História O Nono Selo - Capítulo 12


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Categorias SERVAMP
Tags Servamp
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Estava ouvindo Possession de Sarah Mclachlan... ajudou a descrever a situação de Lawless. T_T

Capítulo 12 - Capítulo


A não ser se o avião tivesse caído, e em um mar repleto de tubarões, Licht podia afirmar que foi a pior viagem de sua vida. Lawless estava até então quieto. Agitado, batendo as pontas dos dedos na poltrona, sacudindo as pernas, resmungando coisas em outros idiomas, mas estava apenas na dele. Até a aeromoça aparecer.

-Boa noite, gostaria de comer alguma coisa?

-Não obrigado... –rejeitou Todoroki.

-E o senhor? –perguntou para o vampiro. –Posso lhe servir algo?

Ele não respondeu. Entretanto a moça achou o rapaz bonito e continuou a insistir.

-Se não quiser jantar, temos ótimos canapés.

-Vocês não têm nada aqui do meu agrado. –grunhiu baixinho.

-Ora... aposto que posso oferecer algo que vá gostar. –respondeu sorrindo.

-É verdade... tem algo que você pode me dar que me faria feliz no momento... –sorriu de maneira estranha.

-Não disse? O que deseja?

-Seu sangue.

-O que?...

Licht ficou branco, não esperava que ele dissesse isso.

-Seu sangue! Não me ouviu?

-Errr... eu não entend... –mas a mulher viu seus caninos e seus olhos vermelhos reluzirem.

Um grito estridente cortou toda a classe.

-O que foi?! Onde está seu profissionalismo? –levantou e foi caminhando até a mulher.

-Seu animal imbecil! O que pensa que está fazendo?! –agarrou seu cachecol lhe puxando para a cadeira.

-Me solte! Foi ideia dela!

-Era para aceitar um pacote de amendoim, seu retardado!

-Sou um vampiro, não como essas porcarias!

-Nunca vi um vampiro se encher de bolo!

Naquele momento os dois estavam se engalfinhando no corredor do avião.

Cerca de meia hora depois o vôo deixou os dois em um pequeno aeroporto em alguma parte entre a Rússia e a Europa.

-O que deu na sua cabeça de merda? –reclamou Licht. –Eu não lhe proibi de beber o sangue de outras pessoas?

Mas o humano foi ignorado e isso o irritava de verdade. Ele agarrou o colarinho de Hyde.

-Estou falando com você!

-Tsc... não ia fazer nada com ela...

Todoroki o soltou, respirou fundo enquanto via Lawless se afastar. Por mais leviano que fosse o servamp não iria desobedecer aquele tipo de ordem. Ele encarou novamente o vampiro e ele estava encostado em outro canto, distante dele e com a mesma cara depressiva de antes.

-Vamos, da para fazer o resto da viagem de trem. Ele vai chegar mais rápido que o próximo avião.

Hyde deixou criar uma boa distancia entre eles para depois segui-lo.

Caminharam por pouco tempo, era uma cidade pequena e tanto a ferrovia, quanto o aeroporto eram próximos.

 

Quinze minutos depois, um velho trem preto cantava na estação fria. Era aproximadamente duas horas da manhã.

-Devemos chegar ao amanhecer. –falou o pianista.

Mas Hyde fingiu não ouvir, sentou na outra ponta da cabine, onde só existiam os dois como passageiros.

-Outra longa noite... –suspirou o garoto.

O sono acabou vencendo e encostado na janela adormeceu. Mesmo o frio não estava lhe incomodando. Até ouvir o ranger estridente de metal contra metal, seu corpo foi jogado para frente acabando de lhe despertar.

Quando fez menção em levantar a porta de madeira antiga foi aberta com um pontapé. O maquinista carregava Lawless pela camisa.

-Vocês dois, fora do meu trem! –espumou o homem de raiva.

-Mas o que houve?... –disse ainda espantado. –Na verdade, o que foi que esse lixo aprontou?! –gritou com raiva também.

