História O Novo Sherlock - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Got7
Personagens Baekhyun, BamBam, Chanyeol, Chen, D.O, Jackson, JB, Jinyoung, Kai, Mark, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chansoo, Colin Fischer, Exo, Got7, Kaisoo, Menção Chansoo, Menção Kaisoo, Mistério, Sherlock
Visualizações 9
Palavras 2.900
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi nenezinhos, tudo bem com vocês? Estão se alimentando direito e dormindo bastante?
trago mais um capítulo de O Novo Sherlock E VAI TER KRIS WU SIM AAAAAAA

boa leitura e até as notas finais xoxo

Capítulo 4 - O Efeito Kuleshov


Meus pais dizem que é difícil saber em que estou pensando, porque a maior parte do temo mantenho uma expressão impassível. Isso não é algo que eu tente fazer, é apenas a maneira como sou. Meu pai brinca dizendo que eu “jogo com as minhas cartas muito bem escondidas” – mas isso não é verdade. Trata-se apenas do meu rosto, mesmo que estivesse ou não jogando baralho, ou qualquer outro jogo competitivo.

Como se vê, porém, a expressão facial mais difícil para outro ser humano interpretar é um rosto perfeitamente impassível. Isso foi demonstrado quase 100 anos atrás por um diretor de cinema russo. Depois da Revolução de 1917, era difícil encontrar películas de cinema em Moscou, assim os cineastas fizeram experiências com pequenos pedaços de filmes aproveitados do lixo. Um diretor usou seus pedaços para demonstrar como a edição poderia ser utilizada para manipular as emoções humanas.

Primeiro, ele filmou um ator depois de instruí-lo a manter uma expressão absolutamente neutra no rosto. Quando o diretor colocou a imagem do ator depois da tomada de um frango assado, o público disse: “Vejam como esse homem está faminto”.

Quando o diretor substituiu a imagem por outra de um caixão, o público pensou que o homem estivesse triste. Se a imagem retratasse uma mulher bonita, diriam que o ator estava ansiando por sua amada. Esse fenômeno é chamado de “Efeito Kuleshov”, em homenagem ao diretor que realizou os experimentos. O que ele demonstrou foi que nunca se pode dizer o que um rosto impassível significa até conhecer o contexto.

 

. . .

 

Kyungsoo sentiu o cheiro do interior do ginásio antes de vê-lo. Suor humano rançoso, bolor, odor fraco de urina de um vaso sanitário com vazamento no vestiário masculino, tudo mascarado sem sucesso por um acre de produto de limpeza à base de pinho. Ao entrar, Kyungsoo tentou respirar pela boca no lugar das narinas, mas percebeu que podia sentir o gosto da solução de limpeza na língua. Uma infeliz consequência da estreita relação entre os sentidos do paladar e do olfato.

Assim, enquanto entrava no ginásio vazio, Kyungsoo preferiu concentrar-se no sentido da audição. Raspe. Raspe. Um professor alto e magro arrastava uma rede enorme cheia de bolas de basquete por todo o piso de madeira.

- Sr. Yifan?

A voz de Kyungsoo ecoou na acústica rígida do ginásio enquanto o professor olhava para cima até encontrar os olhos castanhos de Kyungsoo com os seus cinzentos. Kyungsoo examinou o impressionante topete do Sr. Yifan. Ele lembrava um vilão de filme ou talvez um ator famoso de uma série de adolescentes.

- Chegou cedo – disse o Sr. Yifan – e está arranhando meu piso com esses sapatos. – Ele apontou para os sapatos pretos de Kyungsoo, os cadarços com nó duplo por segurança. – Ainda não estamos prontos para começar.

Kyungsoo estendeu ao Sr. Yifan um pedaço de papel cuidadosamente dobrado – um bilhete de seus pais. Kyungsoo contava com isso para safar-se da aula de educação física. O Sr. Yifan correu o olhar rapidamente pelo bilhete, uma vez, duas vezes, o rosto perfeitamente impassível.

- Síndrome de Asperger.

