História O Passado Sempre Volta - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Arrow, Batman, Sucker Punch
Personagens Alfred Pennyworth, Amber, Blondie, Blue Jones, Bruce Wayne (Batman), Felicity Smoak, Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), John Diggle, Madame Vera Gorski, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley / Poison Ivy (Hera Venenosa), Rocket, Roy Harper (Arsenal), Sweet Pea
Tags Felicity, Felicity And Oliver, Olicity, Oliver, Oliver + Felicity
Visualizações 289
Palavras 5.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu: Bem-vindo novamente ao OPSV! Nossa convida é Hera Venenosa.
Hera: Apenas estou aqui porque me pagaram, caso o contrário não perderia nenhum segundo sequer para estar aqui.
E: Sua opinião é sempre tão emotiva! Diga-nos, como foi conviver essas horas com Felicity?
H: Um saco! Ela acha que sabe das coisas, mas não sabe nada. Chego até sentir pena, pois ela parece ser uma criança que está aprendendo a andar.
E: Gosta dela?
H: Nem um pouco...
~~ saímos do ar ~~
E: Você precisa dizer que gosta!
H: Mas eu não gosto!
E: Você foi paga para isto!
H: Então toma o seu dinheiro de volta! [joga as notas no chão e sai andando]
~~ voltamos no ar ~~
E: Infelizmente, Hera acabou sofrendo um acidente gravíssimos e precisamos sair do ar.
H: É mentira! Eu estou bem, este programa é uma farsa e... [seguranças aparecem para arrastá-la para fora do show]
E: Por hoje é só pessoal!

Capítulo 17 - Capítulo 16: Uma louca reconhece a outra.


Fanfic / Fanfiction O Passado Sempre Volta - Capítulo 17 - Capítulo 16: Uma louca reconhece a outra.

 


Debaixo de tudo, estou mantida em cativeiro
Pelo buraco interno
Eu tenho sido segurada pelo medo

 

Sete anos atrás:  

Minha preocupação é pequena comparada a de Hera. Eu não sei como Arlequina não percebe os verdadeiros sentimentos de sua amiga. É uma preocupação maior do que apenas amizade, é um medo de perder quem ama, a pessoa que será a única a te completar. Eu nunca posso ter me apaixonado por alguém, mas isto não me impede de reconhecer esse sentimento, pois apenas uma pessoa cega ou louca como Arlequina para não perceber.  

Ao voltarmos para o lugar abandonado, colocamos a loira na cama e voltamos para a sala. Não há muito que fazermos, precisamos apenas esperar a droga sair do organismo.  

- O que fez com ela? – questiona Hera me empurrando contra a parede. – Isto tudo é sua culpa! Eu sabia que não devia ter confiado em você, confiado ela a você! – uma planta começa a se envolver no meu pescoço e começar a me enforcar. 

- E-u... não... fiz... nada... – disse a cada suspiro. – A reconheceram... – continuo a perder minha respiração. Seu olhar sobre mim é mortífero, mas não irá me matar, ela está apenas descontando toda a sua aflição.  

- Apenas mais um aperto e você fica sem ar nenhum. – seus dentes rangeram. – Talvez seja melhor eu matá-la, você não tem nenhuma função para mim. 

- Nós... conseguimos... roubar... a joia. – com a minha afirmação, sua planta me solta e ouço o suspiro exasperado de Hera. 

- Eu não ligo para esta joia idiota. – murmura se sentando no sofá. 

- Então para que queria? – me aproximo cuidadosamente dela. 

- Arlequina quer dar para o seu namorado. – já ouvi muitas vezes Bruce dizer sobre o famoso Joker, dizer o quão ruim ele consegue ser e, infelizmente, não consegue ser bom com sua namorada. Pelo que sabemos, ele bate várias vezes nela, como se ela não fosse nada e nem ninguém.  

- Você precisa fazer algo. – digo e ela frisa a testa. – Está na cara que não suporta aquele palhaço e não agüenta ver sua amiga correndo atrás dele como um cão com o rabo entre as pernas.  

- Acha que não tentei? – sua risada me faz sentir um arrepio. – Mas não importa quantas vezes eu diga, ela sempre volta para ele. E quando acontece algo ela inventa apenas esta desculpa: ‘’O meu pudinzinho é meio temperamental, mas qual é o relacionamento que não tem seus altos e baixos?’’ – vejo repulsa em sua voz e uma pitada de ciúmes.  