-Seu amigo invadiu a sala de máquinas e começou a mexer em tudo! Acionou o freio de emergência, tentou puxar a alavanca de troca dos trilhos, quis aumentar a velocidade! Vocês são loucos! Quero que saiam, agora!

-Espera ai! Foi ele que fez isso tudo, não eu!

-Não me interessa! Estão juntos! São cúmplices! Dois maníacos! Se não saírem agora, vou entregar os dois para a polícia e dizer que estavam tentando sequestrar meu trem!

Sem alternativa no momento só puderam obedecer.

Assim parados no meio do nada, em um país desconhecido eles viram o trem se afastar.

Licht foi caminhando até ele prestes a lhe chutar a cabeça contra o trilho. Novamente o servamp estava com aquela expressão triste. O pianista então entendeu o que o vampiro estava fazendo. Não queria voltar ao lugar onde deixou Ophelia, estava tentando fazê-lo perder a apresentação. Todoroki ficou realmente tentado em lhe surrar. Mas podia ver claramente a dor no olhar do vampiro. Ele estava fazendo o possível para não chegar ao antigo país sem lhe matar, o que seria mais fácil. Ponderou se seria melhor voltar. Mas aquilo jamais seria superado se Hyde não enfrentasse a tragédia de sua vida.

-Vamos! –levantou e foi caminhando seguindo os trilhos.

Lawless foi atrás calado. Uma hora e meia depois o sol começou a despontar no horizonte carregado de neblina. Um pequeno animalzinho pulava de dormente em dormente seguindo o seu mestre. Naquele ritmo iriam demorar ainda mais. Licht se voltou para pegar o ouriço, quando ele se enrolou em uma bola de espinhos.

-É assim? –rosnou o rapaz.

Rápido, tirou o casaco e jogou sobre Hyde. Agora poderia carregá-lo sem se espetar. O bichinho sacudia as finas pernas, mas acabou desistindo. Após andar quase até as nove da manhã, uma carroça passou por eles.

Com um sinal ele pediu carona. Assim depois de sacolejarem bastante chegaram até a periferia de uma cidade maior. Sem demora, Licht conseguiu um táxi e chegou até o aeroporto. Sem correr risco prendeu o ouriço em um transporte para animais e o despachou pelo o bagageiro.

Por fim, chegaram até a Caríntia, um estado da Áustria em menos de uma hora. Licht procurou pelo hotel que havia feito a reserva e teve seu último golpe quando descobriu que estranhamente sua reserva havia sido cancelada pouco depois de ser feita.

-Tem algum quarto vago ainda?

-Apenas um de solteiro senhor.

-Será este mesmo.

Após receber a chave foi direto tomar banho. Ainda faltava muito para sua apresentação. Ela seria apenas às sete horas da noite, no teatro em frente ao hotel onde estava. Aproveitou para comer alguma coisa e dormir. Estava exausto.

Ao final da tarde despertou e não viu Hyde em parte alguma, desceu, foi até o saguão, depois a praça que dividia o antigo hotel do teatro. Começou a imaginar quando o servamp saiu. Será que pretendia arruinar a apresentação quando o efeito da separação começasse, ou se havia mudado de ideia em relação a matá-lo e voltaria apenas depois de vinte e quatro horas. No entanto quando olhou para cima no meio da praça o viu sentado em um galho de árvore.

-O que está fazendo ai?

Mas outra vez foi ignorado. Todoroki descobriu que era mais irritante seu silêncio, que as asneiras que costumava dizer.

-Você quem sabe... –resmungou e foi embora.

Retornou ao quarto para se arrumar. Chegaria cedo para poder verificar todos os preparativos para sua apresentação. Vestiu um terno preto de cetim com a lapela branca, realmente cafona. Um cravo vermelho dava o toque final. Olhou por entre as cortinas e estava cheio. Entretanto não viu o servamp em parte alguma. O show começou às sete horas em ponto. Todoroki tocou freneticamente criando uma forte energia entre o público que o assistia. Seus dedos deslizavam pelo teclado como uma corrida de cavalos. A platéia estava tão ansiosa como se tivesse apostado. Os sons graves martelavam vibrações no ar enquanto as mais agudas geravam movimento cheio de vida. Licht estava tocando desse jeito não para impressionar, estava preocupado com Hyde e era assim que desestressava, não que estivesse adiantando muito. Por fim, uma hora depois o show finalmente terminou. Após se despedir do público saiu correndo do teatro. Voltou ao hotel e não o encontrou. Correu de volta para praça olhando para cima.

