História O noivo fantasma - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Suga
Tags Jin, Noivo Fantasma, Romance, Suga
Exibições 62
Palavras 2.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ESPERO QUE GOSTEM!!!

RESPONDEREM OS COMENTÁRIOS DO CAPITULO ANTERIOR EM BREVE!!!!


BOA LEITURA!!!!

Capítulo 6 - Mostrando verdadeiras faces


Fanfic / Fanfiction O noivo fantasma - Capítulo 6 - Mostrando verdadeiras faces

 

—Como assim, não? — ele parecia irritado. - Teremos um grande casamento. E, depois, ficaremos juntos. — parou e sorriu. Era um sorriso horrível e presunçoso. O ar estava estourando meu peito. Os pessegueiros se confundiam em uma névoa de verde e rosa. Ouvia, vagamente, os gritos de Yoongi, mas me forcei a acordar com cada gota de força de vontade que tinha, até estar sentada na cama, tremendo e suando.

 

Queria vomitar, jogar tudo para fora daquele encontro pernicioso. Eu tinha sido bem-educada por meu pai para não acreditar em espíritos, mas agora eu acreditava que Yoongi tinha entrado em meus sonhos, sua presença indesejada havia violado os recessos da minha alma. Eu estava apavorada com essa situação, encolhi-me sobre a cama com os cobertores em volta de mim, sem me importar com o calor sufocante até amanhecer.

Naquela manhã eu fiquei por um longo tempo na cama, na hipótese de eu estar ficando louca. Tinha um louco, que às vezes vagava por nossa rua, o corpo macilento mal coberto por trapos, murmurava para si próprio, sem parar, seus olhos tinham pupilas estreitadas que o faziam parecer um pássaro alucinado, eu por compaixão já dei algumas moedas para ele, às vezes ele as guardava, outras vezes as lambia ou jogava fora, como se não tivesse o conhecimento do que era dinheiro. Maria disse-me que ele conversava com pessoas mortas. Será que eu iria fica igual a ele?

 

Meus medos tinham fundamento, porque aquele foi o começo de uma série de noites em que eu sentia que tudo que fazia era tipo um sonho. Por mais resistente que eu fosse, não consegui ficar acordada. Espetar os dedos com agulhas, morder a língua e até mesmo ficar de pé e caminhar não tiveram qualquer utilidade.

Noite após noite, encontrava-me naquele mundo estranho que eu viera a associar com Yoongi, uma noite atrás da outra, noites de tormento absoluto. Uma vez, compareci a um grande banquete em que eu era a única convidada, sentada a uma longa mesa repleta de montes de laranjas, tigelas de arroz, frangos cozidos e desmembrados e pirâmides de mangas. Disposta como oferendas funerárias, a comida tinha um gosto horrível, a despeito de sua aparência esplendorosa. Em outra ocasião, vi-me em um estábulo cheio de cavalos.

Alguns eram malhados, outros brancos, marrons ou pretos. Apesar da variedade de cores, eles eram exatamente do mesmo tamanho e tinham as mesmas orelhas e caudas. Cada um ficava em sua baia, orelhas arrebitadas e os olhos obedientemente focados à frente. Quando se moviam, não havia nenhum som além do ruído farfalhante de papel.

O grande alento era que Yoongi não aparecia nesses sonhos. Eu estava sozinha e vagueava através de vastos salões, pátios cheios de eco e jardins com paisagens finamente trabalhadas. Havia uma cozinha enorme, cheia de potes e panelas e montes de comidas empilhadas sobre as mesas, e até mesmo o escritório de um erudito, repleto de resmas de papel e conjuntos de pincéis de caligrafia de pelo de lobo.

Quando examinei os livros e pergaminhos, entretanto, estavam todos em branco. Tudo estava disposto como se fosse parte de um grande espetáculo e, mesmo que nada viesse a acontecer, eu sentia uma constante tensão embolada em meu estômago. Às vezes, cruzava com criados do mesmo tipo daquele puxador de riquixá. Algumas vezes eles se moviam involuntariamente, com um ruído farfalhante que me assustava. As casas e paisagens eram desinteressantes, apesar de sua grandiosidade, e eu achava os criados-bonecos grotescos e assustadores. Estava grata por não ter encontrado Yoongi, embora suspeitasse de que ele estivesse em algum lugar por ali. De vez em quando eu sentia sua presença na sala ao lado ou atrás de um bosque. Aí eu me apressava, meu coração batendo mais rápido e uma voz interior gritando para que eu acordasse.