- Olha, o que eu irei dizer, será a pura verdade, então, eu peço, por favor, não me ataque com uma de suas plantas. – falo calmamente e aceito seu silêncio como um sim. – Precisa dizer os seus sentimentos em relação a ela. Não pode mais escondê-los e forçá-los a sumir.  

- Sentimentos? – sua voz fez com que o que eu acabara de dizer parecesse uma piada. – Do que está se referindo?  

- Gosta dela. – afirmo e continuo sem dar tempo para ela se intrometer. – Muito mais que uma amiga. Ouso dizer que a ama, mas tem medo de contar e ela recusar seus sentimentos.  

- Pare de falar baboseiras. – pede irritada, mas percebo seu maxilar rígido.  

- Sabe que estou dizendo a verdade. – ela se levanta abruptamente e usa novamente sua planta, prendendo meus braços e minhas mãos. – Vai fazer o que? Matar-me por dizer a verdade? – grito sem me importar. – Pare de ter medo. Acredite em mim, se contar, ela não irá te recusar e ficará com você. Finalmente abandonará aquele idiota que tanto machuca sua amada.  Mas caso o contrário, suporte amá-la de longe e vê-la sofrer por um babaca que não merece o amor dela. Você sabe disso, eu sei disso.  

- Cale a boca!  

- Você pode até parecer essa mulher cheia de si, mas você é uma garotinha que tem medo de ser recusada. Tem medo de que ninguém nunca possa amá-la. Estou errada? Eu estou? 

- Você não tem medo de morrer? – sinto uma enorme dor quando as plantas puxam com força meus braços e minhas pernas. Só mais um pouco e os ossos podem se quebrar.  

- Me matar não irá resolver nada. – deixo meu rosto neutro, não quero que ela tenha o prazer de me ver sofrer. Não quero dar isso a mais ninguém. Eu serei a pessoa que verá os outros sofrerem e implorarem por misericórdia.  

- Mas fará calar a boca. – nos fitamos até ela suspirar e me soltar novamente. – Vá embora, está livre para ir. Fez sua parte no acordo. – muda o assunto.  

- Antes preciso de algo. – lembro-me do meu principal motivo de aceitar o acordo. – Diga-me onde está o homem que queria me seqüestrar.  

- Por que direi? – ela cruza seus braços.  

- Porque quero me vingar. – faço o meu melhor olhar mortífero. Aparentemente deu certo, pois ela concorda, pega um papel e anota a informação que desejo. – Irei confiar em você.  

- Eu sempre soube que você é igual a mim.  

- O que quer dizer com isso? – franzo o cenho.  

- Você tem duas escolhas, uma delas é a correta, mas isso não lhe importa. Você quer a mais prazerosa, a vingança. – ela sorri. – Não é a única que consegue perceber coisas, querida.  

- Posso me despedir da louquinha? – peço. – Será rápido. – caminho até o quarto onde a deixamos. A sua situação não é a da melhor, provavelmente não deve nem ter escutado a discussão que Hera e eu tivemos a segundos atrás.  

- Vai ir embora? – pergunta encolhida na cama. Seus olhos estão fechados, mas percebo rastros de lágrimas. Por que ela estivera chorando? – Vai me deixar, pequenina?  

- Sim. Há coisas que preciso resolver, mas você ficará bem. Você tem a Hera. Quem sabe um dia eu volto? – digo sentindo-me estranha. Sinto como se tivesse abandonando-as. Mas, isso é impossível, eu as conheço a menos de um dia. Não há possibilidades de eu me apegar a essas duas loucas. Talvez eu realmente seja igual a elas. Uma louca reconhece a outra.  

- Preciso me resolver com ela. Eu escutei a discussão. – concordo levemente com a cabeça. – Ela realmente me ama? Mais como uma simples amiga? – balanço a cabeça novamente. Seus olhos piscam várias vezes, como se só agora ela pudesse enxergar. Aposto que Hera irá me agradecer um dia desses.  

- Eu preciso ir. – caminho até a porta.  

- Vou sentir sua falta. – afirma tristemente. Dou a ela um sorriso e digo uma coisa que jamais pensei em dizer:  

- Eu também. – saio e aperto o papel contra minha mão. Há mais uma coisa que preciso fazer. Eu preciso me despedir de uma pessoa e magoá-la.  

