História O Outro Lado de Pan - Capítulo 10


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Categorias Peter Pan
Personagens Capitão Gancho, Personagens Originais, Peter Pan, Tinker Bell, Wendy Darling
Tags Peter Pan, Terra Do Nunca
Exibições 20
Palavras 991
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo mega fofo pra vcs.

Capítulo 10 - Segunda Estrela à Direita


Fanfic / Fanfiction O Outro Lado de Pan - Capítulo 10 - Segunda Estrela à Direita

 Mirei naqueles olhos profundos e magnéticos. Aquela escuridão intensa confundia os meus sentidos. Mordi o canto do meu lábio inferior, eu estava nervosa e com dúvidas. Minhas mãos suavam frio, mas não tive muito tempo pra pensar nisso. Me entreguei as promessas de aventura e liberdade. Uma terra onde eu seria livre pra provar meu valor. Movida pelos desejos, segurei as mãos sujas e caleadas de Peter. Ele me deu seu belo sorriso de canto e me puxou pra perto do seu peito falando:

-  Segure firme, a viagem não será longa, mas vamos enfrentar altas velocidades. Não queremos que você se perca em alguma constelação no meio do caminho.

Tentei decifrar suas palavras, mas não compreendia. Constelação? Do que ele estava falando? Então me vem uma ideia. Solto rapidinho nossas mãos e faço sinal para ele esperar na sacada. Corro até o criado mudo e coloco o relicário que ganhei de presente. Eu não sabia por quanto tempo ficaria fora, o colar seria uma boa lembrança de casa. Volto para a sacada e abraço ele com força, entrelaçando meus dedos sobre suas costas esguia de menino.

- Podemos ir.

 Ele dá um sorriso travesso e se joga da sacada. Um arrepio percorre minha espinha e uma onde de frio se infiltra na plantar dos pés, chegando no estômago. A sensação se alastra sobre minha epiderme atiçando os pelos do meu antebraço. Meus olhos se mantêm fechados e não tenho coragem de abrí-los. Eu segurava a respiração sem perceber e só conseguia sentir meus lábios secos em choque contra o vento gélido.

- Pode abrir os olhos Kate! Já estamos longe de sua casa. 

- Peter não me solta!

- haha Você está com medo?

Eu não respondo nada e ele solta minhas mãos de suas costas. Eu me desespero, sinto meu peso sendo puchado pra baixo e abro os olhos junto com um grito. De repente tudo muda, a visão era maravilhosa, e imediatamente paro de cair. Peter segurava as minhas mãos com um pouco de esforço e soltou um pó dourado sobre minha cabeça. Encantada com a visão da velha Londres sobre a perspectiva das estrelas, eu não percebi que Peter já não fazia mais força para me segurar. Olhei para ele e estávamos na mesma altura, ele segurava minha mão com suavidade. De repente paramos sobre o telhado de um antigo convento e o menino soltou minha mão com rapidez.

- O que houve Peter? Por que pousamos?

- Você estava com medo. Achei que ia gostar de voar sozinha, mas vamos dar um tempo até você se acostumar.

- Sozinha? 

- Sim, joguei pirimpimpim em você. Acho que não percebeu, mas agora pode voar sozinha. Talvez com o controle do voo seu medo passe.

- Pirimpimpim?

- É pó de fada. Se você não tem poderes como eu, o pó é um meio de conseguir voar.

- Mas eu não sei voar Peter!

Ele se aproximou de mim, segurou minhas duas mãos novamente e disse sorrindo:

- É fácil! Basta...minha nossa! - do nada ele desvia o olhar sobre a cidade. Eu me viro também para entender a sua reação e logo entendo - Olha só essa cidade!

A luz das casas e edifícios dava um ar instigante e misterioso. O rio Tâmisa ganhava tons de ouro e prata. Era um contraste incrível entre o brilho da lua e o dourado das casas, manchando o manto negro de água doce. O grande relógio, agora não parecia tão grande. Era só mais um risco no meio daquela imponente tela que se transformara a cidade de Londres. Tudo formava uma perfeita composição. As estrelas não eram tão visíveis pela névoa que pairava, porém era o cintilar fosco delas, lembrando pequenos diamantes brutos que embelezava mais ainda aquele quadro. Era o melhor que a capital podia oferecer em uma noite de verão.

- A cidade que você mora não é tão ruim à noite.

- Eu nunca tinha visto a cidade desde plano. É encantadora.

Peter olhou para baixo e depois para mim todo radiante.

- Achei que não soubesse voar.

Olho pra baixo depressa ao dar falta de algo sólido abaixo dos pés. Eu estava voando, flutuando mais especificamente e era maravilhoso.

- Peter!! Eu estou voando!! Eu estou... como? 

- hahaha Pensamentos felizes te fazem voar... 

No momento em que ele fala o meu "mantra", meu corpo sobe mais alto involuntariamente.

- Eu acho... que estou feliz haha

- Não me diga! Haha Olhe, segure na minha mão que vou te guiando até Never Land, está bem?

- Certo. E aonde fica essa Ilha? No meio do oceano, em algum ponto ainda desconhecido?

- hahaha Não Kate. Essa Ilha não fica nesse planeta. Está vendo aquelas duas estrelas bem brilhantes? - ele aponta para as duas estrelas mais brilhantes do céu, as únicas que mantinham um brilho forte e contínuo.

- O que tem elas?

- É pra lá que a gente vai.

- haha Está de brincadeira né?... Fala sério!?

- haha Não se preocupe Kate. Eu estarei te guiando. É a segunda estrela à direita, depois vamos seguir reto até o amanhecer.

- Isso é impossível. - digo animada.

- Nada é impossível Katherine! Basta acreditar e ter um pouco de magia. Então, acha que consegue voar agora, ou devemos treinar um pouco?

- Não precisa. Só não solte minha mão de novo, está bem?

- Sim senhora! - faz sinal de contingência e me encara com os olhos brilhando - Então, está pronta para viver uma grande aventura Katherine?

Consenti com a cabeça e partimos pra famosa Ilha dos Sonhos.

Fazia alguns minutos que voávamos, quando Peter disse que estávamos chegando. De fato foi muito rápido. Atravessamos a atmosfera e passamos por planetas e estrelas. Era tudo muito mágico. 

Depois de um tempo voando, sinto um aroma típico de maresia, abro a boca e o vento parecia ter gosto de sal. Então, na linha do horizonte, avisto algumas montanhas cobertas por mata. Abaixo, águas azuis celeste bem cristalinas e ao meu redor as nuvens em tons rosado e alaranjado. Mais acima o sol recepcionava a gente com o seu amanhecer.





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