História O Novo Sherlock - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Got7
Personagens Baekhyun, BamBam, Chanyeol, Chen, D.O, Jackson, JB, Jinyoung, Kai, Mark, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chansoo, Colin Fischer, Exo, Got7, Kaisoo, Menção Chansoo, Menção Kaisoo, Mistério, Sherlock
Visualizações 13
Palavras 2.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi gente linda <3

então, caso vocês não tenham percebido ainda, esses começos que parecem uma introdução são coisas que o próprio Kyungsoo escreve no Caderno hehe

boa leitura e até as notas finais xoxo

Capítulo 3 - Dissuasão


Tem uma coisa que eu não contei a vocês sobre o Dilema do Prisioneiro, e é que se trata de um problema na teoria dos jogos, que é o estudo da tomada de decisão competitiva.

O dilema do prisioneiro é um jogo de “soma não-zero”. Isso significa que todos os participantes podem se beneficiar igualmente se escolherem a estratégia correta. Ele foi inventado em 1950 por dois matemáticos que trabalhavam na RAND Corporation, uma fábrica de ideias do governo americano. No entanto, os matemáticos não estavam interessados no comportamento dos prisioneiros. Estavam interessados na guerra – especificamente, a guerra nuclear – e em como preveni-la.

O interessante é que o Dilema do Prisioneiro é um paradoxo. A cooperação beneficia apenas um participante quando os dois participantes cooperam. Caso contrário, a cooperação é punida. O paradoxo é fácil de resolver se os dois participantes souberem o que o outro vai fazer, porque na maioria das vezes terá um pequeno ganho em relação a um grande custo.

Mas essa não é a forma como o jogo funciona. Você nunca pode saber o que o outro participante vai fazer, então precisa contar que ele escolha com sabedoria. Isso se chama “dissuasão”. Significa que você é menos propenso a escolher uma estratégia arriscada com um grande retorno negativo, porque sabe que seu oponente tem uma meta compatível: a sobrevivência.

A alternativa também tem um nome. É chamada de “destruição mutuamente assegurada”.

 

. . .

 

De todas as matérias da escola, a matemática era a preferida de Kyungsoo.

Ao contrário da maioria dos colegas, Kyungsoo sabia para que a matemática servia. Ele entendia por que ela era útil para calcular a hora que dois trêns se cruzariam se um saísse de Chicago às três horas da tarde em direção ao leste e o outro saísse de Nova York às quatro horas da tarde em direção ao oeste. A resposta à palavra “problema” era irrelevante, mas o cálculo era de fundametal importância, pois permitia aprender sobre trens. Os trens eram muito interessantes para Kyungsoo, e valia a pena aprender sobre eles.

Para Kyungsoo, isso se aplicava em todas as matérias. Aprender uma coisa era saber essa coisa; saber uma coisa era entender essa coisa; entender uma coisa era enfrentá-la sem medo.

Por isso, foi com grande interesse que transcreveu cada palavra pronunciada ou rabiscada na lousa por seu velho e grisalho professor de álgebra, o Sr. Joongki. Por exemplo, as palavras “Matriz Identidade”. Joongki apontou para a classe com o indicador torto e empoeirado de giz.

- Alguém saberia me dizer as propriedades de uma matriz identidade? – perguntou o Sr. Joongki.

Kyungsoo sabia. Sua mão disparou para cima, à espera de ser chamado. Não foi.

O Sr. Joongki observou em silêncio o entusiasmo evidente de Kyungsoo e passou por ele.

- Obrigado, Sr.Do. – disse. – Gostaria de ver o que sabem as outras pessoas.

Risinhos em vários níveis percorreram a classe. Os risos mais altos vieram do fundo da classe, de um garoto chamado Baekhyun – Byun Baekhyun na lista de alunos do Sr.Joongki. Kyungsoo achava Baekhyun problemático. Sua expressão nunca combinava com as figuras desenhadas a mão em sua folha de anotações. Os olhos e a boca de Baekhyun sempre pareciam discordar – na verdade, seus olhos quase nunca se alteravam. Era como se ele realmente não sentisse nada e simplesmente movesse os músculos faciais para se aproximar da emoção humana. Baekhyun lembrava a Kyungsoo um tubarão, especialmente quando sorria.

Kyungsoo fizera com precisão uma observação pessoal sobre Baekhyun no caderno:

Baekhyun: Inteligente. Perigoso. Evitar.

O Sr.Joongki emitiu um ruído abafado, quase um rosnado.

- Alguém sabe?

Kyungsoo levantou a mão de novo, interpretando a pergunta como um convite.

