História O pai da minha melhor amiga - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Drama, Naruhina, Romance Policial, Sasusaku, Trama, Violencia
Visualizações 646
Palavras 8.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Minna-san...

Quanta saudades eu senti de vocês...rsrs

Bem, não pretendo me estender, mas quero que me desculpem pelo atraso na postagem.

Quero também agradecer como sempre aos 161 FAVORITOS E AOS COMENTÁRIOS DIVOS QUE RECEBO A CADA CAPÍTULO.❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

Muito obrigada mesmo!!!

Sem mais delongas vamos ao capítulo!

Me perdoem por qualquer erro e boa leitura.

Capítulo 9 - O despertar de um ser vingativo



~ Sasuke ~

 

quando você não entende os próprios sentimentos, as próprias reações; quando se chega à conclusão de que há mais em si mesmo do que se poderia acreditar acaba pesando e se sentindo como se fosse outra pessoa. Eu me sinto como se tivesse acabado de ter sido apresentado a um homem de aparência exatamente igual à minha, mas tão diferente por dentro que nada mais faz sentido. Estou olhando para meu sósia em um espelho imaginário, e tudo o que quero é matar o filho da puta, para poder me sentir normal novamente. Para estar no controle novamente. Para voltar a não sentir o que Sakura me fez sentir em tão pouco tempo.

O que ela fez comigo? – Me pergunto ao por o terno preto e alinhado sobre o corpo. Hoje é mais um dia de missão e tudo o que eu consigo pensar é o momento que passei ao lado daquela garota ontem a noite. Seus gemidos e manhas ainda são tão vividos em minha mente que não consigo me concentrar na papelada à minha frente. Um dossiê com os dados da minha vítima estão sobre a mesinha de centro, esperando para ser analisado; mas a merda dos meus pensamentos me traem tão descaradamente que sinto vontade de socar minha própria cara. 

Maldita hora que eu desejei saber mais sobre esse sentimentos... – Recosto a cabeça para trás sobre a poltrona macia, cruzo as pernas e me pego olhando para o teto de forma perdida enquanto meus pensamentos viajam para a noite passada quando ela invadiu o meu quarto como da vez que pedi para ela ficar longe. 


~Lembranças~....

 

Sakura dá vários passos para trás, as mãos cerradas ao lado do corpo, os traços angelicais distorcidos pela raiva e pelo ressentimento. Nunca a vi assim antes, tão deformada pela indignação, e é algo trágico de testemunhar em uma criatura tão gentil e linda.

Talvez eu não devesse ter dito a ela que eu não me importava com nada e que não havia nada no mundo que eu amasse... quando ela me questionou sobre sentimentos a momentos atrás enquanto permanecia deitada sobre os meus braços.

Ela me encara, e há algo mais em seus olhos que nunca vi antes. Fúria? Vingança? Não tenho certeza. Então, quando começo a pensar em explorar isso mais a fundo, tudo desaparece de seu rosto, substituído outra vez por dor e sofrimento. Percebo que o que ela diz sentir por mim é algo mais forte do que ela pensa.

Sakura cai sentada no tapete macio que cobre o chão. Eu me agacho diante dela, me equilibrando na ponta dos pés. Ela chora com o rosto entre as mãos abertas, e eu a puxo de novo para meus braços, mas Sakura me repele, erguendo  os olhos verdes e me encarando, derrotada. Afastando as mãos, eu me sento no tapete, com as pernas abertas e os joelhos dobrados, os antebraços apoiados neles.

Toco em uma das mãos dela e ela me encara tristemente, por um instante me sinto mal por ter feito ela ficar assim... mas...


Eu não posso deixa-la entrar assim completamente em minha vida.... ainda não. 

Quando penso que ela ira me repelir de novo vejo ela passar os finos dedos por sobre o dorso da minha mão. Ela retribui o carinho mesmo depois de praticamente dizer a ela que ela não é especial para mim... algo no meu peito queima provocando uma sensação agoniante. Era como se eu estivesse indignado com as minhas palavras mentirosas pela primeira vez na vida. Porque ela era. Ela é. Alguém especial para mim. Eu só não conseguia dizer isso e tenho quase a plena certeza que ela sabe disso.

Puxo sua mão levemente em minha direção e logo vejo seu corpo se mover. Faço ela sentar em meu colo e sinto pele sobre pele quente, ela se aperta contra mim, me encarando com a boca delicadamente aberta. Quero saborear seus lábios de novo, mas em vez disso os observo, a proeminência do lábio inferior, a reentrância perfeita do superior, logo abaixo do nariz. Seu hálito tem um vago odor de menta. O cheiro natural de sua pele sempre me inebria momentaneamente quando estou tão perto.

Seguro sua nuca com as mãos e aperto os lábios contra os dela, deixando-a sem fôlego, substituindo-o com o meu. Sinto dor. Todo o meu corpo dói. Por ela. Só por ela. Ela sabe que aquele meu gesto era a forma de desfazer o que eu havia dito a momentos atrás.

Preciso matar alguém para me livrar desses sentimentos, mas no momento só consigo ceder a eles. Segurando-a firmemente, fico de pé com suas pernas envolvendo minha cintura, carregando-a para a cama, onde eu caio entre suas coxas.

Eu a encaro — O que estou fazendo? — e seguro seu rosto. Sinto o calor de suas coxas em mim, a maciez de sua pele. Tão delicada. Tão inocente. Como posso fazer isso com ela? Como posso fazer isso comigo mesmo?

— Sinto muito, Sakura — murmuro, e baixo meu corpo para dentro do dela. Sakura não tira os olhos dos meus nem por um momento, seus dedos dançando em meu rosto, roçando um princípio de barba. — Sinto muito por tudo que fiz com você... e pelo que vou fazer agora. — Eu a beijo profunda e desesperadamente e a penetro com um ímpeto predador.
O doce som de seus gemidos quando a penetro só me fazem querer meter mais fundo. Suas coxas tremem ao meu redor, seus dedos afundam nas minhas costas. Rasgue minha pele, Sakura, digo a mim mesmo.

