História O Oposto - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias One Direction, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Daniel Sharman, Louis Tomlinson, Personagens Originais, Selena Gomez, Zayn Malik
Tags Louis Tomlinson, One Direction, Selena Gomez, Zaylena, Zayn Malik
Visualizações 21
Palavras 1.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, oi!
BOA LEITURA!!

Capítulo 7 - A História Entre Mamãe e Katy (Me Desculpa)


Ainda continuo sentada no sofá, assimilando todas as palavras da minha mãe. Os paios dela não a achavam suficiente, preferiam a Katy.

— Am? O que aconteceu com a mãe? — Caleb aparece na sala, se sentando onde antes nossa mãe estava.

— Não sei — Ele liga a televisão — Perguntei sobre a tia Katy e... — Caleb desliga a TV na hora e me olha assustado.

— Você não ousou dizer isso. O assunto "tia Katy" é proibido nessa casa. Mamãe não a suporta.

— Eu só queria saber o porquê. Você sabe? — pergunto.

— Sei, mas não é seguro te contar aqui — ele olha para os lados como se tivéssemos falando de algo ilegal e eu não aguento, acabo rindo — Não é engraçado, é um assunto sério. Vamos conversar no meu quarto.

Deixamos a sala e subimos para o segundo andar, entrando no quarto de Caleb. O cômodo é grande, há um poster do Bob Marley em um canto e algumas pichações do lado. Sua cama está bagunçada como sempre, tem uma caixa de pizza sob seu travesseiro, ele pega um pedaço e me oferece, nego rapidamente. Que nojo. Ele sorriu para minha cara de enjoo.

— Tudo bem, me diz logo o que você sabe, porque eu quero sair daqui o mais rápido possível — me sento em sua cama — Aqui tem espécies de insetos que a ciência desconhece.

— Vai dar uma de patricinha agora? Alguns anos atrás você até curtia esse meu jeito rebelde de ser — Caleb diz e infelizmente tenho que concordar.

Quando tinha dezesseis anos, me derretia por garotos como Caleb, que falam gírias, só usam roupas pretas e roupas de couro, se fazem de gangsters e tals. Graças a Deus, essa fase passou quando tive um "relacionamento" com um dos amigos de Caleb, sem ele saber, é claro. Não vou contar os motivos por nosso "relacionamento" não ter dado certo, mas até hoje agradeço a todos os deuses por isso.

— Seu jeito rebelde e não seu jeito porco — ele me empurra de leve — Continuando... Mamãe e tia Katy?

— Oh, claro. Nossa mãe, vulgo Barb, nunca gostou da nossa tia, vulgo Katy. Vou lhe explicar o porque, querida Amber, vulgo minha irmã...

— Quer parar de enrolar e contar logo essa história!? — me irrito.

— Nossos avós sempre gostaram mais da tia Katy, nunca trataram nossa mãe como tratavam a Katy. Katy era a melhor em tudo, nossa mãe sempre teve inveja. Só isso que eu sei — dá de ombros.

— Nossa mãe com inveja?

— Foi o que nosso pai me disse quando eu perguntei sobre essa "richa" delas — deu de ombros — Mudando de assunto: Quer assistir algum filme comigo?

— Agora você lembra de mim? Cadê sua namorada?

— Deixa de ser chata, te deixo escolher o filme — concordo colocando no filme "Annabelle 2", pego um pedaço de pizza, após Caleb jurar que a comprou ontem a noite e ficamos assistindo o filme.

                                                             (...)

— Onde está a mamãe, pai? — pergunto, entrando no escritório dele.

— Já lhe ensinei que tem que bater na porta antes de entrar — ele continua concentrado no que faz em seu notebook.

— Eu bati — minto — Não ouviu porque está ocupado.

— Desta vez passa. O que quer? — pergunta.

— Conversar com a mãe.

— No nosso quarto — responde simples e eu concordo.

— Obrigada.

