História O nerd da minha vida - Capítulo 19


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Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Carmem Carrilho, Carrossel, Cirilo Rivera, Ciriquina, Daléria, Davi Rabinovich, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Nerd, Paulo Guerra, Romance, Valéria Ferreira
Exibições 60
Palavras 1.789
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leiam as notas finais e espero que gostem!

Capítulo 19 - Capítulo 19


Anteriormente em O nerd da minha vida...

—Ai, que saco. Tudo bem, Maria Joaquina. A gente pode ver amanhã na minha casa. 

—Pode ser. —Eu me deito na cama. —Falo com você amanhã no colégio. 

—Certo, até mais. —Ele desliga, sem me dar chance de me despedir. Poxa! Nem me mandou um beijo nem nada! Jorge é muito mandão nesse aspecto, gosta das coisas do jeito dele e, normalmente, eu faço tudo o que ele quer. 

Rolo na cama, meus músculos doem como se eu tivesse feito muito exercício. Meu celular vibra, com uma mensagem de Cirilo: 

Cirilo: Obrigado por nos acompanhar hoje; Leah não para de falar de você, “princesa”. 

Maria Joaquina: Diga a ela que a visitarei mais vezes, se o general lagosta deixar. 

Cirilo: Permissão concedida, nobre princesa. Tenha uma boa noite. 

Suspiro. Solto o celular no meu corpo, estendendo os braços para cima. Daria tudo para ouvir Cirilo me chamar de princesa.

 

Valéria está com um blazer amarelo e calças jeans do estilo corneta que, de tão nova, ainda deve ter a etiqueta de preço grudada! Ela detesta roupas folgadas, e de novo usa uma daquelas roupas ultradiscretas que ela começou a vestir depois que terminou com Davi. Isso me incomoda, mas não tanto quanto a pegada firme que ela deu em meu braço, puxando-me para fora do meu armário. 

—Maria Joaquina! Você tem que me contar tudo o que rolou com você e Cirilo ontem. 

—Bom dia para você também, Valéria! 

—Ora, ora, bom dia, mocinha sorridente. —Valéria me analisa do topo do lacinho vermelho prendendo meus cabelos para trás como a Sailor Venus, passando pela minha camiseta simples e cinzenta até meu All Star no pé. —E que roupa é essa? Tirou do fundo do baú? 

—Estava com pressa hoje de manhã, quase perdi a hora porque estudei até tarde. 

—Ai, amiga, daqui a pouco você está com um daqueles óculos enormes na cara; vai por mim, estudar com Cirilo Rivera está te passando nerdice por osmose. 

—Se isso me garantir dez na prova de matemática, tá valendo! 

—Mas a que custo? Assim você vai perder a eleição para rainha do Baile da Primavera. —Valéria ergue as sobrancelhas escuras. —Ou você está tentando conseguir votos dos nerds também? 

—Eles nunca votariam em mim. 

—A menos que Cirilo Rivera pedisse. —Um sorriso brota nos lábios de batom nude de Valéria, que está tendo uma daquelas ideias malucas, como quando decidiu que devíamos ser líderes de torcida. —Você devia falar com ele sobre isso! 

—Não! —Solto-me da força de sua mão e viro para o meu armário novamente. —Eu nunca pediria isso a Cirilo! Vai ficar parecendo que sou uma interesseira. 

—Oh, meu Deus, Maria Joaquina. —diz Valéria, a voz num sussurro de surpresa, como quem não acredita no que está ouvindo e tem medo de que alguém me escute. —Não me diga que você está tão envolvida com Cirilo Rivera que passou a se importar com o que ele realmente pensa sobre você! 

—Não estou. —Entro em pânico. Ai, será que estou? Coloco a mão no estômago, uma mariposa já bateu asas só de pensar no que Cirilo pensa de mim. Acho que estou! 

—Está chamando ele de Cirilo toda íntima. 

—Se fosse mesmo intimidade, seria algo mais bobo, como um apelido idiota. —Bufo e reviro os olhos. Retiro meu livro de matemática de dentro do armário. 

