente quando ouvi sua voz, fora um mês apenas, mas parecia ter sido bem mais. Meu peito ardia pela forma que meu coração estava acelerado, eu queria não sentir tanto medo assim.

- Olá, Sam - ela falou com a sua habitual voz entojada.

- Oi - respondi friamente, tentando espantar o medo.
   

Em seguida passei pela porta e com muito custo subi as escadas, olhando para trás a cada três minutos para ver se Jennifer estava por perto, mas ela havia sumido.
   

Quando enfim cheguei no terceiro anda, abri a porta que dava até a escada do sótão/ meu quarto, e então finalmente pude me jogar no chão e descansar as minhas pernas. Eu estava morta. Não sabia se toda essa escadaria faria bem para a minha perna machucada, mas se eu desse sorte, faria.
   

Joguei minha mochila no meu armário e  tranquei a porta do meu quarto que por sorte só havia fechadura no lado de dentro. Eu estava cansada e cheia das paranoias. Basicamente apavorada. Me sentia como dentro de um filme de terror, tentando fugir do Chuck.
   

Mas, mesmo assim,eu consegui dormir a ponto de reclamar quando meu celular tocou.
 

Era Jennifer.

- Jantar, agora, desça - disse ela sem nem me esperar responder ,e então desligou.
   

Eu seria envenenana agora? Pensando bem, não é tão ruim quanto ser sequestrada e torturada, que era o que eu imaginava que Jennnifer planejasse. 
   

Pulei da minha cama , (tá, não asssim, eu ainda tinha a perna fodida) e vesti uma calça de moletom e uma regata. Eu precisava de um banho, mas demorar e afrontar Jennifer estava fora de cogitação, então eu só calcei meus chinelos e fui até a porta, mancando ( o que me ajudava a demorar mais), desci as drogas das escadas, e depois de tempo o suficiente para amanhecer o dia, eu cheguei.

- Por que demorou tanto? - perguntou ela, irritada. A mesma vestia um vestido longo e decotado da cor vinho enquanto se apoiava na cadeira da cabeceira da mesa de jantar.

- Eu... - estou me sentindo a branca de neve - as escadas não ajudam. Estou...

- Tá, tá - ela abanou as mãos com desdém -, não quero saber da sua vida de fracassada.
   

Apenas revirei os olhos e observei o outro lugar na mesa a minha frente. Oh, que ótimo, ela havia convidado seu namorado.
   

A última coisa que eu queria fazer agora era jantar com Justin, mas parece que o destino não está ao me favor, e advinha? Ele nunca está.
   

Sentei- me na cadeira em frente a sua e esperei até que toda a patifaria começasse, ou que eu fosse envenenada. A verdade é que às vezes eu agradecia involuntariamente por Jennifer sempre ter me tratado como um lixo, pois caso contrário, saber que ela tramava contra mim doeria bem mais e agora eu via que nada fora tão surpreendente, mesmo não querendo ver, lá no fundo eu já esperava algo assim vindo dela.

- Demorou, querido - Jennifer falou quando Bieber entrou na sala pondo o celular no bolso.

- Minha mãe , você sabe como é  - ele me olhou de relance, mas notei que havia ficado surpreso. Jennifer estava tramando algo.
   

Ela sorriu.

- Bom, mas agora vamos comer antes que o jantar esfrie.
   

Então eles se sentaram e começaram a se servir, enquanto eu só olhava entediada, com os braços cruzados e largada na cadeira.

- Não vai comer, Sam? - ela usava seu pior tom de deboche.

- Oh, não estou com fome.

- Não faça desfeita, garota.
   

Me ajeitando na cadeira, eu comecei a me servir com a comida quente que estava ali e logo estava comendo devagar, não queria continuar dirigindo a palavra a Jennifer, eu só queria ficar de cabeça baixa e ser invisível ,ou quem sabe, cega, porque eu ainda estava com raiva de Bieber, e o fitar ou apenas olhá-lo de relance me fazia querer jogar todo aquele purê de batata na sua cara com o prato e tudo.

- Então, Sam - Jennifer chamou minha atenção, mas eu nem sequer levantei a cabeça, afinal, escutava com os ouvidos - , não sei se você sabe, mas Justin e eu vamos nos casar. 
   

Isso, foi dessa forma que ela quase me fez engasgar, porque ela não era uma mãe normal que diria " temos um notícia pra te dar, e depois de um pouco de suspense: "vamos nos casar", ela estava sempre agindo como a patricinha que quer me deixar com inveja.