Atualmente:  

Pelo visto meu dia será com a família Queen, pois estou a caminho de me encontrar com Thea. Há poucos minutos recebi sua ligação pedindo-me para que eu a encontre no shopping da cidade. Não explicou exatamente a situação, mas tenho noção de que Oliver não está com ela. Caso estivesse, eu não estaria indo a encontro dela. Estou o evitando desde nossa última conversa, quando ele saiu da empresa para comprar seu terno, tratei de deixar todos os meus serviços prontos e sai o mais rápido que pude. Aproveitei meu tempo livre para adquirir um novo aparelho, aquele meu outro celular fora hackeado. Provavelmente por Pinguim, mas não faz diferença alguma para mim. Apenas preciso tomar cuidado a quem eu envio minhas mensagens.  

- Pequena Queen. – a vejo e ela está vestida de calça jeans e uma blusa amarela sem manga. Eu, como de costume, estou usando um vestido rosa com manga e babados.  

- Obrigada por vir! – ela me da um grande abraço apertado. – Eu pensei que, enquanto eu faço uma compra, nós pudéssemos conversar.  

- Conversar? – franzo o cenho.  

- Sim, a respeito de Ollie.  

- O que tem ele? – pelo que parecem todos acham que sou a única pessoa nessa cidade que sabe sobre Oliver Queen, que sabe sobre sua existência e que apenas comigo podem conversar sobre ele. 

- Eu queria que ele fosse comigo visitar minha mãe. – deixa claro sua intenção. No entanto, o que eu posso fazer por ela? O que a faz pensar que eu irei conseguir fazer Oliver ver a própria mãe? Isto está além de mim, nem mesmo Diggle conseguiu convencê-lo, imagine a mim, a mulher que passa grande parte do seu tempo o infernizando.  

- Como posso ajudá-la com isso? – entramos em uma loja de livros e não pude deixar de me sentir maravilhada por tantas histórias a minha volta.  

- Nada tão difícil, pelo menos não para você. – ela pisca. – Apenas preciso que venha visitar minha mãe com Ollie. – meus olhos se arregalam automaticamente. Visitar Moira Queen na prisão? Aquela mulher não é ruim, mas também não é um anjo, não tenho nada contra ela, pois querendo ou não, ela é mãe deles. 

- Uma coisa é convencer Oliver a visitar a própria mãe. Outra sou eu ir com ele. – confesso. 

- É complicado para entender. Na realidade, meu irmãozinho é complicado, mas com você, bem, ele deixa de ser um ser tão complicado, com você ele fica muito mais flexível. – seus olhos me avaliam como se esperassem uma reação de surpresa. Contudo, eu estou mais atordoada do que surpresa. Isto deve ser um compor contra a minha pessoa, todos querem vir até mim e dizer que eu sou a única pessoa que consegue fazer Oliver se acalmar e blábláblá. Mas, há tantas mulheres na vida dele, não duvido de Laurel ou Sara o consiga convencer, esses três se conhecem a muito mais tempo do que eu o conheço.  

- Não acho uma boa ideia. – dou de ombros.  

- Sei que estou pedindo muito, mas desde o dia no qual você e ele surgiram no meu comércio para treinarem uns passos de dança, Oliver começou passar mais tempo comigo, parou de me evitar e inventar desculpas, às vezes nós almoçamos juntos e, quanto temos algum tempo livre no dia, ele pede para que eu ensine mais alguns passos da dança, pois não quer decepcioná-la.  

A encaro ainda mais atordoada. 

- Por isso gostaria que conversasse com ele, não sei o que está fazendo, mas o está  mudando.  E muito. – continua e eu concordo levemente com a cabeça.  

- Está bem, eu posso tentar. – ela abre um enorme sorriso.  

- Isto é maravilhoso! Muito obrigada! – novamente recebo um abraço apertado. 

- Mas não estou garantindo! – acrescento para que suas esperanças não sejam destruídas. Contudo, seu sorriso continua em seu rosto, provavelmente nem escutou direito o que eu acabara de falar.  

- Agora me ajude a escolher um livro que irei levar para minha mãe. – muda o assunto repentinamente. Céus, como eu pude me meter nessa? 

- Do que ela gosta?  

- Algo que ajude a deixar sua mente mais inteligente. Pode ser política. Não me venha com um romance porque ela o usará para bater em minha cara! – brinca rindo. – Ela acredita no amor, mas, esses romances são totalmente loucura e possuem finais felizes.  