- Vamos lá, alguém se arrisque.

Kyungsoo acenou com insistência para o professor, pensando que talvez não tivesse o visto. O Sr.Joongki parou onde estava. Como se reservasse um instante para processar algum algoritmo misterioso antes de anunciar a solução.

- Tudo bem. Do.

Kyungsoo levantou-se e abriu a boca para falar. Antes que a primeira palavra de sua resposta pudesse escapar, ele foi interrompido pelo som estridente de um telefone celular tocando em algum lugar no fundo da sala de aula. Kyungsoo franziu os lábios, contando em silêncio até três.

O Sr.Joongki lançou um olhar fulminante.

- Quem quer que seja, desligue o telefone ou ficarei com ele.

O toque parou. O Sr.Joongki esperou um instante só para se assegurar que a cena não se repetiria, depois inclinou a cabeça para Kyungsoo.

- Continue.

Mais uma vez, Kyungsoo abriu a boca. Dessa vez, o telefone celular o interrompeu com uma música: a “Abertura 1812”. Mais uma vez, ele contou até três, respirando fundo.

- Pare com isso – o Sr.Joongki rebateu. – Último aviso.

A música cessou. Kyungsoo ouviu risos e uma conversa sussurrada a seu redor, e achou perturbador. Frustrante. Seu coração batia contra o peito, um suor frio descia por sua testa. O fogo interior se reacendera e vinha crescendo.

Kyungsoo forçou as palavras entre as respirações.

- Uma matriz identidade é...

Uma cacofonia sonora abafou o resto de suas palavras. O celular de novo. Alto e estridente. Sem parar. Nenhuma música, nenhum toque, nada agradável – apenas ruído.

Kyungsoo levou as mãos aos ouvidos para desligá-lo, só vagamente consciente de o Sr.Joongki disparar pelo corredor entre as carteiras. Fechou os olhos, ofegante, enquanto o resto da classe ria e apontava, e Sr.Joongki procurava em vão pela fonte. Aquilo tudo era demais para Kyungsoo suportar, por isso ele fez a única coisa que sabia ser capaz de abafar o barulho.

Kyungsoo latiu como um cão. Mais alto e mais alto, tão concentrado em seus latidos que não notou o Sr.Joongki descobrir e desligar o telefone ofensivo. Não notou os olhares em sua direção de todos os cantos da sala. Não notou a boca de Baekhyun aberta em plena gargalhada, mostrando os dentes de tubarão sob seus olhos mortos.

Acima de tudo, não notou a si mesmo em colapso no chão, encolhido em uma bola, com as mãos sobre os ouvidos, ainda latindo enquanto o Sr.Joongki chamava a secretaria da escola para pedir ajuda.

 

. . .

 

Aquela era a segunda vez que Kyungsoo visitava a Dra.Chaerin, a diretora da escola.

A primeira fora três semanas antes do início das aulas. Ele chegara com os pais para discutir suas necessidades especiais, ainda mais agora, que ficaria sem Marie. A Dra.Chaerin era nova no colégio e trouxera contigo suas ideias sobre como fazer as coisas. Ela parecera interessada no caso de Kyungsoo e fora firme nas garantias de que seu tratamento da “integração” colocaria as necessidades dele em primeiro lugar e a convivência do corpo docente em segundo.

Durante a reunião, a mãe de Kyungsoo fora quem mais falara, o pai fizera a maioria das perguntas e Kyungsoo não dissera nada. Ao contrário, passara a hora examinando a sala da Dra.Chaerin, sujeitando tudo o que via a um escrutínio cuidadoso.

No Caderno, Kyungsoo escrevera:

Sala da Dra.Chaerin: limpa, bem organizada. Livros sobre educação e psicologia infantil. Etiquetas autocolantes saindo de algumas páginas. Outros livros sobre gestão e políticas organizacionais também em evidência – brochura cheia de orelhas. Ela gosta de ler. Em sua sala, fotos da Dra.Chaerin com sua família. Em uma ela está sorridente com um homem e um garoto pequeno, talvez com três anos – marido e filho? Essa foto parece ser de 10 anos atrás, embora não haja mais fotos do garoto. Fotos mais recentes mostram apenas a Dra.Chaerin e o homem. Ela não aparece mais sorridente nelas.

Kyungsoo falara apenas sete palavras à Dra.Chaerin e as poupara para o final da reunião.

- Dra.Chaerin – Kyungsoo dissera então: - Sinto muito pela sua perda.

