História O Nono Selo - Capítulo 18


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Categorias SERVAMP
Tags Servamp
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Palavras 2.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Capítulo


Sleepy Ash sabia que não conseguiria achar Tsubaki diretamente. Mas ao invés disso procurava por seus subclasses, especialmente por Belkya que costumava chamar bastante atenção. Ou mesmo Higan que era o cérebro entre os subordinados de seu irmão afastado. Depois do ataque ao teatro o número de aliados havia diminuído consideravelmente, a busca seria complicada, porém a última pessoa que pensava em ver, deu de cara com o servamp em campo aberto.

-Maldito... –rosnou Kuro.

Sakuya se virou para correr, mas as garras do vampiro já estavam em seu pescoço.

-Posso te eliminar sossegado sem Mahiru no meu pé! –sorriu de maneira diabólica.

-Seu filho da puta! O que tem feito a Mahiru, desgraçado? –gritou o subclasse tentando se soltar.

-Nada que seja da sua conta. Mahiru em nada lhe interessa! Cansei de falar para ele ficar longe de você. Agora vou arrumar as coisas do meu jeito!

-Você é nojento! Vai me matar? Mate logo! Pois se eu tiver uma chance, por menor que seja de acabar com você, eu farei! –tentou lhe dar um soco, mas Kuro deu uma joelhada na barriga e o chutou contra uma grossa árvore.

-Para com essa conversa fiada! Estava tentando levá-lo para Tsubaki!

-Quando foi que eu tentei fazer isso?! –cuspiu sangue tentando se levantar.

Sleepy Ash enfurecido o levantou pelos cabelos.

-Sua memória é tão fraca assim, ou mente tão mal?

-Estava tentando salvá-lo de você, seu tarado imundo! –o rapaz então entendeu a que ele se referia. –Agarrando seu próprio Eve! Como tem coragem de fazer uma coisa assim a Mahiru? Não venha me insultar depois de tentar estuprá-lo no banheiro!

Quando Kuro ia lhe decepar a cabeça parou no mesmo momento.

-O que? –sua expressão foi um misto de surpresa e constrangimento.

-Não me venha com “o que”, seu tarado!

Kuro o soltou enfiando as mãos no bolso do casaco azul claro.

-Não acredito... se isso for mentira sua, juro que vou arrancar sua tripas. Onde está Tsubaki? –e simplesmente mudou de assunto.

- E não ache que vou delatar Tsubaki! Isso ainda não terminou! Não vou te perdoar nunca! Mahir...

Como se fosse um flash, Kuro colou o rosto no do rapaz lhe encarando profundamente.

-Mahiru não é problema seu. Ele não precisa de sua preocupação, entendeu? Diga onde aquele maldito está e vá embora, antes que eu mude de ideia. –ameaçou o servamp.

-Estou bem aqui... –sua voz cínica surgiu por trás dos dois vampiros.

-Vim falar com você. –deixou Sakuya de lado como se fosse um mero estranho.

-Vamos conversar então.

Ambos pareciam ter parado em outra dimensão. Uma constante chuva negra caía sobre um cenário vermelho.

-Eu sei o motivo de estar aqui... –sorriu de maneira alucinada.

-Ótimo. Vou perguntar apenas uma vez. Foi você que trouxe aquela coisa de volta?

-E se foi?

-Vou te matar aqui mesmo.

-Você não pode fazer isso. –riu dando de ombros. –Não sabe como fazer.

-Vou te retalhar em tantos pedaços que jamais conseguirá se reconstruir novamente.

-Nossa... você parece irritado.

-Não vim aqui brincar com você! Um garoto morreu, os demais Eves estão em perigo e mesmo os servamps correm risco. Vim aqui em busca de resposta e não vou sair sem ela. –sua sombra projetada era a figura de um leão.

-Aaahhh.... você sempre usando a força, ao invés da cabeça, né, irmão?

-Você é um demente, mas não é burro. Se foi o responsável por trazer aquil...

-Não fui eu.

Sleepy Ash encarava o mais novo seriamente, analisando sua expressão.

-Como ele conseguiu voltar?

-Não sei. –Tsubaki cruzou os braços para dentro das largas mangas. –Ele vem seguindo você, faz algum tempo. Acho que resolveu descontar em seu Eve.

Kuro cerrou os dentes.

-Está se perguntando o motivo de não lhe alertar? Eu não tenho interesse em lhe salvar, ou ao garoto humano. Ainda somos inimigos e pretendo lhe destruir e ao resto dos servamps.

- Patālu, quase matou Lawless.

-Então ele realmente conseguiu? Descobriu uma forma de nos matar?

-Ele virá atrás de você também.

-Eu sei. Mas acho que ele tentará matar cada um de vocês antes. Eu fiquei sabendo também que ele matou o Eve de Old Child. Não acha estranho? Não seria mais fácil matar o servamp também que já estava aprisionado? Ele torturou o Eve por um longo tempo, mas deixou que Old Child fugisse.