O Sr. Yifan pronunciara as palavras bem devagar mas corretamente. Quando a maioria das pessoas pronunciava aquele nome, soava como “Ass-búrguer” (uma fonte inesgotável de diversão para o irmão mais novo de Kyungsoo e – até sua mãe colocar um fim nisso – o apelido preferido de Mark para Kyungsoo), mas o Sr. Yifan tivera o cuidado de pronunciar o “s” mais como um “z” mais sonoro – um artifício da origem austríaca do nome.

- Que diabos é isso?

- É uma condição neurológica relacionada ao autismo – explicou Kyungsoo pacientemente. – Foi descoberta pelo pediatra austríaco Hans Asperger, em Viena, em 1943, mas não amplamente diagnosticada até...

- Autismo – o Sr. Yifan o interrompeu. – Você quer dizer... como no filme Rain Man? Para mim, você não se parece com o Rain Man. Você é o Rain Man, Do?

- Fui diagnosticado como altamente operacional, mas ainda tenho poucas habilidades sociais e problemas de integração sensorial que me dão déficits graves em áreas de coordenação física.

O rosto do Sr. Yifan tremeu ligeiramente. Será que ele não gostava do que ouvia ou simplesmente não entendia? Kyungsoo optou por explicar um pouco mais.

- É por isso que meus pais e a equipe de terapia dizem que eu deveria ser dispensado desta aula.

O Sr. Yifan permaneceu em silêncio e impassível. Era como se o homem tivesse se transformado em pedra. Por fim, ele falou, sua voz e suas palavras ainda mais precisas.

- Não posso aceitar esse bilhete.

O choque abalou a voz normalmente equilibrada de Kyungsoo, fazendo-a subir um tom.

- Mas esse bilhete explica claramente...

- Eu sei o que ele diz, Do – disse Yifan. – Eu sei ler. Se deixasse todo mundo com dos pés esquerdos escapar da minha aula, eu acabaria me tornando um cara muito solitário. Você não iria querer que eu me sentisse solitário, não é, Do?

- Você se sente solitário?

O rosto do Sr. Yifan se contraiu novamente.

- Imagino que você tenha pensado que um bilhetinho de vocês dariam certo comigo, motivo pelo qual nem trouxe o seu uniforme de ginástica.

Kyungsoo assentiu, impressionado com os poderes de dedução do professor, que se virou e saiu apressado em direção a sua sala abarrotada na extremidade do ginásio.

- Siga-me – disse Yifan. – Vou ver o que posso encontrar para você no cesto de achados e perdidos.

Kyungsoo congelou.

- Essas roupas não tem fibras sintéticas, não é?

- Só o melhor aqui da casa de Yifan.

Kyungsoo queria sentir-se aliviado, mas desconfiava de que o Sr. Yifan estivesse fazendo uma piada – à sua custa, a propósito.

 

. . .

 

Doze minutos e meio depois, Kyungsoo marchava para as quadras de basquete asfálticas do colégio, onde o sol do meio-dia de Busan se abatia sobre ele com o calor implacável do deserto. Vestira a roupa de ginástica sozinho na sala do Sr. Yifan, depois de vasculhar entre as peças encontradas se alguma, ainda que remotamente limpa e principalmente de algodão, pudesse lhe servir. Para seu desânimo, mesmo as melhores da casa de Yifan agrediam sua pele com fibras à base de petróleo e suas narinas com o velho suor rançoso de alunos que devia fazer muito tempo teriam partido para a faculdade ou algum trabalho.

Independentemente de seu desconforto físico atual, Kyungsoo nutria uma antipatia de longa data pela aula de educação física e pelos parques esportivos. Deixando de lado os perigos habituais do contato excessivamente pessoal, os cheiros desagradáveis e os sons inquietantes e quase animais da atividade humana, Kyungsoo não se considerava particularmente cordenado. Não saberia arremessar; não poderia receber. Seu único atributo físico real, o único que lhe trazia alegria (além de saltar em sua cama elástica), era correr. Kyungsoo adorava correr. Começara a gostar desde a primeira vez que fechara os olhos e sentira o vento no rosto, o corpo em movimento, o suor evaporando-se da pele. Correr fazia-o sentir-se sozinho e vivo.

