História O nerd da minha vida - Capítulo 20


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Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Carmem Carrilho, Carrossel, Cirilo Rivera, Ciriquina, Daléria, Davi Rabinovich, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Nerd, Paulo Guerra, Romance, Valéria Ferreira
Exibições 48
Palavras 1.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leiam as notas finais e espero que gostem!

Capítulo 20 - Capítulo 20


Anteriormente em O nerd da minha vida...

—Devia deixar você com zero. 

—Não precisa. —Empurro o caderno dele de volta e abro o meu. Cirilo olha para mim. —Vou tentar fazer antes da professora pedir; se estiver errado, errado estará. 

—Tem certeza? —Cirilo me olha desconfiado, a boca entreaberta em surpresa. 

—Absoluta. É minha responsabilidade, não sua. 

—Humm, ok. —Ele fecha o caderno e vira para o outro lado. Pego um lápis e dou uma espiada de canto de olho nele, que está olhando para mim com um sorrisinho fofo de me fazer desmanchar. —Boa sorte. 

Ai, ai. Concentre-se, Maria Joaquina! Retribuo o sorriso e procuro não me distrair agora. A professora já entra pela classe e tenho só pouco tempo até ela realizar a chamada e pedir os exercícios. Preciso pensar rápido e não ficar contando quantas mariposas existem na minha barriga, as quais estão batendo asas para o sorriso de Cirilo.

 

O silêncio da biblioteca me incomoda. Estou sentada em uma mesa no centro e as demais estão vazias. Kokimoto está sentado do meu lado teclando em seu tablet e posso ouvir o barulho de seus longos dedos na tela. 

—Por que você precisa de tanto dinheiro assim? Empobreceu, é? —Koki me pergunta, esticando rapidamente os olhos para mim. —Seu pai está endividado? O que tá rolando? 

—Pare de me fazer perguntas. —Balanço a cabeça de um lado para o outro, para escapar de seu interrogatório. Bato a mão espalmada na mesa. —Você pode ou não pode fazer o site para mim? 

—Posso —Koki responde com um sorriso. —É muito fácil e posso programar de um jeito que você receba as notificações de venda no celular… Tem certeza de que quer fazer isso? É muita coisa! 

—No meu armário tem muita coisa. —Reviro os olhos e suspiro. 

—Trezentos pares de sapatos? —Koki faz uma careta, erguendo uma sobrancelha. —Você não está contrabandeando nada ilícito nos saltos dos sapatos, não é? 

—Claro que não, Koki; que tipo de garota você acha que sou? —Cruzo os braços e encho as bochechas de ar. 

—Hummm… —Ele coloca a mão no queixo, pensando. Seus olhos amendoados e escuros percorrem minhas roupas. —Como você vai embalar tudo isso e enviar pelos correios? 

—Vou dar um jeito! 

—Se quiser, posso ver uma logística e… 

—Não! Não quero gastar nada a mais; preciso desse dinheiro limpo. Eu levo nos correios depois —insisto. Uma empresa de logística deve custar uma fortuna e vai atrapalhar meus planos. 

—Tá, calma… —Koki revira os olhos e volta a digitar em seu tablet. —Vou catalogar tudo isso que você me passou e montar uma página de leilão, mas você precisa divulgar se quiser vender essas coisas. 

—Não posso divulgar! —Torço a boca. —Tem que ser segredo absoluto, segredo, entendeu? 

—Como você pretende vender tanta tralha sem divulgar para os amigos, Maria Joaquina? 

—Não sei, o expert em internet aqui é você, por isso te chamei! 

—Vou falar com o Cirilo e… 

—Não! —Agarro no braço de Koki com força, por cima de sua camisa xadrez cinza e amarela. Ele me olha em dúvida. Forço uma tosse e me solto dele. —Cirilo não pode saber disso, ok? Me promete? 

—Por quê? 