- Confesso que nunca parei um tempo da minha vida para ler algum. – passo a mão em um livro chamado Ladrão de Almas. Se eu fosse levar um livro pela capa, seria este, pois está muito persuasivo.  

- Sério? Eu não curto muita leitura, mas li uns dois romances. - continuamos a procurar, mas sinto uma vontade de questioná-la: 

- Como é sua mãe? 

- Uma mulher fora do comum! Sabe, ela é uma ótima mulher, mas julgam pelo que fez... Eu mesma a julguei, mas consegui perdoá-la, pois acredito no que ela disse. Ela fizera apenas essas coisas pelo simples fato de querer salvar pessoas. Eu acredito que tudo é culpa de Malcolm, ele sim fez por pura maldade. – ela dá de ombros.  

- Nunca julguei sua mãe. Na realidade, a acho uma mulher forte e parecida com a minha... – voo pelas memórias da mulher que me deu a vida.  

- A sua mãe também tentou salvar a cidade meio que a destruindo? – questiona rindo. Realmente a pequena perdoou as coisas que a mãe fizera, mas isso não é tão difícil de fazer, não quando a intenção dela era apenas ajudar.  

- Não exatamente, ela tentava salvar as filhas da fúria do pai. – comento um pouco triste. – Ela era uma mulher forte, determinada, cheia de opiniões.  

- Ela já morreu? – concordo e evito dizer algo a mais que possa me entregar. Além do mais, isto aconteceu há anos, não me causa tanta dor quanto causava antes.  

- Sabe, se precisar, minha mãe também pode ser como uma mãe para ti. Ela errou em muitas coisas, mas em cuidar dos filhos, nisto ela não errou. 

- A minha também não errou, cuidou ao máximo que pôde. Você e Oliver têm sorte da mãe de vocês estar viva. - abro um sorriso triste.  

-  Sim, mas Ollie ainda não entende esta nossa sorte. Apenas você pode mostrá-lo o que ele está perdendo. - ela diz calma - Irei levar este aqui para ela. – o livro não parece ser nada interessante, com um título ainda mais desinteressante ''Política e Ciências'', mas se este tipo de leitura que Moira Queen prefere, quem sou eu para contrariar? – Novamente eu agradeço por vir até aqui comigo e espero que possamos no ver em breve!  

- Eu também. - recupero meu animo. De repente, meu instinto percebe algo errado. Dois homens do lado de fora da livraria está fingindo olhar os livros que estão na vitrine, mas se me lembro bem, não há muitas opções e esses dois estão há bastante tempo parados, apenas observando. - Você já vai ir embora? - pergunto tentando esconder minha preocupação.  

- Sim. Eu preciso me encontrar com Roy... - seus olhos brilham. - Você quer ficar com o livro? Assim quando for visitar minha mãe, você entrega para ela.  

- Pode deixar comigo! - ela me encara estranhando. Droga, estou agindo de maneira errada. - Eu pago pode ser? - pego o livro de sua mão e a puxo para a balconista perto.  

- Não é necessário, você fará a parte mais difícil. - apenas concordo. Não demoramos para comprar o livro e fiz questão de levá-la até o carro. Claramente ela estranhou, mas não comentou nada. Nos despedimos carinhosamente e a vi sair com segurança.  

Volto a olhar em volta e capto os dois homens que estavam na livraria, ambos estão me encarando e por isso volto para dentro do shopping. Não sei se eles queriam Thea, mas garanti para que nenhum tenham sucesso. Continuo a andar e noto que estão me seguindo, para uma pessoa comum, elas não iriam achar isso, mas eu sei quando estou sendo perseguida. Entro em uma loja de roupa e compro rapidamente uns óculos e um chapéu para que esconda meu rosto.  

Ao sair da loja, percebo a presença deles. Eles realmente são insistentes. Provavelmente deve ser os que sequestram mulheres, mas, nem sequer está a noite. Então, pelo que parece, Blue mudou a maneira de como prender suas presas.  

Caminho até o fundo do shopping para evitar pessoas e visto o chapéu e os óculos, me escondi atrás da parede e os espero passar. Quando escuto os passos deles mais perto, viro-me para surpreendê-los. Soco um deles, o de cabelo louro, o outro homem de barba grande recuou para trás, não deixou ser pego desprevenido.  

