História O omega da destruição - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Bakugo Katsuki, Todoroki Shouto
Tags Abo Universe, Bakugou Katsuki, Omegaverse, Todobaku, Todoroki Shouto
Visualizações 195
Palavras 4.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Capítulo novo!
Porque estou postando agora? Porque minha internet é uma diva e não está colaborando muito esses dias! Esse capítulo seria lançado na sexta-feira, mas como não quero acabar não podendo lançar... Ta ai!
Se encontrarem algum erro, me avisem por favor.
Atenção: esse capítulo está longo!!
Boa leitura a todos.

Capítulo 29 - As duas marcas


Fanfic / Fanfiction O omega da destruição - Capítulo 29 - As duas marcas

Outra semana já havia se iniciado e no presente momento era um dia de quarta-feira, Bakugou e Todoroki iam para a escola juntos, sendo esse o provável último dia para o período de transição ser concluído. O maior já conseguia cada vez mais compreender os sentimentos de seu ômega e prever seus pensamentos, embora a marca ainda não estivesse completa e por vezes seus instintos ainda falhavam.

Um dos momentos em que se considerava falho como alfa do loiro, e que infelizmente se repetiu diversas vezes durante aqueles dias, era quando, por alguma razão, Katsuki simplesmente começava a sentir uma forte dor na nuca, como se precisasse se aproximar do alfa que o mordeu mesmo Shouto estando ali do seu lado. Sabia que aquilo não fazia sentido, ele deveria ser o bastante para acalmar o ômega por ser o único que o mordeu, mas isso não era tudo, pois também haviam momentos - muito raros - em que o próprio Todoroki sentia um grande desprezo pela simples presença de Bakugou, como se não o reconhecesse como um ômega exclusivamente seu, embora tenha lutado fortemente para não deixar isso transparecer.

Já na escola, após recém-chegarem à sala de aula, foram recebidos pelos amigos como de costume e logo iniciavam as habituais conversas antes dos inícios das aulas. Katsuki conversava com Denki sobre os últimos dias. Shouto, por outro lado, mantinha uma conversa amigável com Eijirou, mas Izuku se envolveria para tratar de um tema delicado.

- Todoroki-kun, preciso te entregar isso. - disse o esverdeado estendendo um pequeno bloco de anotações ao outro.

- Midoriya, o que é isso? Suas anotações sobre individualidades?

- Não, eu reencontrei isso enquanto arrumava algumas das minhas coisas. Essas anotações são... Dos pais do Kacchan... É só uma cópia, na verdade. O original está guardado comigo.

- Dos pais do Bakugou? - perguntou Kirishima vendo Todoroki recolher aquele bloco de notas e folhear algumas páginas.

- Sim. Todoroki-kun, estou te entregando isso agora, mas depois precisamos arranjar um tempo para conversarmos.

- Será que agora dá tempo? - perguntou Shouto apreensivo.

- Podemos tentar pelo menos começar, mas vamos ficar de olho. Se o Kacchan descobrir podemos ter problemas.

- Eu fico de olho, mas não pensem que não vou escutar! - disse Kirishima.

- Tudo bem, sei o quanto se preocupa com o Bakugou, mas pode garantir que o Kaminari não fale nada? Ele as vezes consegue ver seus pensamentos também, certo? - perguntou Todoroki.

- Ele não dirá nada, confio nele.

- Vamos começar antes que o professor chegue, é melhor por enquanto o menor número de pessoas saber. - começou Izuku - Devo dizer que tomei a liberdade de ler tudo diversas vezes, então já decifrei parte do que os pais do Kacchan descobriram. Mas acho que, pra resumir a conversa, posso afirmar que há mais do que dito nesse caderno, há mais informações que eles esconderam em algum lugar nas redondezas de onde moravam, provavelmente quando já sabiam que estavam prestes a serem assassinados.

- Então, quando partiremos? - perguntou Shouto de imediato.