Mais uma vez, Kyungsoo via-se falando muito pouco na presença da Dra.Chaerin. Ela olhava para ele por cima dos dedos cruzados, recostada na cadeira. O telefone celular que o Sr.Joongki encontrara achava-se sobre a escrivaninha à frente dela. Kyungsoo olhou para os próprios pés.

- Sei que não foi culpa sua – disse a Dra.Chaerin em voz neutra. – Mas o considero responsável pelo modo como decide reagir às coisas que o incomodam. Você me entende?

Kyungsoo assentiu. Não apresentou nenhuma explicação, porque não havia nenhuma.

- Se e quando algo assim acontecer no futuro, peça a seu professor para sair da sala de aula. Pode vir aqui, se quiser, até se sentir melhor.

Kyungsoo olhou para ela.

-E se o meu professor disser “não”?

-Seu professor não vai dizer “não”.

Ela estava sendo sincera. Kyungsoo sabia. Confiava nela.

- Deixe-me ser bem clara – ela continuou. – Se houver outro incidente, vou tratar você do mesmo jeito que trataria qualquer outro aluno aqui. Você me entende?

Kyungsoo assentiu novamente.

- Agora pode sair.

Kyungsoo levantou-se, atirou a mochila por cima do ombro e virou-se para sair. Quando chegou à porta, parou e voltou-se para a Dra.Chaerin.

- Sim?

Ele apontou para o telefone celular.

- Sabe a quem isto pertence?

- Ainda não. Mas espero que possamos descobrir em breve.

Kyungsoo balançou a cabeça.

- Não – ele discordou. – Vocês não vão conseguir. Posso vê-lo?

A Dra.Chaerin franziu o nariz, depois estendeu o telefone para Kyungsoo pegá-lo. Ele passou pelas chamadas recebidas.

- Está vendo? – disse. – Este telefone só recebeu duas chamadas, as duas de um número restrito.

A diretora se levantou para dar uma olhada melhor. Kyungsoo passou pelas opções do telefone.

- Não há chamadas perdidas, nem chamadas enviadas. Não há contatos armazenados e não há informações sobre o proprietário que não sejam o código da área e o número atribuído. Não acha isso estranho?

- É um telefone novo – observou a Dra.Chaerin.

- Sim – Kyungsoo concordou.

Ele puxou uma folha de plástico que protegia a tela.

- Então o novo proprietário não se incomodou em desfazer toda a embalagem. Mas não é isso que é estranho neste telefone. – Ele o virou e passou o dedo em toda a volta. – Observe estas marcas de arranhões. Isso só poderia acontecer com alguém que trocasse o cartão SIM.

Kyungsoo estendeu a mão para sua mochila, de onde tirou uma pequena chave de fenda de um conjunto de ferramentas de bolso (o melhor amigo do instigador curioso). Ele a usou para arrombar a parte de trás do telefone. A Dra.Chaerin inclinou-se para frente, a fim de ter um melhor ângulo de visão da perícia improvisada de Kyungsoo. Mesmo contra a vontade, considerava aquilo fascinante.

A tampa estreita saiu sem oferecer resistência, e Kyungsoo extraiu de dentro o cartão SIM.

- Este cartão SIM veio de um telefone pré-pago, o que torna o proprietário totalmente indetectável.

- Então, onde está o cartão SIM original?

- Com a pessoa que comprou este telefone.

- E você está dizendo que não podemos descobrir quem é.

- Não, eu estou dizendo que você não pode descobrir quem possuía este telefone só de olhar para ele.

A Dra.Chaerin tamborilou os dedos contra o tampo da escrivaninha e inclinou a cabeça ligeiramente. Kyungsoo estava indo a algum lugar – era um jogo, mas ela sentia prazer em participar. Pelo menos no momento.

- Ele custa 300.000 wons – continuou Kyungsoo. – Sei disso porque minha mãe queria me comprar um e meu pai disse que absolutamente não, porque seria pagar muito dinheiro por algo que ele tinha certeza de que eu perderia. Quem comprou este telefone pode se dar ao luxo de perder 300.000 wons. E essa pessoa também tem o conhecimento técnico para subistituir o cartão SIM e premeditar plantar o telefone onde o Sr.Joongki não seria capaz de encontrá-lo rapidamente. Nosso adversário é inteligente, engenhoso e astuto.

- Nosso adversário – a Dra.Chaerin repetiu, um pouco em dúvida.

