História O Padrinho - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Avatar: A Lenda de Aang
Personagens Personagens Originais
Tags Agua, Air, Akatsuki, Avatar, Fogo, Terra, Universo Alternativo
Exibições 96
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ressuscitei essa fanfic, hein! Fiquei morrendo de saudades do meu casal preferido, fazer o quê?

Capítulo 4 - Cinco Dias


No dia seguinte, Sokka decidiu que honraria todo o esforço que Azula vinha tendo para deixá-lo, em suas palavras, “apresentável”. Foi ao seu trabalho vestindo um dos novos trajes comprados pela princesa e, para massagear sua auto-estima, recebeu inúmeros elogios até dos seus colegas que mal falavam com ele.

 

- Que terno bonito, hein, Sokka!

 

- Adorei a gravata! - Esta tinha vários pequenos pinguins-foca estampados nela.

 

- Nossa que cheiroso… - Sua nova colônia veio com um novo sabonete, que ele também decidira testar no banho daquela manhã.

 

Todos os olhos estavam nele. Ele realmente se sentia um príncipe, havia muito tempo que ele não se sentia tão bem em relação a si mesmo. Até mesmo seu chefe, que vinha andando apressado pelos corredores, parou imediatamente e examinou-o dos pés à cabeça.

 

- Sokka, desde quando você é tão… estiloso? - Sokka ficou sem reação de início, mas depois lembrou que ele também precisava fazer sua parte para tornar seu relacionamento com Azula convincente.

 

- Minha namorada, senhor. - Deu uma leve risada. - Decidiu que eu precisava de uma ajeitadinha, de uma polida.

 

- Bem, meu jovem, deixe-a te ajeitar. Está funcionando. Venha para minha sala mais tarde, acho que talvez eu esteja desperdiçando seu potencial.

 

Quase sem acreditar em seus ouvidos, Sokka prosseguiu com seu dia de trabalho, provavelmente o mais produtivo que ele tivera há um bom tempo.

 

-x-

 

Azula estava de volta à mesa de negociações, mortalmente entediada, fazendo o trabalho que seu irmão deveria fazer se não estivesse feliz da vida planejando seu precioso casamento. Para piorar, alguém certamente havia comunicado ao Avatar o que havia ocorrido na última reunião, o incidente em que as roupas do Rei Kuei misteriosamente haviam pegado fogo. Ops. Agora, entre ela e o Rei, estavam sentados Katara e Aang.

 

- Que legal, agora tenho uma babá - A princesa murmurou secamente para si mesma.

 

Enquanto o Kuei discursava sobre algo entediante e certamente irrelevante, Azula, provocativa como sempre, decidiu tirar de sua bolsa sua lixa de unha e prosseguiu a lixá-las.

 

- O que você está fazendo? - Kuei demandou, obviamente irritado com a moça.

 

- Diferentemente do resto de vocês, algo produtivo. Sabe, eu até iria a um salão, mas depois de sair dessa miserável reunião tenho um encontro.

 

- Quem em sua sã consciência sairia com você? - Katara, logo ao lado, sussurrou, mas o comentário não escapou a audição de Azula.

 

- Certamente um cara com cabelo - retrucou, arrancando de Katara um grunhido e de Aang um olhar envergonhado.

 

Durante o intervalo de almoço na prefeitura, no qual todos sentavam em mesas próximas umas às outras, Azula decidiu usar a nova tecnologia de rádio, recentemente desenvolvido na Cidade República, para falar com seu pretendente.

 

- Oi, meu selvagem.

 

- Oi, vagalume. Como estão as coisas?

 

- Ah, você já deve imaginar, o trabalho hoje está um saco - disse a princesa, sabendo plenamente que todos com quem estava trabalhando estavam ouvindo sua conversa. - Mas eu precisava ouvir sua voz sexy, por isso te liguei.

 

- Bem, mal posso esperar por essa noite - Sokka disse, mas Azula sabia o real motivo daquele comentário. Ela havia prometido levá-lo a uma churrascaria famosa na cidade.

