História O nerd da minha vida - Capítulo 24


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Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Carmem Carrilho, Carrossel, Cirilo Rivera, Ciriquina, Daléria, Davi Rabinovich, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Nerd, Paulo Guerra, Romance, Valéria Ferreira
Exibições 51
Palavras 1.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leiam as notas finais e espero que gostem!

Capítulo 24 - Capítulo 24


Anteriormente em O nerd da minha vida...

Ah, era só o que me faltava agora! Essas meninas do time fizeram a cabeça de Valéria para controlar meu namoro com Jorge por causa da coroa de rainha do Baile de Primavera! 

Terminar com Jorge será o meu fim, e com certeza Carmem Carrilho está trabalhando duro para que Margarida nunca coloque a mão na coroa. Esse é o único motivo para ela me apoiar tanto e colocar Luiza Oliveira para se jogar em cima de Cirilo, o que, convenhamos, só atrapalhou tudo. Todo mundo parece mais interessado em uma coroa estúpida do que em todo o resto do planeta! 

Carmem Carrilho quer que eu fique com a coroa para não deixá-la para Margarida, mas, se eu partir o coração de Jorge, todos que gostam dele —e, sim, é muita gente —vão ficar contra mim. Nem preciso dizer sobre o desastre que estou prestes a desencadear e a guerra que vai acontecer. Ai, estou ferrada!

 

Tropeço de salto alto na escadaria de entrada do colégio e percebo diversos olhares na minha direção. Meu celular apita e vibra anunciando uma mensagem de texto, e eu tenho que recuperar o equilíbrio antes de tirá-lo da bolsa. 

Koki: Todos os itens já foram cadastrados em sites de leilão; você vai receber notificações no seu celular. Boas vendas! 

Ah, que ótimo, pelo menos uma boa notícia! Posso concluir que comecei bem o dia. Um sorriso se forma em meu rosto e tomo o fôlego de que preciso para enfrentar o dia hoje. Tenho aulas e mais aulas, uma reunião complexa com Valéria, que se tornou defensora oficial dos deveres de cheerleader e um término de namoro com Jorge. Nada muito tenso, será um dia bem leve e despreocupante (só que não). 

Desconfio que chega um ponto em que você não pode mais mentir para si mesmo e, quando isso acontece, todas as suas ações se transformam. Se você continuar mentindo para si, mas já souber a verdade, estará mentindo não para você, mas para os outros envolvidos. Posso ser um pouco burrinha, mas não sou tão idiota ou babaca a esse ponto. 

Só não sei o que vou fazer depois que resolver todas essas questões, afinal, não é como se eu pudesse me declarar para Cirilo Rivera e, desta vez, não tem nada a ver com ele ser um nerd e estar acenando para mim… Oh, meu Deus. Ele está acenando para mim! 

Abro bem meus olhos para ter certeza de que não estou imaginando coisas. No corredor do outro lado, posso ver Cirilo, com uma camiseta azul-celeste e um símbolo triangular do lado esquerdo, como um brazão. Deve ser mais alguma camiseta nerd, mas perdoem a minha falta de conhecimento nessa. 

O corredor desaparece ao redor, não vejo mais as pessoas que estavam olhando para mim e nem os cartazes floridos do Baile da Primavera ou os anúncios de “Vote em mim” que eu ou Margarida colamos nos quadros de aviso. Tudo o que eu vejo é Cirilo. Meu coração acelera conforme ele caminha na minha direção; cada passo dele é uma batida poderosa que me ensurdece. Nesse pequeno espaço de tempo, acontece um flashback em mim com todas as coisas que ocorreram e que foram capazes de virar meu mundo de cabeça para baixo. Acho que começou com o café gelado que Valéria atirou na cara de Cirilo, e me pergunto como teria sido se, em vez de dar um fora nele, eu tivesse aceitado seu convite para o baile? 

Eu duvido que depois daquilo ele me convide para qualquer coisa que não seja estudar com um cheque em vista. 

—Bom dia, Maria Joaquina. —Cirilo lança um sorriso de me deixar de pernas bambas, e eu me seguro por uns instantes no armário de algum desconhecido para manter-me em pé. Bato a mão com mais força do que o normal, criando um estrondo que se alastra pelo corredor. 

—B-bom dia —engasgo como se tivesse desaprendido a falar. Uma força magnética se forma entre nós, semelhante àquela força que impulsiona os ímãs e os faz grudar. O único diferencial é que, com os ímãs, os dois sentem a força magnética, mas, no meu caso, estou sozinha nessa situação. 

—Tudo bem? —Cirilo ajeita os óculos colocando a lente entre nós, analisando o fato de que me segurei no armário. 

—S-sim. 

—Luiza Oliveira me disse que você está contundida, é verdade? —ele me pergunta com a sobrancelha da discórdia para cima. 

—Ah, é. Eu estava. —Inclino o corpo um pouco para frente e coloco a mão no ombro, massageando. —Meu pescoço está um pouco dolorido, mas já melhorou. Quase cem por cento! 

—Você não disse nada ontem e me parecia muito bem. —O tom que ele usa é quase que de interrogatório, e sinto como se uma luz fulminante acendesse contra o meu rosto. 

—Não estava assim tão ruim —nego com um sorriso cara de pau. Olho ao redor, percebo mais gente prestando atenção no que estamos falando e isso me incomoda. Peraí, outra coisa me incomoda mais! —O que Luiza Oliveira queria com você? Quando você falou com ela? 

—Instantes atrás, antes de você chegar —Cirilo acrescenta, e olha rapidamente para trás, enquanto olho por cima do ombro dele na mesma direção. Vejo Carmem Carrilho usando seu uniforme de líder de torcida, as duas mãos na cintura, ao lado de Luiza Oliveira e de outras três meninas, uma delas é Laura, todas de uniforme, cochichando e olhando para mim. —Fiz mal em dizer que você estava comigo ontem? 