- Legal - disse eu, levantando a cabeça após comer o suficiente para empurrar o que queria me engasgar. Se eu tivesse comendo venendo, ele faria um grande estrago.
   

Bieber aparentava estar confuso, mas não do tipo que não sabia do que ela estava falando, era mais para " por que você está dizendo isso a ela?" , e eu queria mesmo dizer que não estava doendo, até desejei não ter admitido que gostava de Justin, porque após ver que aquilo era verdade, eu só tive vontade de chorar igual um bebê, porém, eu já havia levado tapas sem derramar uma lágrima, ouvido as piores coisas vindas da "minha mãe", não seria por um garoto que eu ia chorar.

- E você deve chamá-lo de Senhor Bieber, agora.
   

Dessa vez fui obrigada a rir, e também obrigada a me conter porque Jennifer me olhava séria.

- Como é que é?
   

Justin dava um gole em sua água, reprimindo um riso. 

- Creio que você não é surda, garota - ela espetou o garfo na carne com certa força.

- Ok - dei uma garfada. - Senhor Justin - o olhei rápido.
   

Ele estava gostando daquilo, era percepitível em sua face de " continue ridícula assim, eu quero rir um pouco".

- Senhorita Jennifer? - Jhon surgiu na porta.

- Sim? - ela respondeu ,seca, sem nem por os olhos nele.

- A senhorita precisa ver uma coisa.

- Que tipo de coisa? - disse ela, rosnando e agora o olhando impaciente.

- Acho que só a senhorita vendo para entender - disse ele, me deixando curiosa, acho que até mais que Jennifer que pareceu não gostar da ideia de me deixar aqui a sós com Bieber, então eu logo me levantei.

- Acho que já acabei - disse, colocando a cadeira no lugar -, liçensa Jennifer - a olhei e depois fui para Justin -, e Senhor Bieber.
   

Jennifer fez pouco caso daquilo ,mas aparentou ter gostado pois logo se pôs de pé e disse:

- Vamos logo, Jhon - e eles foram assim que eu saí da sala de jantar.
   

Estava indo até as escadas quando fui puxada pela barra da minha blusa.
   

Olhei para trás para encontrar quem eu arrisquei advinhar, Justin Bieber.

- Sim, Senhor Bieber? - fiz aquela ridícula reverência, lhe causando um riso.

- Vem aqui. 
   

Sim, claro, eu devia resistir e mandá-lo vazar porque eu já estava mesmo a um passo de ser morta e não queria que se passo se tornasse um nada, mas eu me deixei ser levada até o armário dos produtos de limpeza ( que ficava embaixo da escada) , que foi pra onde Bieber me trouxe e em seguida fechou a porta e me mandou fazer silêncio.
   

Aquele lugar tinha pouca luz, eu mal podia ver Justin, quem dirá um balde ou algo do tipo? Eu poderia fazer barulho a qualquer momento.

- Por que me troxe aqui?- questionei em sussurro e com uma raiva nítida na voz, a verdade era que agora que estávamos longe de Jennifer eu tinha vontade de socá-lo até não poder mais, ao mesmo tempo em que chorava descontroladamente e me repreendia por ter me apaixonado por ele.

- Por que está brava comigo?

- Não estou - menti feio, mas eu não diria o motivo, eu não lhe mostraria vestígios de que meio que estava apaixonada por ele.

- Ah, você está - ele deu um passo para frente e segurou meu queixo, como sempre fazia quando queria me irritar. Eu dei um tapa em sua mão que o fez rir. Como sempre.

- Eu estou normal, não percebe? É assim que eu fico com você desde sempre.

- Hoje você mal olhou na minha cara o dia todo.

- E você mal olhou na minha cara quando aquela vadiazinha me deixou no chão! - abri o jogo, não tinha como guardar mais, ele estava me causando um tremendo ódio.

- Oh, então é por isso - ele sorriu, aquele seu sorriso debochado de sempre, sabe? Que mais parecia ser fixo no seu rosto.

- Tenho que ir - insinuei dar um passo, mas ele segurou minha mão.

- O que você queria que eu fizesse? 
   

Aquela resposta era tão óbvia que eu pensei ser retórica, e fiquei feliz por ver que de verdade era, pois não queria ter mais um motivo para desejar matá-lo.

- Não sou o héroi que você está imaginando, Sam. O lance do hospital foi diferente, eu não podia simplismente deixar que algo acontecesse com você, porque eu sabia que podia te ajudar e queria fazer algo certo uma vez na vida, ali você só tinha a mim, mas no colégio é diferente,  você se vira, nunca precisou de mim e não seria agora que iria precisar. E acredite, eu não ajudaria você sabendo que poderia me ferrar com a sua mamãe.
   