— Espere, Amber — me viro novamente para ele — Estive conversando com sua tia recentemente, tudo já está pronto para você poder ir. Pode ir agora.

— Obrigada — agradeço novamente.

Saio do escritório indo direto para o quarto dos meus pais. Dessa vez, bato na porta antes de entrar.

— Mãe? — escuto o barulho do chuveiro e decido a esperar sentada na cama.

Estava distraída jogando um jogo no celular, quando o mesmo vibra. "Você tem uma nova mensagem". Abro a mesma e ela está em inglês.

"Hi, Amber. I don't know if you speak English, but still. I'm Louis. I don't have much to say, I'm happy to meet someone from another country, I hope we can be friends. See you soon."

"Oi, Amber. Não sei se você fala inglês, mas ainda assim. Eu sou Louis. Não tenho muito o que dizer, fico feliz em conhecer alguém de outro país, espero que possamos ser amigos. Te vejo em breve."  

Sorrio, o respondendo:

"I'm happy too, Louis. I also hope we can be friends. And yes, I speak English, my whole family speaks. See you soon."

"Fico feliz também, Louis. Também espero que possamos ser amigos. E sim, eu falo inglês, minha família inteira fala. Nos vemos em breve."

— O que faz aqui, filha? — ouço a voz de minha mãe e deixo meu celular de lado.

Seus cabelos estão úmidos e com leves ondas nas pontas graças ao seu recente banho, em um vestido azul-marinho até os joelhos, ela demonstra sua elegância.

Ela ainda está me encarando, esperando a resposta de sua pergunta.

— Quero terminar a nossa conversa — falo.

— Já lhe disse tudo o que tinha a dizer — ela anda até sua penteadeira e começa a desembaraçar seus cabelos castanhos com um pente.

— Correto, você falou, agora é a minha vez — me sento na cama. Ela me olha, esperando eu falar — Sinto muito por tudo. Sinto muito por só ver seus lados negativos, você tem lados positivos e você não é uma mãe horrível, você é boa. Eu sei o que você passou, aquilo não foi justo, mas também não foi sua culpa ou da tia Katy.

— Está errada — ela abaixa a cabeça — Não sou uma boa mãe, aposto que Katy seria uma mãe muito melhor para você, ela sempre foi melhor que eu. Então, pelo seu bem, eu deixei você ir morar com ela. Não fui boa o suficiente, tanto para seus avós quanto para todos: minhas amigas, meus professores e até meus namorados preferiam ela, Katy sempre foi melhor que eu e continua sendo — ela deixa o pente de lado e se senta perto de mim na cama.

— O que aconteceu? — a pergunta escapa dos meus lábios.

— Eu tinha seis anos quando Katy nasceu, meus pais começaram a me pressionar mais, tive que aprender a cozinhas, esquentar leite e outras coisas caso eles não pudessem faltar em uma reunião importante. Essa foi a primeira coisa que Katy me roubou: minha infância, nunca podia sair lá fora para brincar com as crianças do bairro porque tinha que tomar conta da minha irmã mais nova. Katy foi crescendo e se tornando uma menina mimada, meus pais faziam de tudo por ela, mas nunca era o suficiente. Eles me deixaram de lado por ela, ela sempre queria mais e só tinha oito anos naquela época, eu tinha catorze, não me importava tanto com a falta de atenção. Comecei a me importar quando eles começaram a sair quase todos os finais de semana e me deixavam com a "babá de confiança", mas os passeios acabaram quando eles voltaram mais cedo um dia e viram o "exemplo de babá" me maltratando. Achei que finalmente eles iriam me dar mais atenção, mas me enganei, eles brigaram comigo, dizendo que eu deveria ter contado o que estava acontecendo, eu tentei diversas vezes, mas eles me deixavam de lado para dar atenção a Katy — seus olhos e nariz estão vermelhos enquanto suas lágrimas escorrem pelos seus olhos, nunca a vi tão vulnerável quanto está agora — Um ano depois, comecei a me dedicar mais aos estudos, sempre quis me tornar uma advogada, tirava dez em todas as matérias, mas mesmo assim Katy continuava sendo o orgulho da família. Me lembro de sua primeira apresentação de ballet, nossos pais mandaram um estilista famoso fazer sua roupa a mão, "Tudo por nossa princesa" eles diziam. E pensar que eu sempre pedia para fazer aula de ballet para eles e eles sempre negavam. Katy nunca soube o que era um "não" enquanto eu nunca soube o que era um "sim" — neste momento, lágrimas caem dos meus olhos.

