História O Outro Lado de Pan - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~NRB

Postado
Categorias Peter Pan
Personagens Bicudo, Cabelinho, Capitão Gancho, Deleve, Personagens Originais, Peter Pan, Piuí, Tinker Bell, Wendy Darling
Tags Peter Pan, Terra Do Nunca
Visualizações 58
Palavras 862
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - O Ritual


Fanfic / Fanfiction O Outro Lado de Pan - Capítulo 17 - O Ritual

A sereia me explicou que se tratava de um ritual onde a pessoa em foco, após o feito, teria o dom de compreender a linguagem e forma de expressão de outros seres, ou seja, eu saberia e falaria a língua de outros seres.

Peter disse que não havia motivos para duvidar das sereias, pois o ritual já havia sido feito com ele. O menino já estava mais calmo, mesmo assim não falou muito comigo.

Nesse instante, eu estava me preparando para mergulhar, quando eu fui colocar os pés na água, Peter fala para Lygia:

- Sabe o que vai acontecer caso ela não volte.

- Eu dou minha palavra, ela vai voltar.

- Eu sei. - disse por fim.

Então eu entro na água, estava fria, sinto meus músculos enrigecerem e imediatamente começo a balançar os pés para não afundar. Lygia segura minha mão dizendo:

- Prenda o fôlego, nós vamos mergulhar.

Nisso ela mergulha me puxando para o fundo, tento abrir os olhos, mas é inútil,  tudo não passa de um borrão, então a sereia me solta e começo a me preocupar, pois já estava começando a sentir falta do ar. A sereia se aproxima e começa assoprar na água criando uma espécie de bolha que me envolve. Sinto meus pulmões apertados e o coração pulsando cada vez mais lento e conter o fôlego acaba se tornando impossível, então sem aguentar, inspiro em busca de ar, o que surpreendentemente consigo obter, me deixando aliviada e confusa.

- Enquanto estiver dentro da bolha irá conseguir respirar, enchergar e ouvir perfeitamente, como se estivesse fora da água, mas isso não é eterno. Temos um tempo até a bolha estourar, por isso faremos tudo bem rápido. Preste atenção, você não poderá falar nem se mexer até o fim do ritual. Está bem? - diz Lygia enquanto eu concordo com a cabeça.

Ela faz um sinal com os dedos e Larimar, junto com outras duas sereias, se aproxima. Aos poucos uma melodia foi se iniciando sutil, como um sussurro ao pé do ouvido, a intensidade foi aumentando e as notas se tornaram mais claras e sincronizadas. Uma melodia perfeitamente executada e afinada, cada segundo tomado por nunces sincronizados e rítmicos. A voz era de Lygia, mas parecia a de um anjo. Em seguida, outras duas sereias começaram a nadar em torno da minha bolha, formando elipses, nisso a música ia ficando mais marcada e intensa, quando Larimar se aproxima irradiando uma luz azulada das mãos e direcionando a mim. A sereia encerra o canto subtamente e as sereias se afastam no exato momento em que Larimar lança a luz em mim. A bolha estoura e me pega desprevenida, inspiro água e me afogo, acabo inspirando mais água ainda até minha visão ficar turva e logo em seguida a escuridão tomar conta dos meus sentidos.

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Uma brisa bate leve em minha face e aos poucos o barulho das ondas vai repercutindo dentro de mim. Tento abrir os olhos, mas as pálpebras estão pesadas, então além disso, sinto outro peso sobre meu peito. Tentei me mexer, mas uma dor de cabeça forte fracassou qualquer uma das minhas tentativas, além disso me sentia enjoada e sem forças para qualquer coisa.

- Kate! Kate, está me ouvindo? - Uma voz preocupada surge e começo a sentir movimentos pressionando meu peito para baixo com um certo desespero rítmico. Então me vem uma vontade incontrolável de expelir algo, começo a tossir e sinto um líquido escorrer pelo canto da boca. O enjôo havia passado consideravelmente, mas ainda me sentia fraca e o simples fato de tossir parecia ter esgotado todas as minhas forças.

- Kate!! Por favor reaja! - a voz surge novamente.

Faço um esforço incomum para abrir os olhos e ver quem me chama, a figura borrada de um garoto foi ficando mais nítida. Olhos agitados me encaravam. 

- P-Peter?

Ele soltou um suspiro aliviado e se jogou ao meu lado.

- Achei que tinha perdido você. Céus! 

Aos poucos vou tomando consciência do local e me encaixando no ambiente. Estávamos na areia, onde suaves ondas rasas podiam nos alcançar. Peter estava deitado ao meu lado, olhando para o céu. Minha mente começa a processar as informações.

- Não vai conseguir se livrar de mim tão fácil. - digo esboçando um sorriso de canto, ele me encara meio surpreso de início e depois sorri de volta.

- Vejo que já está bem.

Ficamos nos encarando por uns minutos, ambos sorrindo um pro outro sem sorrir, só com o olhar, mas então me lembro da nossa discussão e das sereias, tiro forças desconhecidas me sentando bruscamente e me dou conta de q foi uma má idéia. Deito novamente e fecho os olhos na tentativa de acabar com a tontura que voltou.

- Kate!? - solta Peter atordoado

- Eu estou bem. - digo sorrindo percebendo a preocupação dele, mas mantendo os olhos fechados. - Só preciso de um tempo pra descansar.

- Eu entendo. 

Ficamos em silêncio por alguns minutos e o sono já estava tomando conta de mim, até ele quebrar novamente o silêncio:

- Olha, nós não podemos ficar aqui Kate. É perigoso um pirata nos ver. Sei que está fraca, eu te levo no colo. 

Sem forças para contrariar, eu apenas concordo com a cabeça e adormeço em seus braços. 







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