Os dois homens recuperam a postura e ficam me encarando. Não é muito normal alguém lutar usando chapéu e óculos. Gosto de ser diferente. Apesar do meu soco ter quebrado o nariz do louro, ele não deixa de participar da luta. Vejo seus dentes rangerem de raiva e ele pula para cima de mim, o desvio rapidamente e lhe dou um chute nas costas, fazendo com que caia no chão.  

Minha atenção é direcionada ao homem de barba que me encara, tentando demonstrar superioridade. No entanto, só vejo um homem cujo é estupido suficiente ao pensar que pode me prender. Seus pés fingem se mover, provavelmente para ver o quanto eu consigo captar as coisas. Ele abre um enorme sorriso e puxa uma arma. Talvez o seu pensamento é que a brincadeira acabou, mas é agora que nós acabamos de começar. 

Chuto a sua mão que está segurando a arma e em seguida chuto seu estomago, o fazendo recuar e me dando espaço suficiente para pegar a arma que acabara de cair, viro-me para ele e atiro sem pensar duas vezes. O som foi como uma melodia para mim, felizmente, eu não o matei, apenas acertei seu braço.  

O louro pelo visto não é tão burro assim. Ele se levantou rapidamente enquanto eu estava de costas para ele e apontou sua arma em direção a minha cabeça. Se ele apertasse, explodiria meus miolos, mas sei que ele não quer me matar. Apenas está blefando.  

- Solte a arma, gostosinha. - pede rindo. - Você será o nosso prêmio. Aposto que deve ser tão boa na cama quanto na luta. Será delicioso fodê-la várias vezes antes de entregá-la ao meu chefe. Prometo que irei fazê-la se arrepender em reagir a nós. - sussurra em meu ouvido, me fazendo sentir ainda mais repulsa. Solto a arma devagar para fazê-lo pensar que está tudo acabado. Em seguida, ele tira a arma de minha cabeça e coloca em minhas costas. Um grotesco erro.  

- Você devia falar menos e fazer mais. - digo e me viro cuidadosamente para ele. Fazendo com que a arma seja apontada para o meu estomago - Aposto que você é tão ruim na cama quanto é na luta. - faço uma voz sedutora para provocá-lo.  

- Pare de conversar com esta vadia! - grita seu parceiro barbudo. - Ela terá o que merece. Agora vamos! - olho de soslaio e o vejo se levantar do chão e colocando pressão em seu braço para amenizar o sangramento.  

- Ande gostosinha. - ele balança a arma para me fazer mexer. Reviro os olhos com a tamanha idiotice que esse homem tem e, com o meu braço esquerdo, eu pego sua mão que está segurando a arma e a uso para atirar novamente em seu parceiro que está na nossa frente, desta vez eu o acerto na perna.  

- Cale a boca - digo para o louro que tenta me socar, mas desvio e lhe dou uma cotovelada acertando seu nariz quebrado. Ele grita de dor, nem o seu parceiro gritou ao receber os dois tiros, pelo visto esse será o mais fácil conseguir informação.  

Puxo a arma de sua mão com facilidade e atiro em sua perna, para evitar que ele corra. Outro grito e um aviso para mim. Eu não posso demorar aqui, alguém deve ter escutado e ligado para policia. Esse questionário precisa ser rápido. Vou até o barbudo e pego a outra arma que ele está tentando alcançar. Pelo que suponho, este será difícil de me dizer algo. Apenas bato com muita força a arma em sua cabeça o fazendo desmaiar.  

Com as duas armas na mão, eu as aponto para o louro que está com uma expressão de raiva. Dou a ele um sorriso sedutor e me agacho para encará-lo ainda melhor.  

- Isto pode ser fácil ou difícil, apenas precisa me responder uma questão. Se responder da maneira que eu desejo, não atiro. Mas se insistir em não contar, serei obrigada a fazer uma coisa que eu irei adorar. - ele frisa a testa. - Irei aceitar o seu silencio como um sim. Por que estava me perseguindo? - questiono mantendo ambas as armas firmes.  

- Não estávamos atrás de você. - responde evasivo.  

- Diga-me mais! - mando e ele nega com a cabeça.  

- Não irei contar mais nada sua vadia! - ele berra e perco a pequena paciência que tenho. Atiro em seu ombro e outro grito de dor. - Você é louca?  

- Serei ainda mais se não dizer! - vocifero e vejo medo em seu olhar.  

