História O Nome Dela é Agatha - Capítulo 32


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Categorias David Luiz
Tags Amor, Chelsea, Comedia, David Luiz, Futebol!, Londres, Oscar, Romance, Seleção Brasileira
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Palavras 3.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - Comemoração - Parte 01


POV David

Eu sempre amei o que faço, desde moleque quando eu jogava na rua com meus amigos. Acho que não me imaginaria em outro tipo de emprego. Eu nasci pra isso, nasci pra jogar futebol. Nasci pra fazer o que amo e levar alegria para cada torcedor.

Olho pro estádio que vibra com a vitória que acabamos de conquistar. Acho que nem sinto o chão nos meus pés de tanta emoção que estou sentindo. O cansaço nem me atrapalha na mistura de sentimentos que me percorre.

Olho para todos os lados na arquibancada a procura de minha família e da minha linda namorada, mas sei que é em vão procurar pois o estádio está lotado e aposto que minha família está descendo para cá, assim como o restante da famílias dos jogadores.

- Vencemos mano! - William diz me abraçando rapidamente, depois ele sai correndo e ganho mais um abraço desajeitado de algum outro jogador que nem vejo quem é.

Então vejo minha família correr para mim. Meus pais de mãos dadas correndo emocionados, minha irmã segurando Abner que bate palminhas e mais atrás vejo Sophia e Agatha andando lentamente abraçadas.

Mas o que mais reparo é minha ruiva, no jeito decidido em que ela anda, na forma que seus cabelos ruivos balançam a medida em que ela anda e no sorriso gigante estampado em seu rosto. Ela é linda e me faz ficar babando feito um idiota.

- Meu filho, estou tão orgulhoso! - Meu pai diz me abraçando junto com minha mãe.

- Parabéns meu filho, você fez isso acontecer.

Recebo um abraço muito carinhoso da minha irmã e do meu querido sobrinho. Tiro foto com a minha família e Agatha fica vendo de canto.

- Espera, agora o novo membro da família tem que vir também! - minha irmã diz correndo até a Agatha e a puxando pelo braço.

Ela está sorrindo toda tímida com minha família e fica mais tímida ainda quando a abraço e lhe dou um selinho demorado.

- Parabéns cabeludo, estou orgulhosa. - ela diz ainda abraçada a mim.

- Você me deu sorte. - brinco e ganho um sorriso.

Tiramos algumas fotos e então alguém pede para fazermos uma foto só os dois. Passo meus braços em volta de sua cintura e tiramos uma foto bem de casal mesmo.

Sophia veio também e acabei adotando essa louca como uma amiga. Eu a adoro e adoro o modo que ela trata a minha ruiva.

Olho pra Agatha um longo momento e ela pisca notando que estou a encarando sem pudor algum. Meus olhos repousam em seu joelhos e a olho confuso.

- Você caiu?

- Aham. Fazendo esporte, o que é muito adulto. - Ela diz de um jeito estranho enquanto força um sorriso. - Andando de bicicleta.

- Ah! Gostei que veio, obrigado. - beijo seus lábios de novo.

Nunca fui de ficar em demonstração de carinho assim com minhas ex, não em público. Sempre fui muito reservado mas a Agatha me transforma a cada dia mais, eu gosto de mostrar com ela, gosto de dar carinho e receber o carinho dela em qualquer momento.

- Está linda, como sempre é claro. - digo e depois ganho um sorriso amplo e um abraço apertado.

- Estou tão orgulhosa de você! Nunca imaginei que ficaria tão emocionada por ver outra pessoa feliz. - Ela diz se afastando para me olhar.

Agatha tem os olhos vivos, o cabelo ruivo está desalinhado por conta do vento, as bochechas rosadas e a voz ofegante, me lembra uma menininha.

- Eu te... - travo a boca quando percebo a besteira que iria fazer me declarando agora. - Eu te acho linda sabia?

- Claro querido, todo mundo acha. - ela brinca rindo da minha cara.

- Metida. - beijo sua bochecha e então escutamos um pigarro, nos nós dois olhamos para trás e vemos minha mãe sorrindo.