- Tem certeza? Acha que é o melhor? - perguntou Izuku - Não me entenda mal, é claro que vou te ajudar e te acompanhar, mas quero que pense bem. O Kacchan vai se irritar muito se você viajar.

- Isso é verdade, e ele também vai ficar com medo de te perder. - disse Eijirou.

- Eu sei, já imagino como ele vai reagir a tudo isso... Mas é por ele que quero descobrir logo tudo... Quero deixar ele livre de toda essa perseguição. Então, mantenho minha vontade de ir, mas tem que ser quando eu tiver certeza de que o meu período de transição com o Bakugou acabou.

- Tudo bem, vamos esperar mais alguns dias antes de partirmos. Vou aproveitar e avisar pro Shinsou-kun que terei de viajar...

- Mas... Quem vai cuidar dos nossos ômegas? - perguntou Eijirou.

- Kirishima, por favor, você fica e cuida deles por nós. Acho que o Midoriya e eu damos conta de encontrar tudo e voltaremos em segurança o mais rápido possível. Você deve protegê-los.

- Entendido. - respondeu o ruivo.

Por notarem os olhares constantes e curiosos de Kaminari e Bakugou, os três amigos sairiam daquele canto em que conversavam e foram até os dois ômegas, conversando sobre qualquer aleatoriedade. Logo o professor chegaria e a aula começava.

O loiro sentia certa dificuldade em se concentrar na aula devidamente por conta das pontadas que sentia em uma das mordidas, mas tentava ignorar esse fato, pensando consigo mesmo que deveria ter perguntado dias antes a Kaminari se sentir isso era normal. Sentia também certo cansaço e fraqueza, mas acreditou ser normal pelo fim da mudança em seu corpo devido à transição. Correu tudo bem, conseguiu aguentar os incômodos até a chegada do intervalo. Assim que o professor e alguns alunos saíram da sala de aula, Bakugou praticamente correu para os braços de Todoroki, sentando-se no colo do alfa e o abraçando com força.

- Shouto, minha nuca 'tá doendo de novo... - disse manhoso, mas percebeu certo desprezo escondido no olhar do alfa.

A verdade era que Bakugou já havia percebido que as vezes Todoroki era o mesmo homem amoroso de sempre, mas as vezes ele parecia se irritar ou até se enojar com a aproximação do loiro. Katsuki batalhava para não deixar aquela realidade lhe fazer pensar coisas erradas, não queria acreditar que Shouto havia se cansado de si, apenas tentava imaginar que, na verdade, o alfa estava cansado como efeito colateral da transição.

- Bakugou, tudo bem, fique aqui comigo e logo logo a dor passa... - sugeriu, acariciando os cabelos do loiro.

- Shouto... Posso te pedir uma coisa?

- Sim, o que desejar.

- ... Beijo.

Sorrindo fraco para o menor em seu colo, começou a beijá-lo com calma, tentando ao máximo fazer a dor que o noivo sentia passar logo e que voltasse a ser o mesmo de antes. Se a transição durar mesmo uma semana teria de aguentar somente até o fim do dia, torcendo para que com isso não mais sentisse qualquer repulsa por Katsuki, por menor que fosse. Durante o beijo, sentia-se voltar a ser o mesmo que tanto ama aquele ômega manhoso, começando a apreciar o contato e a presença do noivo.

Durante algum tempo, o casal ignorou por completo os amigos que somente o aguardavam para irem todos ao refeitório como de costume, estando agora até mesmo Shinsou ali olhando para aquela cena um pouco envergonhado. De fato, somente quando a dor na nuca de Katsuki diminuiu é que pararam com os carinhos e beijos, podendo agora encarar os colegas.

- O que? - perguntou Bakugou olhando para os demais.

- Nada. Não preferem aproveitar e ir para um motel logo? - perguntou Denki.

- Não enche. - o loiro explosivo levantou-se do colo do noivo.

- Não vai nem considerar a idéia dele? - agora seria Shouto quem perguntaria ao loiro.

- Cala a boca. - disse irritado com as provocações.

