História O nerd da minha vida - Capítulo 21


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Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Carmem Carrilho, Carrossel, Cirilo Rivera, Ciriquina, Daléria, Davi Rabinovich, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Nerd, Paulo Guerra, Romance, Valéria Ferreira
Exibições 57
Palavras 1.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leiam as notas finais e espero que gostem!

Capítulo 21 - Capítulo 21


Anteriormente em O nerd da minha vida...

Preciso me concentrar nos estudos, esquecer-me das mariposas, do pirulito, de Cirilo e especialmente da raiva que sinto de Luiza Oliveira. A ponta do meu lápis quebra pulando longe, chocando-se contra a lente esquerda dos óculos de Cirilo. Olho-o assustada, e ele está me fitando com os olhos espantados e a boca entreaberta em surpresa. 

—D-desculpe —digo. Ai, o que mais resta acontecer? Procuro em meu estojo o apontador, mas sem sucesso. Fico um bom tempo procurando e procurando. 

—Usa meu lápis. —Cirilo pega meu estojo, tirando-o das minhas mãos, e troca por seu lápis preto. —Concentre-se, Maria Joaquina. Pare de ficar se distraindo com qualquer coisa para não estudar; já te falei, se tem alguma dificuldade, é só me perguntar. Ficar enrolando não vai te dar um dez na prova. 

—Não estou enrolando… —Encho as bochechas de ar e, por fim, esforço-me para me concentrar no estudo. 

Maldita Luiza Oliveira.

 

Com o pirulito de coração entre os dentes, desço as escadas em direção ao estacionamento. Valéria deve estar esperando por mim, pois ela disse que me daria uma carona de volta para casa, e vou aproveitar o momento para falar com ela sobre Luiza Oliveira. Estou realmente incomodada com esse assunto! 

Cirilo passou a tarde inteira dividindo sua atenção entre controlar meus estudos e o celular. Um garoto só fica assim tão aficcionado por seu celular quando há mensagens de uma garota. Uma garota muito interessante! E para os padrões de Cirilo Rivera, acreditem, Luiza Oliveira é mesmo muito interessante. 

A situação me desespera de uma forma que não sei dizer o que está acontecendo comigo. Talvez eu esteja com ciúme. A única pessoa que pode me ajudar é Valéria. 

—Onde você estava?! —Jorge segura meus braços com força, me machucando. Percebo-me parada no alto da escada da saída do colégio, próximo ao estacionamento.

Jorge está na minha frente, berrando, o rosto vermelho de raiva. Meus livros caem no chão. 

—Ai, Jorge! —Tento me soltar. 

—Onde você estava, Maria Joaquina? —Ele me balança com uma força fora do comum. Jorge nunca me segura assim com violência e isso me assusta. Tenho que colocar a cabeça para pensar, o pirulito escapa da minha mão e cai em cima dos livros. —Era com ele, não era? 

—Tá me machucando! —grito assustada. 

Jorge me solta, a respiração está ofegante e ele está um pouco suado, como se tivesse corrido. Consigo ver seu carro estacionado onde deveria estar o de Valéria. Por acaso, marquei com ele e não com ela? Tenho certeza de que combinei com Valéria… O que está havendo? 

—Desculpe. —Jorge coloca as duas mãos na cabeça. Ele está de jaqueta jeans por cima de uma camiseta da Lacoste verde-escura, que tem o incrível poder de deixar seus olhos ainda mais azuis. —Estava te procurando, você demorou e... 

—O que você tá fazendo aqui? —pergunto irritada, cruzando os braços. 

—Vim te buscar. —Jorge abaixa e pega meus livros. Ele descarta meu pirulito para o lado, deixando-o no chão. Eu me esforcei por esse pirulito! 

—Não veio, não. Eu combinei de voltar para casa com Valéria. 

—Eu pedi para vir no lugar dela… —Jorge fica em pé. —Estava preocupado com você. 

—Comigo? Por quê? 

—Por causa de Cirilo Rivera… Você passa muito tempo estudando com ele. 

—E aí você veio aqui me controlar? —Ai, que raiva. Puxo meus livros da mão dele. Vou andar e paro, encarando o pirulito no chão. —Você está exagerando! 

—Eu só queria saber se você estava bem. 

—Por quê? Achava que meu cérebro podia explodir de tanto estudar? 

—Não é isso, Maria Joaquina, eu… eu estava com ciúmes. —Jorge coloca as duas mãos no bolso e olha para o lado. —Pronto, eu admito. Era isso que você queria? Eu admito! 

—Admite o quê, Jorge? 

—Que estou com ciúmes de você estudando com… Cirilo Rivera. 

Meu queixo cai meio metro. Jorge com ciúmes de mim? Abro bem meus olhos, que é para ter certeza de que estou enxergando direito. Jorge se aproxima, colocando as mãos nos meus ombros. 