- Filho, sabemos que você tem um monte de coisas pra fazer com o pessoal do time antes da comemoração, por isso vamos embora agora. - ela diz me abraçando e Agatha coça a nuca para disfarçar a vergonha.

- Fiquem mais, a festa aqui no campo vai durar bastante ainda. - brinco vendo Oscar fazer um dancinha engraçada na frente de sua esposa e seus pais.

- Sua mãe está certa, devemos ir agora, nós vemos mais tarde. - Meu pai fala abraçando dona Regina.

- Tudo bem. - olho pra Agatha e ela sorri de lado. - Vá pra casa, se arrume com essas coisas de mulher que vocês amam que mais tarde vou te buscar pra ir na festa comigo.

- David, tem certeza que quer que eu vá? - ela pergunta suspirando longamente. - Você deveria estar com sua família e os seus amigos.

- Mas você é minha namorada, amiga... - beijo seus lábios e ela sorri minimamente. - E agora é da família também.

Agatha me olha de lado, reprime um sorrisinho e pigarra pra disfarçar que ficou sem graça. Ela pretendia dizer algo mas então para, tira seu celular do bolso e vejo que seu pai está ligando, até ai tudo bem até eu ver a cara de desespero que ela faz.

- Merda. - resmunga olhando para os lados. - Merda merda...

- O que foi? - pergunto fazendo ela me olhar.

- Acabo de me lembrar que esqueci de fazer aquela coisinha que você pediu para mim fazer.

- Que coisinha?

- Esqueci de contar que estamos, bom, você sabe... namorando. - Ela conta forjando um sorriso. - E aposto que essa ligação é pra descer a bronca em mim.

- Então atende ele ué. - falo e Agatha nega com a cabeça rapidamente.

- Atende você. - ela me entrega o celular. - Deus que me livre atender meu pai agora, ele é doido.

- Eu não vou atender coisa nenhuma. - entrego o celular de volta pra ela que me olha desesperada.

- O que eu vou falar pra ele? Com certeza ele já sabe sobre a gente, tá ligando pra abençoar a união. Já tô sentindo abençoada, nem preciso atender. - Ela diz daquele jeito maluco que tem. - Tá sentindo a bênção não?

- Deixa de ser maluca, atende logo. - peço e ela revira os olhos.

- No carro eu atendo, aqui está muito barulho. Juro que vou falar com ele agora, juro juradinho. Vou até te dar um beijo de juramento, é mais forte que promessa dos dedinhos. - Ela fica nas pontas dos pés, passa os braços ao meu redor e me dá um selinho bem demorado.

- Coisa linda. - beijo seu rosto e a aperto mais a mim, quando a olho ela está sorridente. - Agora vai, daqui umas três horas vou te buscar.

- Onde vai ser a comemoração?

- Em uma pub que vai ser fechada só pra galera do time e convidados.

- Legal. Já vou avisando que não vou muito chique. - ela diz e assinto sorrindo.

- Eu sei.

- Até mais tarde amor. - Agatha diz sem pensar antes de me beijar rapidamente, quando se afasta eu estou sorrindo feito bobo. - O que?

- Me chamou de amor. - respondo e ela me olha fingindo não entender nada.

- Não chamei nada, foi coisa da sua cabeça. - ela diz se afastando e pegando a mão de Soph que estava conversando com William. As duas começam a se afastar e minha vontade de pegar minha ruiva pela cintura e fazer tudo que eu quiser com ela só aumenta mais.

Meus pais também vão emborar, eu fico fazendo todo aquele lance pós-vitória. Tiro tantas fotos, participo de tantas entrevistas que perco as contas.

POV Agatha

Assim que entro no carro de Sophia meu celular volta a tocar, olho na tela e vejo ser mais uma das 23 ligações de meu pai. Eu sei que eu não devia ter deixado ele descobrir assim, sei que eu deveria ter contado antes dele descobrir sozinho, mas fala sério, como eu poderia dar a notícia depois de David ter me deixado pisando na lua?... quer dizer, nas nuvens.

- Seja o que Deus quiser. - resmungo antes de atender a chamada me cagando de medo. - Oi papai.