—Porque não! —Minha resposta deixa Koki mais perdido do que antes. Arrumo meus cabelos. —Olha… ninguém pode saber disso. Não tem nada que você possa fazer para me ajudar em segredo? 

—Bem… —Koki ergue os olhos e pensa. —Posso cadastrar seus itens em alguns leilões já existentes, mas eles ficam com uma porcentagem… 

—Awm… —murcho. 

—Não é tão ruim assim; a parcela é baixa e você pode ficar anônima nas vendas. 

—Seria perfeito, Koki! —Abro um sorriso e abraço Koki. Ele fica vermelho na hora. —Você é o máximo, muito obrigada! 

—De nada. Se isso for ajudar você, fico feliz. 

—Ei, o que vocês estão aprontando? —Cirilo pergunta soltando os livros sobre a mesa, e Koki dá um pulo e imediatamente fica em pé. 

Eu nem vi que ele estava se aproximando, droga! Não quero que ele meta nesse assunto agora, ou vai estragar a surpresa. Comprimo os lábios em um sorriso imbecil, enquanto olho para ele. Cirilo está com uma camiseta preta, jeans cinza e a pulseira feita por sua irmã. Acho tão fofo que ele use a pulseira sem sentir vergonha por ela ser colorida e infantil. 

—Estou de saída! —Koki apaga a tela do seu tablet e se manda. —Até mais. 

—Ué! —Cirilo olha para mim, e meu rosto pega fogo. Abaixo a cabeça. —O que Koki estava fazendo aqui? 

Essa não! Essa não! Essa não! Preciso inventar alguma desculpa urgente, ou ele vai perceber! Falo a primeira coisa que passa pela minha cabeça: 

—Tirando uma dúvida que eu tinha em história. —Abro meu caderno, procurando me ocupar. 

—Ah, é? —Cirilo não se convence, ao menos sua voz parece estranhar muito o que eu disse. Talvez ele esteja procurando algum indício de que estávamos estudando e não tem um livro em cima da mesa que não seja o de matemática. Ai, eu menti tão mal nessa! —Vai trocar de professor? 

—Se você continuar atrasando, quem sabe? —Não levanto a cabeça, mas deixo um sorriso escapar. 

—Ei, você que mandou mensagem para estudarmos em um lugar e depois mensagem dizendo que estava em outro, não me culpe. Tive que contornar o colégio inteiro, sabia? —Cirilo suspira e se senta. Acho que ficou bravo comigo, mas não tive escolha! De que outra maneira ia conseguir que ele atrasasse quinze minutos e me deixasse falar com Koki sozinha? 

—Desculpe, eu mudei de ideia na última hora. —Levanto a cabeça para olhar para ele, mas Cirilo está ocupado com o celular, digitando alguma coisa. Vê-lo assim tão distraído me causa pânico e me faz imaginar coisas como… e se for uma mensagem de Luiza Oliveira? Mordo o lábio e observo-o largar o celular em cima da mesa com calma. Cirilo olha para mim, ajeitando os óculos, e eu não me aguento. —Fiquei sabendo que a Luiza Oliveira está interessada em você. É verdade? 

—Não estou sabendo de nada disso. 

—E que ela ia falar com você depois da aula, te chamar para uma festa que vai ter na casa da Carmem Carrilho. Ela falou? 

—Acho que ela comentou algo assim. Não prestei atenção, estava preenchendo um relatório para o professor de química. —Cirilo abre o caderno, procurando fugir do meu interrogatório. Conheço esse movimento, eu mesma utilizo esse artifício de vez em quando. —Nem sei que dia é. 

—Sábado. A festa vai ser sábado. 

—Ah, tá. —Cirilo passa para o ritual de abrir todos os livros na minha frente. Eu odeio como ele está fugindo da conversa. 

—Você vai? 

—Aonde? 

—Na festa de Carmem Carrilho, com Luiza Oliveira.

—Isso não é da sua conta. —Cirilo suspira, e sem olhar para mim, bate o lápis no livro. —Matemática é da sua conta, você devia se concentrar e não ficar pensando em festas. 