E aí eu chorei, não tanto por ele ter dito aquilo, mas  por eu gostar "disso" que era Justin Bieber, um poço de egoísmo que sempre seria um poço de egoísmo.

- Mas você...- e ele me interrompeu, já sabendo o que eu ia falar.

- No hospital foi diferente - repetiu -, eu tinha tudo sob controle e lá não tinha um bando de adolescentes idiotas gravando tudo, arriscando essa gravação parar nas mãos de Jennifer a qualquer momento.
     

Eu nem lembro como comecei a chora, foi como a porra toda do "soltei um ar que nem imaginei que estava guardando", as lágrimas foram rolando, sem nem antes me avisar com um nó na garganta ou uma ardencia no nariz, e o mais intrigante é que Justin já havia reparado e mesmo assim não disse nenhuma palavra em relação aquilo, nem sequer uma gracinha sobre eu gostar dele ou sei lá o quê. Ele não disse nada, e por um momento eu cheguei a pensar que eu era uma péssima mentirosa e que até o próprio Justin já sabia que eu gostava dele antes mesmo de mim.

- Você vai mesmo casar com ela? - questionei, passando as costas da mão nas minhas  bochechas.

- E o que você quer que eu faça? Continue cantando no natal da escola pelo resto da minha vida? - ele cruzou os braços, frio como gelo.

- Você é um otário.
   

Após dizer isso , eu saí daquela droga de armário sem nem me importar se Jennifer me pegaria saindo dali ou não, eu só pensava numa coisa, na merda que eu estava fazendo com a minha vida gostando de Justin, e no quanto isso era uma droga, uma droga do tipo crack mesmo, que te faz chegar no fundo do poço.
     

Eu manquei até o sótão , só que mais rápido dessa vez, pois a dor que eu estava sentindo agora era maior que a da minha perna.
   

Cheguei no meu quarto e enfim me vi livre para chorar pelos ouvidos, tranquei a porta e me joguei no sofazinho que ficava embaixo da janela, me encolhi ali e de onde estava vi Jennifer ainda conversando com Jhon, e nossa, como eu queria que a curiosidade de descobrir sobre o que eles falavam ocupasse minha mente ao invés do idiota chamado Justin Bieber.
   

Depois de um longo tempo, Jennifer se foi e Jhon também seguiu seu caminho, a essa altura eu já tinha parado de me derreter, mas ainda assim não parava de pensar em Justin e no quanto fui idiota por já chorar na sua frente duas vezes, como eu ia bancar a durona agora?
   

Passando acho que pouco menos de meia hora, bateram na porta do meu quarto, olhei para ela e pensei na possibildade de ser Justin, mas logo caminhei até ela e pensei numa pior, Jennifer.

- Olá, queridinha - disse ela, me empurrando e entrando.
   

Sua aparição me deixou tensa, não conseguia não arrastar meus olhos por todo o seu corpo em busca de uma arma, faca ou qualquer coisa do gênero.

- O que foi?

- Estava chorando? - me respondeu com outra pergunta. Tão cínica quanto Jennifer Cabello deve ser.

- Não - menti.

- Oh, mas isso também não importa. Só vim avisar que, você vai passar um tempo por aqui - ela olhou os arredores.

- Do que está falando?

- Você está de castigo, querida - ela veio até mim e apertou minha bochecha -, três dias aqui dentro, por enquanto...

- O que?!- eu não entendia porque estava surpresa.

- Oh, Sam. Não achei que fosse tão burra assim. Você ainda não entendeu? - ela olhou bem nos meus olhos, e num piscar, sua feição de cínica passou a ser fria e maníaca, fora como ver o demônio deixando seu rostinho bonito cair no chão. - Não pode se meter com o que é meu. E confie em mim, esse não chega nem perto do seu castigo merecido.
   

Dito isso, ela saiu de perto de mim e foi até a porta.

- A porta da escada estará trancada até eu decidir abrir, e pode ficar com seu celular - ela finalmente parou e olhou para trás, ou seja, para mim. - Mas saiba que se fizer algo achando que as coisas vão melhorar  - dizer a vôvô que ela está maluca -, tenha certeza que elas não vão.

- E o colégio? Eu preciso ir para o colégio, esqueceu? - argumentei, ainda achando que ela renunciaria.

- Acho que não , Sam. Você precisa mesmo passar uns dias sem humilhações. Devia me agradecer por isso - ela soltou um beijo no ar e voltou a andar. Já descendo as escadas.

