História O Passado Sempre Volta - Capítulo 10


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Categorias Originais
Tags Dark Lemon, Drama, Lemon, Romance, Sadismo, Sexo, Violencia, Yaoi
Exibições 71
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem o atraso, acabei de chegar de uma viagem, estava em Recife, no congresso da faculdade! Cidade mais linda e maravilhosa <3
mas trago um lindo capítulo para vocês <3

Capítulo 10 - Volte, por favor.


Não consigo deixar de pensar em Aki e me preocupar. Não faria bem para ele voltar ao local que lhe causou tanto mau, tinha que fazer alguma coisa urgentemente.

- Estou bem, vocês tinham razão sobre o Aki. Acabei me desesperando, acho que era Estocolmo ou algo assim. - Meus pais e irmão estão no meu quarto, já era o terceiro dia que estava enclausurado sem poder sair.

Estava com a cabeça baixa, sentindo a pressão dos seus olhares.
- No futuro não seja imprudente, conte sempre o que acontecer. Poderia ter morrido. - Meu pai dizia duramente. Saindo do quarto. Minha mãe tocou brevemente nos meus cabelos, bagunçando os mesmos de leve, seguindo-o em seguida.

- Amanhã você volta para o colégio, já irá começar os testes, então não é bom que falte. - Jun dizia sentando ao meu lado, tocando no meu queixo, erguendo na sua direção, estava com os olhos inchados de tanto chorar. Meus lábios cortados de tanto morde-los.
- Sim, Nii-san. - Digo obediente. Mesmo falando aquilo Jun não parecia convencido, contudo, nada poderia fazer. Se erguendo, saindo do quarto, todavia, olhou novamente para mim, esperando algum pingo de sanidade no meu olhar abatido.

Vou na direção do banheiro, cortando meus cabelos. Deixando meu rosto mais exposto, fazia tempo que não encarava aquela expressão, estava abatido, sabia disso, não comia tão bem quanto gostaria e tinha medo de adoecer sem antes fazer qualquer coisa.

As sessões no psicólogo começariam em breve, pois de acordo com meus pais estava com algum distúrbio. Bom, ao menos com essa aparência alguns monitores não iriam me reconhecer, ainda mais se andasse com o olhar mais altivo. Treinei no espelho por muito tempo, mais do que poderia prever. A única coisa que vinha na minha cabeça enquanto fazia aquilo era Aki. Se ele havia criado uma obsessão por mim, desenvolvi uma por ele.

Tinha prometido nunca sair do seu lado, mesmo depois de todas as coisas, iria cumprir a promessa. Aki viveu sendo torturado, não iria deixar que aquela injustiça continuasse.

Fui para aula no dia seguinte com o motorista, a qual se surpreendeu com meu novo aspecto, contudo não disse nada. 
Na escola foi mais complicado, todos ficavam me encarando como se estivessem vendo algum alien, tinha certeza enquanto passava no corredor meu rosto estava vermelho demais. Era quase irresistível encarar o chão, no entanto, resisti bastante até entrar na sala. O alvoroço só ficou maior. 
- Tão bonitinho, é mesmo o Matsumoto-kun? - Ouvi uma das meninas comentando.

Até minha orelha ficou vermelha, talvez não tivesse sido a melhor das idéias. Contudo, tinha que agir. Trouxe mais do que livros na mochila, bastante dinheiro e algumas roupas. 
- Sensei, não estou me sentindo bem, posso ir até a enfermaria? - Creio que por causa do meu rosto vermelho o professor não hesitou em me mandar até a enfermaria.

Segui o caminho na direção do local. Encontrando o enfermeiro sentando lendo algum mangá. 
- Licença, não me sinto nada bem, dores no corpo e acho que febre. - Comento, tentando parecer o mais doente possível.
- Seu rosto tá bem vermelho mesmo. - Sensei comentou. 
- Só preciso descansar, estou assim desde ontem, achei que poderia vim, mas nada melhorou. - Tento soar ainda mais convincente, não precisa de muito.
- Vou ligar para seus pais e... - O maior foi pegando um aviso para enviar para diretoria.
- Não precisa, liguei para o motorista. Só esperar até que venha. - Forço o sorriso. 
O sensei não parece saber exatamente quem sou. Então simplesmente concorda, deixando que vá sem avisar aos meus pais.