Argh! Que ódio! Isso significa que ele vai com Luiza Oliveira? Eu não quero que ele vá com Luiza Oliveira, aliás, eu não quero que ele vá com ninguém! Meu coração se comprime e sinto dor, uma leve falta de ar causada pelo desespero. Fico travada, olhando para a ponta do lápis. 

—Maria Joaquina? —Cirilo me chama. —Matemática, anda, você vai ter que se esforçar já que não terminou todos os exercícios a tempo. 

Droga! É verdade. Tentei fazer todos os exercícios para entregá-los à professora e garantir uma nota extra, mas, dos cinco, fiz apenas três. Eu devia ter copiado de Cirilo, mas não quis, tive um surto responsável e já me arrependo de não ter colado. Seria o caminho fácil, mas, ao mesmo tempo, acho que eu não me sentiria bem se tivesse seguido o caminho mais fácil, não sei se vocês me entendem. Ultimamente ando pelos corredores do colégio com um peso extra na minha cabeça, chamado “consciência”, que começou a ter vida própria e fica martelando conselhos sobre o que eu deveria ou não deveria fazer, deixando-me em completo conflito! 

Espio de canto de olho Cirilo, que está pela segunda vez com o celular na mão, digitando uma mensagem de resposta. Deve ser de Luiza Oliveira. Ele solta o celular em cima da mesa, tento ver o que é, mas a tela fica negra. 

—Você não está prestando a mínima atenção. —Cirilo se impacienta e tira o livro de matemática da minha frente, jogando o de física por cima dele. —Tenta esse exercício agora. 

—Eu queria fazer o outro —choramingo. 

—Faz esse primeiro. Se você for boazinha, deixo você comer o pirulito. —Cirilo diz, atraindo meu olhar em sua direção.

Ele está sorrindo, e já quero voar junto às mariposas na minha barriga; acho que são tantas que eu sairia flutuando pelo estômago. Isso não é bom! Eu não devia sentir essas coisas por outro garoto, e especialmente por Cirilo Rivera, que, além de ser um nerd, é a única pessoa que pode me ajudar agora. Esses sentimentos todos só podem complicar tudo… Além do mais, se ele começar a sair com Luiza Oliveira, nada de bom pode acontecer. 

—Pirulito, Maria Joaquina. —Cirilo balança perto do meu nariz um pirulito vermelho em forma de coração. Ai, por que tem esse formato? Isso me deixa maluca imaginando coisas. —Se você terminar os exercícios. 

—Certo, vou terminar —digo com um suspiro e pego meu lápis estampado de cor-de-rosa. 

Preciso me concentrar nos estudos, esquecer-me das mariposas, do pirulito, de Cirilo e especialmente da raiva que sinto de Luiza Oliveira. A ponta do meu lápis quebra pulando longe, chocando-se contra a lente esquerda dos óculos de Cirilo. Olho-o assustada, e ele está me fitando com os olhos espantados e a boca entreaberta em surpresa. 

—D-desculpe —digo. Ai, o que mais resta acontecer? Procuro em meu estojo o apontador, mas sem sucesso. Fico um bom tempo procurando e procurando. 

—Usa meu lápis. —Cirilo pega meu estojo, tirando-o das minhas mãos, e troca por seu lápis preto. —Concentre-se, Maria Joaquina. Pare de ficar se distraindo com qualquer coisa para não estudar; já te falei, se tem alguma dificuldade, é só me perguntar. Ficar enrolando não vai te dar um dez na prova. 

—Não estou enrolando… —Encho as bochechas de ar e, por fim, esforço-me para me concentrar no estudo. 

Maldita Luiza Oliveira.

 


Notas Finais


Alguém está com muito ciúmes... O que será que vai acontecer e porque será que a Maria Joaquina tá vendendo suas coisas? Até o próximo capítulo, beijo!


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