- Jennifer, eu... Eu preciso comer, como eu vou comer?  - perguntei enquanto tentava alcançá-la.

- Devia ter pensando nisso antes de se meter comigo.

- Mas eu não fiz nada - disse, parando no último degrau quando ela também parou de andar, prestes a girar a maçaneta da porta.

- Não fez? Tem certeza? - ela virou seu corpo e se aproximou. - Acho que já tivemos essa conversa antes.

- Eu não gosto dele! - explodia e em seguida ganhei um tapa no rosto, que como era imaginável, doeu até na minha alma.

- Eu não quero ouvir as suas mentiras, garota estúpida! - ela apontou sua unha rosa para mim - Eu sei bem o que você quer - ela se aproximou mais, me fazendo subir as escadas de costas ,- acha que eu não percebo? Eu vejo o desejo nos seus olhos, vejo o quanto você o quer tocando seu corpo, gemendo o seu nome.
   

Ela ia diminuindo o espaço entre nós, até me fazer pisar em falço e cair sentada em um dos degraus.

- Eu não quero isso - tentei ser firme, mas faltava pouco para eu me desmanchar.

- Você é um fardo, um castigo - ela continuou a fazer o que faz de melhor, me machucar -, uma doença. 

- Para com isso! - eu me encolhi na escada, tampando os ouvidos e não aguentando mais ouvir.

- Um pesadelo que eu sou obrigada a ver todos os dias! - agora ela gritava, me deixando mais nervosa do que eu já me encontrava. Era como se ela estivesse louca e automaticamente me deixando louca também.

- Vai embora! - gritei de volta.

- Te deixar de castigo aqui por três dias? - ela sussurrou e riu em seguida, um riso perturbador, eu nunca havia a visto daquele jeito, tão repugnante, atormentada... Então, ainda rindo baixo da sua crueldade, ela se agachou, me assustando,  inclinou sua cabeça até meu ouvindo que já não estava tampado, eu logo senti o seu hálito quente queimando a minha orelha e minhas pernas congelaram. - Sabe o que eu queria de verdade? Ver. Você. Morta.
   

E enfim se foi, quem me deixou em prantos. 
   

Naquele instante eu pensei de verdade em realizar o seu desejo, eu pensei de verdade em sair pela janela e me jogar do telhado,  eu pensei... mas só tive coragem de gritar enquanto me esperniava mandando um "foda-se" para a dor na minha perna. 
   

Ela havai dito... Ela disse na cara dura, ela disse, ela me disse.
   

Eu subi as escadas e voltei para o quarto,  chutando tudo que eu via pela frente, trancando a porta do mesmo, indo até a cama e jogando os lençóis pra cima, eu agarrei um e puxei com os dentes, na tentativa rasgá-lo. Soquei o colchão, soquei, soquei, e por mais que eu jogasse minha raiva ali, eu ainda chorava, ainda sentia meu nariz queimar, eu não conseguia cessar os soluços, embora não quisesse, na verdade, não me importasse.
   

Me joguei no chão e voltei a me espeniar como uma maluca, por várias vezes eu chutei a porta enquanto gritava, dos meus olhos não caíam fios de água, estavam mais para uma torneira quebrada. 
   

E eu gritei, e eu chutei, esperando que todo aquele meu showzinho desse em algo ,como; um anjo ou uma pessoa vir aqui e dizer que ia resolver todos os problemas da minha vida, mas eu já não devia ter esperanças , até por que isso não era a primeira vez que acontecia, e como das outras vezes, eu esperei ficar cansada o suficiente para respirar , dormir e acordar com o corpo todo dolorido.
   

Na manhã seguinte eu me dei conta de verdade do quanto minha perna doía. Meus punhos doíam , mas eu já queria mais chorar, me levantei com muito custo e vi que minha calça estava suja de sangue. 
   

Me levantei toda quebrada e fui até o banheiro, tomei banho e fiz novos curativos, adcionando uns a mais nas mãos. 
   

Eu percebi que estava morrendo de fome após vestir um roupa qualquer, então fui até meu armário onde eu tinha guardado alguns biscoitos e barras de chocolate, aquilo não duraria por muito tempo, mas eu tinha que economizar, já era sorte demais ter aquela comida ali.
   

Comi alguns biscoitos e me pus a arrumar o meu quarto, era como juntar meus próprios caquinhos e tentar começar de novo, mas o lance era que eu poderia até juntar os caquinhos, mas ainda assim continuaria quebrada.
   