- Então, podemos ir agora? - perguntou Eijirou.

- Vão indo na frente, quero conversar com o Kaminari antes. Peçam o que vamos comer também!

- Tem certeza? Então, não se atrasem. - respondeu o ruivo por fim.

- ... Eu... Posso ficar com vocês? - perguntou Hitoshi aos outros dois ômegas.

- Pode. Vamos conversar um poquinho. - disse Denki e logo Katsuki acentia em afirmação.

Pouco depois os outros três saíam da sala e deixavam somente os três ômegas ali, tendo os outros olhando atentamente para Bakugou enquanto esperavam que ele começasse a falar. Para alívio da dupla, o loiro mais alto sorriu disfarçadamente mostrando que não se tratava de nada assustador.

- Kaminari, eu deveria ter perguntado antes, mas... O que você sentia durante o seu período de transição? - perguntou Katsuki.

- Hn? Isso? - foi pego de surpresa, não esperava esse tema - Bom, acho que... Eu sentia uma vontade muito grande de ficar perto do Kirishima. Porque?

- Você nunca percebia ele agindo diferente... Como se te desprezasse ou sentisse... Repulsa por você?

- Nunca! Pelo contrário, ele parecia me amar cada dia mais. 'Pera, o Todoroki 'tá agindo diferente contigo? Quer que eu vá falar com ele?

- Não precisa, esse período já 'tá quase acabando mesmo... Vou esperar e ver como ele age depois disso... Aliás, sua nuca não doía? Quer dizer, mesmo ficando perto dele. - o loiro nunca antes havia revelado esse detalhe aos amigos.

- Não, na verdade eu sempre me sentia muito bem. As suas marcas de mordida doem?

- Não as duas, só essa. - disse apontando para a marca mais à esquerda da nuca.

- ... Podemos ver? - Hitoshi enfim se manifestou.

- Sim. - dito isso, o loiro se sentou em uma das cadeiras e ajeitou a camisa para expor mais a nuca - Aqui.

Os dois amigos prontamente se aproximaram e olharam a marca de mordida na nuca de Katsuki mais de perto, em um primeiro momento procurando por algum sinal de vermelhidão ou inflamação inesperada. Pela grande aproximação, os dois sentiram que havia algo de diferente no cheiro do loiro mais alto, era como se ele estivesse com o odor de outro alfa em seu corpo, um além de Shouto, e isso estava mais forte naquele exato ponto de mordida.

- Bakugou, seu cheiro... - começou Denki.

- Vocês 'tão me cheirando!? - se levantou irritado.

- Me escuta! Você... Nessa mordida em que você disse sentir dor, há o cheiro de outro alfa e não do Todoroki!

- Kaminari... Não brinca com isso, não teve graça... - Katsuki se mostrava um tanto nervoso - Foi aquele duas caras que me mordeu duas vezes, ele é o único alfa que me mordeu, então vamos falar sério, ok?

- Bakugou... Não é brincadeira... - Shinsou também se mostrou preocupado com a situação - Não acha melhor chamarmos_

- Não! Não chamem ninguém! Eu 'tô bem, essa brincadeira não teve graça. Kaminari, me diz que o Kirishima não está sabendo disso pela ligação de vocês!

- Sinto muito... Ele está vindo pra cá agora...

- Bakugou! - o ruivo se fez presente na sala de aula - O que aconteceu? Senti que o Kaminari estava muito preocupado com você!

- Não é nada! Ele 'tâ fazendo drama, 'tô bem!

- Mas ele pensou sobre sua marca na nuca... E algo como o cheiro de outro alfa!

- Mas que inferno, não é nada! Volta pro refeitório antes que os outros venham também!

- Bakugou. - Shouto chegou à sala, acompanhado de Izuku - O que aconteceu? Senti que você está muito tenso, sua marca voltou a doer?

- Não... Não é nada! Porque todo mundo resolveu voltar aqui agora... Vamos logo pro refeitório, vamos conversar sobre qualquer outra coisa...