Pego a autorização do enfermeiro, entrego ao porteiro que concorda e deixa que saia. No entanto, não vou na direção de casa e sim, até a estação, preciso chegar até aquela cidade, a antiga instituição e agora nova clínica de reabilitação fica naquele lugar. Não tiveram o trabalho de modificar muito o nome, então não foi difícil encontrar em uma pesquisa rápida.

"Aki, esteja bem." Eram quatro dias naquele lugar, nao sabia que mau poderiam fazer para o garoto. Pior que todo meu corpo e meu coração necessitava do Aki, toquei no meu próprio pescoço enquanto via a paisagem mudar conforme o trem avançava. Apertando de leve, lembrando de ter o maior dentro de mim.

Não tinha como ficar daquela forma, fui na direção do banheiro. Libertando meu membro, respirando fundo enquanto começava a tocar, fechando os olhos, pensando em Aki. Levei a ponta dos dedos até minha entrada, acariciando aquele lugar. Tinha sido tão contaminado com a perversão do maior que estava fazendo aquilo naquele tipo de lugar.

Gozo rápido demais, estava insatisfeito. O pior que não faço ideia de como vou resgatar Aki, no entanto, iria tentar de todas as formas, nem que tivesse que tocar fogo naquele lugar.

O restante da viagem foi tranquilo, cheguei no fim da tarde. Fazia anos que não pisava naquele lugar, eram lembranças amargas do meu afogamento, era irônico que fosse tentar salvar meu assassino. Naquele horário meus pais já deveriam ter dado conta do meu desaparecimento.

Tinha que dar entrada no hotel, mas fui direto a clínica de reabilitação, ficava em um bairro arborizado de rua tranquila. Tinha grandes muros repletos de plantas, algumas câmeras tornavam impossível um garoto sem porte físico algum invadir o local. 

Iria tentar entrar no dia seguinte, por isso dou entrada ao hotel. Descanso aquela noite, a verdade é que não durmo direito, pois me sinto ansioso demais, se pudesse tirar Aki o mais rápido possível me sentiria muito feliz.

Quando finalmente estou pronto para invadir o local, colocando tudo abaixo com o poder que absolutamente não tinha. Encontro o carro do meu irmão na frente do prédio. Jun estava encostado no local, de braços cruzados.
- Você não vai desistir dessa história mesmo? - Jun dizia irritado. Era uma das poucas vezes que meu irmão parecia tão enfadado comigo.

- Não. Vou fugir sempre que puder, o tempo todo, durante minha vida inteira. - Começo a sentir os olhos ficarem marejados, odiava ir contra meu irmão, o amava, no entanto, não queria deixar Aki para trás e continuar sua vida medíocre.
- O que ele fez com sua cabeça?! - Jun segurou meus ombros com certa força. - Você precisa de tratamento e...
- Vão me mandar para a clínica e me torturar lá? Até que fique quieto e obediente? Isso vai me matar Nii-san. - Tento não soar desesperado. As pessoas estão ao redor, encarando com curiosidade, no entanto, ainda soava tão miserável.
- Yuki. - Jun não sabia o que fazer comigo, olhando nos meus olhos como quem quisesse ver alguma coisa.
- O Aki me salvou sabia? - Limpo as lágrimas enquanto meu irmão foi me soltando aos poucos sem entender. - Era simplesmente um cadáver que estava tentando viver... Quando Aki apareceu fiquei assustado e com medo, mesmo essas sensações ruins me ajudaram a continuar seguindo em frente. Pensei em suicídio tantas vezes antes, que perdi as contas... No dia que prenderam o Aki, um garoto tentou me estuprar, ele me salvou desse babaca...

Tento segurar as lágrimas lembrando do seu abraço. Estava tão emotivo com a possibilidade de voltar para casa e não poder fazer nada. 
- Yuki. - Meu irmão estava aturdido. Confuso, parece que tinha conhecido um lado a qual não sabia, convivendo comigo sem notar nada. Pude perceber a culpa que lhe corroia, dês do momento que apresentou Aki para mim se sentia arrependido.
- Não é culpa sua Nii-san. Só que tem tantos problemas... Não queria te preocupar. - Falo aquilo mais baixo, nunca em nenhum momento da minha vida cheguei a culpar o meu irmão.