 

Não contei ninguém os sonhos que tive tendo, ainda que eu tivesse na tentação de ir ao escritório do meu pai, para me acalmar, mas eu sabia que, ele não acreditaria em mim, ele ia considerar meus medos infantis, e diria para não me preocupar com essas coisas, afinal se ele tinha tanto desejo por minha mãe e, era incapaz de vê-la ou de sentir a presença de qualquer espirito, por que a vida após a morte não existia, que aquilo era crenças populares. Meu pai era contra esse tipo de coisa, eu o conhecia muito bem, ele não mudaria de opinião apenas por causa de uns sonhos, em vez disso, ele se culparia por ter comentado comigo a proposta do casamento infeliz.

Na manhã seguinte meu pai convocou Pérola e eu para aparecermos em seu escritório, para uma conversa. Entramos em seu escritório e, o avistei olhando o dia pela janela; aproximamos de sua mesa, nos sentando na cadeira a sua frente, um do lado da outra. Meu relacionamento com Pérola não mudou muito depois daquela noite, ela parecia sentir algo por Jin, pelo modo como ela sorrir involuntariamente quando toca seu nome, como seus olhos brilham quando fala dele para Maria, ela agia da mesma forma quando eu imaginava Jin e eu, juntos.

—Mandou nós chamar papai? —Pérola perguntou, chamando sua atenção, pois parecia que ele estava muito a distraído a ponto de não sentir nossa presença. Ele se virou olhando para nos duas por algum tempo, sem pronunciar uma palavra, como se estivesse frustrado consigo mesmo, então ele suspirou e passou a mão sobre o rosto.

—Pérola....—ele olhou para minha irmã. —Aurora...—ele olhou para mim. —Eu percebi que não tenho cumprido minhas obrigações com vocês.

—Por que diz isso? —perguntei confusa.

—Você tem quase dezoito anos e Pérola quase dezesseis, a maioria das garotas da idade de vocês já são casadas ou, pelo menos, comprometidas. —permanecemos em silêncio. Quando eu era mais nova, algumas vezes provocava meu pai, perguntando sobre meu casamento. Ele dizia para que eu não me preocupasse com isso, que eu certamente seria feliz. De algum modo, eu pensava que isso queria dizer que ele deixaria que eu escolhesse. Afinal, o casamento de meus pais fora muito feliz, sob todos os aspectos. Talvez feliz demais.

—Como vocês sabem, nossas finanças não andam bem, porém eu pensava que haveria o suficiente para vocês viverem de forma modesta, ainda que algo de ruim acontecesse comigo. Contudo, estamos em uma pior situação, além disso, a aliança matrimonial que eu tinha em mente para vocês desde suas infâncias, já não é viável.

—Que aliança? Por que nos falou disso antes? —indignou Pérola.

—Eu não queria preocupar vocês, também pensei e, que vocês poderiam ter afinidade com o jovem e poderiam naturalmente se aproximar dele, sem a sobrecarga das expectativas. Aliás, foi isso que aconteceu com sua mãe e comigo. —ele suspirou. — Se alguém deve ser culpado por isso, sou eu. Estive muito ausente desses assuntos. Eu esperava...

—Que casamento? —Pérola interrompeu sua fala.

—Na verdade era um casamento para Aurora...

—Para mim? —perguntei surpresa.

—Sim, mas nunca foi formalizado, porém eu tinha um acordo com um velho amigo. Não tínhamos, claro, a mesma concordância de sua família, já que a diferença econômica era muito grande.  —ele riu amargo. — De todo modo, meu amigo tinha um sobrinho, um jovem brilhante e sem família própria. Anos atrás, quando vocês eram menores, ele propôs um casamento com nossa família, porque tínhamos um bom nome e uma renda razoável. Eu vira o jovem e sentira que poderia ser uma boa união. Uma união melhor, talvez, do que com a família principal, porque haveria menos pressão familiar sobre você. —eu estava desesperada por curiosidade e uma imensa agitação, essa história parecia muito familiar para mim.

—O que aconteceu?