Ela rasga e meu corpo reage de uma forma tão primitiva que não consigo deixar de machucá-la ao me forçar para o mais fundo possível. Seu pescoço se arqueia, e seus braços se levantam, procurando a parede atrás da cama. Não consigo nem me obrigar a perguntar se estou machucando. Eu quero machucá-la. Quero senti-la se quebrando sob mim, ver as lágrimas em seus olhos, ouvir sua respiração falhando. Quero saber que ela deseja a dor tanto quanto eu desejo infligi-la.

Pequenos uivos e gemidos escapam de sua garganta quando vou mais forte. Ela é tão pequena e apertada que parece que está perdendo a virgindade outra vez.
Outra vez...

Quase perco o controle cedo demais. Reprimo a sensação de êxtase o quanto posso, girando a pélvis contra a dela para atingir seu ponto mais sensível.

Sakura força os quadris para a frente, apertando minha cintura com as coxas, como se pudesse me esmagar com elas.
— Ah, não pare — pede ela, ofegante —, por favor, não pare.
Meto com mais força, até que ela rasga a pele das minhas costas com as unhas outra vez, o que me faz perder o controle. Devoro seus lábios enquanto me esvazio dentro dela, soltando um gemido intenso em sua boca. Suas coxas se retesam quando sinto Sakura contrair e latejar em volta do meu membro. Ela geme de novo, jogando a cabeça para trás contra o colchão, a respiração irregular enquanto seu corpo derrete no limbo sob o meu.

Ficamos calados por um longo momento. Ela perdida em seu mundo e eu me agarrando como posso às paredes sombria para não sair do meu. Ela me olha com a expressão vazia, mas por trás dos seus olhos há um lago de assombro, confusão e negação, e ela está se afogando nele.

— Sinto que a qualquer momento vou te perder... – Seus olhos marejam ao pronunciar aquelas palavras, mas então seu olhar muda para algo que nunca vi antes. – Se você precisar de mim para qualquer coisa... qualquer coisa , Sasuke. sabe que farei por você.

Não piscamos por vários momentos enquanto nos olhamos. O significado não declarado de sua oferta se descortina entre nós como um evento trágico e inevitável, doloroso demais para ser mencionado em voz alta.


Ela seria capaz de abandonar sua humanidade, sua Sanidade e razão por mim...

Eu me viro com cuidado para ficar em cima dela, e olho para seu rosto suave e magoado. Meus lábios tocam os dela uma vez. Minhas mãos seguram sua cabeça, meus dedos roçam o contorno macio e perfeito de suas bochechas.
Estou intoxicado por sua carne quente tocando a minha, o aroma de sua pele feminina, o calor de seu hálito doce, a sensação de seu coração acelerado batendo sob mim.
Eu tiro sua calcinha que ela havia posto novamente e a penetro, causando um gemido doce, que escapa de seus lábios. Ela fica tensa de início, mas depois se rende e derrete ao meu redor. 

Na mesma hora, fico delirante com a sensação de seu corpo quente colado ao meu, de todas as formas possíveis. Ela geme sob minha boca quanto mais fundo eu vou, soluça ao lado do meu pescoço quando forço os quadris com mais intensidade nos dela. O fundo do meu estômago dói de tanto êxtase — nunca me senti assim antes. Nunca. Não assim.
Minha boca devora seus lábios, beijando-os com fome, tirando seu fôlego. Só o calor úmido de sua língua enroscada na minha já me deixa perto do clímax.

Minha boca abandona a dela, procurando seu pescoço e a pequena reentrância na base dele, em seguida partindo para os seios, que beijo, lambo e mordo com delicadeza, para não machucá-la.


— Por favor, não me deixe nunca mais — pede ela ao meu ouvido, com a voz trêmula, pressionando os quadris nos meus para eu entrar mais fundo.

A sensação de sua boca me faz meter com mais força. Mas eu paro, bem fundo nela e digo:
— Eu não vou deixar você. — Então dou outra investida, ao som de seus gemidos suaves e suplicantes.

Os dedos de Sakura se embrenham em meu cabelo. As coxas esmagam meu quadril. Sua cabeça cai para trás, sobre o travesseiro, e passo a língua pela curva delicada de seu pescoço exposto, até que minha boca encontra seus lábios outra vez. Eu a beijo apaixonado e possessivamente. Porque ela é minha. Ela me pertence, como sempre pertenceu, e estou pouco me fodendo para o que vai acontecer. Ela é minha e vai continuar sendo até morrer.

Morte que talvez venha por minha causa. Mas antes da morte física eu preciso mata-la humanamente. Mostrar o meu mundo à ela é um bom começo. Penso ao me sufocar pelo intenso orgasmo que me acomete ao vê-la se retorcer e me apertar dolorosamente ao atingir o seu ápice.

 A morte não é tão feia quanto parece, ou quanto dizem ser...mas ela molda uma pessoa e muda seu caráter....Principalmente quando ela ocorre por mãos inocentes como às de Sakura ainda são. Ainda.



                                            ~ ♡♡♡  ~

 

Suspiro pesadamente e fecho os olhos com força. Eu queria poder me conter e afastar todas essas lembranças da mente. Sei que preciso concluir esse serviço mas não consigo me concentrar em nada. Então como se uma luz acendesse no alto da minha cabeça descortinando um plano diabólico eu pego meu celular e disco o número de Sakura....
Chegou a hora... 

                                            ~ ♡♡♡  ~


~ Sakura ~

 

Meu celular toca durante tempo o suficiente para que a intrometida da Ino veja e diga a plenos pulmões com sua voz melodiosa. – Amor... o amor está ligando. – Ela se refere ao nome na tela do meu celular. 

Meu coração salta acelerado quando eu voo em sua mão e pego meu aparelho com urgência. Os olhares sorridentes de Mel e Hyna caem sobre mim enquanto eu me levanto da cadeira da praça de alimentação do shopping onde estávamos. 

Como estávamos de férias, esse hábito de sair para jogar papo fora agora acontecia com frequência. Eu gostava. Ajudava a me distrair tempo suficiente para não pensar em Sasuke o dia todo. O que era praticamente impossível de não fazer já que ele não me ajudava e pouco tempo depois de eu e Mel termos saído lá estava ele me ligando...