- Bakugou, me diga, o que aconteceu. - pediu Todoroki.

- Kacchan... Eu não sei o que aconteceu com vocês, mas... Você não é de agir assim, quer conversar a sós com o Todoroki-kun?

- ... Vão embora.

Os dois casais compreenderam que aquela seria a forma de Bakugou de confirmar que queria conversar somente com o noivo, então combinaram de os esperar na mesma mesa dos últimos dias. Agora estando somente os dois na sala, Katsuki pensava em como começar a perguntar sobre um tema tão pessoal, mas sabia que precisava exclarecer o que de fato estava ocorrendo com o outro e com o relacionamento de ambos.

- Ei, pavê... Seja sincero comigo, porque... As vezes você parece me desprezar?

- Eu não te desprezo! Nunca te desprezaria_

- Eu disse pra ser sincero!

- Bakugou... Eu não sei ao certo como a transição funciona e nem se passar por isso é normal, mas... Me perdoe, as vezes meus instintos dizem que... Como explicar? Que... Você não pertence somente a mim...

- Como assim!?

- Eu não sei, mas as vezes sinto um certo desconforto perto de você... E eu não consigo reconhecer a mordida à esquerda de sua nuca... É como se não fosse minha, mesmo que eu tenha a feito. Deve ser porque eu sem querer te mordi duas vezes e estou sobrecarregado ou algo assim, me desculpe. Me perdoe...

- O Kaminari e o Shinsou... Disseram que essa mordida... Não tem o seu cheiro. Eu não deveria, mas estou começando a desconfiar de mim mesmo.

- Porque de você?

- Porque... Se eu 'tô com o cheiro de outro alfa... Significa que eu... Te trai?

- Bakugou, vamos. - disse já puxando o noivo pelo braço, saindo com ele da sala e andando pelos corredores.

- Pra onde?

- Para a enfermaria, quero que examinem as duas marcas de mordida que você tem.

- Pra que?

- Não adianta ficarmos só aqui conversando, eu sei que você nunca me traiu, você não é desse tipo. Então, não com você, mas... Se a sua segunda marca de mordida pertencer a outro, eu vou ficar realmente irritado. - disse com a voz calma de sempre.

Katsuki não precisava sequer olhar para o rosto do noivo, e mesmo que a transição incompleta não lhe permitisse sentir o que o maior sentia, aquele sentimento estava tão forte, quase palpável, que Bakugou conseguiu percebê-lo. Todoroki estava com muita raiva, apenas disfarçava para não descontar na pessoa errada, talvez na maior vítima do que quer que tenha acontecido, o garoto de cabelos bicolor já havia se enfurecido com somente a possibilidade de alguém ter feito algo ao noivo.

Chegando à enfermaria, Shouto explicou com pressa o que vinha ocorrendo à Recovery girl, sobre o loiro estar com duas marcas de mordida sendo que somente reconhecia uma como sendo sua e a rejeição que por vezes sentia. Era uma atitude padrão explicar os fatos para solicitar o exame à arcada dentária que, no geral, somente era utilizado em caso de estupro ao ômega para descobrir o culpado. Katsuki não fugiu ou negou o exame, apenas ficou quieto enquanto Recovery girl fazia seu trabalho, permitindo até mesmo que sua amostra de sangue fosse retirada sem qualquer luta. Estava com medo, e o maior sentiu isso no noivo, indo prontamente o tranquilizar, prometendo ficar ao lado dele em todos os momentos.

Infelizmente, os resultados dos exames levariam algum tempo para ficarem prontos, então foram informados que deveriam buscá-lo no horário de término das aulas. A idosa perguntou ainda se Katsuki queria ficar ali e descansar, levando em conta o que vinha sentindo, mas o loiro recusou e logo o casal saía dali, indo encontrar com os amigos como o combinado.