—O filho do meu amigo morreu, e seu sobrinho se tornou herdeiro. Por um tempo, pensei que nosso acordo ainda estivesse de pé, na verdade, até bem recentemente.... —sua voz desapareceu, deixando a frase no ar.

—Quem são eles? —levantei-me da cadeira me alterando.

—A família Min. —o sangue corria por minhas têmporas, sentia-me tonta e sem conseguir respirar.

—Até bem recentemente, pensei que ainda houvesse esse acordo, afinal, eles haviam convidado vocês duas á casa deles, mostrando sinais de agrado, mas então, veio aquele estranho pedido da senhora Min.

—O casamento fantasma. —respondi, sentindo meu coração parar. Pérola me olhou assustada com minha fala.

—Ela me falou disso um dia, eu não estava certo se ela falava serio ou se, de algum modo, confundira o compromisso para seu sobrinho com um para o filho. —então tudo em minha mente começa a se encaixar como um quebra cabeça, até mesmo a menção de Yoongi sobre pedir um favor para sua mãe no sonho.

—Então... —engoli seco. —O que acontece agora?

— Jae Wook, meu suposto amigo, falou comigo há uma semana, disse que, por causa do novo status do seu sobrinho, como herdeiro da família, é impossível deixa-lo se casar com uma garota sem dinheiro, porém ele veio com uma proposta um tanto diferente dessa vez incluindo Pérola.

—Eu? —ela apontou para si mesma e, ele assentiu. —Qual proposta?

—Que se Aurora se tornar esposa do espirito de seu filho, bom você teria dinheiro, apesar de que seria uma mulher viúva, no entanto, isso mudaria seu status...

—Direto ao assunto pai. —Pérola disse impaciente.

—Se Aurora aceitar se casar com seu filho morto, ele fazeria um novo acordo, ele permitiria que Pérola se casasse com seu sobrinho. —meu coração disparou, não, não podia ser, o senhor Min não podia estar oferecendo esse acordo, por que Pérola? Por que não eu? Isso não era nenhum pouco justo, eu me casar com um morto e Pérola com Jin.

—Mas, isso não mudaria nossa situação, continuaríamos sem dinheiro. —argumentou minha irmã.

—De alguma forma Jae Wook acredita que sim, se Auroraa fazer parte da família Min como a esposa viúva ela ganharia um status e, assim beneficiaria você.

—E o que você respondeu?

—Respondi que pensaria nisso e falaria com vocês. —senti minha garganta fechar e minha boca secar, casar com um morto, enquanto minha irmã ganha o garoto por qual eu sou apaixonada e, eu viro a viúva sendo atormentada por um fantasma toda vez que fecho meus olhos.

—Por que eu? —vacilei na minha voz, eu não conseguia entender porque de ser eu.

—Calma! Eu sei que isso é desagradável, mas você deveria saber que, pelo menos, nunca passaria fome. Você seria bem suprida de tudo, na casa deles, que é mais do que posso garantir sobre a nossa hoje. Tivemos um grande prejuízo, e infelizmente a pessoa a quem devo é justamente Jae Wook. Ele se ofereceu para comprar minhas dívidas, e pensei que ele estivesse fazendo um favor.

—Eu não vou! —gritei dando um soco na mesa. —Eu nunca vou me casar com o filho dele!

— Calma. Não se desespere. Pérola nos deixe a sós, por favor. —eu sentia o desespero tomando conta de mim, eu não ia me casar com um fantasma, não ia.  — Independente do que eu possa ter feito de errado até aqui, não vou forçar você a um casamento fantasma. Eu poderia prometê-la em matrimônio a algum outro rapaz. Assim, todo mundo fica bem, no entanto a oferta de Jae Wook é bem generosa, ninguém faria igual, ninguém se importaria em arranjar um casamento com sua irmã, ganhando status da família Min ela poderia se casar com seu sobrinho sem problema algum, mas tudo depende de você, eu sei que não posso te obrigar a nada, muito menos acabar com sua chance de felicidade, porém pense nela. Estamos praticamente falidos minha filha, não temos praticamente nada, eu sei é culpa minha, não tenho cultivado amizades novas ou úteis desde que sua mãe morreu. Os amigos antigos com quem conversei têm a impressão, sem dúvida por causa de Jae Wook, de que você está prometida a seu filho. Mas, nós vamos pensar em algo.