- Vamos. - Jun disse simplesmente, segurando meu braço, claro que tentei fugir.
- N-não. - Não poderia deixar Aki novamente.
- Vamos para a clínica Yuki. Vou soltar o Aki da clínica, depois me acerto com nossos pais. - Jun estava relutante em fazer isso, no entanto, era tudo por mim.

- Ah. - Não digo mais nada, entro no carro. Confirmando que meu irmão seguia na direção da clínica. Foi fácil que passássemos pelo portal principal e chegássemos a clínica.

Haviam pessoas passeando no jardim, algumas desenhado. Uns eram crianças, outros adultos.

Chegamos até a recepção, me sentia extremamente inquieto. Havia algo errado naquele lugar, tranquilo demais, falso demais.
- Sou Matsumoto Jun, minha família deu entrada a um paciente, chamado Shimaki Aki. Queremos a alta dele. - Jun dizia de forma impassível e fria.
- Perdão senhor, mas o paciente está no meio de um tratamento. - A mulher dizia com seu sorriso falso.
- Deixe-me falar com o médico responsável ou preferem perder nosso bônus mensal milionário que nossa empresa "cede" a vocês. - Jun dizia de forma intimidadora.
A mulher empalideceu, desfazendo o sorriso.
- Sim senhor. - A mulher ligou quase imediatamente para o médico.
- Espera ali Yuki. - Meu irmão me indicou.

Fico sentando por longos momentos, me sentia nervoso e ansioso. Havia um relógio de parede com barulho irritante, me sinto angustiado demais e irritado.
- Jovem mestre, seu irmão lhe chama.- Um rapaz de jaleco me chama, fico meio surpreso por causa de todo o silêncio.

Vou andando em silêncio atrás dele. Abaixando o olhar até ir a um corredor. Onde meu irmão estava me esperando. 
- Já falei com o médico, mas o Aki está sedado, parece que passou por momentos bem "enérgicos", vamos leva-lo para um apartamento na nossa cidade a qual pertence a mim. - Jun dizia aquilo quase no automático, não parecia concordar com nada. Mas, me senti feliz por poder levar o Aki embora daquele lugar. - Esse lugar me dá nojo. - Quando meu irmão dizia aquilo, segurei na sua mão com força, abaixando o olhar, encarando o chão. Parece que não tinha conhecimento sobre as crueldades do que ocorria naquele lugar.

O momento que tiraram o corpo de Aki da sala, estava dormindo em uma maca, dormindo tão tranquilo, tinha alguns pontos em sua testa. 
- Aki... - Estava tão pálido, os cabelos levemente loiros devido a pintura caiam sobre seu rosto, estava respirando como se apenas dormisse. Toco em sua bochecha de leve, acariciando, o amava.

Saímos do local, Aki já estava vestido normalmente, deitado na parte de trás do carro, com a cabeça no meu colo. 
- Vou avisar a mãe dele quando chegarmos de que está tudo bem. - Jun comentou, mas não me importei, continuei acariciando seus cabelos, encarando seu rosto tranquilo. O que eles tinham feito com o ele?

Aki dormiu o resto da viagem, chegamos ao apartamento quase de madrugada. Era um local bonito que pertencia a minha família, parecia um ótimo lugar para se morar.

As coisas de Aki já estavam naquele lugar, meu irmão deve ter providenciado isso mais cedo. Jun colocou o corpo do outro sob a cama.
- Eu cuido dele. - Digo de forma urgente.
- Não vou te deixar sozinho aqui, mas vou ligar para o médico. - Jun apenas saiu do quarto na direção da sala.

Sento na cama, encarando o rosto do maior. Levando a ponta dos dedos aos seus cabelos, foi quando Aki começou a abrir os olhos, fitando o teto por alguns momentos, até seus olhos foram na minha direção.
- Aki. Você tá bem? - Digo, acariciando seus cabelos de leve. O maior imediatamente segurou na minha mão com força, apertando meus dedos.
- Quem é você?! - Rugiu de raiva, parecia um pouco tonto e fora de si.
Acabei puxando a mão por causa da dor.
Arregalo os olhos. Sinto meu coração se comprimir enquanto o maior vai se erguendo, olhando ao redor, enraivecido.
- Aki, o que fizeram com você? - As lágrimas começam a brotar. Coisas cruéis me passaram pela cabeça, que deverem ter feito com o maior a ponto de deixa-lo naquela situação. Como faria para fazê-lo lembrar de mim?



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