Óbvio que acabariam falando o tempo todo sobre a situação atual do loiro explosivo, como se buscassem uma explicação para o que estava acontecendo. Para eles, mesmo com as claras evidências, não fazia sentido crer que Katsuki havia sido marcado por outro alfa pelo simples fato de ele não recordar de nenhum ataque desse tipo. Por um momento, mesmo que não quisesse ver isso como "oportunidade" para ter acontecido, Shouto lembrou da confusão na noite posterior ao fim do cio do noivo.

- Bakugou, eu lembrei...

- O que? - perguntou preocupado ao noivo.

- Na sexta à noite, você estava sozinho na sua casa... E eu lembro de em algum momento sentir que você estava em perigo ao mesmo tempo que seu cio tinha voltado...

- 'Pera, é sério isso? - Eijirou foi o primeiro a entender aonde o amigo queria chegar.

- O que? - Katsuki ainda não havia entendido, assim como os demais.

- Alguns de vocês devem saber, mas existem alfas que possuem um ciclo próprio diferente do que ocorre em ômegas... Espero muito estar enganado, mas faria sentido eu ter sido alertado, você ter sido forçado ao cio e, como ainda estava em período de transição, você ter duas marcas de mordidas... Só poderemos confirmar com o resultado do exame...

Todoroki estava diferente e agora talvez a escola inteira conseguisse sentir. Estava tão irritado com somente pensar quem e, principalmente, o que fizeram com seu loiro que deixou a sua presença mais forte, mais ameaçadora de forma incosciente, e somente isso era mais do que capaz de amedrontar betas e ômegas. Continuaria o fazendo sem perceber se não fosse Kirishima lhe tocar o ombro e trazê-lo de volta à realidade, tentando o acalmar para não descontar sem querer nos amigos.

Comeram em silêncio, mesmo que alguns já não sentissem fome no momento pela seriedade do que talvez aconteceu. Ninguém sabia se era somente por preocupação, mas Shinsou parecia querer ficar cada vez mais perto de Bakugou e vice-versa, quase como se fosse instintivo se aproximarem naturalmente, e felizmente essa repentina aproximação não causou ciúmes em ninguém.

Quando o intervalo se encerrou, todos os alunos voltariam para suas salas e logo se esforçariam para manter a mente focada nos estudos, recebendo o aviso de que teriam uma avaliação surpresa ao fim da aula. Estranhamente, Bakugou já não estava se sentindo em sua melhor forma naquela segunda metade das aulas, acreditando em um primeiro momento ser por conta das dores na nuca e pela transição, mas quanto mais a hora da tal avaliação se aproximava, mais notava que era diferente, que na verdade estava, além de indisposto e cansado, também com um pouco de tontura e certa sonolência. Não informou nada sobre isso aos demais, preferindo não os preocupar ainda mais e acreditando não ser algo importante.

Ao fim das aulas, os estudantes dirigiram-se à quadra da escola como lhes fora pedido. Cada aluno teria individualmente que demostrar sua capacidade após o tempo de treino e prática que tiveram desde o primeiro dia de aula naquela academia. Tudo escolhido ali mesmo, na hora, afinal tinham a obrigação de estarem sempre preparados.

Alguns alunos eram chamados e prontamente realizavam a demostração diante de todos, sempre sob o olhar atento e crítico de Aizawa, que realizava por vezes alguns comentários sobre o desempenho de cada estudante quando terminavam de fazer a avaliação. Em algum ponto, Katsuki foi informado de que seria sua vez.

Enquanto se preparava para iniciar sua demostração, sentiu a visão embaçar e uma fraqueza tomar-lhe o corpo. Respirou fundo, sacudindo rapidamente a cabeça enquanto pensava "agora não" para os sintomas que vinha começando a sentir desde o início das aulas. Para olhos treinados, eram visíveis os quase tropeços e falta de concentração por parte de Bakugou enquanto realizava a avaliação, e isso preocupou e muito Todoroki, que ficou em diversos momentos tentado a pedir que parassem a avaliação.