 

- Eu também não consigo esperar. Vamos nos divertir muito e quero saber como foi o seu dia hoje. - Espiou os outros antes de sugerir em seguida. - Acho que você deveria passar a noite lá em casa.

 

Azula pôde perceber que Katara não conseguia conter sua cara de incredulidade. Certamente a moça da Tribo da Água deveria achar que tudo não passava de uma mentira.

 

- Tchau, vagalume. Mal posso esperar.

 

Azula ainda se perguntava como Katara não reconhecera a voz do irmão, mas continuou contente, pois com certeza o choque seria ainda maior no dia do casamento. Desligou o rádio, só para ser importunada por Katara.

 

- Por que você tem necessidade de ser tão vulgar? - questionou

 

- Só porque você namora um monge não quer dizer que o resto do mundo também tem de viver em celibato.

 

Katara estava quase prestes a retrucar que ela e Aang transavam que nem qualquer outro casal, mas se pegou no ato.

 

- Ugh, você é nojenta.

 

- Sério? Nossa, meu namorado não poderia discordar mais de você.

 

- Eu não sabia que você namorava. - Aang falou, ainda incomodado pela conversa e sem saber como agir com sua própria namorada enfurecida.

 

- Bem, ele será meu par no casamento. Poderão conhecê-lo no dia. Ele é adorável.

 

-x-

 

Eram 18:30 quando Azula chegou ao apartamento de Sokka. Assim que subiu, mal abriu a porta e já começou a ajeitar a gravata do outro.

 

- Fiz a reserva para as 19:00, então estamos meio atrasados. Marquei um cabeleireiro para você antes de irmos no navio. Ele vai cortar as pontas do seu cabelo e aparar sua barba, mas não tirá-la. Acho que você fica muito bem com pêlos faciais, e olha que eu não digo isso sobre qualquer homem.

 

A Suki sempre detestou sua barba.

 

- Mas e vai dar tempo de eu ir depois do trabalho?

 

- Vai sim. Já requisitei para que peguem suas bagagens daqui e as coloquem direto no navio. As minhas também, é claro. Você só precisará fazer as malas e deixá-las com o porteiro. Assim, depois do seu cabeleireiro, podemos embarcar direto no navio sem nos preocuparmos.

 

- Nossa, eu nem sabia que esse tipo de serviço existia.

 

- Qualquer tipo de serviço pode ser comprado, dependendo de sua influência e de quanto pode pagar. - respondeu com um sorrisinho.

 

- Não se pode comprar amor. - Sokka retrucou, mas assim que percebeu como a expressão de Azula se fechou, arrependeu-se.

 

- Não, não se pode. Mas as pessoas certamente te farão acreditar no amor delas quando lhes convêm.

 

- Está falando de Ty Lee e Mai, não está?

 

Azula franziu o cenho.

 

- Na verdade estou me referindo a minha mãe. Ela nunca amou meu pai, não se engane, mas estava mais do que contente com o dinheiro e status de princesa, por isso dizia a ele todas as coisas que ele gostaria de ouvir, mesmo sendo mentira. Meu pai acreditou nela, até ele descobrir que ela ainda se correspondia com seu ex-amante.

 

- Como certamente você sabe, meu pai não era dos melhores - continuou a explicar - Depois disso, ele piorou muito comigo e com Zuko. Com Zuko principalmente, pois o Zuzu herdou a personalidade de Ursa. Já comigo, por eu seu fisicamente a cópia de Ursa, ele me forçava a treinar a exaustão. E após o treino, me trancava e me forçava a copiar os livros de história do começo ao fim. Sim, ele me tornou no que eu sou hoje, com seus lados positivos e negativos, mas eu jamais teria permitido que algo assim acontecesse com meus filhos, muito menos os abandonaria com um homem desses.

 

Sokka decidiu não tocar mais nesse assunto, tendo visto como Azula havia ficado. Eles estavam prestes a aproveitar uma ótima noite, não queria estragá-la.

 

Chegaram ao restaurante, que estavam lotado de fotógrafos e jornalistas. Parecia que havia um político que também decidira jantar lá naquela noite. Azula aparentava não ter percebido nada fora do comum, à medida que Sokka estava meio sem jeito em meio a tantas pessoas.

