História O Pássaro Agourento - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Palavras 3.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Ecchi, Fantasia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


~Por uma vez na eternidade... EU VOLTEI A POSTAR!!!!!~

Capítulo 9 - Capítulo VIII: Arrancando as Penas dos Pássaros


Capítulo 08

“Fingir que não possui um coração não vai fazer com que você sofra menos”.

 

† Haname †

Ah, o maravilho som do silêncio! Adoro-te, amo-te!

Meio controverso, não?

Mas depois de você passar algumas horas com os Eduardo Cullen do Paraguai, até mesmo uma pessoinha elétrica como eu fica cansada.

Fora que fazia certo tempo que eu não passava por transições de tempo tão arrebatadoras assim. Descobri em questão de horas que:

1°- Vampiros existem

2°- Vários deles, vale ressaltar

3°- Você vai morar com ele servindo de

4°- Caixinha de sangue portátil e que

5°- O seu “dono” (sonha Laito, sonha que faz bem) é um pervertido daqueles que dão doces para garotinhas inocentes

6°- E para piorar tudo, eu ainda vou ser empregada deles.

Sim, pelo menos a proposta de emprego era verdadeira. A vampirinha gótica dos olhos lindos conversou comigo e disse que depois de uma semana em adaptação eu começaria a servir a mansão como uma empregada comum, embora eu ainda fosse ser uma Noiva de Sacrifício. Ela disse que se Karlheinz não tivesse lhe dito que eu seria Noiva, ele me deixaria como uma Dama de Sangue.

Só digo uma coisa sobre minha mente estar tentando processar isso:

“ALGO DE ERRADO NÃO ESTÁ CERTO! “

Assim que voltamos para o Inferno, eu imediatamente corri (discretamente, já que esse é o meu sobrenome né gente) para o quarto. Estava doida para tomar um banho beeeemmm gelado e cair na cama para dormir feito uma pedra.

Peguei um pijama (o mais comportado que eu tenho, porque depois de Sakamaki Laito, todo cuidado é pouco) e fui calmamente até o banheiro, logo ouvindo a porta ser aberta. Provavelmente eram as outras.

Enquanto eu tirava minha roupa, a banheira enchia e cara, só tenho uma coisa a dizer sobre esta toalete: QUE DIWO!

Acabando meu ataque, entrei de uma vez no local, sentindo meus músculos se arrepiando pelo choque de temperaturas, e logo depois relaxando.

Comecei a cantarolar, enquanto esfregava minhas pernas com uma bucha, a letra de uma música.

And if had the answers I’d have written them out

So I could tell you what do and what this thing is about

But all I’ve ever learned’s come second hand

And I dare not preach what I don’t understand

You and I we share the same disease

Cover up, compromise what we grieve

I’ve let more than my share of revivals die

This isn’t pretty but it’s what I am tonight

 

E se eu tivesse as respostas, eu as teria escrito

Então eu poderia lhe dizer o que fazer sobre o que é essa coisa

Mas tudo que aprendi sempre veio por meio de outros

E não me atrevo a pregar o que eu não entendo

Você e eu compartilhamos a mesma doença

Escondo, comprometo o que nos aflige

Eu deixei mais que uma parte da minha renovação morrer

Isso não é bonito, mas é como estou esta noite

 

Deixei uma levíssima lágrima minha cair, e logo tratei de erguer minha mão e tirar seu rastro do meu rosto.

Nada disso! Pense em outras coisas, como por exemplo quebrar a cara de Laito-san!

Ri da minha própria tentativa de consolo.

Acabei, por certo cansaço, terminando meu banho mais rápido que o desejado, mas outro dia eu aproveito os luxos que essa casinha oferece.

Coloquei minha roupa, penteando meus longos cabelões ruivos. Deixei-os presos em uma trança malfeita, saindo logo dali para deitar na cama que parecia ser convidativa desde que eu entrei neste quarto.

Após deixar tudo arrumadinho, me joguei na cama, vendo o relógio digital perto frente à minha cama marcar 00:45.

A neve parecia ter parado de cair, e no parapeito da janela, próximo a um sofá, pude ver, antes de cair nos braços de Morfeu, um amontoado de neve geladinha, de aproximadamente uns quatro dedos.