-Ele não fugiu! Foi resgatado.

-No final da no mesmo. A pergunta não se responde.

-O que você sabe?

Nada... apenas tentando fazer uma analise crítica. Aquilo claramente não é um servamp, não é humano, o mais próximo é demônio, mas isso ele também não é por completo. Ele veio até nós buscar um meio de criar mais servamps. Isso ao menos foi o que ele disse. Será que era verdade? Talvez fosse mentira, ou talvez não.

-A princípio ele retornou por vingança.

-Isso é a única coisa que vocês precisam ter em mente.

-Ele atacou primeiro Mahiru, atacou Sendagaya, mas por que não atacou Licht?

-Aquele Eve é uma exceção, você não acha? Já houve algum Eve mais forte que aquele? O demônio não seria capaz de quebrar a mente dele com tanta facilidade. Você é o primogênito dos servamps. A ira daquela coisa irá se voltar contra você primeiramente, irmão... ele vai destruir tudo aquilo com que você se importa. Tentar acabar com Lawless também lhe afetaria, não? Seu irmãozinho mais novo sem um pingo de juízo. –dizia aquilo rindo, era difícil definir se ele estava gostando da situação, ou era apenas desequilibrado.

Kuro então se lembrou da relação que já teve com o mais novo. Lawless era e continua sendo o mais infantil dos servamps. O louro costumava andar atrás dele na época em que todos viviam juntos. Lawless sempre deu trabalho. Sleepy Ash se importava, pois se sentia responsável como irmão mais velho. A relação deles se desmantelou em grande parte com a morte do criador deles. Entre todos os servamps Lawless era o que tinha uma ligação afetiva maior por Salomão. A figura dele era paternal, por isso depois de sua morte os irmãos acabaram se afastando. Mas agora que haviam se acertado, Kuro percebeu que os sentimentos do mais jovem não haviam mudado ao seu respeito. Aquilo só o deixou com mais raiva, pois sabia que seu irmão havia sido ferido por sua causa.  Assim como Mahiru, ele também era um alvo fácil, não apenas ele como todos os demais servamps, especialmente um deles.

 

Na mansão, Lily conversava com Shirota que havia acabado de despertar e não viu Kuro por perto.

-Não se levante! –pediu gentilmente Luxúria.

-Kuro foi sozinho! E se acont...

-Ele vai ficar bem. Meu irmão é mais forte do que pensa. –All Of Love empurrou delicadamente Mahiru contra o travesseiro. –Deite um pouco. Você precisa descansar, está muito fraco ainda.

-Lily tem razão. –disse Misono. –Eu sei que você precisa repousar, mas tenho algo grave para lhe contar.

Dessa forma ele narrou o que aconteceu a Sendagaya. Que Old Child estava na mansão agora se recuperando. A notícia foi recebida como um soco nos peitos de Shirota. O garoto ficou mudo por alguns momentos sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.

-Por que?... –disse com os olhos marejados.

-Não existe justificativa. –respondeu Lily. –Vou lhe pedir uma coisa, não chame mais Old Child pelo nome que Sendagaya havia lhe dado, certo?

Mahiru se lembrou de que servamps esqueciam o antigo nome.

-Sim, não vou esquecer...

-Durma um pouco, Kuro já deve estar voltando. –pediu Misono.

-Ele sempre teve o costume de resolver as coisas sozinho e quanto a isso não podemos fazer nada. -o louro deu de ombros.

All Of Love deu um sorriso meio apagado, pois também estava preocupado com seu irmão. Não por ele achar Tsubaki, mas sim o demônio no meio do caminho. No entanto seu temor veio a se findar de uma maneira ainda pior.

Um forte estrondo sacudiu a mansão por completo. Derrubando vasos, luminárias. Após uma curta gritaria e um momento de tensão um estrondo ainda mais forte arrebentou todas as janelas. Seguida de uma explosão que destruiu parte da mansão.

-O que é isso?! –gritou Misono.

O trio saiu do quarto, quando se depararam com Licht apoiando Hyde que quase não tinha forças para ficar de pé.

-O demônio está aqui! –disse Mikuni que surgiu atrás do pianista com Jeje carregando Old Child.

-O que?... –Lily por um segundo ficou paralisado.

-Vamos sair daqui! –chamou o Alicien mais velho.

Ouviram um grande barulho vindo do térreo. Um cheiro apenas perceptível pelos servamps invadiu a casa. Era o cheiro do deserto onde nasceram e onde Patālu foi derrotado pela primeira vez. O odor das dunas que ferviam sob o sol e o ar fresco noturno que carregava o aroma das flores das tamareiras que ornavam os arredores do grande templo. Aquilo tirou os vampiros do ar por alguns segundos, tempo o suficiente para que fossem achados.