Bem, espero que não seja para me interrogar sobre com quem estou e o que eu estou fazendo....Como ele fez da última vez que saímos com o pessoal do colégio.  Ele não gostou quando soube através da bocuda da Mel que Gaara havia ido e que ele não saiu de perto de mim. Não gosto nem de lembrar o que ele fez comigo naquela noite. Nunca senti tanta dor quanto naquela vez. Apesar de tudo eu não posso mentir. Eu gostei de ser mantida amarrada por ele enquanto ele explorava meu corpo como bem entendia e de forma voraz. Apesar de eu ainda está chateada pela última conversa que tivemos, eu não consigo odiar ele. Se ele pensa que não é capaz de amar alguém. Eu terei que persistir e mostrar o contrário, nem que isso signifique me jogar de cabeça no mundo sombrio que ele a muito tempo vive.


– Às 19:30 eu te quero em casa. – Sasuke pronuncia pouco tempo depois. – Vou deixar sua roupa sobre a cama. Vista ela e esteja arrumada até às 20:15, não se atrase. Vou mandar Victor te pegar em casa, caso Mel te questione... – Ouço a respiração regular dele pesar e por um momento identifico que ele esteja considerando uma decisão. – Você  pode apresentar ele como seu namorado. – A voz dele abaixou e seu timbre saiu em um tom sombrio, como se ele tivesse lutando para não dizer aquilo. – Mas...
– Espera, eu não estou entendendo nada... pra onde a gente vai? Quem é Victor? E o que...?
– Sakura... – Ouço mais um suspiro dele e dessa vez sei que é de impaciência. – Faça  o que eu falei e depois eu te explico o resto. 
– Mas já são quase Sete horas, porque não me avisou antes? – Questiono frustrada ao olhar para o pequeno relógio no pulso e ponho uma das mãos na cintura ao me virar em direção as meninas que me olham sorrindo e fazendo coraçãozinhos em minha direção. Reviro os olhos e me viro na direção oposta. – Quero te levar em um lugar especial. Deixa de ser irritante e vem logo...
– Se eu sou irritante você é o cara mais turrão que eu conheço. – Brinco ao imaginar a cara de desagrado dele por está sendo questionado. Sasuke odeia isso. Ele é o tipo de homem que gosta de ser obedecido e não enfrentado. E eu sou do tipo que falo demais e sei que ele se aborrece fácil com isso. Mas não consigo evitar já que ele fica lindamente sexy e mortal com aquela expressão séria no rosto. Os pelos dos meus braços e nuca se arrepiam só de imaginar ele me fitando dessa forma antes de se perder no meu corpo. Porque é isso que ele faz todas as vezes que me toma em seus braços. Ele me permite ver sua alma através daquele intenso olhar. E sei que ela é tão sombria quanto uma noite sem luar. 
– Se não der pra você.. – Ele pronuncia depois de um tempo em silêncio. – Não, tudo bem, eu vou. – Digo ao cortar sua frase. Ele melhor do que ninguém sabe que eu jamais recusaria um convite seu. Na verdade ele sabe que eu faria qualquer coisa por ele...qualquer coisa.... 

Ao desligar a chamada me aproximo da mesa. O número de seu celular ainda está na tela do aparelho quando eu sento a mesa do lado de Mel novamente. Eu não preciso me preocupar dela ver aquele número já que ele é exclusivo e ninguém o tem além de mim. Sasuke tomou o cuidado para que não corrêssemos o risco dela ver o número dele no meu celular.
– O que foi? – Mel questiona ao tirar os olhos do aparelho e voltar a tomar seu suco. – Vou ter que ir agora. – Mel suspira ao me ouvir e sei que ela está chateada comigo por até então eu não ter apresentado meu namorado para ela. Mas então eu lembro do Sasuke me disse a poucos momentos e decido usar aquilo para amenizar a tensão entre nós. – Meu namorado quer me levar a um lugar hoje a noite. Ele vai me buscar daqui a pouco...você não quer conhece-lo? – Vejo os olhinhos dela brilharem ao voltar a olhar para mim enquanto Ino tufa as bochechas. 
– Ei, porque só vai apresentar ele à Mel? Por acaso ela é melhor do que eu e Hyna?. – Ino cruza os braços em frente aos seios fartos e arqueia uma sobrancelha demostrando toda a sua indignação. Por um momento fico sem saber o que fazer e o comentário que Ino tese a seguir só piora as coisas. – E por falar nisso. – Ela põe uma mão ao queixo enquanto parece buscar na memória por algo. – Acho que você não disse nem o nome dele pra gente. Quanta consideração... – Olho para Hyna e ela percebe a minha tensão já que ela é a única que sabe de tudo.
– Não seja intrometida Ino. Tenho certeza que Sakura deve ter motivos para isso. E sei que ela está aproveitando a oportunidade de ele ir busca-la na casa de Mel para apresentar ele a ela. Como ela já disse ele é muito ocupado. Não é Sakura? – Ela sorrir ao me olhar e piscar rapidamente para mim.


Alguém por favor da um chocolate para essa garota...


– S-Sim... – Respondo ao endireitar a postura. – E quanto ao nome dele... – Eu penso por um momento e por fim decido usar o nome que Sasuke me disse a pouco. – Ele se chama Victor.
– Hum... belo nome. – Ino comenta ao me olhar e esguelha como se tivesse me analisando ou soubesse que estou mentido. – E como ele é ? 
Engulo em seco e novamente me vejo tensa.


Alguém por favor pode tapar a boca dessa garota? – Minha eu interior suspira furiosa. 

– Desse jeito você vai atrasa-la para o encontro. – Hyna fala ao lançar um olhar espremido para Ino que revira os olhos.
– É eu tenho que ir. Desculpa meninas. – Levanto da mesa e Mel me acompanha. Nos despedimos de Ino e Hyna e seguimos para casa. Mel não consegue conter o sorriso de satisfação de toma seus lábios durante todo o trajeto de volta....