A aula de educação física no ginásio do colégio parecia uma experiência completamente mais ameaçadora. Comparados a Kyungsoo, muitos dos garotos haviam se desenvolvido como gigantes e pareciam capazes de esmagá-lo sem sequer notar sua presença. Por um instante, Kyungsoo hesitou. Respirou fundo três vezes para se preparar e continuou corajosamente em frente.

Os garotos tinham formado duas filas, revezando-se em lances livres, cada um recuperando suavemente sua bola e passando-a ao próximo arremessador antes de retomar  seu lugar no fim da fila. Seguiam todos uma sequência infinita de dribles, arremessos e corridas. O baque oco e surdo da bola de basquete quicando na quadra era pontuado pelas instruções bradadas pelo Sr. Yifan, que pareciam sobressair sem esforço acima do barulho do treino orientado.

- Os dois pés atrás da linha, Ybarra.

- Com movimentos mais suaves, Park.

- Parem de fofocar como senhoras de idade e vão para o fim da fila.

Kyungsoo atravessou a quadra com passos robóticos, vestido em um moletom poliéster azul manchado e uma camiseta estampada com um gato sem boca de animação japonesa. Quando se aproximou, ouviu uma estridente risada familiar. Soara como a de Jackson, e na verdade Bambam, Jackson e Jaebum estavam esperando a vez de arremessar. Kyungsoo fixou o olhar em Bambam, tentando entender o motivo do riso, apenas vagamente consciente de que fora dirigido a ele.

Então lançou os olhos para baixo e concentrou-se na respiração, tentando inspirar fundo e regularmente de cada vez enquanto tomava seu lugar entre o resto dos garotos.

Kyungsoo olhou para cima quando chegou sua vez, exatamente a tempo de ver Bambam arremessar a bola contra seu corpo. Ele a golpeou para longe em vez de pegar e, percebendo o erro, saiu em disparada na direção da bola enquanto ela deslizava em direção a uma quadra ao lado.

- Vá buscar, Jardineira – disse Jackson, e riu ainda mais alto.

“Jardineira” era uma referência a um pequeno ônibus amarelo que circulava pela região noroeste de Busan, levando crianças deficientes e mentalmente incapacitadas de casa para a escola e vice-versa. Kyungsoo nunca viajara naquela condução, mas Bambam atribuíra-lhe esse nome na sexta série. O apelido pegara desde a ocasião.

Fingindo não ouvir os risos e zombarias que se seguiram, Kyungsoo recuperou a bola e voltou a seu lugar na fila. Ele driblou uma vez, depois arremessou para o alto, mandando a bola pelo menos 30 centímetros acima da tabela. A classe explodiu em gargalhadas diante do erro espetacular. O barulho era desagradavelmente alto e vinha de todos os lados. O Sr. Yifan sacudiu a cabeça ao ouvir as risadas e observou Kyungsoo galopar corajosamente em direção ao campo de beisebol em busca de sua bola perdida.

O rosto se contraiu.

- Tudo bem, continuem se exercitando rapazes – disse ele às duas filas de arremessadores de basquete. – Mais cinco minutos e depois voltas e passes, depois podem relaxar.

Por um instante, foi como se o tempo tivesse congelado. As risadas pararam, assim como os dribles, os arremessos e o zunzunzum das conversas. Kyungsoo olhou para os colegas, desejando vagamente estar com seu Caderno para gravar aquela demonstração sem precedentes do poder do professor sobre seus alunos. Em seguida, o silêncio rompeu-se e a cacofonia de dribles, arremessos, conversas ocas entrecruzadas foi retomada com vigor renovado. Kyungsoo percebeu que o Sr. Yifan vinha em sua direção com seu andar rápido mas fácil e demorou um momento examinando os pés do homem – será que nunca tocavam o chão?