Passou-se um dia, e só não fora tão longo por eu ter dormido na maior parte do tempo, e essa também era uma forma de economizar comida. 
   

Willy me mandou uma mensagem, a qual eu não respondi, pois eu não queria acabar entregando todo o jogo. 
 

 E assim se foram dois dias, até chegar no terceiro e eu estar cansada de beber água com as mãos e os biscoitos estarem acabando. Mas Jennifer não abriu a porta, durante os três dias eu desci a pequena escadaria e verifiquei se a porta estava aberta, e não estava. E justamente no terceiro dia, ela também não estava.
   

No quarto dia, vi meu celular com mensagens saindo pelos fones, então eu respondi Willy, dizendo que estava viajando e o celular estava desligado por isso não o respondi antes, ele quis puxar assunto, questionar, mas eu logo arranjei um jeito de dar "tchau". Eu não queria que ele se emvolvesse nisso, Jennifer estava louca.
   

No quinto dia, achei que Jennifer havia esquecido que eu estava aqui ou jogado a chave fora.
   

No sexto dia  eu já sentia que minha perna estava melhor e enfim poderia pular a janela, algo que eu pensara há um tempo. Mas eu estava fraca demais, mal levantava, mal conseguia me manter de pé por muito tempo, e sem contar que eu só tinha mais sete biscoitos para economizar, mas se eu não devorasse todos naquele momento, eu ia fechar os olhos e só Deus sabe quando eu os abriria de novo, então eu os comi , ainda sentindo fome, porém um pouco mais forte, fui até o banheiro e bebi bastante água da torneira para quem sabe assim deixar meu estômago mais cheio.
   

Quando voltei, vi o visor do meu celular piscar, pensei em ser alguma mensagem de Willy,mas logo vi o nome "desgraça" piscando sem parar, e mesmo a minha desgraça maior sendo Jennifer, a única que estava com esse nome nos meus contatos era Bieber.

Uma mensagem de "Desgraça"
 

Duas mensagens
 

Três mensagens
 

Quatro mensagens
 

Cinco mensagens
 

Seis mensagens
 

Sete mensagens
   

Por um segundo me perguntei se a pessoa que o ligou ,quando eu sofri o acidente, o chamou de desgraça. E pela primeira vez nesses seis dias, eu ri. Sinceramente, meus olhos deviam estar brilhando mais que os do gato de botas. Eu ainda estava com raiva de Justin, mas ele... Ele poderia me ajudar e eu nem sei como não havia pensado nisso antes. Certo, eu até sei, o meu orgulho não deixou.
 

Abri as mensagens que diziam "ei" , " você tá bem?", "ei", "que droga, Sam!" , " ainda tá brava comigo?" , "Porra! Não vai responder?"....
   

Qual seria a desculpa de Jennifer para Justin sobre o meu sumiço?
   

Meus pensamentos foram interrompidos por pedras que batiam contra o vidro da minha janela. Fora uma, duas, três... Até eu ter a maldita ideia de abrir a janela de uma vez e ser acertada por uma pedra bem na testa. De imedito ouvi a voz de Bieber formando uma risada um pouco distante.
   

Olhei para baixo e o avistei dentro de uma jaqueta de couro preta , se agachando com a mão no barriga enquanto ria do quanto eu sou idiota.

- O que você quer, imbecil? - ok, péssima forma de começar uma conversa a quem você vai pedir um favor.

- Já percebeu o quanto você é azarada? - disse ele, tentando conter o riso.

- Digo isso pra mim todos os dias - disse, acariciando a minha testa provavelmente vermelha. 

Ele voltou a rir.

- Você estragou a cena do filme, não dá pra ser romântico com você, Shawty.

- Não me chame de Shawty - reclamei, apenas para não perder o costume.

- A gente precisa conversar - disse ele, e olhando nos seus olhos eu lembrei de Jennifer e de que ela poderia nos ouvir, e do quanto eu estava sendo trouxa a ponto de esquecer da guerra ao meu redor por causa de Bieber.

- Jennifer - sussurei para ele ler meus lábios.

- Ela não está. Você sabe, eu tenho tudo sob controle - ele piscou ,e eu não sabia se ficava aliviada em ouvir aquilo ou irritada por lembrar da nossa conversa de seis dias atrás.
   

Chequei as horas e passava da meia noite, questionei onde Jennifer estaria, mas mesmo assim não iria esquentar minha cabeça com isso, eu tinha assuntos mais importantes, como sair daqui e comer algo bem gordurozo.

- E então? Você desce ou eu subo? - ele perguntou,com as mãos nos bolsos do jeans e um sorriso sacana.
 



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