Em uma visão geral, o loiro teve um desempenho excelente, mas para os padrões esperados para um aluno como Bakugou, houveram muitas falhas e, de certo modo, um pouco de desleixo. Ao fim da demostração, Katsuki suspirou pesadamente pensando "ainda bem que acabou", quase desmaiando em seguida, precisando ser amparado por Aizawa.

- Bakugou. - o moreno chamou o aluno, checando seu nível de consciência.

- Hm...? - conseguiu responder fracamente, ainda que estivesse "fora de si".

- Vou pedir que te levem à sala da Recovery Girl.

- Eu levo ele! - Shouto se prontificou, já tomando o loiro nos braços.

- Certo, você já fez a sua avaliação, então pode ficar lá com o Bakugou.

- Obrigado, Aizawa-sensei. Com sua licença. - logo Todoroki levava o noivo.

Com pressa porém com cuidado, era assim que Shouto carregava Katsuki até a enfermaria, chamando-o algumas vezes para verificar se ainda se mantinha consciente. Chegando lá, encontraram Recovery Girl e, após Todoroki ter deixado Bakugou em uma das camas dali, a idosa começava a o examinar. O garoto de cabelos bicolor ficou naquela sala o tempo inteiro, se recusando a deixar o noivo e sempre ansiando pela sua melhora. Após ser medicado, Katsuki adormeceu e Recovery Girl decidiu informar os resultados a Shouto mesmo, além de recomendar que esperasse o loiro acordar antes de voltarem para casa.

- O aluno Bakugou está com o corpo sob muito estresse, essa foi a principal causa do colapso que teve.

- Estresse? Mas porque?

- Sobre os resultados do exame solicitado mais cedo... Descobrimos que as marcas que ele tem na nuca pertencem mesmo a diferentes alfas, uma foi feita por você e é a que já esta quase completa. Essa não está oferecendo nenhum risco ao corpo dele. O problema é a segunda marca.

- Quem a fez? - perguntou já irritado por perceber que seus pressentimentos estavam certos.

- Apenas posso afirmar que não foi nenhum estudante dessa academia. Essa segunda marca, por Bakugou não estar perto do alfa que a fez o corpo está se sobrecarregando rápido, e, segundo os exames, ela só estará completa por volta de sexta feira. Mas fique calmo, há um metódo de desfazer essa segunda marca se o aluno Bakugou desejar.

- Como? - sentiu-se um pouco aliviado com aquela afirmação.

- Meu neto consegue ultrapassar minhas atuais habilidades, ele é um médico e pode realizar reconstrução celular e tecidual. Seria complicado e ele passaria por várias seções, mas Bakugou poderia se desfazer da segunda marca. Mas não é recomendável que ele faça isso agora.

- Porque?

- Pode não ser o melhor meio de descobrir e nem o melhor momento, mas... O exame de sangue que realizei em Bakugou detectou um repentino surgimento e crescimento de hormônio HCG.

- E o que isso significa?

- Todoroki... Bakugou está gravido, e mesmo que seja somente uma suposição, baseada nos níveis hormonais, há grandes possibilidades que ele esteja esperando gêmeos, mas isso somente será confirmado em uma ultrassonografia. É altamente recomendável que ele não realize grandes esforços físicos, especialmente durante o primeiro trimestre. Se ele passasse pelo tratamento de retirada da segunda marca agora, seria muito arriscado para a gravidez.

- Bakugou... Está... - mesmo com toda a informação recebida, Shouto havia se prendido a esse detalhe - Bakugou está grávido... Eu vou ser pai... Bakugou está grávido... Bakugou está_

- Todoroki! - a idosa o fez voltar a realidade - Sinto muito por dar uma notícia tão importante dessa maneira, mas você precisa cuidar muito bem dele.

- Sim, eu vou... - estava muito assustado com a novidade - Posso... Dar pessoalmente a notícia a ele?

- ... Tudo bem, mas não esqueça, ele deve evitar se estressar e se esforçar.

- Entendi. Obrigado por toda a sua ajuda.