- Do. Venha cá.

Yifan apontava para uma quadra vazia. Kyungsoo aproximou-se com cautela, encolhendo-se um pouco enquanto o professor segurava a bola de basquete na frente de seu rosto. A bola estava próxima o bastante para ele observar as saliências rugosas e irregulares formando desenhos semelhantes a impressões digitais sobre sua superfície. Kyungsoo imaginou se seria capaz de calcular o número total de saliências a partir de uma amostra de uma polegada e da interpolação baseada em sua superfície total, e assim o fez.

- Por acaso isso se parece com uma granada, Do? Será que vai explodir na sua cara?

- Não – respondeu Kyungsoo.

Marie passara vários dias durante o verão tentando ensiná-lo a reconhecer uma pergunta retórica quando lhe fizessem, mas ele nunca entendera aquilo direito por mais da metade do tempo. Então achava melhor responder a todas as perguntas como se fossem feitas com sinceridade. Nesse caso, a resposta pareceu obter a aprovação do Sr. Yifan.

- Você é um gênio, Do. Isso não é uma granada e não vai explodir na sua cara. Então não jogue como se achasse o contrário.

O Sr. Yifan inclinou-se ligeiramente para dar ênfase, aumentando de tamanho em sua frente. Pela primeira vez, Kyungsoo notou uma pequena constelação de nódulos na bochecha direita do professor. Tentou imaginar como o homem se barbeava contornando-os sem se cortar, mas deixou o pensamento experimental inconclusivo quando o Sr. Yifan estalou os dedos para recuperar toda a atenção de Kyungsoo.

- Ande até aquela linha.

- Senhor?

- Será que estou falando grego, Do? Por acaso murmurei, tossi ou não consegui expressar com clareza o que queria dizer? Ande até a linha.

Kyungsoo apreciou a concretude do esclarecimento. Obedientemente, aproximou-se da linha branca meio apagada à frente, depois se virou para o Sr. Yifan.

- Existe uma única coisa a entender sobre o jogo de basquete – disse o Yifan. – Deus é um homem ocupado. Ele não tem tempo em Sua agenda inefável para aparecer na minha quadra e fazer o milagre de colocar as suas bolas no cesto lá no alto.

- Sr. Yifan?

- Sim, Do?

- Eu não acredito em Deus.

Kyungsoo esperou pelo que acreditava ser a resposta inevitável. Sua falta de crença em um Ser Supremo vinha de longa data, extrapolada a partir de suas desconstruções na terceira série sobre o Papai Noel e a Fada do Dente, mas muitas vezes encontrava hostilidade quando o tema surgia na conversa.

O Sr. Yifan, no entanto, manteve o semblante impressionantemente impassível.

- Bem, isso é ótimo, Do. Porque eu acredito em você.

Ele deu um passo para o lado, observando a posição de Kyungsoo.

- Agora, endireite os ombros. Relaxe os cotovelos – disse. – Deixe-os balançar.

Suas palavras eram nítidas e claras. Não apenas altas, mas imponentes. Na verdade, não eram realmente “altas” – apenas altas o bastante. Kyungsoo levantou a hipótese de o Sr. Yifan nunca gritar, embora admitisse que os encontros futuros poderiam provar que estava errado.

O Sr. Yifan estendeu a mão para tocar o cotovelo de Kyungsoo, para corrigi-lo. Instintivamente, Kyungsoo afastou-se, encolhendo o corpo.

- Por favor, não faça isso – Kyungsoo disse em voz baixa.

O professor não deu nenhuma indicação de ter escutado, mas não tentou tocá-lo de novo. Em vez disso, demonstrou a postura do arremesso livre, deixando Kyungsoo observar e tentar imitar sua postura.

- Gosta assim? – perguntou Kyungsoo.

Sua postura era um espelho exato da de Yifan. Oito anos de terapia ocupacional tinham-no preparado bem para seguir as instruções sobre onde e como se mover.

- Exatamente assim – respondeu o Sr. Yifan.