                                            ~ ♡♡♡  ~

 

Me olho mais uma vez no espelho analisando o vestido de cor nude um pouco curto demais que Sasuke me deu para vestir. Sei que estou bem na peça mas não consigo disfarçar o incômodo dele ser tão curto que se eu me abaixar um pouco todo mundo poderá ver minha calcinha. Nunca tive o costume de me vestir dessa forma. Apesar de que Mel insista em dizer que estou elegante.
Elegante...mas vulgar. – Minha mente completa.

Quando o relógio marcam as exatas 20:00 da noite eu ouço a campainha da porta. Mel entra no meu quarto logo depois saltitante e sorridente. 
– Ele chegou...Ele chegou. – Ela anuncia. 
Adiantado. – Concluo em mente. 
Sorrio ao virar em sua direção. – É. – Digo. – Eu já irei descer. – Informo. 
– Tá legal. Eu vou descer na frente a farei companhia à ele. – Tendo impedi-la ao abrir a boca mas ela se foi tão rápido que não tive tempo de dizer nada. Suspiro derrotada e ao mesmo tempo tensa demais. Não sei quem vai está lá embaixo quando eu descer e nem imagino como ele seja e o que ele seja para Sasuke confiar nele a esse ponto. Eu nem sequer sei para onde estou indo, mas pela forma que estou vestida deve ser um lugar muito chique. Porque apesar de curto o vestido é de marca e não deve ter custado menos do que três mil dólares. 

Não sei se fico feliz ou se tento conter meus batimentos que batem desregulados a medida que sigo para o andar de baixo.

Paro em frente a porta do quarto de Sasuke e abro a porta, o ambiente está levemente escuro e vazio. Me perco ao lembrar de tudo que vivi com ele ali naquele ambiente em tão pouco tempo. 

Suspiro derrotada ao voltar a atenção para o que devo fazer e por não ter mais informações sobre tudo aquilo que está acontecendo. Mas decido seguir depois de inspirar ruidosamente e seguir para baixo.

Desço devagar e sinto minhas mãos soarem a medida que piso nos degraus. Meus olhos não se levantam até que eu chegue ao último degrau. Sei que Mel está na sala mais não olho em sua direção por que tenho certeza que há alguém com ela. Alguém que eu não faço idéia de quem seja e como seja.  Fico nervosa ao está passando por aquilo. É como se eu estivesse na cena de um filme.

Quando meus sapatos de Salto 15 tocam o chão da sala eu respiro e inspiro e levanto o olhar. Vejo Mel sentada à poltrona do lado esquerdo enquanto um homem de cabelos castanhos escuro cortados em um corte baixo e social, de olhos bem desenhados e expressão séria me olha dos pés a cabeça como se estivesse me analisando. Logo ele meneia a cabeça levemente e seus olhos parecem me dizer mil coisas só pela forma que ele me olhou. Mas a frase mais clara que eu identifiquei foi: Confie em mim. Tenho a leve impressão de ver algo a mais nele, mas esse pensamento se esvai quando ele se aproxima de mim.
– Querida, você está deslumbrante hoje. – Ele diz ao levantar da poltrona e seguir em minha direção. Mel sorrir encantada pela forma que ele falou e ainda mais por seu tom de voz grave e sedutor. 

Ele toma minha mão direta e eu reprimo uma vontade de afastar meu corpo do dele. Acho que ele percebe minha tensão e retém o movimento que levaria minha mão de encontro aos seus lábios. Num dos gestos de cavalheirismo mais conhecido pela classe feminina.
– Vamos? – Ele diz ao me estender o braço para que eu pegue-o. 
– Já conheceu minha amiga? – Pergunto incerta se eu poderia dizer aquilo.

Vejo ele desviar o olhar de mim para Mel e como se fosse um ator de alta performance ele sorrir com a maior facilidade como se aquele ato fosse sua marca registrada. 
– Essa moça gentil? – Ele aponta para Mel que fica corada pelo timbre de voz galante que ele usa ao falar com ela. Eu não a culpo, eu ficaria assim se estivesse no lugar dela. – Ela me fez companhia enquanto eu a aguardava. Devo dizer que é uma linda moça e gentil pessoa. Adorei conhece-la. – Ele conclui ao tornar a olhar para mim.
– Eu também gostei de conhece-lo. – Mel fala tímida. – Agora vão. Não quero atrasa-los. 

Victor, como ele se chama, se despede de Mel com um beijo no dorso de sua mão. Mas ela não estranha a atitude dele e nem confunde seus atos. Já que só de olha-lo podemos dizer que ele é um homem fino e educado. Que eu não faço a mínima idéia de quem seja. 

E o fato de eu está entrando em um carro com um completo estranho me causa um leve desconforto no estômago. Não que eu não confie em Sasuke, mas é que eu nunca me imaginei em uma situação como esse. Namorando (ou  seja lá o que isso entre nós signifique) o pai da minha melhor amiga. Que agora sei...que não é qualquer homem. Me sinto como se estivesse em um daqueles famosos filmes estrelados em Hollywood onde uma garota comum vive um romance nada convencional com um vilão que tem mais fãs do que os próprios mocinhos do filme.  Sorrio com a ideia de que a minha vida possa está se encaminhando para isso, como se isso fosse realmente possível, mas o leve e descontraido sorriso deixa os meus lábios ao ouvir as portas do carro travar e uma  voz ganhar vida logo atrás de mim. Mas precisamente no banco traseiro. 
– Boa noite princesa. – Me viro em direção a voz abruptamente enquanto o carro ganha vida e começa a se mover pelo asfalto. Não consigo identificar quem seja a pessoa por conta do interior escuro. Mas a contar pelo vulto percebi que é alto o suficiente para me intimidar só por isso.. – Quem é você? – Pergunto em alerta e agradecendo internamente por ter posto o celular entre o vão dos meus seios e não na pequena bolsa de mão que levo junto comigo. 
Uma risada carregada de assombro toma o interior do carro. Desvio o olhar daquele que imagino ser Victor e fito novamente o vulto atrás de mim.
– Onde está Sas..- Retenho as palavras ao perceber que talvez fosse melhor ficar calada. 
– Você iria perguntar onde está Sasuke? – O homem atrás de mim completa a frase que eu a momentos atrás iria pronunciar. E sinto que algo de errado está acontecendo. E o pior de tudo é que eu não consigo tirar da cabeça o pensamento de que estou completamente ferrada. Mas não deixo me abalar. Sasuke é um homem perigoso e tenho ciência disso só que me recuso a imaginar que ele tivesse a coragem de me ferir ou atentar contra a minha vida. Não. Isso não. Mas até eu descobrir o que está acontecendo falarei o mínimo possível.
– Sim! – confirmo.
– Você não parece está com medo. – O homem atrás de mim novamente fala, vejo Victor sorrir levemente ao acelerar ainda mais sobre o asfalto. 
Engulo em seco e minhas suspeitas se confirmam: Eles não estão aqui a mando de Sasuke. Mas então quem são essas pessoas? E o que eles querem comigo?. 