- Nós estávamos atrás da garota, Thea Queen, ela está na lista, mas avistamos você e pensamos que seria mais fácil sequestrar.  

- Você sabe quem eu sou? - questiono mesmo tendo noção de sua resposta.  

- Não! Mas prometo que quando eu me recuperar irei fazê-la sofrer por tudo isto e... - eu bato em sua cabeça fazendo o desmaiar.  

- Estou farta de suas promessas. - digo a ele mesmo que não possa ouvir. Começo a sair do local, pois já obtive minha resposta. Percebo que há muitas pessoas em volta, apenas olhando. Ainda bem que com o chapéu e os óculos eu não posso ser reconhecida. Entro dentro do carro e noto que as pessoas estão prestando mais atenção no que acabara de acontecer em vez de mim.  

Jogo ambas as armas no porta-luvas e vejo se ha algum pingo de sangue em minha roupa, infelizmente, um pouco caiu em minhas costas. Então para o que eu preciso fazer, será necessária uma troca de roupas. Vou até um brechó e compro uma saia vermelha que vai até os pés e uma blusa preta com manga. Não é o meu estilo, mas não posso opinar por muito mais que isso. Passo no cartão de crédito e saio. Ainda bem que eu nunca saio sem uma bolsa de lado que contém grande parte do que preciso.  

A poucas quadras dali, eu queimo meu vestido para evitar que seja encontrado e se ligue a mim. Penso em deixar as armas, mas elas serão uteis no inventário de armas que possuímos na casa de Bruce.  

Eu só parro o carro ao chegar em frente a delegacia, a esta hora os dois homens devem ter sido presos.  Entro no local e pergunto pelo Capitão Lance.  

- Srta. Smoak, que honra vê-la aqui. - ele sorri. Para favorecer ao Team Arrow, nós contamos ao pai das Lances sobre nossas verdadeiras identidades. A princípio, ele fora contra tudo isto, mas não pode fazer muito quando ambas as filhas provaram a ele que não largaria de ser vigilante. Então, sempre que pode, ele nos ajuda a resolver alguns assuntos com a policia e nos ajuda a escapar de situações complicadas.  

- Sempre é bom vê-lo. - respondo sorrindo. - Fez algo no cabelo? - enrolo para não parecer muito suspeito minha vinda até aqui.  

- Tenho certeza que a senhorita não veio até aqui para apenas reparar em meu cabelo. - eu concordo com sua suposição. - Então, porque veio?  

- Eu soube do que aconteceu no shopping. 

- Como? Não divulgamos nada... - ele pensa. - É tudo graças a sua habilidade de hackear, não é? - assinto novamente.  

- Nada pode ser escondido de mim. - pisco. - Preciso que garanta a prisão dos dois. Não podemos deixá-los escapar de nossas mãos.  

- Nossas mãos? Claro, claro. Mas sabe que é difícil, a situação deles é drástica, a pessoa que tentou prendê-los praticamente os torturou. Se eles conseguirem, podem se passar como vítimas. Essas novas vigilantes estão sem limite algum, ainda estão tentado pegá-las? - quase achei cômico o fato dele estar falando com uma ''sem limite'', mas me contive. 

- Neste momento estamos focando em capturar, você sabe, os infiltrados. - sussurro baixo para que apenas ele escute.  

- Ainda não consigo acreditar que há pessoas aqui que estão escondendo informações importantes. Estou me dobrando para não deixar nada passar, mas é complicado. - lamenta-se.  

- Se as coisas estão difíceis, irei agora para não atrapalhá-lo, mas eu imploro que não deixe os dois saírem impune. Tirando isto, todos nós estamos agradecidos pelo que o senhor faz por nós. - ele sorri e volta para cuidar de seus casos.  

Envio uma mensagem para Roy, apenas para ter certeza de que ele está com Thea. Quando consigo a resposta, começo a dirigir para casa de Sweet, penso em dizer as informações que consegui, mas, não quero estragar seu dia. Por hoje, me manterei calada. 

No entanto, me arrepio ao pensar no que teria acontecido a pequena Queen se eu não estivesse com ela no shopping. Os homens conseguiriam pegá-la? A levariam para Blue e a estuprariam e torturariam até que ela não aguentasse e morresse? Ela seria mais uma das mulheres que morreram na mão dele? Como Oliver iria ficar? Provavelmente devastado, se sentiria culpado e não pararia até conseguir vingança. O que eu fiz foi pouco comparado ao que Oliver faria se colocasse as mãos naqueles dois.  