—Humm. —Valéria me analisa, olhando dentro dos meus olhos. —Ok, se você diz. Mas é bom você evitar se envolver mais com ele; Carmem Carrilho quer que Luiza saia com Cirilo. 

—Luiza? —Olho para ela e meu coração se aperta em dor. Luiza Oliveira, uma das meninas de Carmem, é líder de torcida, mas sem muito destaque. Ela tem ossos largos e músculos tão fortes que, às vezes, ela me coloca para cima com tanta força que eu poderia voar como um foguete. Ela e Cirilo seriam um casal engraçado e totalmente ridículo, mas não é exatamente isso que me incomoda. —Por que justo a Luiza? 

—Jorge está com ciúmes de você estudando com Cirilo e Carmem acha que pode ajudar. Eu acho bom, já que você não vai ser rainha da primavera se Jorge terminar com você por causa de Cirilo e acabar voltando com Margarida. Aliás, enquanto você estava no parque ontem, Jorge e Margarida foram vistos conversando na casa de Adriano, onde houve uma reunião para amigos —Valéria diz. —E nem fomos convidadas! Você acredita? Excluíram-nos! Carmem me ligou de lá inconformada, parece que foi um pedido de Margarida. 

—Adriano é um dos amigos que ficou do lado de Margarida, não é? —Pelo que me lembre, metade do time de futebol ficou torcendo contra mim, todos namorados das meninas de Margarida. 

—Exatamente, mas note como isso está fazendo mal a nossa fama! Carmem concorda e acha que você tem que parar de estudar com Cirilo. 

—Valéria, é uma conta simples aqui: se eu não tirar dez, não adianta ir a festas e ganhar a eleição, pois serei desclassificada na hora! 

—Foi isso o que eu disse à Carmem, oras! —Valéria ri. —E por isso ela classificou Luiza como um bom partido para Cirilo. Assim ele pode estudar com você sem Jorge achar que tem algo a mais rolando… —Ela se demora um pouco, enquanto eu mordo a boca e desvio o olhar. —Você não tem nenhum interesse afetivo em Cirilo, tem? 

—Não! Claro que não! —nego, mas meu coração pula em desespero. Minha cabeça se torna um turbilhão de pensamentos sem qualquer sentido. A eleição do baile, as provas, Jorge bravo comigo, todo mundo reparando que estou passando muito tempo com Cirilo… Ai, isso me deixa maluca. —Luiza pode sair com Cirilo se eles quiserem. 

—Ah, que bom. Ufa, por um instante você me assustou. —Valéria respira fundo. O sinal de aula bate e Valéria beija minha bochecha. —Te vejo na cafeteria, vê se não demora! 

—Ok! —Aceno para ela. 

Dirijo-me até a classe e atravesso a porta. Seguro firme nos cadernos e livros que carrego no braço, pois meu coração parece que vai saltar pela boca quando bato os olhos em Cirilo Rivera, sentado em uma cadeira com uma camiseta nerd preta e com um traçado dourado do capacete do Darth Vader. Aposto que ele escolheu essa roupa só para me provocar e constatar isso faz todas as mariposas acordarem dentro de mim. Começo a suar frio enquanto me aproximo da minha cadeira e passo por ele. 

Cirilo segura meu braço. 

—Ei —ele diz. Seu toque me causa choque, seu olhar me esquenta e meu rosto inteiro pega fogo. Perco a voz, não digo nada e nem consigo sorrir. Essa não, essa não, acho que Valéria tem toda razão e estou me envolvendo com Cirilo cada vez mais… Mas como não me envolver quando ele sorri desse jeito fofo como agora? Seguro um suspiro. —Trouxe uma coisa para você. 

—P-pra mim? —Pisco algumas vezes. Cirilo me solta e tira debaixo do seu livro de matemática um livro de capa azul, com duas nuvens, uma preta e uma branca. Meus lábios entreabrem, já conheço esse livro, estava na mão da vice-presidente do Clube de Astronomia. 

—Leah fez questão que eu trouxesse. Ela quer que você leia; não sei se te interessa, mas eu trouxe. 