Meu coração começa a acelerar e minha respiração falha levemente enquanto tento inutilmente normaliza-la. 
– E por que eu estaria?  – Argumento tentando ganhar tempo o suficiente para descobrir uma forma de sair daquele carro. Apesar de já  está sentindo minhas mãos temerem e um princípio de choro e desespero abater-se sobre mim me impedindo e raciocinar direito. 
– Não perca seu tempo. – Diz Victor, ou aquele que penso que seja ele, apontando para a porta travada do lado do passageiro, onde estou sentada. E só  então me dou conta do movimento involuntário do meu corpo na tentativa de sair dali. Minha mão esquerda estava repousada sobre o a fechadura da porta e eu não lembro quando fiz aquele movimento. A luz dos postes refletidos na arma de cor prata empunhada na mão de Victor me faz tirar rapidamente a mão da porta e recostar as costas no banco novamente. Meu sangue gela ao ver o sorriso medonho tomar a face outrora tão suave e descontraída dele. 
– Você deveria está com medo. – Ouço novamente a voz atrás de mim mas não viro para olha-lo pois no momento seguinte minha garganta é segurada com força e um lenço úmido é forçado contra meu rosto. Me debato tentando me soltar e gritar. Aquela mesma sensação agoniante de incapacidade, semelhante a que senti quando Deidara tentou me estuprar me atinge em cheio. Lágrimas rolam dos meus olhos quentes e margas que tenho a sensação de sentir o gosto dela no fundo da garganta. 
Sinto meu corpo amolecer e em instantes tudo fica escuro.

                                              ~ ♡♡♡  ~


~ Sasuke ~ 


– Chefe... – Ouço a voz levemente alterada de Victor do outro lado da linha. – Prossiga.  – Digo.  Victor suspira por um momento como se estivesse procurando as palavras certas para falar e isso me incômoda,  pois esse não é o seu estilo. – Er.. a... – Merda Victor, diga de uma vez. – Elevo a voz do outro lado da linha ao socar o volante do carro que estou dirigindo. Mas lá no fundo o que mais me incômoda é saber que o que vou ouvir não é nada bom. E que Sakura tem a ver com isso. 
– Ela foi levada. – Ele por fim declara abertamente e logo depois fica em silêncio como se estivesse aguardando a explosão da minha reação. Mas ele sabe, sabe melhor do que ninguém que quando estou transtornado eu simplesmente me calo e mergulho em um silêncio profundo e distante enquanto minha mente projeta os priores assassinatos possíveis e inimagináveis que eu cometerei com aqueles que tiveram colhões o suficiente para fazer aquilo.
– Reúna a equipe e me encontre na sede em 15 minutos.

                                            ~ ♡♡♡  ~ 

 

Meu sangue ferve de uma forma que jamais senti; é como se ao invés de sangue, o que corresse em minhas veias fosse larva. Sinto cada músculo do meu corpo retraído e minha mandíbula trincada uma a outra me fazem sentir o gosto do sangue que desce garganta abaixo. E isso só aumenta a minha cede de vingança.
– Quem são eles? – Me refiro aos responsáveis por sequestrar Sakura, ao sentar sobre a pequena mesa no meio da sala vazia e precariamente iluminada do porão da sede. 
Shikaku se aproxima de mim e me entrega uma pasta e o que vejo não me agrada. Não existe informações de quem seja eles. E as poucas que tenho não me levam a lugar nem um. E eu odeio me sentir encurralado sem saber para onde ir e o que fazer. 

Atiro a pasta com força no chão enquanto Hidan e Shikaku endireitam a postura. Victor permanece centrado e não se move de seu lugar. Tenho a plena certeza que ele está com tanta cede quanto eu para por as mãos naqueles malditos. Pois se bem o conheço ele odeia ser passado para trás. É um predador assassino e não lida bem com a derrota. Mas apesar de tudo eu não consigo deixar de culpa-lo por isso de certa forma. Se ele tivesse...
– A culpa foi minha. Eu devia ter chego mais cedo. – Ele diz ao retrair a mandíbula e franzir o cenho. Hydan e Shikaku o encaram por um momento mais nada dizem. 
– Não! Não foi culpa sua. – Digo ao passar as mãos no cabelo e logo depois firma-las na cintura. Percebo que não há outro culpado além de mim. Eu. Sou. O único. Culpado. A quem eu queria enganar? Talvez eu só estivesse procurando uma forma de aliviar toda a culpa e raiva que estava sentindo ao tentar jogar sobre Victor o peso das minhas atitudes. Eu levei Sakura para aquele mundo quando me permiti pensar nela durante às noite e quando a tomei para mim como um louco possessivo depois de envolve-la em um jogo de conquista. Não havia outro culpado, a não ser eu. E agora eu teria que arcar com as consequências. Sakura teria que arcar com as consequências. Mesmo ela sendo a única vítima do jogo. Ela se jogou no inferno quando permitiu minha aproximação. 