Chego na casa, arrumo meu animo e vejo Bruce e Sweet do lado de fora decorando. Pelo visto ambos estão levando muito a sério em relação a este jantar.  

- Babydoll! - exclama ela ao me ver. - Estive te esperando! Nós precisamos começar a se arrumar. - pede e manda ao mesmo tempo.  

- Vai deixar Bruce fazer tudo sozinho? - finjo me importar.  

- Claro que não! - ela abre um sorriso grande. - Oliver Queen se ofereceu para ajudar, ele está logo ali, vai dar um olá.  

- Nem a pau! - tempo sua boca para que fique quieta. - Bruce, irei matar sua noiva se ela não parar com essa mania!  

- Vocês duas parecem crianças. - ele nos encara com divertimento. - É melhor vocês irem logo e evitem demorar muito, daqui a duas horas os convidados irão chegar. - ambas concordamos e começamos a entrar dentro da casa.  

No entanto, a infantil de Sweet morde minha mão e grita: 

- Oliver! A Felicity chegou! - eu tive que me segurar para não dar um soco em seu rosto. Como ela pôde fazer isto comigo? E alias, como ele pode fazer isto comigo? Ele não se toca que está me torturando?  

- Felicity, você sumiu. - ele se aproxima e quase deixo minha boca cair no chão. A sua camisa branca está colada em seu peitoral me permitindo admirar, seu jeans está apertado me dando a perfeita ideia de sua bunda.  

- Cuidado, a baba está caindo. - sussurra Sweet em meu ouvido. Dou uma cotovelada forte na sua barriga e ela morde o lábio para não soltar um gritinho. - Vou terminar de ajudar Bruce e já volto. - declara saindo.  

Sinto a perca de eloquência ao encarar os olhos de Oliver.  

- Está tudo bem? - ele se aproxima e passa a mão em meu rosto. Minha mente implora para que se afaste, mas o meu coração deseja que haja ainda mais aproximação. Céus, eu estou tão confusa com o seu toque.  

- S-sim. - respondo-o gaguejando. - Por que veio os ajudar? - questiono sentindo que isto tem uma pitada da mão de Sweet.  

- Me encontrei com os dois quando fui comprar o terno, Bruce achou que seria uma maneira de nos conhecermos ainda mais... - ele frisa a testa. - Mas, nós não estamos conversando muito, quem mais fala comigo é sua noiva.  

- Nem se de o trabalho, Bruce não é de falar muito. - comento rindo. - O que conversaram?  

- Especificamente sobre você. - um sorriso encantador abre em seu rosto. - Você contou para ela sobre nosso beijo, mas não quer falar comigo sobre ele. - eu mato Sweet Pea!  

- Oliver, eu não sei exatamente o que dizer. - começo. Não há maneiras de fugir disto. Se não fosse aqui, seria na arque ou na empresa. Uma hora ou outra, ele acharia uma maneira de me por contra a parede... e eu não acharia nada mal... Pare de pensar coisas erradas!  

- Diga o que está pensando. - pede como se fosse a coisa mais fácil do mundo, e era para ser, mas pelo visto, eu gosto de complicar tudo.  

- Hm... Eu penso que você me beijou porque estava levemente alterado. - ou drogado, ou sobre ameaça de morte para fazer aquilo. - Desculpe, mas você nunca mostrou estar interessado em mim desta forma, Oliver. Nos conhecemos a meses e nunca houve um flerte ou qualquer outra coisa entre nós.  

- Você nunca notou. Caramba, sério que nunca percebeu? - ele passa sua mão sobre o cabelo.  

- Notei o quê? Não havia nada para se notar! - digo irritada, mas apenas comigo. - Deixa eu ser direta: eu nunca pensei que houvesse isso. - aponto para nós dois. - No máximo, eu tinha uma quedinha por você, mas quem não tinha? Quem nunca teve? Laurel, Sara, Shado... São tantas que eu poderia escrever um livro.  

- Vou fingir que o que acabou de dizer foi por ciúmes e não para me ofender. - ele ri. Ultimamente é o que mais faz quando está comigo, o que me impede de ficar irritado com ele, pois, céus, o seu sorriso é maravilhoso. Especificamente quando é para mim. - Deixe-me ser direto: eu quero você.  

Meu coração bate mais rápido.  