Kyungsoo detectou um novo tom em sua voz e tentou identificá-lo. IMPRESSIONADO, concluiu. Talvez DIVERTIDO. Não poderia estar totalmente certo sem uma gravação para rever e depois fazer um estudo comparativo.

- Agora, feche os olhos. – O Sr. Yifan esperou por um instante, enquanto Kyungsoo obedecia. – Agora visualize o cesto e a distância entre as suas mãos e o aro. Então se visualize arremessando a bola no cesto. Você está vendo isso?

Kyungsoo estava com as sobrancelhas franzidas e os olhos correndo rapidamente de um lado para outro sob as pálpebras fechadas, quase como se estivesse sonhando.

- Não, acho que não estou conseguindo.

O Sr. Yifan observou Kyungsoo enquanto ele batia lentamente a bola, os olhos fechados, às vezes murmurando frases como “Não” ou “Não é bem assim” e “Fracasso”.

Kyungsoo contraiu o rosto consternado, desejando estar com o Caderno para desenhar a imagem primeiro. Mas não estava com o Caderno e duvidava que o Sr. Yifan lhe permitisse ir buscar. Então fez a melhor coisa a seu alcance: imaginou que estava com o Caderno. Em seu Caderno Imaginário, desenhou o esquema da quadra asfáltica, com a sobreposição de um diagrama de forças complicado indicando todas as variáveis envolvidas no erro ou acerto do arremesso. Inclui todos os fatores possíveis, desde a distância entre ele mesmo e o aro até a força estimada da brisa que sentia no rosto. Satisfeito por ter entendido os parâmetros do problema, Kyungsoo extrapolou o diagrama do Caderno Imaginário para uma imagem mental de si mesmo e do aro no espaço tridimensional. Assim, fez arremesso após arremesso em sua imaginação, testando seus cálculos, até chegar finalmente à combinação precisa de ângulo, velocidade e rotação que mandaria a bola decaindo suavemente para dentro do cesto.

- Entendi – disse Kyungsoo. Então abriu os olhos.

Ele disparou o arremesso sem hesitação, lançando a bola com as duas mãos diretamente da frente do peito. A bola traçou um arco parabólico através do ar e para dentro do cesto, produzindo um leve chiado ao passar pela rede sem tocar o aro.

Kyungsoo piscou, não muito certo se realmente fizera isso ou se estava passando por uma simulação mental. Os outros estudantes que estavam esperando que falhasse simplesmente pararam e ficaram olhando.

- Aí, Do – disse o Sr. Yifan. Sua expressão era impassível. – Assim. Você é um maldito prodígio do basquete. Agora, recupere a bola e volta à fila.

Kyungsoo virou-se para ir buscar a bola de basquete, depois parou quando um pensamento lhe ocorreu. Ele olhou para o professor.

- Sr. Yifan – perguntou. – Você é Deus?

- Não, Do. Sou um professor de educação física. Trabalho para ganhar a vida.

Satisfeito com a resposta, Kyungsoo trotou atrás da bola, que rolara até parar na linha de meio-campo. Kyungsoo pegou-a, sentiu o peso na mão, mediu a distância até o cesto e fez um arremesso de um braço só. Este também passou impecável através do cesto, o qual Sr. Yifan reconheceu com uma inclinação de cabeça e provocou uma rodada de murmúrios entre os outros alunos quando Kyungsoo passou trotando. Uma vez era sorte, duas vezes era habilidade.

- Jardineira fez um lance de três pontos perfeito – disse Jaebum, a admiração vazando em sua voz.

Jackson estreitou os olhos e fuzilou Kyungsoo com o olhar enquanto ele tomava seu lugar na parte de trás da fila.

- Cale essa boca – disse Jackson.


Notas Finais


Kyungsoo é um maldito prodígio no basquete. - Yifan, Wu. 2017
Cheguei atrasadinha mas cheguei hehehe
vocês estão gostando? espero que sim <3

muito obrigada por tudo e até a próxima xoxo


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