—Desculpe, eu não devia ter vindo aqui. 

—Não devia mesmo! —falo aborrecida. 

—Eu não queria desconfiar de você, mas demorou tanto para sair, achei que… bem, eu imaginei coisas. Você me desculpa? Eu não quis reagir assim, eu só… Tenho medo de te perder, Maria Joaquina. 

Oh.Meu.Deus. Pausa dramática! Eu escutei direito? Fico travada pelas palavras dele. Jorge Cavalieri está se roendo de ciúme de mim? Veio me buscar só para ter certeza de que não estou saindo com outro cara? Quando foi que ele ficou assim comigo? Até dias atrás, eu estava lutando para que ele olhasse apenas para mim e não para Margarida, e não percebi essa mudança. Isso quer dizer que Jorge realmente gosta de mim? Eu não acredito. 

Jorge aproveita o momento do meu assombro para me puxar em sua direção e me dar um beijo bem dado de língua. Sinto toda sua força ao me abraçar, seu coração palpita tão forte que as batidas escapam do seu corpo e atingem o meu. 

O que eu vou fazer? Agora que Jorge se sente assim sobre mim, não sei mais o que eu sinto por ele. Para ser sincera, não acho que é tão forte quanto eu achava que era. Afasto-me dele com rapidez. Jorge me encara. 

—O que foi? 

—Tenho que ir para casa, Jorge. 

—Espera, Maria Joaquina, eu te levo. 

—Não, eu disse aos meus pais que ia voltar com Valéria; se eles me virem no seu carro, vão achar que menti e que, em vez de estar a tarde inteira estudando, eu estava em alguma festa com você. 

—Sério? —Jorge me olha como se eu estivesse mentindo. Não estou, mas confesso que posso ter exagerado um pouquinho e já me arrependo. —Eu te levo até a esquina e você desce a rua a pé. Por favor, Maria Joaquina… —Ele me segura no braço, desta vez com mais calma e um toque mais suave como o que eu estava acostumada. Suspiro chateada. —Por favor, me deixa te levar até a esquina? 

Eu odeio este instante. O jeito como ele me olha, querendo minha atenção, e a dor que se forma no meu coração. 

—Tá, só até a esquina. Mas não ache que isso significa que está tudo bem, Jorge. Você não pode ficar me perseguindo assim, fazendo tocaia no final dos meus estudos para ter certeza de que não estou com outro cara… Isso é exagerado! 

—Tá, desculpe, Maria Joaquina, desculpe. —Jorge não larga minha mão e me conduz até seu carro. —Não vai mais acontecer, tá bem? 

—Certo. —Respiro fundo e acabo sorrindo. —Tudo bem, eu acredito em você, me desculpe, eu… estava só estudando. 

Jorge me puxa novamente e me beija. Soltamo-nos e ele me leva para o carro, dirigindo até a esquina como combinou comigo, mas o carro desce a rua. 

—Jorge, meus pais! —reclamo. 

—Ah, eles não vão achar tão ruim assim que eu te trouxe para casa. Ainda está cedo… —Ele beija meu rosto, e eu junto meu material. Abro a porta. —E se eu entrasse com você? Podíamos ver um filme no seu quarto e pedir uma pizza? 

—Não, Jorge… Meus pais vão achar isso péssimo, as provas estão quase aí! —reclamo e bato a porta. 

Vejo Jorge abrir a porta dele e contornar o carro até chegar até mim. 

—O que você tem? Está estranha! 

—Eu só estou com dor de cabeça, estudei demais. 

—Eu te faço uma massagem… —Ele desliza as mãos dos meus ombros para meus cotovelos e isso me causa uma urgência de me afastar ainda mais dele. —Deixa eu entrar, Maria Joaquina. 

O que está havendo comigo? Por que só penso em Cirilo? Isso me deixa triste e confusa, com vontade de chorar. 

—Melhor não. 

—E amanhã? 

—Amanhã você tem treino. 

—De tarde, na mesma hora que você. Podemos ir a algum lugar depois? 

—Eu vou pensar, tá? Vou pensar. —Solto-me dos braços de Jorge e escapo rapidamente dele, virando para a minha porta. —Até amanhã. 

—Até… —Escuto Jorge suspirar, mas não olho para ele. 

Entro e bato a porta com força, trancando. Encosto-me contra ela e escuto o carro de Jorge dar partida. Ai, droga. Amanhã eu tenho treino e marquei de ir visitar Leah! O que estou pensando? Não sei como vou sair dessa! 

 


Notas Finais


Meu Deus! O Jorge está enlouquecido! O que foi isso dele vigiar a Maria Joaquina? Meu Deus! O que será que vai acontecer agora que ela tem treino e marcou de visitar a Leah? Até o próximo capítulo, beijo!


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