- Isto é que eu chamo de ser direto. - brinco e sinto minhas bochechas corarem. Está bem, o que diabos está acontecendo comigo? Não sou uma adolescente, sou uma mulher adulta que pode falar e fazer coisas adultas. Mas por que estou agindo feito uma garota que acabara de saber que o seu primeiro amor sente o mesmo? Porque é o que está acontecendo!  

- E então? - ele se aproxima e eu coloco a mão em seu peito para mantê-lo distante de mim. A cada aproximação, eu me próximo do abismo.  

- Vamos com calma! - digo me afastando. - Eu preciso me vestir para este jantar e você também precisa, além do fato de que está ajudando Bruce. Nos falamos mais tarde. - saio andando apressadamente para que Oliver não tenha nenhuma maneira de me pegar e segurar meus braços... se aproximar e me tomar para outro beijo... Eu mesma estou me traindo!  

Sento na minha cama e começo a respirar rapidamente. Coloco a mão sobre meu peito e, se houvesse pessoas, elas pensariam que eu estou tendo um ataque cardíaco. Continuo tentando controlar minha respiração e tento ao máximo manter minha cabeça focada neste jantar, não em Oliver e nas coisas que acabara de afirmar para mim.  

Isto é impossível, não há como ele me querer. Aposto que se ele soubesse o quanto sou quebrada, jamais iria me desejar como crê que me deseja. Seus olhos cairiam sobre mim e logo sentiria repulsa de mim. Uma coisa que às vezes sinto de mim mesma.  

Meu corpo está quebrado, juntamente com minha alma. Mas não posso deixá-lo saber, gosto de vê-lo olhando para mim, como se eu fosse um sol, como se eu iluminasse sua escuridão. Mal sabe que sou mais uma que está consumida pelas trevas.  

- Pronta para se arrumar? - questiona Sweet entrando em meu quarto. - O que aconteceu com você? Está pálida! - ela se aproxima e coloca a mão em minha testa.  

- Oliver disse que me quer! - me jogo no colchão desejando que meus sentimentos se coloquem em ordem. - Não sei o que fazer!  

- Eu sei. - diz enigmática. 

- Sabe? - a olho de soslaio.  

- Você irá se arrumar e mostrará o quanto poderosa é. Siga seu coração, a vontade, o desejo. Enquanto tenta inventar um motivo para não fazer, existe milhões para que você faça. - eu a escuto atentamente.  

- Tem razão, chega de lamentação! Irei mostrar o meu verdadeiro poder.


Notas Finais


Será que retornaremos a ver Hera e Arlequina?
Olha, Felicity sendo ''poderosa'' não irá dar certo :v

Quando Felicity pegou um livro na mão ''Ladrão de Almas'' é o livro que estou lendo e ele é maravilhoso! Super recomendo! A sinopse dele para os interessados de uma nova leitura: No turno da noite em um hospital em Maine, Dr. Luke Findley espera ter outra noite tranquila com lesões causadas pelo frio extremo e ocasionais brigas domésticas. Mas no momento em que Lanore McIlvrae - Lanny - entra no pronto-socorro, ela muda a vida dele para sempre. Uma mulher com passado e segredos misteriosos, Lanny não é como outras pessoas que Luke já conheceu. Ele é, inexplicavelmente, atraído por ela, mesmo ela sendo suspeita de assassinato. E conforme ela conta sua história, uma história de amor e uma traição consumada que ultrapassa tempo e mortalidade, Luke se vê totalmente seduzido. Seu relatório apaixonado começa na virada do século XIX na mesma cidadezinha de St. Andrew, Maine, quando ainda era um templo Puritano. Consumida, quando criança, pelo amor que sentia pelo filho do fundador da cidade, Jonathan, Lanny qualquer coisa para ficar com ele para sempre. Mas o preço que ela paga é alto - um laço imortal que a prende a um terrível destino por toda a eternidade. E agora, dois séculos depois, a chave para sua cura e salvação a depende totalmente de seu passado. De um lado um romance histórico, de outro uma história sobrenatural, The Taker é uma história inesquecível sobre o poder do amor incondicional não apenas para elevá-lo e sustentá-lo, mas também para cegar e destruir - e como cada um de nós é responsável por encontrar o próprio caminho para a redenção.

EU FIZ UM NOVO TRAILER DA FIC: https://www.youtube.com/watch?v=4aC4QcXZxyU


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