-Onde aquele estúpido se enfiou?! –rosnou sozinho.

Aquele lugar era desconhecido para o rapaz, estava sem saber para onde ir. Pensou em algum marco histórico como museu, um antigo casarão, qualquer coisa. Mas a verdade é que não tinha nada ali conservado por tanto tempo. O jovem se lembrou que aquele país havia perdido a guerra e provavelmente a história foi apagada ainda no passado pelos vitoriosos. Respirou fundo tentando se acalmar, fechou os olhos mantendo em mente a imagem de seu servamp. Assim ele começou a caminhar. Saindo da cidade e indo em direção a um pequeno bosque. A lua iluminava o caminho como uma lanterna branca. Sem olhar para trás, Todoroki estava determinado a achar Lawless enquanto se embrenhava pelas árvores. Depois de vários e vários minutos encontrou o vampiro ajoelhado em frente a um pequeno monte de terra, agora coberto por várias flores que nasceram ao longo dos anos. Ouvia a voz de Hyde baixinha e triste.

-Se me visse agora você ficaria desapontada... –ele sorriu forçadamente olhando as flores coloridas. –Me... me.. desculpe... Fui um covarde. Você não era apenas um mestre, ou a mulher que eu amava. Você era minha amiga. A única pessoa que me entendeu. Eu não devia ter permitido que se matasse... foi apenas em vão. Já conhecia a humanidade, sabia que sua intenções não seriam levadas a sério. Mas mesmo assim... ainda assim eu deixem que lhe matassem, na minha frente, sabendo que era em vão... E agora eu me tornei isso. Acho que você iria me bater. Com toda a razão... Eu tive tanto medo de lhe encarar novamente. De pedir perdão... desculpe pela demora...

Todoroki finalmente pode conhecer o verdadeiro Lawless. Após ouvir suas palavras conseguiu perceber o quanto o vampiro estava devastado. Todo aquele espetáculo era apenas uma forma de ocultar o que sentia dos outros e de si mesmo. Sua personalidade ativa era apenas um meio de não parar para pensar mais profundamente. Ouvir as desculpas dele era entender o desespero de ver Ophelia ser decapitada em sua frente. Ele caminhou até o servamp tocando seu ombro e ajoelhando ao seu lado.

-Você não está mais sozinho.

-Lichtan...

O jovem tirou o cravo vermelho, o beijo e colocou no túmulo esquecido.

-Bela dama, eu prometo que tomarei conta deste Romeu.

Algo apontou no peito de Hyde.

-Como achou este lugar, Tenshi chan?

-Não achei o lugar, eu achei você.

O vampiro ficou vermelho, mas logo em seguida não conseguiu mais conter as lágrimas e começou a chorar. Todoroki o puxou para si.

-Você nunca estará sozinho de novo enquanto estiver comigo. Sinto arrastá-lo para cá, eu sabia que ficaria abalado, mas você precisava enfrentar seu passado, por mais doloroso que fosse. Mas não precisa fazer isso sozinho. Confie em mim. Não vou lhe deixar. Eu quero viver, quero tomar meu destino, mesmo que seja a força. Não pretendo me sacrificar por ninguém, meu desejo é apenas ter aquilo pelo o que batalhei. Não é nada mais que meu direito e vou obter mesmo que todos duvidem. E quero fazer isso ao seu lado. Quero que esteja comigo assistindo minha ascensão. Quero que veja até os anjos chorarem ao me ouvir tocar. Quando este dia chegar, terei alcançado meu destino. Quero alguém que entenda minha ambição, meu desejo e essa pessoa é você.

Licht fez uma reverência ao túmulo, se levantou esticando a mão para Hyde.