Recovery Girl logo saiu da enfermaria, provavelmente para conversar com o diretor sobre a atual situação de Katsuki, já que ele era um aluno do curso de heróis. Pouco depois, Eijirou, Denki, Izuku, Momo e Hanta chegavam até a enfermaria para visitar o amigo, Hitoshi também apareceu ali, talvez tendo sido informado do ocorrido por Izuku. Logo o azulado sentava-se na cadeira ao lado da cama onde Katsuki estava, olhando-o atentamente e com preocupação.

- Como ele 'tá? - começou Kaminari - Já sabem o que aconteceu com ele?

- Sim, obrigado a todos por se preocuparem, ele agora está dormindo por causa dos remédios. O Bakugou... A segunda mordida dele realmente não foi feita por mim. Parece que o corpo dele sobrecarregou por estresse... Porque ele está longe do outro alfa. - confessou irritado.

- Espera, então ele foi mesmo atacado por algum alfa? - agora Kirishima se mostrava preocupado.

- Infelizmente sim... Mas isso não é tudo, Bakugou está... Grávido... E isso contribuiu para o cansaço excessivo dele. Por favor, não digam nada a ele, quero dar a notícia pessoalmente.

- Todoroki, mas... Esse bebê pode_ - Denki havia retomado a fala, mas foi interrompido.

- É meu filho! Eu engravidei o Bakugou. Mesmo que ele tenha sido mordido por outro, não há provas de que foram além disso. Seria impossível eu não lembrar de tê-lo visto ou enfrentado quando cheguei na casa do Bakugou. Duvido que, se tivesse feito alguma outra coisa, ele iria embora facilmente depois deixando um ômega ainda no cio pra trás.

- Mas, a probabilidade é grande! - Momo se pronunciava também - Acha mesmo que um alfa iria somente o morder? É óbvio que faria algo a mais!

- Deixe-me colocar da seguinte maneira. - disse Shouto visivelmente irritado - Não importa a aparência ou o sangue, Bakugou terá MEU filho! E espero que vocês não ousem dizer o contrário mais uma vez, em especial na presença dele! Bakugou precisa evitar estresse e esforço, então vou cuidar do meu noivo pessoalmente! Entenderam? - perguntou, mas não recebeu resposta - Bakugou, meu filho. - disse apontando primeiro para Katsuki e depois para a barriga do loiro.

Receosamente, os amigos aceitaram fazer como o garoto de cabelos bicolor pediu, imaginando que tudo aquilo deveria estar sendo muito difícil para ele também. Por um momento, perceberam que Shouto, na verdade, estava se forçando a aceitar as coisas dessa forma pelo bem de Katsuki, já que, como a transição estava no fim, o loiro poderia ver alguns pensamentos do noivo em breve e ele não queria em momento algum rejeitar a criança que estava por vir.

- Me desculpem, acabei descontando em vocês... - disse Todoroki sentindo-se culpado.

- Entendemos que deve ser difícil, Todoroki-kun... Mas saiba que estamos aqui e vamos te ajudar no que precisar! - Izuku tentava incentivar o amigo, mostrando que ele não enfrentaria aquilo sozinho.

- Obrigado a todos...

- Mesmo que estejamos juntos, ainda tem algo que precisamos saber. - Momo atraiu a atenção de todos - Quem foi o outro alfa que atacou o Bakugou?

- Ainda não foi descoberto, mas quando eu descobrir, cuidarei dele pessoalmente. - disse Shouto, novamente irritado.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Previsão de lançamento do próximo, se minha internet ajudar, será no domingo. Caso contrário somente na terça, quando acredito que já estará tudo normalizado....
Alias, abrirei outra votação, e essa não terá nenhuma mentira, eu prometo!
Quero que vocês me ajudem na escolha de gênero do bebê do Hicchan e do bebê do Kacchan! Se não houverem votos, eu mesma escolherei, mas adoraria que me ajudassem a decidir.
Até a próxima.
Bye Bye ~


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