—Não! É que… —Olho para Cirilo e os óculos dele não estão entre nós, escorregando para a ponta do nariz perfeito. Fixo meu olhar no dele, interrogando-o: —É com ela que você vai estudar sexta, não é? 

—Quê? 

—Você e Luiza, vocês estão saindo —anuncio de forma perspicaz. —Ela te procurou hoje cedo com ciúme? 

—Do que você está falando? 

—Ei! —um grito interrompe nossa conversa e olho para trás de mim. 

Vejo Jorge com uma camiseta vermelha, como seu rosto inteiro. As sobrancelhas claras estão caídas e pesadas por cima dos olhos azuis e há uma careta de fúria estampada no rosto, semelhante a uma carranca. Meu coração acelera, mas tudo acontece tão depressa que não tenho tempo de me mexer. 

Jorge se aproxima de nós com passadas pesadas e alcança Cirilo, segurando-o na camiseta, empurrando-o com força contra os armários, derrubando os óculos de Cirilo no chão. Um estrondo explode contra as paredes e o corredor inteiro olha para nós. 

—Você levou minha namorada para sua casa ontem? —ele ruge com ódio. 

—E-eu… —Cirilo não consegue falar, surpreso, o rosto pálido. 

—Responde! —Jorge esbraveja, puxando Cirilo para frente e jogando-o contra o armário com tanta força, que ele bate a cabeça. —Ela estava ou não estava na sua casa ontem. 

—Estava —Cirilo responde. 

—Jorge! —eu grito, mas é tarde demais, não consigo impedir o desastre. O punho fechado de Jorge atinge Cirilo no estômago, fazendo-o cair para frente. —Jorge, o que você tá fazendo? Estávamos estudando, você é louco? 

Soco o ombro de Jorge enquanto ele se afasta de Cirilo, deixando-o ao chão. Jorge apenas olha para mim como se eu fosse uma formiguinha sem força e ele um elefante gigante. 

—Estudando? Sei bem o tipo de estudo que ele estava fazendo em você! —Jorge coloca as mãos para frente, simulando um aperto de mãos nos meus seios, mas sem encostar em mim. Não acredito que ele considera mesmo essa hipótese. —Foi por isso que você mentiu! —Jorge se aproxima de mim e acabo dando um passo para trás, encostando no armário também. 

—Peraí, Jorge. —Davi se aproxima, segura no braço de Jorge, mas ele se solta bruscamente, colocando o dedo no meu nariz. 

—Foi ou não foi, Maria Joaquina? —Jorge aperta o maxilar; eu nunca o vi tão bravo, acho que ele chegou ao limite. 

—Não! Claro que não! —defendo-me e empurro Jorge, que, ao dar um passo para trás, tenta vir para cima de mim, mas Davi e outro rapaz do time o seguram. —Você tá louco! Cirilo é o nerd dos nerds, esqueceu? Ele nunca… —Faço com as mãos a simulação de que alguém estava apertando meus peitos. Abaixo as mãos e olho para Jorge. —Você perdeu o controle! —grito. 

O corredor inteiro parece espantado. Jorge ainda leva alguns segundos para recuar. Ele olha para Cirilo e cospe no chão, afastando-se em seguida. Davi e o outro rapaz o seguem. Eu me abaixo para ajudar Cirilo a ficar em pé, puxando-o pelo braço. Cirilo se curva, segurando o estômago, recuperando o fôlego que perdeu com o soco. 

Eu me abaixo pela segunda vez, em busca dos óculos de Cirilo, os quais por sorte não quebraram. 

—Você tá bem? —pergunto ao me erguer. 

—O que você acha? —Cirilo pega bruscamente os óculos da minha mão. 

—Desculpe, eu estava… 

—Estava o quê? —Ele os coloca no rosto, mas ficam tortos. Eu até daria risada, mas a rispidez com que ele falou comigo me assustou. É como estar de volta cara a cara com aquele Cirilo Rivera de antes, o que me odiava. Eu congelo. —Achei que você tinha mudado, mas me enganei. Você continua a mesma patricinha fútil que julga os outros porque se acha melhor que todo mundo. 

—Cirilo, não é nada disso… —tento me defender, alcanço o braço dele, mas Cirilo se solta bruscamente, dando dois passos para trás. —Cirilo! 

—Obrigado pelo “nerd dos nerds”. —Cirilo chacoalha a cabeça e vira as costas para mim. 

O corredor inteiro se comove com palavras e risadinhas, as pessoas olhando-me como se eu fosse um monstro. Carmem Carrilho e suas meninas saem rapidamente, Luiza Oliveira em especial me olha com raiva, como se eu estivesse ameaçando sua existência. 

Meus olhos se enchem de lágrimas. Estou pronta para deixar meu corpo cair no chão, mas alguém me segura. Mãos delicadas e de toque firme. 

—Maria Joaquina? —Reconheço a voz de Valéria; sua figura de roupas discretas está borrada por minhas lágrimas, ainda assim, reconheço sua silhueta, os cabelos escuros e alisados, cheios de volume. —Ai, amiga! Vem comigo. 

Permito a Valéria passar o braço pelo meu ombro e rosnar para os alunos abrirem espaço para que ela possa me conduzir para fora do colégio antes que as aulas comecem. O dia que deveria ser bom se transformou em uma catástrofe!

 


Notas Finais


Puta merda! Olha a situação que aconteceu com o Cirilo, o Jorge e a Maria Joaquina, meu Deus! Agora o Cirilo ficou puto com a Maria Joaquina e ela não sabe o que fazer... O que será que vai acontecer agora? Até o próximo capítulo, beijo!


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