 

- Reservo no nome da Princesa, para dois - falou ao recepcionista. Como não havia mais muitas monarquias, e certamente nenhuma outra princesa na cidade, Azula, na maioria dos estabelecimentos, nem precisava informar seu nome.

 

- Por aqui, por favor.

 

Seguiram um dos garçons até um mesa bem no centro do restaurante. Sokka não deixou de notar esse detalhe e de pensar consigo mesmo que isso deveria fazer parte do plano de Azula de compartilhar seu relacionamento falso com o mundo.

 

O garçom deu a eles o menu de bebidas e esperou pacientemente eles decidirem. Sugeriu um vinho, mas Azula olhou na direção do Sokka para que ele escolhesse. Sem saber nada sobre vinho, Sokka acabou pedindo um vinho branco qualquer, o primeiro que viu na cartela de bebidas.

 

- Por que quis que eu escolhesse?

 

- Usualmente é o homem que escolhe o vinho do casal - respondeu dando de ombros.

 

- Você não é uma garota usual.

 

- Não sou, realmente. Mas estamos tentando fazer uma boa aparição pública. - Assim que disso isso, acenou para alguém. Sokka seguiu seu olhar, vendo que o tal membro do conselho é que estava acenando de volta para sua acompanhante.

 

- Ah, então é assim que a realeza é ensinada a acenar? - perguntou com um leve deboche.

 

- É apenas uma das formas - ela disse, voltando sua atenção ao homem a sua frente.

 

- Quantas existem?

 

- As mais importantes são três: A primeira para desfiles; a segunda para cumprimentar outros políticos; e a terceira para quando você quer berrar “Guardas, corram! Ele foi envenenado!”, mas não quer causar um pânico na população.

 

Com uma alta risada, Sokka acusou:

 

- Há, você inventou a última.

 

- Não, não inventei.

 

Sokka a encarou, um pouco assustado.

 

- Tá, na verdade é usada para emergências em geral, mas é que na maioria dos casos o que acontece é mesmo envenenamento.

 

- Você já teve de usá-la?

 

- Não. - Sokka não podia deixar de sentir-se aliviado.

 

As bebidas chegaram e as carnes começaram a serem servidas também. Quando o prato já estava com um bife bonito e suculento, ela cortou um pedaço e se apoiou na mesa. Assim que Sokka olhou para ela, ela aproveitou para aproximar seu garfo lentamente de sua boca até ele comer o pedacinho de carne que nele estava. Ele ficou surpreso, mas nunca rejeitava comida.

 

- O conselheiro não tirava o olho da gente - esclareceu a moça. - Agora ele tem certeza de que eu estou em um encontro, e não em um jantar de negócios. Pode ter certeza de que ele espalhará bem a notícia.

 

- Por que ele faria isso?

 

- Para mostrar para seus colegas de que ele está mais ligado com os acontecimentos dos ricos e poderosos do que os outros.

 

E Azula tinha razão, o conselheiro não desgrudou o olho da mesa dos dois a noite inteira.

 

- Essa bife está extraordinário! - Sokka elogiava a comida enquanto ainda a mastigava. - Como eles conseguem deixá-la assim tão macia? Nunca comi carne assim.

 

- É por causa da qualidade da carne do porco-boi. Eles os criam em montanhas especiais, tratando-os como realeza até a hora do abate. Além disso, eles tomam muito cuidado na grelha para que a carne fique com essa casquinha deliciosa, mas ainda macia feito um algodão.

 

- Dá para ver que você já mais do que excedeu sua cota de bons restaurantes. Tem de dividir com o resto de nós, reles mortais.

 

- Sério? Mas e o que te faz pensar que eu quero parar?

 

Ele revirou seus olhos, mas depois se debruçou sobre a mesa para beijá-la.

 

- Por que você fez isso? - ela perguntou, tentando não demonstrar o quanto ficou envergonhada.

 

- Não posso deixar que seja você que sempre inicie as trocas de afeto.

 

- Ah, você estava me deixando, liderar então?