- Oi papai? Como assim "oi papai", Agatha? - essa é a primeira frase que meu pai diz depois de gritar no meu ouvido. - Você começa a namorar aquele jogador e não me diz nada? Fica agindo pelas minhas costas e eu tenho que descobrir que você está namorando pela internet?

- Papai...

- Espera Agatha, ainda não terminei de falar! - Meu pai me interrompe e reviro os olhos colocando no viva-voz para que Soph ouça (ela entende um pouco do português, pouco mesmo) - Quando isso começou Agatha?

- Começamos a namorar ontem papai, eu ia contar mas esqueci, me desculpa.

- Agatha porque ele minha filha? - agora ele pergunta com a voz um pouco mais calma. - Depois de tudo que você passou por causa dele! Você foi exposta, todo mundo ficou te conhecendo como a amante dele, você se envolveu em um acidente por causa dele!

- Não papai, não foi por causa dele, foi por causa dessa mídia que faz essas merda de notícias sem antes saber da verdade. - eu respondo enquanto Sophia para no semáforo. - Tá certo que não começamos de um jeito bom e certo, passamos dos limites até, mas assim que ficamos pela segunda vez o David já sabia que ia terminar com a Sarah, ele estava decidido.

- Isso não melhora a situação nenhum pouco Agatha! Eu não quero que você sofra, eu não quero que você fique exposta por aí.

- Eu não vou papai. Prometo.

- Não prometa o que não pode cumprir. Você já está exposta, já viu todo o assunto que está gerando sobre você e o David?

- Na verdade não. Acha que fico pesquisando David Luiz e Agatha no Google? - reclamo e escuto meu pai bufar do outro lado da linha.

- Agatha pense bem no que você está fazendo com sua vida, esse garoto vai te fazer sofrer. Eu sinto isso. - a voz do meu pai sai um tanto triste.

- Ele não vai.

- Vai e eu não quero te ver sofrendo.

- Pai, eu amo o David, amo de verdade e simplesmente não consigo me afastar dele. Só aceita papai, dê uma chance a ele, você não o conhece pessoalmente. Ele é o cara da alma mais linda que eu já vi.

- Filha, eu não vou te proibir de nada, mas fico com o coração na mão em pensar no que você pode sofrer namorando um jogador. - Meu pai diz é Sophia me olha rapidamente enquanto dirige.

- Ele é diferente. Ele é, eu juro.

- Tudo bem filha, você que escolhe com quem fica mas saiba que eu sempre estarei do seu lado. Quando vier pro Brasil vê se consegue trazer ele pra conhecer a gente, juro que vou ser gentil.

- Eu sei papai. Obrigada.

- De nada. Agora eu tenho que ir, sua mãe ouviu tudo pelo viva-voz mas mesmo assim quer que eu conte tudo. Maluca. - Ele brinca me fazendo sorrir. - Eu te amo.

- Te amo minha filha, fica com Deus a mamãe está com saudades! - escuto minha mãe dizer e sorrio.

- Amo vocês! Nos falamos depois.

Desligo o celular e olho pra Sophia que me olha novamente e volta a olhar para a estrada.

- Vai ter que me contar tudo que ele falou ai, só entendi a parte que você falava papai um milhão de vezes. - Ela diz e reviro os olhos.

Conto tudo que conversei com meu pai e ela me dá vários conselhos inclusive nada que seja produtivo.

Quando chegamos em casa vou direto tomar um banho. Tentei convencer Sophia a ir pra comemoração também mas ela disse que já tinha planos e que não poderia ir comigo, a minha sorte é que Jasmim vai estar lá. Estou com saudades da minha amiga.

Me arrumo da melhor forma possível, sem exageros demais. O resultado final é bem agradável aos olhos (1) e acho que o David vai gostar também.

Quando saio pra sala Sophia está de pé conversando com uma moça loira no sofá, as duas estão rindo.

- Com licença. - Me pronuncio e elas me olham agora apenas sorrindo.

- Ah! Oi Agatha, a quanto tempo está ai? - Sophia pergunta agora ficando séria e eu não tiro o olho da loira.

- Cheguei agora.