-Vamos, venha comigo. Você não vai se arrepender!

O vampiro esticou a mão e mesmo hesitando a segurou.

 

Retornaram ao hotel. Todoroki foi tomar banho, quando saiu viu Lawless sentado na janela com as pernas para fora. Se aproximou recostando na parede.

-O que você tocou?

-Uma velha música de minha autoria mesmo.

-Aposto que foi aplaudido de pé.

-Evidente.

-Sobre a viagem para cá... eu...

-Não diga nada. Apenas esqueça! Vamos seguir em frente.

-Certo...

-Hyde...

-O que?

-Eu nunca mais quero vê-lo chorando daquele jeito.

-Lichtan...

O humano puxou seu rosto e o beijou. O vampiro ficou sem reação.

-Não tenha mais medo. –disse Licht encarando seus olhos.

Afundou a língua na boca do servamp. Enquanto empurrava seu corpo contra o batente da janela. Quando percebeu que Hyde aceitou seus beijos o puxou para dentro, caindo os dois no chão do quarto iluminado apenas por um pequeno abajur. O Eve estava sobre o servamp. Licht o beijava, envolvendo seus braços ao redor do vampiro que estava corado. Enfiou a mão por baixo da camisa enquanto esfregava delicadamente seus mamilos. O puxou para frente arrancando sua camisa e depois atirando a sua em algum canto. O empurrou de volta para a chão de tábua corrida. Seus beijos foram de seus lábios, para seu queixo. Para seu pescoço, descendo por seu peito. Até encontrar seus mamilos intumescidos. Ali ele lambeu lentamente pressionando com força, para em seguida sugar. Sua pele clara estava começando a ficar vermelha. Todoroki abriu a calça de Hyde, a puxou e rapidamente tirou a sua também. O vampiro tinha um corpo bonito. Forte sem ser muito musculoso. Licht debruçou novamente sobre o servamp. Entre carícias, sua mão alcançou o pênis de Lawless. Quando esfregou o polegar sobre sua cabeça, ouviu o vampiro gemer. Sorriu satisfeito. Começou a masturbá-lo enquanto deslizava dois dedos pela a entrada de Hyde.

-Lichtan... –chamou seu nome.

Todoroki encaixou as pernas abertas de Lawless sobre seu quadril e começou a penetrá-lo. Sentiu os dedos do vampiro lhe apertar. Esperou um pouco, sabia que não seria capaz de machucá-lo, mas queria que fosse prazeroso. Beijava o servamp quando começou a se mover para frente e para trás. Olhava o rosto de Hyde, uma mistura de excitação e um certo desconcerto. Sentia o cheiro de seu corpo e imaginava o motivo de só agora o achar delicioso. O sabor de sua boca, sua carne macia e a pele mais delicada do que aparentava. Lawless era algo que não conhecia inteiramente, agora não existia parte alguma sua que não estivesse ao seu alcance. Segurando as duas mãos do vampiro, acima de sua cabeça, o Eve ia cada vez mais fundo, cada vez mais rápido. Sentindo seu membro ser apertado a cada estocada. Ouvia Hyde gemer em seu ouvido e isso o deixava louco. Abafou sua voz afundando sua língua em sua boca. A intensidade de cada avanço chegou ao máximo e ele derramou dentro do servamp. Deitou sobre seu corpo quente que ainda vibrava.

-Agora você é todo meu. –disse eu seu ouvido lhe abraçando.

 

Ambos dormiram embolados entre eles no chão. Aquecendo um ao outro. Cedendo a confiança que havia surgido em meio a uma triste viagem. Na manhã seguinte retornariam ao Japão e a viagem seria tranquila.

 

 

 

  

 


Notas Finais


Foi exatamente o que você leu. Hyde é meu uke fofinho.
Agora podemos voltar a confusão original...rerererere
Essa viagem foi feita uma semana antes do Mahiru ser "sequestrado" pelo Sakuya. E mais algumas coisas aconteceram aos dois. Acho que não preciso fazer segredo que será causado pelo capiroto kun...


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