História O Olhar da Ignorância - Capítulo 6


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Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Charlie, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Pantherlily, Personagens Originais, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Wendy Marvell
Tags Gale, Grayza, Lyvia, Miraxus, Nalu, Romendy
Visualizações 81
Palavras 1.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 6 - O que tinha a perder?


Fanfic / Fanfiction O Olhar da Ignorância - Capítulo 6 - O que tinha a perder?

Gajeel

 

Estava em uma batalha contra meus próprios olhos, os mesmos teimavam e se fechar, enquanto eu tentava abri-los. Consegui vencer, mesmo que de forma embaçada eu conseguia ver Lily e Cana. Tentei me levantar, só então percebi que havia um relevante peso sob meu abdômen, Laura. A menina ressonava, estava cochilando em cima de mim? Mas esta criança é muito atrevida mesmo!

- Ela acabou de dormir, tente não acorda-la – Informou a mulher de cabelos castanhos, encarando me.

- Vocês ciganos, são todos folgados mesmo? – Retruquei conseguindo me sentar sem que a menina acordasse, de modo que a mesma ficasse em meus braços.

- Gajeel, tenha respeito – O mulato me lançou um olhar duro, respeito? Eu estava perdendo, tempo, dinheiro, paciência e claro comandos em guerra!

Bufei, enquanto está baboseira não acabasse, Lily não me deixaria ir embora. – E então Cana? O que tem a me dizer? – A mulher encarou meu amigo, como quem pedisse permissão.

- General, seu destino é bem mais complicado do que eu pensava, contudo, o tempo está correndo e temos que nos apressar. Preciso que me diga, o que o senhor viu? – Questionou a cigana.

- Uma, não, duas mulheres, não poderiam ser a mesma pessoa! Elas possuíam cabelos azuis, e ambas eram pequenas, tinham expressões opostas, mas eram muito parecidas. – Declarei, enquanto a morena analisava minhas informações de cabeça baixa.

- O senhor, general, viu duas fadas diferentes. Neste reino, há mais seres místicos do que cidadãos comuns, entretanto, desde a última guerra as fadas foram quase extintas, restaram apenas três irmãs, duas delas, são pouco conhecidas pelos humanos, mas a mais nova, vive viajando pelo reino e curando os aldeões e tornou-se um pouco mais conhecida. – Ela tomou folego – Se o senhor viu duas delas, quer dizer que ambas estão envolvidas no teu destino, mas não temos como saber qual o senhor deve buscar primeiro, mas deve encontrar a fada conhecida como “Dragão do ar”, ela pode resolver o seu, problema. – Respirou e se aproximou de mim, pegou Laura de meus braços e começou a se retirar da tenda. – Darei tempo para que conversem, se quiser prosseguir com isto quando eu voltar, lhe direi como. – Dito isso a mulher se retirou com a criança que ainda dormia.

Meu amigo me encarou como se esperasse alguma reação da minha parte – O que foi? Ainda acha que esta mulher fala a verdade? Lily, me poupe, seres místicos? – gargalhei sem humor e me levantei.

- Não acredita em seres místicos Gajeel? – Interrogou-me o mulato.

- Está brincando? É claro que não! – bufei, o quão ridículo estava sendo aquele dia?

- Não deveria ser tão descrente meu amigo – Disse arqueando a sobrancelha direita, ele retirou a espada da bainha, e sua blusa, o que estava acontecendo, ele tocou o colar que sempre usava e fechou os olhos, uma luz azul rodeou seu corpo, e diante dos meus olhos, vi meu melhor amigo se tornar uma grande pantera negra, imponente, autoritária e feroz.

Não acreditava em meus olhos, o que estava acontecendo? O que Lily era? A pantera me rodeou, balançando seu rabo de forma elegante, sentou-se no chão e com a pata tocou novamente o colar. Novamente a luz azul envolveu o corpo do animal, e meu amigo estava novamente diante de meus olhos, se é que eu podia confiar em meus olhos, estava confuso.