Suspiro frustrado e quando penso em dizer algo sinto meu aparelho celular vibrar no bolso do terno. Pego o aparelho e pela primeira vez na vida temo atender a uma chamada. A foto de Sakura deitada em minha cama com os cabelos displicentes em meio aos edredons preenche a tela do aparelho enquanto sinto um nó formar-se em minha garganta. 
– Quer que eu atenda? – Victor pergunta ao se aproximar. Olho para ele e balanço a cabeça negativamente enquanto o celular continua a vibrar em minha mão.  Se eu não me conhecesse acharia que minhas mãos estivessem tremendo pela primeira vez na vida, no momento que atendi a chamada.
– SASUKE... – Ouço o grito de Sakura do outro lado da linha. – Sakura..Sakura.. – Chamo por ela. Não ouço mais nada por um momento e logo depois uma voz preenche os meus ouvidos. 
– Então é verdade... o grande chefe da Ordem tem fraquezas. – Todos na sala se olham, ninguém além deles sabem que eu sou o chefe e se alguém lá fora sabe essa informação saiu daqui de dentro. Mas enquanto eles se olham desconfiados eu já havia descartado a possibilidade de traição pelo simples prenuncio daquele timbre do outro lado da linha. Era ele... eu tinha a plena certeza que era.
– Vou fazer melhor. – A chamada é encerrada e em instantes o celular volta a tocar só que dessa vez em uma chamada de vídeo. Passo o dedo pelo visor e atendo. Seguro o celular com força ao ver Sakura amarrada em uma mesa de metal imunda e o pior de tudo. Ver que ele abusou dela. As marcas de sangue em sua roupa indicam isso. 

Não sei se minha ira é maior do que a surpresa de ver aquele homem ali fazendo o que jamais imaginei que fosse capaz. Ele não era o mesmo. Havia se tornado um monstro muito pior do que eu. 
– Eu já terminei por aqui. Pode vim busca-la. Vou mandar o endereço assim que essa chamada encerrar. Espero que entenda o meu recado e fique fora do meu caminho. Ele sorrir ao focar a tela em seu rosto,  e toca logo depois a tela do celular com dois dedos ao encerrar a chamada. 

O celular vibra e uma mensagem com o endereço de onde encontrar Sakura aparece na tela. Eu o quebro nas mãos antes de sair correndo em direção a porta. – Chefe.. espere pode ser uma armadilha... – Shikaku grita correndo atrás de mim. 

Eu o ignoro e sigo para o estacionamento. Victor toma a minha frente e entra no lado do motorista. – Todo mundo sabe que eu dirijo melhor do que o senhor. – Ele diz ao abrir a porta do passageiro para que ei entre. Se eu não estivesse em um momento tão tenso eu me permitiria sorrir daquele comentário. Eu sabia que ele só estava preocupado com meu bem estar. 

O carro ganhou vida e em instantes estávamos a toda velocidade em direção a um galpão abandonado na zona leste da cidade. Shikaku e Hydan seguiam logo atrás de nós e armados até os dentes. 

Victor para em frente a velha fachada de uma antiga loja de mantimentos. Com as arma em punho eu sigo para a porta, mas Hydan me repele antes que eu entre e toma a frente. Ele segue e eu contrariado sigo logo atrás. Avisto Sakura desacordada encima da mesa de metal ao centro do galpão e corro em sua direção enquanto ouço Victor me alertar que é perigoso. 

O que vejo me deixa perturbado. Sakura não está com o rosto machucado, mas em compensação seu corpo foi violentado da pior forma possível. Ela tenta abrir os olhos mais está pesada demais para fazer aquilo. Provavelmente ele a drogou antes de sair. 

Me aproximo  e toco seu rosto. Com dificuldade ela me olha. Os olhos cerrados sorriem para mim mesmo estando naquela situação. Me sinto um monstro por tê-la posto ali. Se eu não tivesse me permitido tê-la ela não teria passado por aquilo. Uma marca que jamais sairá de seu corpo e de sua mente. Uma marca indelevelmente imposta à ela por minha causa. Ela carregaria aquilo por toda a eternidade e eu seria o único responsável por isso. Se ela me odiasse eu não a culparia. 
– Eu estou aqui. – Ponho ela em meu colo ao  terminar de soltar as amarras de seus braços. A pele de seu pulso macia e clara assim como as dos tornozelos estão marcadas e partes até mesmo ferida. Imagino que ela deva ter lutado muito enquanto ele... interrompo meu pensamento não me permitindo imaginar tal ato. Só o fato de imaginar como tudo aconteceu já sinto meu sangue ferver. 

Quando chego na sede sigo para a minha suíte  e peço que um médico a examine. Não consigo olhar enquanto ele examina cada parte do corpo dela. Levanto a procura de uma bebida e quando retorno vejo o senhor de quase setenta anos subir o vestido dela na intenção de examina-la completamente. 
– Não faça isso. – Digo ao levar a mão livre até a costa pegando minha arma sobre a cintura. Ele arregala os olhos por um momento ao ver meu dedo sobre o gatilho da arma parada ao lado do corpo. – Preciso saber se tem algo dentro del...
– Eu sei o que aconteceu. – Minha mandíbula se tenciona. – E-Eu só preciso que me diga o que ela deve tomar para ficar bem. 
Ele assente ao ver meu estado e me entrega logo depois uma cere de frascos com anotações sobre eles e os horários que ela deve tomar. 

Quando ele sai eu a pego no colo e sigo para a banheira, encosto Sakura sobre o meu peito enquanto limpo todo o seu corpo. Meu peito bate tão dolorosamente enquanto ela resmunga parcialmente acordada quando toco suas partes íntimas. Sinto algo quente escorrer sobre meu rosto, olho para frente e me surpreendo ao ver meu rosto no espelho,  e não o do meu pai, como costumava ver toda vez que olhava para um espelho. Mas o que mais me chocou foi ver uma lágrima descer sobre a minha bochecha até chegar ao pescoço e logo em seguida descer sobre o meu peito. Uma lágrima quente e pesada que foi capaz de dizer tudo o que até então não consegui pronunciar. Aquilo me fez ver que eu ainda tinha uma parte humana dentro de mim. Uma parte humana que somente Sakura foi capaz de despertar. Pena que em um momento como aquele. E pena que ela não estava acordada para testemunhar aquilo. Eu não chorava a tanto tempo que já havia me esquecido daquela sensação agoniante que se forma na garganta conforme as lágrimas descem. 