- Essa é a Valentina, uma amiga que conheci naquela tal festa que o Jack me levou, lembra?

Olho pra loira dos cabelos compridos e ela sorri, os olhos azuis são tão azuis que se eu não tivesse com ciúmes de ver que Sophia tem outra amiga eu até me encantaria.

- Aquela festa que foi depois da festa na casa da Ludy? - pergunto me sentando entre as duas.

- Sim. - Soph responde sorrindo. - E essa é minha amiga Agatha.

- É um prazer te conhecer Agatha, a Sophia fala tanto de você e da Jasmim, espero que um dia possamos ser amigas também. - Ela diz com um sotaque inglês.

- Ah, claro. - falo forçando uma simpatia que não tenho por ela. - Vão sair?

- Sim. Soph me ligou há umas horas pra gente ir em uma festa com o Jack. - ela diz naturalmente e fuzilo Sophia com meu olhar de ódio.

- Meu amigo Jack? - pergunto curiosa. - Ingrato, estou triste que não tenha me chamado. - falo fingindo estar brincando e a loira aguada ri.

- É porque ele sabia que estaria comemorando a vitória do seu namorado com ele. Deve ser legal namorar uma pessoa assim né? - dessa vez a fuzilo e Soph faz o mesmo. Vou matar essa vadia.

Como a Soph faz isso comigo? Eu a chamo pra ir na festa comigo e ela marca outro programa com uma pessoa loira aguada e com uma pessoa que eu achei que fosse meu amigo mas que nem me chamou pra uma maldita festa.

Noto que as duas estão me olhando fixamente, então quando pretendia disfarçar minha vontade de bater em Sophia e de matar a amiguinha dela alguém toca a campainha e reviro os olhos.

- A porra desse porteiro fica na portaria de enfeite? - reclamo brava enquanto me levanto e caminho até a porta mais irritada que o Huck. - Ele nunca anuncia quando alguém chega mais que droga!

Abro a porta com força, só fico mais calma quando vejo que é o David, meu namorado. Tão lindo que fico um tempo sem consegui raciocinar.

Está com uma calça jeans de lavagem clara com um pequeno detalhe de rasgo, um tênis desses brancos e uma camiseta branca com uma frase em vermelho que nem presto atenção e uma jaqueta. Olho pra ele e o mesmo sorri também me olhando um longo momento.

- Uau! - Ele diz dando um longo suspiro. - Está tão linda e sexy.

- Te digo o mesmo. - brinco indo até ele e envolvendo meus braços em volta de seu pescoço. - E meus joelhos, estão sexy o suficiente pra você?

David se afasta minimamente para me olhar, então ele sorri e solta uma pequena risada.

- Muito sexy e ralados. - David brinca me puxando pela cintura e me dando um leve beijo.

- Podemos ir logo? Não quero ficar mais aqui.

- Porque, aconteceu algo? Parece meio triste.

- Olha atrás de mim. - peço e assim ele faz.

- O que tem de errado?

- Não tá vendo a Soph com uma loira oxigenada não?

- Sim, mas o que tem de errado nisso? - ele pergunta ainda olhando pra elas mas viro seu rosto para ficar em mim.

- Não olha porque tenho medo daquelazinha tentar roubar até você de mim. - falo e David ri baixinho.

- Que loucura é essa cabelo de cobre?

- Nada, esquece. Só vamos embora logo. - falo fechando a porta atrás de mim.

- Não vai se despedir delas? - ele pergunta confuso quando entrelaço nossas mãos uma na outra.

- Não. - respondo apertando o botão dos elevador. - Estou muito puta com Sophia no momento.

- Porque? - David me olha confuso.

- Porque ela está me trocando por aquela loira aguada. - reclamo entredentes assim que a porta do elevador se abre e entramos.

David olha meu reflexo no espelho e sorri de lado, aperta sua mão na minha e a beija.

- Do que está rindo? - pergunto apertando o botão do térreo.

- Estou sorrindo, não rindo. - ele diz se curvando para me dar um selinho. - Estava olhando para nossos reflexos no espelho.

- E o que tem de errado? Está mudando de assunto? - pergunto ao mesmo tempo que ele me encosta no espelho e beija meu pescoço em seguida.

