História O nerd da minha vida - Capítulo 27


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Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Carmem Carrilho, Carrossel, Cirilo Rivera, Ciriquina, Daléria, Davi Rabinovich, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Nerd, Paulo Guerra, Romance, Valéria Ferreira
Exibições 65
Palavras 1.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leiam as notas finais e espero que gostem!

Capítulo 27 - Capítulo 27


Anteriormente em O nerd da minha vida...

—As pessoas do colégio, todas elas que te olham com desdém, com inveja de você ser tão inteligente, e até aquelas que apenas desejam ser tão inteligentes quanto você —exponho a minha teoria. Cirilo fica boquiaberto na minha frente. —É verdade, pensei bastante sobre isso e cheguei a esta conclusão: Cirilo Rivera usa os óculos como um escudo, criando um personagem, tal como eu e Valéria criamos um de “líder de torcida”. O mundo colegial é cheio de personagens e aparências, mas todas elas se desmancham depois do baile de formatura. 

—Estou impressionado! —ele exclama. 

—De verdade ou de fingimento? —Eu me aproximo mais, para poder olhar bem em seus olhos, ultraexpostos, buscando a verdade. Vejo meu reflexo. 

—Eu não tenho motivos para conversar nada de fingimento com você —Cirilo admite. Com o dedo, limpa meu rosto, removendo o que deve ser um farelo de bolo. 

—Só conversar? —pergunto com um sussurro. 

—Entre outras coisas —Cirilo responde no mesmo tom.

 

Quero muito beijá-lo nesse momento. Eu o desejo. Inclino-me um pouco, Cirilo se inclina também, nossas bocas se aproximam, eu começo a fechar os olhos. Um toque na porta nos assusta, e eu dou um pulo afastando-me rapidamente. 

—Maria Joaquina? —É a voz de meu pai. Arregalo os olhos de susto. Cirilo sai da cama e se esconde no vão da varanda. —Maria Joaquina, você está acordada? 

—Já vai, estou me trocando! —Levanto-me da cama, limpo meu rosto e abro a porta. Meu pai me encara com o cenho franzido. —Estava preocupado com você. Está tudo bem? —Ele enfia a cabeça para dentro do quarto procurando algo, e então vê a janela aberta. 

—Estava me preparando para dormir, cochilei e acordei ainda de roupa. 

—Está frio, feche a janela e venha comer alguma coisa, não é saudável dormir com fome. 

—Já estou indo. —Forço um sorriso. 

Papai demora-se um momento ainda na porta, olhando para a varanda, e isso me dá calafrios. Finalmente ele dá as costas e sai, descendo as escadas. Respiro aliviada e fecho a porta. Volto para a varanda. Cirilo ainda está lá. 

—Desculpe, te encrenquei? 

—Não, ele só viu a luz acesa e me chamou para jantar. 

—Menos mal. Amanhã você vai para a aula? 

—Vou —confirmo balançando a cabeça. 

—Legal, te vejo amanhã. —Cirilo beija minha bochecha rapidamente e depois sobe na grade da varanda.

Meu corpo inteiro treme com o impacto de seus lábios quentes ainda em meu rosto, enquanto eu o observo descer pela árvore e voltar para o jardim. 

Ele acena lá de baixo, eu aceno aqui de cima e assisto a ele sair da frente da minha casa colocando o capuz na cabeça. Suspiro apaixonada e minha mente volta aos instantes em que quase nos beijamos. 

Sei que para muitos é bem frustrante este tipo de situação, afinal, ter um beijo atrapalhado não é muito legal nunca, mas estou grata a meu pai pelo aparecimento, o que me impediu, ainda que sem querer, de fazer uma besteira. 

Preciso resolver as coisas com Jorge antes de tomar qualquer atitude em relação a Cirilo. Não seria justo que fosse de outra maneira. Vou até a porta do quarto e espio mais uma vez a sacola com os brownies antes de descer para a cozinha. 

Preciso contar tudo isso para Valéria!

 

Dia seguinte...

Uma dúzia de rosas toma o campo da minha visão e ficam tão próximas do meu rosto que sinto o perfume floral suave exalando. Pisco duas vezes para entender o que está acontecendo. 

Valéria segura meu braço com força, cravando as unhas na minha pele de forma indelicada. Ela anda um pouco para o lado e me afasta do buquê de rosas. Ergo os olhos e encontro Jorge, sorrindo. Ele está usando uma camiseta branca por baixo de uma camisa xadrez azul, jeans, bem-arrumado, barbeado e perfumado. Acho que se arrumou para me abordar. 

—São para você, princesa —ele diz com calma, esticando as flores na minha direção.