—Ah, me interessa, sim. —Pego o livro com pressa, minhas bochechas em chamas. —Obrigada. —E já começo a me afastar. 

—Não vai se sentar aqui? Guardei o lugar para você. —Cirilo puxa a mochila verde terrível de cima da cadeira ao seu lado. 

AimeuDeus. 

—Humm, claro. Obrigada. —Sento-me com os olhos grudados no livro. Meu coração bombeia tanto sangue para minha cabeça que eu ensurdeço. 

—Eu estava pensando… —Cirilo se inclina um pouco para mim e endureço como cimento. Todos os meus músculos estão rígidos e não consigo olhar para Cirilo neste momento, a mesma sensação que eu tinha meses atrás com Jorge, como se contemplá-lo fosse um crime, coisa parecida. Ai, ai, ai, gente. É oficial agora, acho que estou apaixonada por Cirilo Rivera. Isso não pode estar acontecendo comigo, não pode! Depois de tanto esforço que fiz para conquistar Jorge! Não é possível; eu devo estar confundindo as coisas. Não falo nada e ele continua sozinho. 

—As provas estão bem perto e Leah adoraria ver você de novo. Que tal estudar na minha casa amanhã? 

Pensar em ficar sozinha com Cirilo na casa dele me causa arrepio, não de medo, mas de ansiedade, aquela ansiedade típica de quando a gente gosta do garoto que nos convida para qualquer coisa. 

—P-pode ser. —Alguém me salve deste constrangimento! 

—Certo, combinado. Agora, deixa eu ver os exercícios que você tem que entregar hoje para a professora, para corrigir antes. 

—Quê? Que exercícios? —Olho para ele assustada, os olhos bem abertos. 

A sobrancelha da discórdia se ergue por cima dos óculos. Ops! Esqueci totalmente; eu bem falei que ia estudar ontem, mas acabei dormindo para parar de pensar em Cirilo e em como ele ficou bonitinho com aquele chapéu horroroso no parque. 

—Você não fez —ele conclui o óbvio. 

—Esqueci… 

—Valem dois pontos, sabia? Você podia garantir um dez com isso, se não fosse tão bem na prova. —Cirilo suspira cansado, revirando os olhos escuros com impaciência e distanciando-se novamente de mim. Ele acerta os óculos no rosto e abre o caderno dele. —Não acredito em você. 

—Eu só esqueci, eu juro, não foi por mal! —falo chateada, mas Cirilo nem me olha, completamente distraído com o caderno velho dele. —Desculpe, isso não vai mais acontecer. 

—Claro que não, este é o último trabalho do bimestre. —Ele suspira cansado e empurra o caderno dele na minha direção, com o rosto virado para o outro lado. —Copia e entrega; você não pode ficar sem nota. 

—Sério? —pergunto. Meu coração acelera. Nem acredito que ele está indo contra os valores ultranerds e certinhos dele, passando-me as respostas assim. 

—Devia deixar você com zero. 

—Não precisa. —Empurro o caderno dele de volta e abro o meu. Cirilo olha para mim. —Vou tentar fazer antes da professora pedir; se estiver errado, errado estará. 

—Tem certeza? —Cirilo me olha desconfiado, a boca entreaberta em surpresa. 

—Absoluta. É minha responsabilidade, não sua. 

—Humm, ok. —Ele fecha o caderno e vira para o outro lado. Pego um lápis e dou uma espiada de canto de olho nele, que está olhando para mim com um sorrisinho fofo de me fazer desmanchar. —Boa sorte. 

Ai, ai. Concentre-se, Maria Joaquina! Retribuo o sorriso e procuro não me distrair agora. A professora já entra pela classe e tenho só pouco tempo até ela realizar a chamada e pedir os exercícios. Preciso pensar rápido e não ficar contando quantas mariposas existem na minha barriga, as quais estão batendo asas para o sorriso de Cirilo.

 


Notas Finais


E aí? Quantas mariposas será que existem na barriga da Maria Joaquina? Hahahaha! Ela está completamente apaixonada por ele, o que será que vai acontecer? Até o próximo capítulo, beijo!


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