- Sim – Kyungsoo insistiu. – Isso foi destinado a mim. Um telefone celular tocando é uma distração em qualquer sala de aula, mas não vale 300.000 wons por si só. A pessoa que fez isso me conhece e sabe como eu reagiria. Portanto, seja quem for, frequentou a mesma escola que frequentei antes e teve aulas comigo no passado. Isso reduz consideravelmente a nossa lista de suspeitos. – Ele inseriu novamente o cartão SIM para sua ranhura e entregou o telefone à Dra.Chaerin.

- Certo, vamos direto ao ponto – a Dra.Chaerin insistiu. – Quem pode ser? Vou suspendê-lo tão rápido que ele vai pensar que ainda está em férias de verão.

- Você nunca vai fazê-lo confessar – Kyungsoo franziu o cenho. – O nosso adversário é muito inteligente.

- Kyungsoo – disse a Dra.Chaerin. – Dê-me um nome.

- Byun Baekhyun. – Kyungsoo disse simplesmente.

- E você sabe por que Baekhyun gastaria todo esse dinheiro e se daria todo esse trabalho apenas para fazê-lo latir como um cão? Para dar umas risadas?

Kyungsoo balançou a cabeça. Ajeitou os óculos.

- A escolha dos toques foi uma mensagem dirigida a mim. – A “Abertura 1812”. Foi uma declaração de guerra.

- Sim, Kyungsoo. Mas por quê?

- Desconfio que tenha algo a ver com o estranho Caso da Boneca Falante.

- O que há de errado com uma boneca falante?

- Ela latia. Como um cão.

- Entendo.

- Posso ser dispensado?

A Dra.Chaerin assentiu e Kyungsoo saiu sem dizer mais nada.

 

. . .

 

Kyungsoo estava no trigésimo nono passo entre a sala da diretora e a classe quando viu Lalisa junto ao armário de Bambam. Ela acabara de abrir a porta e estava enfiando a mão para pegar a camisa da Notre Dame de Bambam, que colocou sobre os ombros. Kyungsoo franziu a testa e pegou o Caderno – será que estava testemunhando um crime em andamento? Poderia Lalisa ser tão tola a ponto de acreditar que poderia fugir com aquilo?

10h15. Lalisa no armário de Bambam. Ela é uma ladra ou será que seu relacionamento com Bambam avançou ao ponto da protocoabitação e de um acordo de propriedade comunal de fato?

Se Lalisa estava ciente da presença de Kyungsoo, não deu nenhuma indicação. Ela só ficou parada junto ao armário de Bambam, imóvel, evidentemente perdida em pensamentos. Kyungsoo aproximou-se um pouco, como se estivesse fazendo uma observação de aves e Lalisa fosse um pardal particularmente nervoso. Ele estava prestes a gravar seus novos pensamentos e observações sobre a dinâmica do relacionamento na adolescência quando ouviu a porta da escola ser aberta e o baque familar dos passos pesados. Kim Jongin.

Jongin aproximou-se, a silhueta recortada pelo sol do meio-dia que entrava pela larga porta da frente. Kyungsoo sentiu o ar fresco invadir o corredor e concluiu que a porta atrás de Jongin não fora bem fechada. Ele estava vindo de fora. Kyungsoo voltou a olhar para o Caderno. Lalisa já fora esquecida. Ele mal registrou o rangido metálico do armário de Bambam ao se fechar ou o guincho brusco dos tênis de Lalisa contra os azulejos quando ela saiu correndo. Ele franziu o cenho enquanto considerava Jongin e observou a estranheza do momento:

Jongin, 3° período. Chegou de fora. Muito interessante. Investigar.

Jongin parou, o olhar fixo em Kyungsoo. O olhar de Kyungsoo cruzou com o de Jongin e ele ficou surpreso por não ver nenhuma MALÍCIA no rosto de seu algoz de costume, apenas HESITAÇÃO.

Kyungsoo fechou seu Caderno e guardou a caneta. Estava no passo número 43 quando ouviu a voz de Jongin.

- Aonde você vai? – perguntou o Kim.

Kyungsoo ficou de frente para Jongin, lembrando-se de em que passo se encontrava, para não perder a conta.

- Olá, Jongin. Eu estou indo para a álgebra. Perdi uma aula sobre matriz identidade, que acho muito interessante.

Com um último olhar para o espaço amplo do estacionamento iluminado atrás de Jongin, Kyungsoo continuou seu caminho. Detestava perder qualquer coisa interessante – especialmente de matemática.


Notas Finais


Vemos então que Kyungsoo é extremamente inteligente hehe e essa é só uma parte ainda KKKKK
eu sei que esses primeiros capítulos podem estar meio chatos, mas eu prometo que melhora, sério

obrigadam <3


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