- Tentei esconder isso de você o máximo que pude – Declarou o homem, vestindo sua blusa novamente – Mas você é meu amigo, meu irmão, não posso deixar que morra, por pura ignorância. – Ele tocou meus ombros, tentando me fazer aceitar toda aquela informação.

- Lily, o que você é? – eu balbuciava, incrédulo.

- Assim como você, meu amigo, eu fui amaldiçoado, a ser um animal irracional para o resto de minha vida, contudo, quando estava a beira da morte uma das fadas me salvou e a outra conseguiu tirar parcialmente a maldição de mim, como pode ver, dependo deste colar ainda para ser... humano. – Sorriu meio triste me encarando de canto. – E Então Gajeel, acredita agora? – Indagou-me com um olhar sarcástico.

- Eu vi meu melhor amigo se tornar uma pantera, se me contar sobre cavalos alados lhe darei razão. – Sorri também, se não pode com eles, junte-se a eles.

Cana retornou a tenda, desta vez, Laura saltitava de um lado a outro, segurava um pote que parecia conter um pó vermelho, a morena jogou os cabelos para trás e me encarou novamente. – Pronto general? – Esta mulher era sempre atrevida assim?

- O que tenho que fazer? – Questionei de forma tediosa.

- Como não sabemos qual a fada que realmente lhe ajudará, lhe mandarei para a fada mais próxima, Laura, arrume três sacos para ele por favor – Berrou, sendo prontamente atendida pela criança, que se esforçava em colocar o pó vermelho em saquinhos de pano.

- É o seguinte general, fadas são bondosas, mas não são tolas, provavelmente elas não veem humanos a muito tempo, seja gentil. Este aqui é um mapa indicando onde estão as outras duas fadas, contudo, o mapa só grava o último local onde elas usaram poder, ou seja, o senhor tende ser mais rápido que elas ao mudar de vilarejo. – Ela respirou, umedeceu a boca e proferiu as próximas palavras – O último local onde uma fada usou poder, foi em uma floresta a três dias daqui, a cavalo. Um cavalo rápido. Mas, o senhor não está com tempo de sobra não é mesmo? – Concordei, tentando absorver tudo o que aquela mulher dizia.

ela colocava papeis, tinteiros, penas e plantas em uma sacola de pano, como se eu soubesse para que usar tudo aquilo, e por fim colocou os três sacos de pano contendo o pó vermelho que Laura havia preparado.

- Este pó avermelhado se chama “Muda Haraka” ou apenas “wakati” o que na sua língua, seria “tempo rápido”, jogue um destes no local certo e ele lhe fará viajar léguas em segundos. – Ela parecia se inebriar com a minha cara de perplexo.

- O que quer dizer com local certo? – questionei, tentando compreender tudo aquilo.

Laura se levantou, correu até o outro lado da tenda, retirando uma mesinha e um tapete, abaixo dele, havia um grande buraco, parecia não haver fim, era todo revestido por aquele veludo escarlate.

- Nos papéis que coloquei na sacola, também mostram aonde os dutos vão levar, cuidado general, o senhor só tem três, eles transportam até duas pessoas, esse vai te levar para bem próximo de onde a fada usou o poder pela última vez – Peguei o mapa de suas mãos olhando o local.

- Espere, esta floresta não está mapeada pela cartografia do rei! – Encarou a cigana que deu de ombros, sorrindo de canto.

- Muito bem, general, é só jogar o saco e pular – Garantiu a morena.

- Boa sorte amigo – Lily deu uns tapas em minhas costas, em sinal de despedida.

- Gajeel! – Laura correu em minha direção, abraçando minhas pernas, abaixei para ficar do tamanho dela, e a pequena sussurrou em meu ouvido.

- Meu nome de verdade, é Asuka – Ela sorriu baixinho, colocou um envelope em meu casaco – Abra quando estiver em segurança, você consegue, oni-san! – saiu saltitando de volta para Cana. Respirei fundo, o que tinha a perder? Segundo a cigana, a vida já estava por um fio e minha dignidade havia se esvaído no momento em que concordei em participar disto.

O que tinha a perder?

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo, perdoem qualquer erro, por favor!
Beijos!
Amélia!


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