Sinto a dor dela, eu sinto a dor de ser excluída pela família. Ela está tão machucada pelo passado, que não consegue perceber que está me machucando no presente. A abraço com força e consigo me lembrar de poucos, posso até dizer raros, momentos de minha vida que minha mãe foi dócil comigo, que ela se esqueceu de seu trabalho e me deu atenção, ninguém sabe o quanto eu quero e preciso de mais momentos como aqueles.

— Amber? — minha mãe se afasta um pouco de mim, olhando o fundo dos meus olhos — Você sabe como eu me sinto — ela afirma depois de um tempo em silêncio — Eu faço isso com você — ela sussurra — Me perdoa, me perdoa, filha — ela limpa minhas lágrimas.

— Claro que eu te perdoo, mãe — desta vez, eu enxugo suas lágrimas — Se quiser, eu desisto de Londres, eu fico aqui e vamos ter a relação de mãe e filha que deveríamos ter tido.

— É o que eu mais quero, amor. Mas Londres é o seu destino, o seu lar, confie em mim, eu entendo. Estraguei o seu passado e não vou ser egoísta o bastante para estragar seu futuro também. Tudo bem você ir morar com a Katy, saiba que eu sempre te amei e me desculpe por não ter demonstrado. Eu te amo, filha.

— Também te amo, mãe. Obrigada — a abraço novamente.

— Daqui a poucos dias você não vai estar mais aqui, então, por que não chama suas amigas para dormirem aqui ou vão fazer algo? — ela sugere.

— Boa ideia. Vou falar com elas — beijo sua bochecha e saio do quarto.

"Ocupadas hoje?" — envio a mensagem para nosso grupo.

Juh ❤️:

"Infelizmente não, aqui está um tédio" — três emojis "revirando os olhos" está no final de sua mensagem.

Lena ❤️:

"Vou estudar para passar o tempo"

Juh ❤️:

"Nerd!"

Lena ❤️:

"Palhaça"

Me:

"Mas é verdade, Lena. Estamos de férias, não há motivos para estudar" — envio.

Lena ❤️:

"Nada melhor para fazer"

Me:

"Problema resolvido! Minha mãe disse que vocês podem vir em casa, é só não acabar com a comida e de preferência, trazer um pote de sorvete �� "

Juh ❤️:

"Aham, tá bom"

Me:

"Palavras da minha mãe, não minhas"

"Cadê a Sof?"

Sof ❤️:

"Aqui, acabei de chegar do mercado com a minha mãe"

Me:

"Comprou sorvete?"

Sof ❤️:

"Sim"

"Daqui a pouco eu levo aí"

Me:

"Obrigada, Sof"

"A Sof já está confirmada e vocês, meninas?"

Juh ❤️:

"Já 'tô saindo de casa. Quer que eu passe na sua casa, Lena?"

Lena ❤️:

"Sim, vou me arrumar"

Me:

"Até daqui a pouco, chicas"

Sof ❤️:

"Adiós"

Juh ❤️:

"Addio"

Lena ❤️:

"Au revoir"

Guardo o celular no bolso e começo a dar uma organizada no meu quarto, apesar de saber que não vai durar por muito tempo.


Notas Finais


Até mais! ❤️❤️❤️
Obs: Amo emojis, menos os da nova atualização do Whatsapp. Eu fiquei tipo "What?"


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