♠♠♠

“~Fufu~, não acho que ela vá gostar da nossa brincadeirinha. “

“Mas com ela irritada.... ~Ahhh~, me sinto tão quente só de imaginar isso. “

“Seu sangue deve ter um gostinho tão doce Bitch-chan.... Não melhor que o dela, mas obviamente bom. “

“Mal consigo controlar minha vontade de... ~Ah~, mas acho mais interessante quando ouço gritos. “

-Bitch-chan, por quanto tempo mais você vai dormir tão sensualmente em meus braços?

Era mera impressão minha, ou meus maravilhosos sonhos nada castos com o corpo nu de Jeon JungKook tinham se transformado em pesadelos com a voz de Sakamaki Laito-san?

Me remexi inquieta, incomodada com a voz melosa e os gemidinhos manhosos que eu estava sonhando.

Até que tropecei com algo muito incomum em minha cama.

Ela não tinha cheiro de rosas e vinho, ao contrário do estofado macio com o qual meu rosto estava colado.

-Abra seus olhos, Bitch-chan.

Me levantei em um rompante, agoniada e com os olhos mais do que arregalados (eis uma das desvantagens dos traços asiáticos) com o máximo que minha etnia permitia.

Um risinho irritante ecoou no cômodo, fazendo eu me apoiar no encosto do aparente sofá, sentindo minha cabeça rodar.

Aonde....

-Estamos na nossa sala de música, Bitch-chan.

-Chame sua mãe disso, Laito-san... –Falei rouca, tentando fazer minha mente se estabilizar novamente.

-Ahhh, ela felizmente não está mais entre os vivos para eu poder xinga-la.

Fiz uma careta retorcida em horror devido a sua resposta. Quem falava assim da própria mãe?

-Cale a boca, seu mal-educado.

Ele sorria condescendente, andando até o lindo piano de cauda negro. Apenas a luz da lua entrava no cômodo, junto do brilho perigoso dos olhos de cobra de Laito.

Ele se sentou, e passou levemente os dedos pelas teclas.

-Bem que eu gostaria de fazer algo a mais esta noite..., mas estou meio melancólico e solitário, afinal, minha companhia noturna acabou. Por isso, apenas hoje, irei tocar algo para ninar você, solitária Colombina.

Logo, uma melodia animada se fazia presente, e Laito começou a cantar, sem desviar os olhos dos meus por um mísero momento.

Toki ga sugireba, sugiru hodo,

Aseteiku Loves Dies Only When Growth Stops

Nani mo kamo ga arawa ni natta nara,

Ano hi no omoi ga karuku naru?

 

Kitto, inochi wa tsukiru darou

Da toshite mo, kono chi wa tsugareteku

Sonna awai kibou o daki,

Sono naka e hanatta ai wa ‘... ...---imi ga nai’

 

Aa  toki ga sugireba, nandatte, irekawaru

Toshite mo

Kimi o aishita shoumei ga, nani mo nai nante

 

‘... ... ...iitakunai kara’

 

Douse, owarun dakara?

Itsuka, nani mo kamo kieru?

Dakara ‘ima’ o demasazu ni, NEbatsuku omoide

Suitsudzukeru no sa

‘Eien’ to nobashitsudzuketa, ‘eien’ ga hoshii toiu

Nara ima,

Akasu yo    kimi to no

Q.E.D. ---...!

 

Ele finalizou, me olhando profundamente enquanto se erguia do piano e vinha em minha direção.

-Laito-san....

Eu ia me levantar para correr o mais rápido possível, quando ele simplesmente veio mais rápido e me capturou, erguendo meu queixo e fazendo meus olhos se conectarem com os seus.

-Agora, a sua ‘eternidade’, me pertence, Nakamura Haname.

-Não sou sua propriedade!

-É sim. Caso não se torne, muito em breve vai acabar igual a todas outras....

-Como? –Perguntei, mesmo não querendo saber da resposta.

-M-O-R-T-A.

 

† Fuyuki †

Ah, como eu odiava meus remédios.

