História O nerd da minha vida - Capítulo 26


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Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Carmem Carrilho, Carrossel, Cirilo Rivera, Ciriquina, Daléria, Davi Rabinovich, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Nerd, Paulo Guerra, Romance, Valéria Ferreira
Exibições 45
Palavras 1.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leiam as notas finais e espero que gostem!

Capítulo 26 - Capítulo 26


Anteriormente em O nerd da minha vida...

Valéria sorri e me abraça forte, inclinando-se. Eu a abraço também. É bom ter a minha melhor amiga de volta, cheia de conselhos sábios e observações inteligentes. 

Pretendo seguir todos eles. 

O resto do dia passamos assistindo a animes e filmes de ficção científica como antigamente. Quando a noite chega, vou para minha casa, sentindo-me mais cansada que o normal. Penso em enviar uma mensagem de desculpas para Cirilo, mas resolvo que o melhor é fazer isso pessoalmente. Antes das aulas, vou procurá-lo na área dos armários e me desculpar. 

Espero que ele me perdoe por todas as coisas horríveis que lhe causei.

 

Acordo com barulho de algo batendo contra a janela. Primeiro penso que é chuva de granizo, mas depois percebo que não é. Alguém está jogando pedrinhas na minha janela? Parece que sim. 

Acendo o abajur e as pedrinhas param. Empurro o lençol, coço os olhos sonolenta e ando até a janela, para olhar o que está acontecendo. Vejo uma figura no jardim, usando um capuz cinza no meio do chuvisco da madrugada, mas não reconheço de primeira quem é. Confiro o relógio e percebo que não é nem meia-noite, dormi cedo, cansada e exausta depois que cheguei da casa de Valéria. 

A pessoa no meio do jardim balança os braços. É um garoto. Abro a janela e uma lufada de ar frio envolve meu corpo, deixando-me gelada. Volto para o quarto e procuro um moletom para cobrir meu pijama e me proteger do frio. Viro para a janela novamente e a figura misteriosa agora está na bancada da minha varanda. 

—Ahhhh! —grito de susto. 

—Shhh! —a pessoa pede e ao mesmo tempo puxa o capuz. É Cirilo. Os cabelos castanhos estão pingando, mas não encharcados, e sua roupa está molhada no topo da cabeça e nos ombros, escurecendo a malha cinza. 

—O que você está fazendo aqui? —sussurro e vou até a janela, para abrir mais e deixá-lo entrar. Percebo uma sacola de compras na sua mão. —Entra, nossa, você não está congelando? 

—Um pouco. —Ele me lança um sorriso e me entrega a sacola, enquanto passa para dentro do meu quarto. Noto que Cirilo está sem os óculos, e seus olhos escuros me atingem com firmeza. 

—O que é isso? —pergunto curiosa, já abrindo a sacola e fugindo de seu olhar penetrante. 

—Brownie. —Meus olhos batem no que ele trouxe no momento em que ele explica. Quadradinhos e embalados. —Acabei de comprar, achei que você ia gostar —Cirilo diz em um tom de voz baixo. 

—Quem não gosta de brownie? —Abro um sorriso. Acho romântico, mas também acho que estou imaginando coisas. Olho ao redor e percebo que meu quarto está do avesso. —Não repara na bagunça, eu estava dormindo. 

—Te acordei? 

—Sim. —Vejo Cirilo fazer uma cara de susto, como se fosse uma coisa horrível acordar uma garota e trazer bolo de chocolate para ela depois de um dia terrível. —Mas foi bom que você veio. 

—Eu vim pedir desculpas —Cirilo se adianta. 

—Por que você pede desculpas quando quem deve desculpas sou eu? —contesto com a boca torcida. Pego um bolinho para mim, reconheço o selo grudado, provavelmente ele os comprou na cafeteria vinte e quatro horas na avenida duas ruas para baixo. 

—Acho que te coloquei em uma situação ruim com seu namorado de alguma forma. 

—Oh —falo em sinal de espanto e me sento na cama, ajeitando o edredom sobre minhas pernas e a sacola de brownies ao lado. Ainda está entrando vento frio pela janela. Além disso, acabei de ser lembrada de que eu e Jorge brigamos, mas não consegui terminar com ele oficialmente. Ainda somos namorados, e eu não posso simplesmente me atirar em cima de Cirilo diante dessa situação. —Não foi culpa sua, foi minha. Te devo desculpas por ter te chamado de “nerd dos nerds”; acho que foi pesado. 

—Mas é verdade, não é? —Cirilo abre um sorriso fofo, de orgulho do título, e ainda bem que estou sentada. As mariposas batem asas. Mordo logo o meu bolinho para não ficar encarando-o como tonta. 

—É verdade —concordo. —Mas isso não é algo necessariamente ruim, só quer dizer que você é mais inteligente do que todos os alunos do colégio. 

—Saquei que foi algo que você falou para que aquele brutamontes não me matasse. Fiquei bravo à toa, acho que descontei em você a raiva que estava sentindo de Jorge naquele momento. 

