História O nerd da minha vida - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Carmem Carrilho, Carrossel, Cirilo Rivera, Ciriquina, Daléria, Davi Rabinovich, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Nerd, Paulo Guerra, Romance, Valéria Ferreira
Exibições 50
Palavras 1.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leiam as notas finais e espero que gostem!

Capítulo 18 - Capítulo 18


Anteriormente em O nerd da minha vida...

Compro um algodão-doce cor-de-rosa. Passeamos por mais algumas horas conversando sobre os animais, e Cirilo ainda por cima me dá uma aula de biologia com todo o conhecimento adquirido nos documentários do Discovery Channel. Pena que não caiam essas coisas nas provas! Fico realmente sensibilizada ao saber que os papais pinguins cuidam dos ovos para que as mamães pinguins possam se alimentar, um tipo de cooperação mútua que falta à maiora dos casais humanos. Aliás, acho que é algo que falta em Jorge e em mim. 

—Estou cansada —Leah diz sentada em sua cadeira, apoiando a cabeça no braço, depois de comer todo o seu algodão-doce e olhar mais algumas jaulas. Entretanto, ainda não chegamos ao final do parque, onde estão os golfinhos, tubarões e baleias, que é a melhor parte. 

—Melhor irmos embora —Cirilo se adianta. 

Não me atrevo a insistir; sei que Cirilo, melhor do que ninguém, conhece os limites de sua irmã. Concordo com um movimento de cabeça. 

Quando passo por um quiosque de fotografia, uma ideia se forma na minha cabeça. Ando até o baú de fantasias, o vendedor se aproxima para me auxiliar. Cirilo para com a cadeira da irmã perto de mim e espia o baú, meio curioso e meio sem entender o que eu estou fazendo. 

 

—O que você tá fazendo? 

—Vamos tirar uma foto? —pergunto com um chapéu de pelúcia de foca na mão. 

—Posso ser uma Princesa Sereia? —Leah pergunta sorridente. O sorriso dela me dá um pouco de vontade de chorar, mas estou sendo dramática! Tenho certeza de que ela está bem. —Como a Ariel! 

—Não acho que tem uma coroa aí… —Cirilo diz. 

—Vamos achar alguma coisa. —Começo a remexer nas fantasias do quiosque. 

Encontro um colar que imita conchas e coral e prendo-o na cabeça dela com grampos, formando um penteado bonito improvisado. Escolho um chapéu de bebê foca para mim e um de caranguejo para Cirilo. 

—Não, você tem que ser uma princesa também! —Leah reclama da minha escolha de chapéu. 

—Posso ser uma Princesa Foca! —Mostro a língua para ela. 

—Hummm. Pode ser! E a Princesa Foca é a melhor amiga da Princesa Sereia! —Ela começa a fantasiar com um sorriso ao mesmo tempo alegre e infantil. 

—Isso mesmo! —Abro um sorriso entrando na brincadeira. 

—Então o Cirilo vai ser o príncipe… —Leah enfia a mão no baú e puxa um chapéu. —Golfinho! 

—Ah, não! —ele reclama com uma careta de desgosto torcendo a boca. —Prefiro ser só um caranguejo ou uma lagosta. E nada de príncipe; quero ser o general do exército marinho. —Ele alcança um tridente de plástico amarelo. 

—Não pode! —Leah enche as bochechas de ar e se estica para tirar o tridente da mão dele. —Tem que ser príncipe para participar do baile real de aniversário da princesa sereia. 

—O baile real da princesa é só aos quinze anos e você fez doze —ele acrescenta com uma sobrancelha erguida.

—E daí? No reino do mar é com doze anos que se ganha um baile real. —Leah faz beicinho. 

—Ai, tá bom. —Adoro o jeito como Cirilo se derrete às vontades da irmã, abaixando as sobrancelhas e pegando o chapéu com um ridículo golfinho peludo pendurado por uma mola. Leah abre um sorrisão. —Mas nada de dançar com o príncipe tubarão. Só depois do casamento! —ele diz, colocando o chapéu. 