Senti como se minha alma estivesse em prantos por que a minha maior dor estava presa na altura do peito, enjaulada como uma fera que lutava para sair. A dor provocada por minhas escolhas impensadas, por Sakura, por ele. Era na verdade como alimento para aquela fera que já não estava mais saciada por toda a escuridão que eu lhe ofereci quando me tornei um monstro. Agora ela desejava mais. Estava faminta para se alimentar do meu....sofrimento.



                                         ~ ♡♡♡  ~ 

 

Por mais relutante que eu estivesse eu tive que sair do lado dela. Mas não antes de reforçar a segurança dela. Victor havia pego seu sósia, aquele que se passou por ele ao pegar Sakura. Já era quase três da manhã e meus punhos se chocavam com violência contra a cara do filho da puta que permanecia amarrado a cadeira de tortura que Hydan costumava usar para seus interrogatórios.
– Se continuar assim vai mata-lo antes que ele possa nos dar alguma informação. – Hydan pronúncia ao analisar seus instrumentos de tortura sobre uma pequena mesa de metal montada sobre rodinhas. Ele estava todo de branco e com suas luvas de látex já apostos sobre as mãos grandes e agis que são capazes de revelar o que a alma de um ser humano esconde em suas profundezas.

 Hydan na verdade não estava preocupado com as possíveis informações que aquele maldito poderia nos dar. Ele melhor do que ninguém sabia que dificilmente um homem de confiança trai seu chefe. Na verdade tudo o que ele temia era não ter a chance de se deliciar com a tortura que imporia sobre aquele maldito a minha frente.

Quando meus punhos se cansam eu paro os movimentos. Pego a toalha de mão sobre a pequena mesa e retiro o excesso de sangue nela. O suposto Victor engasga com o próprio sangue ao tentar respirar. Seu rosto está inchado e seu nariz quebrado pelos sucessivos socos que desferi contra ele. 
– Ele é todo seu. – Digo ao vestir meu terno e pregar as abotoaduras no pulso. 
– Pega leve comigo. – Victor fala com um tom de divertimento ao se referir ao cara que se passou por ele. – Pode deixar. – Hydan responde ao puxar o látex sobre o pulso ostentando aquele sorriso típico seu. O sorriso de quem sente prazer em torturar pessoas. 

                                             ~ ♡♡♡  ~

 

Quando chego à sede de novo segui para a suíte. Entro no ambiente pouco iluminado tentando não fazer muito barulho. Retiro meu terno e puxo a blusa social branca de dentro da calça, desabotoo os pulsos e arregaço as mangas na altura dos cotovelos enquanto me aproximo da cama. Procuro com os olhos por Sakura mas não a encontro.
– Sakura... – Chamo por ela ao acender as luzes e olhar em direção a cama novamente. Sigo as pressas para o banheiro mas ela não está lá também. Volto para o quarto já sentindo a raiva por terem deixado ela sair dali me subir a cabeça. Quando sigo em direção a porta vejo a cortina da parede esquerda se mover levemente. Toco minha arma atrás da costa e sigo em passos lentos, me aproximo e puxo o pano ao apontar a arma para aquela direção. 

Sakura está sentada ao chão abraçando seus próprios joelhos. Ela não está chorando e parece que seu olhar está distante mesmo ela olhando diretamente para o cano da minha arma. Abaixo a arma e a ponho a cintura novamente sentindo um alívio por vê-la ali. Mas ao mesmo tempo vejo que há algo de errado com ela. 

Me ajoelho no chão em frente à ela. – O que está fazendo aqui? – Pergunto preocupado, mas ela não responde e se limita a me olhar de forma profunda. A algo em seu olhar que eu jamais vi. Algo assombroso que não lhe cai bem. Parece que eu estou diante de uma Sakura que em muito se difere da que eu conheci a algumas semanas. 

Tento toca-la mais ela se espreme forçando os braços e trazendo os joelhos para mais perto de si. 
– Não vou machuca-la. Você confia em mim, não confia?. – Vejo confusão em seu olhos, mas logo isso se desfaz e ela volta a me olhar diretamente nos olhos de forma intensa. – Pode confiar. – Digo ao aproximar a mão de seu joelho. Ela permite que eu a toque e sinto um pesar me subir a alma quando vejo seu corpo tremer com a minha aproximação. 
– Não foi eu que fiz isso com você. Eu nunca te machucaria dessa forma. – Sei que ela deve está confusa com tudo o que aconteceu. Pois num momento ela estava sendo abusada por um homem que jamais viu na vida e no outro ela está diante de mim. Eu não a culpo por ela está com medo.

– Quem é ele? – Sua pergunta me pega de surpresa. Um Nó se forma na minha garganta e eu tento em vão conter a minha tensão. Me levanto e dou alguns passos para longe dela. Meu peito de comprime e minha respiração fica levemente alterada. – Quem. É . Ele. Sasuke. – Ela pergunta pausadamente de uma forma que jamais vi ela falar. Ainda mais comigo. 

Me viro em sua direção e vejo fúria em seus olhos semelhante a fúria que vi quando disse que não amava ninguém. Não. Essa era diferente. Seu olhar estava cheio de ódio. Bem diferente das esmeraldas puras que eu me perdia ao fitar. Elas agora estavam sombrias. 
– Não sabemos ainda mas... – Ouço ela sorrir antes que eu termine a frase. Ela rir alto e seus olhos transbordam com incessantes lágrimas mas mesmo assim ela não para de sorrir. 
– Mentiroso... – Ela gargalha e seus olhos não param de transbordar fúria e ódio. – Desgraçado mentiroso. – Diga de uma vez... – Ela grita e por um momento eu a desconheço. – Quem é ele..?
– Sakura...você não esta bem. Você foi dopada com uma droga provavelmente...
– Você não sabe..ou tem medo de dizer quem ele é? – Ela me corta e fala com rancor na voz. Percebo que ela quer me atingir e infelizmente ela consegue. 
– Isso não interessa por que eu vou mata-lo. – Digo ao virar novamente de costas para ela tentando ao máximo esconder a minha expressão de fúria. Não quero assusta-la, não quero que ela me veja assim. A última coisa que quero é traumatiza-la ainda mais. Como se isso fosse passível.
– Não... Não...Não. – Seu timbre de voz muda. Era como se ela não quisesse que eu o matasse e tivesse implorando pela vida dele. Quando penso em me virar para olhar para ela sinto minha arma ser puxada da minha cintura. 