—Não posso aceitar isso, Jorge —recuso, balançando a cabeça de um lado para o outro em um enfático “não”. Estou parada em pé no meio da escadaria da entrada do colégio, em meio aos cartazes de Margarida sobre a votação para rainha do baile, que eu esqueci completamente que seria hoje. Não que isso ainda importe. 

—É um pedido de desculpas —Jorge insiste, mas seu sorriso murcha ao perceber minha expressão de indiferença. 

—Não é para mim que você deve desculpas. —Continuo meu caminho em direção aos armários. 

Um aluno com o uniforme do time de futebol americano e rosto tampado pelo capacete me estende um papel amarelo. Nele está escrito: Vote em Margarida! Linda, perfeita e bela!, como se fizesse sentido colocar duas palavras que são sinônimos de beleza na chamada. Faço uma bolinha de papel e jogo-o no primeiro lixo que encontro. 

—Ah, qual é, Maria Joaquina! —Jorge choraminga, andando atrás de mim como um cachorro sem dono. —Não vou pedir desculpas para aquele nerd idiota. 

—Azar o seu, Jorge. —Reviro os olhos. 

—Qual é, princesa! —Jorge segura meu braço, fazendo meu corpo girar. Fico de frente para ele, e Valéria se afasta um pouco de nós. —Já estou te pedindo desculpas por um problema que você mesma causou! 

—Ai, Jorge! —reclamo e puxo meu braço para me soltar dele, arredia. —Está me machucando. 

—Aceita as drogas das flores, Maria Joaquina! —Jorge urra e chacoalha o buquê diante de meus olhos. 

Vejo as pétalas vermelhas desprendendo-se do caule, as flores despedaçando, assim como nossa relação está esfacelando. Se o amor é como as rosas, seria correto dizer que o perfume é equivalente ao momento da sedução, as pétalas encantadoras representam o primeiro encontro e os espinhos afiados e doloridos comparam-se ao término do relacionamento. 

—Comprei esse lixo para você! —ele acrescenta exaltado, o rosto branco ficando vermelho como uma pimenta. 

—Com tanto carinho que fico até surpresa! —Coloco as duas mãos na cintura, e Jorge aperta o maxilar, realmente bravo por eu ainda retrucar. —Não quero suas flores! E não quero namorar você; vamos terminar. 

—Como é que é? —Jorge fica ainda mais vermelho. Ele vem para cima de mim. —Você enlouqueceu? 

—Não, eu nunca pensei tão claramente em toda a minha vida. —Dou um passo para trás, com as mãos na frente do corpo, em um pedido para que ele se acalme. Meu coração acelera e se comprime ao mesmo tempo, odeio ter que fazer isso com Jorge depois de tanto insistir para ele prestar atenção em mim, mas é hora de encarar os fatos. Não posso mais continuar namorando-o. —Isto não está dando certo, Jorge. Eu e você não temos mais nada em comum. 

—Você está terminando comigo? —Jorge reage com raiva, os olhos sem qualquer traço de tristeza. 

—Estou. Sinto muito! 

Jorge atira as flores por cima de sua cabeça, acertando uma garota ruiva que está de passagem, e segura com força meus dois braços, balançando-me energeticamente. 

—É por causa daquele nerd? —vocifera e exige uma explicação. 

—Não! 

—Diga a verdade! 

—Ai, Jorge! 

—Fala, Maria Joaquina! —Jorge esbraveja e gotas de saliva escapam de sua boca atingindo meu rosto, de tão nervoso. 

Seus dedos ao redor do meu braço me machucam. 

—Ai! 

—Jorge! —Alguém segura meu ex-namorado e o separa de mim. —O que você tá fazendo, cara? 

Passo as mãos pelos meus braços, no local onde Jorge segurou forte, sentindo um pouco de dor; aposto que ficarão roxos! Davi e Paulo estão entre mim e Jorge, separando-nos e criando um perímetro de segurança. O corredor inteiro congelou assistindo à nossa cena, e tenho certeza de que, se estiver assistindo, Margarida já se considera a vitoriosa da votação. É bem provável que sim, agora que o colégio inteiro acha que eu traí Jorge ou qualquer coisa do tipo. 

—Isso não vai ficar assim, Maria Joaquina! —Jorge tenta se aproximar, berrando forte com o dedo em riste em cima de mim, e eu me inclino um pouco para trás, fugindo. Acho que, se deixassem, ele me bateria. É assustador. —Você não vale nada! Vadia! 

—Pare com isso! —Davi e Paulo o afastam ainda mais. —Calma! 