—Não tem problema, eu mereci. —Encolho os ombros. 

—Não mereceu. É por isso que estou pedindo desculpas —Cirilo insiste, parado no meio do quarto, a voz mais alta, exaltada, a sobrancelha da discórdia já erguida. 

—Tudo bem, eu aceito suas desculpas. Como não aceitaria quando você me traz bolinhos de chocolate no meio da madrugada? É basicamente sem volta. —Mordo mais uma vez o bolinho. Cirilo se aproxima de mim e, nervosa com sua proximidade, acabo espremendo meu corpo contra a cabeceira da cama. Ele se senta, quase em cima dos meus pés, e me encolho. —Você me desculpa também? Só que eu não trouxe bolinhos. 

—Eu te desculpo mesmo sem bolinhos, mas bem que você podia deixar de ser egoísta e dividir comigo, não é? 

—Ah, é, claro. —Entrego para ele meu bolinho, meu rosto todo vermelho. —Ainda tá doendo o soco que ele te deu? 

—Não, já passou. Doeu mais no orgulho. —Ele balança os ombros e morde meu bolinho exatamente onde eu mordi, fazendo com que eu imagine coisas. Quem morde o bolinho no mesmo lugar? Expliquem-me isso! 

—Que bom que passou, fiquei preocupada. —Desvio o olhar, com vergonha dos meus próprios pensamentos. Meu coração bate forte, deixando-me ofegante, mas procuro me controlar. 

—Ficou? 

—Estava pensando em te pedir desculpas, mas achei que ao vivo causaria uma melhor impressão. —Olho novamente para ele e dou um sorriso amigável. 

—Tem razão. —Cirilo sorri com um pedaço de chocolate entre os dentes. Não me aguento, começo a rir. —Que foi? 

—Chocolate… —Aponto minha boca, movimentando o dedo em circular ao redor dos lábios. Cirilo estica as duas sobrancelhas para cima e passa a língua nos dentes simétricos. Meu Deus. Ele precisa ir embora daqui agora! Vou desmaiar de amores. —Er… —interrompo meus próprios pensamentos e coço a nuca. —Notei que está sem óculos; quebraram? 

—Quebraram, ao final da aula praticamente desmontaram. Já coloquei no conserto, estou de lentes. 

—Devia usar lentes sempre. 

—Por quê? 

—É melhor que aqueles óculos do status que você usa. —Tiro o bolinho da mão dele e dou uma mordida. Se ele vai pasmar em vez de comer, deixa comigo. Deitei sem jantar e a fome me atacou agora; acho que comer aquietará as mariposas. 

—Óculos dos status? —Cirilo não compreende. 

—Ah, é como eu chamo seus óculos, eles te dão um status de superinteligente da mesma forma que meu uniforme de torcida me dá um status de popular —explico com uma risadinha. —Besteira, né? Mas a princípio não sabia me decidir se você usava óculos porque estudar demais te deu um problema de visão ou se os óculos eram tipo a coroa do Baile de Primavera, puro status. 

—Eu só não gosto de usar lentes e tenho mesmo um problema de visão, nada demais, são só dois graus —Cirilo me explica calmo. —Não gosto de usar lentes. 

—Humm, eu já saquei o motivo. 

—Ah é? —Ele coloca a língua no dente, daquele jeito que não consegue acreditar no que eu estou falando. 

—É uma distância que você coloca entre si mesmo e o mundo, assim pode se fechar sem precisar dizer a ninguém seus problemas. 

—E que problemas você acha que eu tenho, Maria Joaquina? 

—As pessoas do colégio, todas elas que te olham com desdém, com inveja de você ser tão inteligente, e até aquelas que apenas desejam ser tão inteligentes quanto você —exponho a minha teoria. Cirilo fica boquiaberto na minha frente. —É verdade, pensei bastante sobre isso e cheguei a esta conclusão: Cirilo Rivera usa os óculos como um escudo, criando um personagem, tal como eu e Valéria criamos um de “líder de torcida”. O mundo colegial é cheio de personagens e aparências, mas todas elas se desmancham depois do baile de formatura. 

—Estou impressionado! —ele exclama. 

—De verdade ou de fingimento? —Eu me aproximo mais, para poder olhar bem em seus olhos, ultraexpostos, buscando a verdade. Vejo meu reflexo. 

—Eu não tenho motivos para conversar nada de fingimento com você —Cirilo admite. Com o dedo, limpa meu rosto, removendo o que deve ser um farelo de bolo. 

—Só conversar? —pergunto com um sussurro. 

—Entre outras coisas —Cirilo responde no mesmo tom.

 


Notas Finais


Que momento romântico entre o Cirilo e a Maria Joaquina! Muito fofo ele ir até a casa dela só para se desculpar e ainda levar bolinhos! O que será que vai acontecer agora? Esse final do capítulo está muito misterioso, o que será que vai acontecer? Até o próximo capítulo, beijo!


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