Sakura para de frente para mim, seus olhos estão vermelhos pelo choro ainda presente e suas mãos tremem ao levantar a arma em minha direção. 
– Sakura...calma. Não vou machuca-la eu já disse. – ergo as mãos e dou um passo em sua direção. – Não. Para. – Ela grita me fazendo parar. Obedeço e paro ao abaixar as mãos. 
– Você não quer que eu o mate, mas vai ter coragem de atirar em mim? – Pergunto ao olhar as profundezas de seus olhos sem conseguir encontrar a Sakura de antes. E isso me deixa preocupado. O que ela vai fazer a seguir é o mais me preocupa. Ela está alterada e a mercê de fortes emoções. Pessoas assim tendem a fazer coisas sem pensar. 
– Eu não me importo. – Ela diz ao segurar com mais firmeza o cabo da arma. Vejo seu dedo apertar  levemente inconscientemente  o gatilho. 
– Com o que você não se importar? – Tento entender o que ela fala e ao mesmo tempo me manter alerta sobre seus movimentos.
– EU É QUEM VOU MATA-LO. – Ela grita furiosamente. – E EU NÃO ME IMPORTO QUE ELE SEJA SEU IRMÃO. EU VOU MATA-LO PELO O QUE ELE FEZ COMIGO. E NÃO TENTE ME IMPEDIR. POR FAVOR... NÃO TENTE...

O choque que me abateu ao ouvi-la dizer aquilo foi o mesmo que senti ao ouvir a voz de Itachi e posteriormente ver seu rosto no vídeo que fez logo após abusar de Sakura. Pensei que ele havia se tornado tudo. Menos aquilo que vi em seu olhar. Mesmo depois de anos eu o reconheceria em qualquer lugar. O rosto com as mesma linhas de expressões do nosso pai, o cabelo grande amarrado em um baixo rabo de cavalo me fizeram ver nele a reencarnação de Fugaku. 

Foi por isso que descartei o pensamento de traição quando vi a forma que meus homens se olhavam na sala enquanto ouvíamos a voz dele pelo celular. Só ele teria aquela informação, só ele saberia quem eu de fato era. 

Sakura ainda tremia e seus olhos não paravam de transbordar. O que ela estava sentindo era palpável e eu agora entendia toda aquela fúria em seus olhos. Sei também que eu não seria capaz de impedi-la de tal feito. E seu tentasse ela uma hora ou outra meteria os pés pelas mãos e iria atrás de Itachi mesmo não tendo a mínima chance de mata-lo.

Eu conhecia aquele sentimento. O sentimento de impotência e incapacidade é capaz de transformar uma pessoa inocente que foi violada de forma bruta em um assassino em serie. 
– Você não pode me impedir disso. – Ela abaixa a arma ao lado do corpo ao fitar o chão. – Você vai me treinar. Vai me ensinar tudo o que eu devo aprender e então.. – Ela me olha novamente. – Vai me levar até ele. 
– Não é tão simples quanto imagina.
– Simples? – Ela me olha com uma expressão confusa. – Nada e nunca as coisas foram tão simples para mim, Sasuke. Mas mesmo assim, você não pode me tirar esse direito. Mesmo que isso fira seu orgulho idiota de homem dominador. Ou você me ajuda a fazer isso ou eu faço sozinha. Aquele desgraçado vai morrer pelas minhas mãos de um jeito ou de outro nem que eu tenha que morrer para isso. – Vejo uma estranha e nova certeza em seus olhos em cada palavra pronunciada por ela. E lá no fundo eu sei o que vem a seguir...


Se ela tirar uma vida... Ela perdera sua humanidade.

Quando eu decidi que a levaria comigo em uma missão. Tinha em mente faze-la ver de perto minha realidade. Faria ela ver como é um corpo sem vida. Faria ela sentir o cheiro metálico de sangue misturado ao do metal da bala. E ai. Veria o que ela acharia de tudo aquilo. Esse seria meu primeiro teste. Normalmente pessoas que nunca presenciaram isso tendem a ficar chocadas demais para experimentar de novo. Mas então tudo mudou....

O fantasma de Itachi, o irmão que eu jamais pensei tornar a ver, aparece em minha vida e a vira de cabeça para baixo. Abusa da minha... de Sakura e me faz pela primeira vez na vida ficar sem saber o que fazer. E o pior de tudo. Desperta na pessoa que eu denominava de pura e inocente um lado sombrio que jamais pensei ver em seus olhos. Ou em sua alma. 

Não sei se eu estava tão envolvido com o lado angelical dela que não me permiti ver o que realmente ela trazia escondido em suas altas taxas de descargas emocionais vividas por uma infância destruída e agora por um abuso. 

Mas nada do que eu pense a respeito de tudo isso mudara o fardo de culpa que terei que carregar pelo resto da vida por ter destruído com a dela. Agora o que tenho que fazer é por a cabeça no lugar e por Sakura onde ela deseja estar. 

Se ela terá coragem de concretizar aquilo que seus lábios pronunciam com tanto rancor e raiva só o tempo dirá. Darei à ela as armas necessárias para conseguir o que quer, mesmo que isso vá contra tudo que considero correto. Se é para torna-la rainha eu farei isso. 

Uma pontada de um orgulho doentio me acomete ao tomar ela em meus braços e afagar seus cabelos agora lavados e limpos que foram pintados de rosa no dia que ele decidiu parar de se importar com o mundo e com seus medos. Talvez o real motivo de eu me identificar com ela seja esse:
Ela é destemida e corajosa. E sua falsa aparência de fragilidade confunde aqueles que a julgam erroneamente sem antes conhece-la. Ela pode ser tão mortal quanto eu, ou até mesmo pior.
 


Notas Finais


Novos personagem ai hem...rsrs

Espero que tenham gostado do capítulo.

Nos vemos em breve!!! Até mais.😘😘😘


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