—Feito! —Leah ri. 

O vendedor monta o painel para nós. É um cenário de praia esquisito e alaranjado, creio que devia ser um pôr do sol. Tiramos várias fotos e eu compro uma bem bonita para ela se lembrar desse dia para sempre. 

—Obrigada, princesa! —ela ergue os braços agradecendo, e tenho que me abaixar para receber o abraço. 

—De nada, princesa! —Entrego a sacola com a foto. Devolvemos a cadeira de rodas na saída e Leah volta para as costas de Cirilo, enquanto andamos até o ponto de ônibus. No caminho, ela dorme exausta e só posso concluir que, se para mim foi cansativo, para ela foi mais ainda. Deve ser muito difícil manter o sorriso quando, até para se divertir, seu corpo se sacrifica. 

Queria que houvesse uma maneira de ajudá-la. 

Ao chegar em casa, mamãe coloca a cabeça pelo vão da porta e me pergunta por que voltei tão cedo. Acho que ela está estranhando o fato de que não aproveitei a permissão de sair para virar a noite em alguma festa com Jorge. Eu digo a ela que estou cansada, abraçando-a forte. 

—Querida, está tudo bem com você? —mamãe me pergunta preocupada, espremida entre meus braços. 

—Está tudo bem, mãe. —Forço um sorriso. —Vou tomar um banho e estudar um pouco.

—Eu levo uma sopa para você antes de dormir —mamãe informa, com um olhar desconfiado. 

—Sim, mamãe, tudo bem comigo. Obrigada. —Vou para o meu quarto e faço o que falei que ia fazer. 

Estou me sentindo muito triste hoje. O celular toca alto na minha bolsa e, ainda com uma toalha enrolada no corpo, pego o aparelho. 

—Alô? 

—Oi, boneca. Tudo bem? —É Jorge, mas eu já sabia; olhei o nome no visor. 

—Humm, só estou cansada, tive um dia cansativo. 

—No shopping com a Valéria? —Ele ri. E eu suspiro impaciente, tirando a toalha com o celular apoiado no ombro para começar a me vestir. —O que está fazendo? 

—Acabei de sair do banho e vou estudar. 

—Sério? Achei que podíamos ver um filme juntos, aluguei Velozes e Furiosos. 

—Preciso estudar, Jorge.

—Você agora só estuda! —ele reclama impaciente. 

—Preciso passar de ano! Esqueceu que tirei zero em matemática? —falo grosseiramente enquanto entro em uma camisola. 

—Estuda depois, hoje é domingo! 

—Já está tarde, estou cansada. Vou estudar um pouco e dormir. Podemos ver esse filme outro dia. 

—Ai, que saco. Tudo bem, Maria Joaquina. A gente pode ver amanhã na minha casa. 

—Pode ser. —Eu me deito na cama. —Falo com você amanhã no colégio. 

—Certo, até mais. —Ele desliga, sem me dar chance de me despedir. Poxa! Nem me mandou um beijo nem nada! Jorge é muito mandão nesse aspecto, gosta das coisas do jeito dele e, normalmente, eu faço tudo o que ele quer. 

Rolo na cama, meus músculos doem como se eu tivesse feito muito exercício. Meu celular vibra, com uma mensagem de Cirilo: 

Cirilo: Obrigado por nos acompanhar hoje; Leah não para de falar de você, “princesa”. 

Maria Joaquina: Diga a ela que a visitarei mais vezes, se o general lagosta deixar. 

Cirilo: Permissão concedida, nobre princesa. Tenha uma boa noite. 

Suspiro. Solto o celular no meu corpo, estendendo os braços para cima. Daria tudo para ouvir Cirilo me chamar de princesa.

 


Notas Finais


AAAAAAHHHHH QUE COISA MAIS FOFA!!!! Maria Joaquina tá caidinha pelo Cirilo, até imaginando ele chamando ela de princesa! Altas emoções rolando e o que será que vai acontecer agora? Até o próximo capítulo, beijo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...