 

- Sem dúvidas. Se eu quisesse tomava as rédeas desse relacionamento. - Azula o encarou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso divertido nos lábios.

 

Após terminarem as sobremesas, quando estavam se levantando da mesa, o conselheiro se aproximou dos dois para cumprimentá-los mais intimamente.

 

- Princesa Azula, como é bom revê-la. - A moça retribuiu com um sorriso amigável. - Sokka, - Pelo visto ele se lembrava de Sokka de logo após a guerra. - como você conseguiu uma companhia tão adorável?

 

Sokka riu, mas pensou em uma resposta plausível no ato.

 

- Acabamos nos esbarrando na cidade há alguns meses e, apesar de tudo, acabamos nos dando super bem.

 

- Vou vê-lo no casamento? - indagou Azula.

 

- Logicamente. Suponho que vocês vão estar viajando cedo para a Nação do Fogo?

 

- Iremos partir amanhã.

 

- Entendo. Eu partirei na quinta-feira, mas com certeza nos encontramos lá.

 

Após a conversa cordial, em que o político queria mais é obter informações para fofocar, eles saíram da churrascaria e conversavam enquanto esperavam a carruagem deles chegar. Lembrando da conversa por rádio que tiveram pela manhã, Sokka decidiu tirar algumas coisas a limpo.

 

- Você estava falando sério quando me convidou para passar a noite com você?

 

- Na verdade, - ela começou, já morrendo de rir. - eu falei aquilo só pra deixar sua irmã furiosa. Mas de forma alguma eu protestaria em ter você para uma festa do pijama.

 

Sokka a encarou um pouco, preocupado com Katara.

 

- Que foi? Tá com medo que eu morda? - Com isso ele riu, e decidiu esquecer sobre Katara, pelo menos por enquanto.

 

- Eu sei que você morde - disse - Acontece que sou um cara destemido.

 

Finalmente a carruagem chegou e ela os levou até o apartamento, enorme e decorado com as mais caras decorações de Azula. Sokka nem se impressionou, esperava mesmo por isso.

 

- Seu closet é imenso! - Nisso ele se espantou.

 

- Esse espaço foi planejado para ser o quarto do bebê do casal que me vendeu o apartamento. Como eu não espero ter nenhum bebê em um bom tempo, decidi guardar minhas roupas e sapatos aqui.

 

- Há quanto tempo está morando aqui?

 

- Eu tendo ido e vindo da Cidade República, por causa do serviço, por mais de um ano já. Mas decidi parar de ficar pulando de hotel para hotel há uns seis meses. - Azula riu para si mesma. - Eu às vezes ficava na casa da Toph, também. Mas depois de pegar ela e Haru… experimentando coisas novas, decidi que, para minha sanidade mental, era melhor eu comprar um lugar só para mim.

 

Sokka se juntou à princesa nas risadas, encostando-se no sofá de couro dela como se estivesse em casa. Enquanto isso, Azula decidiu passar um café, adicionando uíque e chantilly.

 

- Uau, - exclamou o não-dobrador. - nunca tomei café assim. Ficou surpreendentemente bom.

 

- Só tomo café se for desse jeito.

 

- Você gosta de chá? - perguntou a ela, lembrando com carinho de seu tio Iroh e sua “pequena” obsessão pela bebida específica.

 

- Gosto é de limonada.

 

- Limonada? Sério? - Sokka estranhou.

 

- É doce, mas é amarga. Gosto muito disso. Além de que combina com rum, com uísque, com álcool em geral. - Ela riu e Sokka teve de concordar de que era verdade.


Juntos, ficaram até de madrugada jogando papo fora, ocasionalmente deixando escapar alguma memória importante sobre seus passados. Assim seus laços foram ficando cada vez mais fortes e, para a surpresa talvez de Sokka e de Azula, a noite terminou com a moça indo para seu próprio quarto e Sokka adormecendo no sofá.


Notas Finais


Para os leitores de ouro que ainda tinham esperanças de eu voltar com essa história: YAY VOLTEI~
Tomara que tenham gostado! Deixem comentários e me digam se a fic tá louca demais ahsuhsa
Beijinhos <33 Senti saudades!


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