A figura do demônio se revelou diante de todos.

-Mas o que é isso?... – disse Misono que o estava vendo pela primeira vez ficou perplexo.

-Então você é Patālu? –falou Mikuni sério.

-Sou. –ele direcionou o olhar para Hyde que estava desacordado. –Vejo que não terminei o trabalho.

Ele foi caminhando descalço na direção do grupo quando avistou no corredor lateral várias crianças juntas, os subclasses de All Of Love. O demônio parou encarou o louro alto, lhe dando um sorriso doentio.

-Não... –os olhos de Luxúria se arregalaram ao perceber as intenções do ser.

Um estranho zumbido no ar foi ficando cada vez mais alto. Havia um helicóptero pairando sobre a mansão.

-Vamos embora! –gritou Mikuni. –É a C-3!

Misono puxava seu servamp que caminhava em direção ao demônio. O alto rapaz parou e empurrou o Eve para o irmão mais velho.

-Cuide dele. –pediu dando as costas ignorando os gritos de Misono lhe chamando.

Alicien arrastava Misono pelos corredores, subindo em direção ao telhado.

Mahiru foi caminhando na direção de Lily, mas Licht agarrou sua mão lhe puxando.

-Temos que ir! Não podemos lutar contra aquilo!

-Mas ele vai mat...

-Não podemos fazer nada! –gritou o pianista. –Não podemos fazer nada... temos que ir.

Assim Shirota ajudou a levar Hyde para cima com Todoroki.

Misono se debatia enquanto seu irmão o empurrava para dentro da aeronave. Old Child ficou em um canto, enquanto Hyde estava apoiado no ombro de seu Eve. Mahiru observava a mansão ruindo aos poucos. Quando o helicóptero contornou para sair dali, todos viram pela ampla janela do segundo andar Patālu agarrando o servamp pelo pescoço e o tirando do chão.

-Lily! Lily! Lily! –berrava Misono esmurrando o vidro da janela. –seu olhar virou-se para Jeje. –Seu desgraçado! Ele é seu irmão! Não vai fazer nada?!

Mas Doubt Doubt virou o rosto, ou o saco de papel para o outro lado.

-Misono, -falou Mikuni. –Jeje é o único dos servamps no momento que pode lutar caso aquela coisa venha atrás de nós. Lawless, Old Child e todos nós seremos mortos de uma vez. Temos que descobrir uma forma de destruir aquilo. Não apenas por nossa segurança, mas de todos na cidade. O demônio parece que não vai parar quando nos matar.  

Misono conseguia compreender, mas não podia aceitar. Ele abaixou a cabeça chorando, pois a chance de ver seu servamp outra vez era nula. Aquilo era um adeus a Lily. O helicóptero seguiu direto para a base da C-3, sob um pesado silêncio apenas perturbado pelo choro do Eve.

 

O telefone de Tsubaki tocava insistente enquanto conversava com Sleepy Ash. Por fim ergueu a mão em um gesto de espera e resolveu atender. Era Higan que levava a notícia sobre o ataque a mansão.

-Você deve ir agora. –disse Tsubaki ao desligar o aparelho.

-É? E por quê? –quis saber desconfiado.

-A mansão foi atacada e tudo indica que foi Patālu. Não é lá que Mahiru está?

Todo o tom de vermelho e a chuva negra desapareceram. Os dois estavam na rua novamente, num pulo Kuro desapareceu da frente do irmão.

-O que houve? –quis saber Sakuya.

-Problemas... mais problemas. Aquela coisa está determinada a destruir todos nós.

-O que você vai fazer?

-O mesmo que estou fazendo agora...

Deu as costas, sua getta arrastando no chão vagarosamente. Sakuya foi atrás em silêncio.

 

Kuro havia retornado para a casa de Alicien. Não podia acreditar em seus olhos. O lugar estava praticamente destruído. Havia humanos mortos, os empregados da residência. Kuro via os subclasses de All Of Love, todas as crianças estavam mortas, espalhadas por toda a parte. Havia um buraco gigantesco na parede frontal da casa. Nenhum rastro de Mahiru em parte alguma. Kuro andava pelos escombros, tentando achar qualquer coisa que desse uma pista do que havia acontecido a ele e aos demais. Não achou Lawless, ou outro servamp. A preocupação cada vez mais forte tomando conta de sua mente. Começava a crer que estavam todos mortos. Foi tirado de seus devaneios quando sentiu algo frio cair em sua bochecha. Quando tocou com a ponta dos dedos percebeu que era sangue. Olhou para cima e em meio ao escombro do segundo andar via uma mão fina pendendo entre aço retorcido e pedaços de cimento. Sleepy Ash pulou de uma vez para o local. Ficou paralisado por um segundo, sua voz falhou ao ver o corpo dilacerado de seu irmão mais novo.

-All Of Love...



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