Odiava tanto quanto necessitava deles.

E infelizmente, dentro da cômoda que era destinada a mim, havia uma gaveta entupida deles, junto de um papel com meus horários.

Sim, eu tomava remédio controlado.

Para dormir, para me acalmar, para subir pressão, para dores musculares, aspirinas, para infecções e antitérmico.

E o de depressão.

Sim, justamente por culpa do meu passado, eu tenho que tomar tudo isso.

Porque tenho a saúde frágil.

Meu sistema imunológico não fazia seu papel direto, então minha imunidade era baixa. Por isso os normais.

Já a tarja preta de dormir era toda noite, justamente para evitar ter algum terror noturno e acordar outras pessoas.

O calmante, para situações de alta pressão, ou quando eu revivia uma cena similar ao meu passado.

E o de pressão por causa de outra doença desenvolvida pela minha imunidade (melhor, a falta dela).

E o último citado.... Não acho que preciso explica-lo.

Enfim, desviando dos assuntos desagradáveis, estava uma manhã bonita.

Para quem ama nevascas.

Pois uma forte e arrebatadora estava açoitando as janelas pela manhã.

O relógio marcava 07:18, e eu logo sentia a grande necessidade de ir ver minha irmã me tomar o corpo.

Sim, eu nunca dormia muito longe de Emi, e imaginar que estamos em perigo constante só me faz ficar cada vez mais preocupada.

Me sentei, esfregando os olhos e bocejando um pouco. Digamos que eu era meia preguiçosa de manhã, mas eu sempre sentia a necessidade de tomar minhas pílulas controladas.

Minha vista embaçada e a cabeça rodando faziam questão de me lembrar dela.

Puxei um potinho, tirando um comprimido e o engolindo no seco. Eu sempre esperava alguns segundos antes de me levantar, pelo menos até a cabeça parar de rodar.

Saí da cama, jogando os lençóis para o lado e sentindo o frio se chocar com meus pés descobertos, criando uma sensação meio desagradável.

Rapidamente, dei uns pulinhos discretos e fui até a cômoda, pegando rapidamente roupas e correndo para o banheiro.

Eu adoro frio, mas a preocupação com Emi é maior.

Ignorei a banheira localizada ali, e fui para o box, colocando a água em estado morno e tirando minhas roupas.

Ali, tinha um longo espelho de corpo inteiro, que fazia com que eu pudesse olhar-me nua.

Eu simplesmente odiei aquele objeto.

Me virei, ficando de costas para ele e evitei demorar muito e só olhar o necessário para trás. Eu não poderia me dar o luxo de querer ficar para sempre ali, embora a água quente quase sussurrasse isso para mim.

Assim que terminei, me enxuguei e coloquei a roupa que eu tinha trazido (1), logo penteando meu cabelão e o prendendo nas costumeiras marias chiquinhas.

Saí do quarto e pude ver que Maeda-san e Tsuyoshi-san circulavam pelo quarto. A morena procurava alguma coisa em sua mala, enquanto a albina olhava a janela perto de sua cama, enquanto parecia divagar sobre alguma coisa.

-Como eu fui me esquecer disso?! Ahhh, não é possível!

-Posso ajudar Tsuyoshi-san?

-Ahhh, Fuyuki. Você viu se ontem, eu retirei algum livro, escrito Jane Austen na capa? Não encontro meu volume de Orgulho e Preconceito, e o sensei citou algumas passagens dela para nos ajudar a realizar o dever.

-Desculpe-me, mas então eu estava distraída. Não percebi. –Falei, me dirigindo para perto da minha cama.

-Tudo bem. Acho que eu posso, sei lá, buscar no colégio e imprimir algumas páginas.

-Mas essa tarefa não é pra depois de amanhã? Não entendo o motivo de você estar tão agoniada Akemi....

A albina falou, sem nenhum momento realmente demonstrar interesse na conversa.

-É que eu não costumo ser tão distraída, então eu acho estranho eu nem me lembrar de ter tirado esse livro da mala...

-Resumindo: você é esquecida e não quer admitir?

-Não-

-Não precisa me dar satisfação.