Meus olhos se encheram de lágrimas. Se eu começasse a chorar, nunca mais pararia. Meu pai encarava sua mesa, culpa e vergonha estampadas em seu semblante. Então, olhou involuntariamente para seu cachimbo de ópio. Senti uma censura amarga subir até meus lábios. Não me admirava que Maria o repreendesse com tanta frequência. Eu sempre o defendera, sentindo que ele dependia de mim em sua suave distração. Mas, agora, eu começava a compreender o custo real de sua falha. Mordi os lábios até que eles sangrassem. As horas, dias, anos que foram jogados fora nessa névoa de ópio exigiam um pagamento do meu futuro. Com sua conduta apática, meu pai desperdiçara minhas chances de ser feliz. A tempestade de lágrimas se abateu sobre mim e eu corri para fora dali.

––Então o que vo... ––não deixei que Pérola terminasse a pergunta, e sai correndo pelas escadas, eu apenas queria afundar minha cara no travesseiro.

 

Esposa de Jin! Era tudo que eu poderia desejar. Todo esse tempo e eu estava prometida a ele. Tranquei-me no quarto, chorando. Era trágico, sem dúvida, mas também havia um quê de algo terrivelmente cômico nessa história. Ouvi Pérola batendo na porta, ansiosa, e depois a voz de meu pai. Queria que meu pai tivesse me casado com ele mais cedo, antes que Yoongi tivesse tempo de morrer. Mesmo aborrecida, eu precisava admitir que meu pai tinha bom gosto. Ele estava certo, eu teria gostado – eu gostava – de Jin. Muito.

Será que Jin sabia desse acordo?  Se sim, então ele provavelmente não soubera do fim do trato. Eu me perguntava se ele teria sido educado apenas porque os costumes assim exigiam. Mas seu olhar durara tanto, aquele olhar tão lindo que me fazia senti-me fraca...seria amor? Será que eu amava Jin? Era como uma chama intensa lambendo minha resistência, um fogo brando.

Ouvi socos frequentemente sendo desferidos na minha porta sem parar, com certeza armação de Pérola querendo saber da minha conversa com papai. Retirei minha cara do travesseiro, secando as lágrimas do meu rosto. Levantei-me da cama, abrindo a porta.

––Então, o que você e o papai decidiram?

––Eu não vou me casar com o filho morto.

––Mas...e eu? ––ela perguntou com um semblante preocupado. Dei os ombros sem saber o que responder. ––Por que você não pode casar com esse fantasma? ––a olhei incrédula.

––Eu não quero me casar com alguém morto. ––rebati com dureza. ––Eu não seria feliz.

––Mas, e a minha felicidade! ––apontou para si mesma. ––Eu quero me casar com Jin! Eu quero ser esposa dele! ––gritou. Eu não conseguia acreditar que minha própria irmã queria minha infelicidade.

––Ah! Claro e eu seria infeliz por resto da minha vida.

––Mas, olha pelo lado bom irmã. ––ela se aproximou de mim colocando suas mãos em meus ombros. ––Eu seria feliz. ––retirei suas mãos de mim andando com brutalidade. Comecei a caminhar pelo quarto pensativa, então eu compreendi o que Pérola queria.

––Traidora! ––gritei a assustando. ––Você gosta dele, não é? De Jin. ––a olhei com raiva, uma raiva que nunca tinha sentido, como se meu sangue estivesse borbulhando por dentro. – É para isso que você quer que eu case com o morto, não é? Para eu estar fora do seu caminho e você se casar com Jin.

—Nós sabemos Aurora, que você nunca vai se casar com o sobrinho da família Min, o senhor Min não quer você como esposa de Jin e, sim eu. ––ela falou como se eu fosse a mais nova, me olhando com deboche.

––Você só se casa com Jin e, eu casar com o filho morto de Jae Wook e, eu não vou me casar. ––aproximei dela, a olhando com superioridade. ––Sinto muito, mas se eu não for feliz, você também não será, porque eu não vou permitir que fique com o homem que eu amo, porque se não for eu, não será você.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Isso ai agora as coisas vão andar ainda mais, Yoongi começará aparecer mais na história daqui dois capítulos. Espero que tenham gostado do capitulo, e obrigada a todos que comentaram o capitulo anterior, prometo responder em breve.

Comentem o que acharam!!!

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BEIJÃO, LINDAS!!!


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