Jorge se vira e coloca as duas mãos na cabeça, resmungando qualquer coisa para os dois amigos. Os três se afastam e o corredor inteiro está em choque; aos poucos, as pessoas retornam ao que estavam fazendo antes. Vejo quase todo mundo segurando os papéis amarelos de Margarida, acho que até eu votarei nela quando liberarem as urnas depois da aula. 

Essa votação é mais importante para ela do que para mim. 

Procuro Valéria, mas percebo que ela já fugiu, provavelmente com vergonha de Davi. Acerto minha bolsa no ombro e respiro fundo. 

Insisti muito para Valéria vir com uma roupa menos antiquada hoje. No entanto, eu a vi no carro com um suéter que devia ser da tia-avó, amarelo gema de ovo, terrível e destoando da personalidade de Valéria. Fizemos uma parada rápida na casa dela, e eu basicamente fucei o armário atrás de uma das calças jeans apertadinhas que ela costumava usar e uma blusa de oncinha. Valéria vestiu tudo com esforço, reclamando. Acho que ela não estava preparada para um encontro forçado. 

Diversos olhares estão na minha direção, provavelmente esperando que eu esboce qualquer tentativa de explicação para recuperar alguns votos, mas não faço nada disso. Desvio de todos como um gato furtivo e caminho apressada até os armários mais do fundo do corredor, onde sei que posso encontrar Cirilo. Preciso falar com ele. Urgente! 

Meus pés criam raízes segundos antes de chegar ao armário de Cirilo. Vejo Luiza Oliveira em cima dele, com sua cabeleira irritante loira e lisa balançando enquanto ela ri do que acredito ser uma piada. Cirilo está olhando para ela e não me vê chegar; ele nem me nota! 

Deve ser algum tipo de carma: todo garoto por quem me interesso parece estar mais envolvido com outra garota e me trata como se eu fosse invisível. Aposto que eles estão combinando de estudar juntos, afinal, Cirilo tinha dito algo sobre estar ocupado com outra aluna hoje. Meu coração fica pesado e triste. 

—Até mais, Cirilo —Luiza se despede e se afasta; tenho a impressão de que ela tem olhos nas costas e me viu chegando, escapando antes que minha fúria recaia sobre ela. 

Cirilo a acompanha com o olhar, para piorar a minha situação de invisibilidade, e eu tenho que me aproximar mais, ficando basicamente na frente dele. Cirilo finalmente coloca os olhos intensos em mim, durante o trajeto que faz de volta para o interior do armário. 

—Oi. —Ele não me lança um sorriso, parece assustado ao me ver, os olhos escuros abertos e as sobrancelhas erguidas. 

—O que Luiza Oliveira queria? Estudar com você hoje à tarde? —acabo interrogando-o, em vez de cumprimentá-lo de maneira decente. 

Não consigo evitar; preciso saber se eles estão mesmo saindo ou qualquer coisa do tipo. Acabaria comigo saber que Cirilo convidou Luiza Oliveira para o Baile de Primavera. 

—Que eu saiba, isso não é da sua conta. —Cirilo coloca o livro de biologia dentro do armário com brusquidão, impaciente. 

—Claro que é da minha conta. Até onde me consta, você é meu professor e ela está tentando roubá-lo de mim. —Espero que ele perceba a conotação que usei nessa frase. 

—Tá com ciúme? —Cirilo vira para mim, apoiando o braço na porta do armário, testando minha reação. 

—Talvez eu esteja —admito, comprimindo os ombros. 

Uau! Foi até mais fácil do que pensei que seria, mas meu rosto inteiro pega fogo e meu coração pula uma batida. Cirilo bate a porta do armário e suspira. Será que ele realmente escutou o que eu disse? 

—E por que razão você sentiria ciúme? —interroga. —Achei que você era a garota popular e eu, o garoto nerd. 

—Nós somos —provoco só para ver a sobrancelha da discórdia se erguer e ele colocar a língua no canino. —Mas a garota popular está apaixonada pelo garoto nerd.

 


Notas Finais


Ai meu Deus! Cirilo e Maria Joaquina quase se beijaram no quarto dela, mas o pai chegou e atrapalhou tudo! No dia seguinte, o Jorge foi tentar se reconciliar e acabou piorando tudo e a Majo finalmente terminou com ele e ele ficou uma fera! Porém, a Majo depois foi falar com o Cirilo e ficou com ciúmes dele conversando com a Luiza e então ela se declarou para ele! OMG! O que será que vai acontecer? O que o Cirilo vai dizer? Meu Deus! Quanta coisa nesse capítulo! Bom, vamos descobrir o que vai acontecer em breve! Até o próximo capítulo, beijo!


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