- De errado não, tinha de muito certo. Estávamos de mãos dadas e você não tem ideia do quanto acho isso incrível. - suas mãos apertam minha cintura me prendendo mais a ele.

- E acha incrível me agarrar assim no elevador também? - pergunto com a Voz baixinha enquanto ele volta a beijar meu pescoço.

- Essa é a parte mais incrível ainda.

- Só que... que pode-demos ser pegos então... - mordo meu lábio quando David desce suas mãos para minha bunda e a aperta com força. - É melhor pararmos por aqui já que... que não vamos até o fim.

Ele para de beijar meu pescoço para me olhar, mas suas mãos ainda estão firmes em minha bunda e adoro imaginar suas mãos fortes com aquele relógio agarrando meu traseiro.

- Eu sei, mas desde que me chamou de amor hoje estou maluco pra te fuder. - David diz em meu ouvido e gemo só de ouvir essas palavras vindo da boca dele, mas então chegamos no térreo e nos separamos rapidamente antes da porta se abrir. Merda.

- Vamos? - ele pergunta fingindo que nada aconteceu por conta de um casal de velhinhos que entra assim que chegamos no andar.

Respiro fundo tentando controlar as pernas trêmulas, arrumo rapidamente meu cabelo e saio forjando o melhor sorriso que consigo. Mas fala sério qualquer um que me olhar pode notar que estou queimando de desejo pelo David.

Maldita festa de comemoração que temos que ir, eu só queria arrastar David de volta para o meu apartamento e transar com ele a noite toda. Isso sim seria uma bela de uma comemoração.

Saímos do meu prédio e acompanho David até seu carro maravilhoso, ele separa nossas mãos para abrir a porta do carro pra mim, mas com um sorrisinho sacana no rosto.

Quando me sento no banco do passageiro ao lado do motorista noto que o carro está vazio e não entendo o porquê, achei que os pais dele iriam.

- Onde está seus pais e sua irmã? - pergunto confusa.

- Meu pai e a mãe não vão, eles disseram que não tem mais ânimo pra festas o que é uma grande mentira já que eles são sempre muito animados. - ele diz enquanto colocamos o cinto de segurança. - Acho que ficaram com pena que minha irmã não pode ir também, ai ficaram pra fazer companhia pra ela e Abner.

-Ah. - É a única coisa que consigo dizer porque não sei se acho isso legal ou se acho ruim por David não poder ter ninguém da família na comemoração.

- Está tudo bem? - ele pergunta cinicamente pousando sua forte mão em minha perna enquanto dirige.

- Você quer saber antes ou depois de você ter me provocado no elevador? - pergunto e ele ri. - Tá achando engraçado? Cuidado que o feitiço pode virar contra o feiticeiro. - pisco pra ele que me olha incrédula.

- Está me provocando?

- Eu? Imagina amor, só estou sendo uma boa garota. - uso a palavra amor porque agora sei o que isso desperta nele e confesso que estou adorando o que esse joguinho pode reservar para mais tarde.

- Quer me deixar maluco? - ele pergunta depois de um longo suspiro. - Tem sorte que não dou meia volta e faço o que prometi, porque você não iria aguentar.

- Com certeza eu aguento, mas você acha que pode me aguentar? - pergunto me curvando para sussurrar em seu ouvido enquanto ele dirige. - Sabe, essa noite pode ser bem torturante para você. Vai querer que a comemoração acabe em menos de uma hora para que possa me fuder na minha cama e ela não vai acabar tão cedo. Uma pena não é mesmo?

Então volto a me sentar direito e vejo um volume um tanto agradável em sua calça, sorrio mordendo os lábios enquanto meus olhos seguem pra sua mão que aperta o volante com força.

- Chega disso, não posso chegar na festa assim. - ele aponta pra sua calça e rio. - Se não parar com esse assunto vou ter que realmente ter que voltar pra sua casa. Quer saber acho que é isso que vou fazer agora, ninguém precisa de mim nessa festa.

É, a noite só está começando é minha comemoração especial também.


Notas Finais


Parece que o próximo capítulo promete... 😏


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