Então, a albina saiu da cama, indo até a cômoda e puxando umas peças, logo entrando no banheiro e fechando a porta.

-Ela parece ter a personalidade difícil...

-É...

-A propósito, pode me chamar só de Akemi, Fuyuki. Não precisa de formalidades.

-Tudo bem... Akemi.

Me despedi rapidamente, saindo em passos rápidos do quarto.

Infelizmente, eu não tinha reparado no quarto de Emi, então eu teria de ir abrindo portas até encontrar minha irmã.

Delicadamente, comecei a puxar as maçanetas, uma por uma, daquele corredor. Eu sinceramente estava com medo de tropeçar em um daqueles vampiros enquanto abria aquelas portas, e já podia sentir a necessidade de tomar um dos meus remédios cada vez que uma porta rangia ao ser aberta.

Algumas revelavam cômodos completamente vazios, outros, com camas, amarras, adegas, outros eram totalmente escuros e cheiravam a mofo e....

Sangue, sangue fresco, sangue velho, sangue seco.

Após abrir o que julguei ser a décima primeira porta, simplesmente fechei-a e me sentei ali no chão, dobrando minhas pernas e apoiando meu rosto nelas.

Aonde nós havíamos ido parar?

Tentei, com muito esforço, acalmar as batidas alucinantes do meu coração, mas eu sentia que só me acalmaria depois de tomar um dos medicamentos. Mas minhas pareciam tão moles e começavam a tremer levemente, tornando a tarefa mais difícil do que deveria ser.

Então, quando eu já estava quase me arrastando pelos dentes até o quarto, ergui minha vista fraca e pude ver um copo transparente, e uma mão com duas pílulas estendidas em minha direção.

-Tome, juro que não é veneno.

Peguei o remédio, logo colocando as duas cápsulas na boca e engolindo a seco mesmo. Logo, a pessoa se sentou ao meu lado, e eu senti o cabelo longo de Mari-san (2) fazer cosquinha em meu braço.

-Emi está bem, está conversando com Natsu e Haname lá na sala de janta, enquanto aguardam o café da manhã.

-Por favor.... Não conte a ela.... Sobre isso...

-Sobre o que, Marshamellow?

Então, eu vi um Ayato-san, com o rosto sério e com uma roupa mais casual (3), parado a nossa frente.

-Yo, Ayato.

-Não me respondeu, sobre o que, Marshamellow?

Então, eu senti meu pulso ser pego com brusquidão e o ruivo me erguer, me mantendo falhamente pé.

-Aya-Ayato-san....

-Fuyuki não está bem, Ayato. Seria bom deixar ela tomar café antes de você querer interagir com ela.

-E desde quando você manda no grande ore-sama?

-Está avisado. Saiba que cuidar da noiva também é responsabilidade sua, já que se ela morrer, tenho certeza que seus irmãos não vão querer dividir a deles.

O ruivo bateu o beiço, pegando delicadamente em minha cintura e puxando meu corpo para perto do seu.

-Não se intrometa nos meus assuntos, Ajisai.

Me encolhi no aperto possessivo de Ayato, querendo me afastar o mais rápido possível.

-E você, não ouse sequer cogitar a hipótese de fugir de mim. Sou seu dono Marshamellow, apenas aceite isso.

O ruivo simplesmente se teleportou para o andar de baixo, em um movimento tão repentino e natural que me causou uma leve tontura.

-Tsc, você é toda frágil garota. Assim mal dá pra brincar com você direito. Imagine quando formos fazer sexo. Você não vai aguentar nem a primeira estocada.

Rapidamente corei da cabeça aos pés.

Ele já pensava neste tipo de assunto mesmo tendo nos conhecido apenas ontem.

-Ayato-san... por favor não diga este tipo de coisa.

Ele bateu o beiço novamente, como uma criança insatisfeita. Então começou a andar comigo, me arrastando a alguns centímetros do chão.

-Não tente me afastar, lindinha. Comparado ao que você sofreu antes, eu sou seu pior pesadelo.

-Acredite... não é não... –Falei sussurrando, tão baixo que eu jurei que ele nunca teria ouvido.

Mas eu sempre subestimei Ayato.

 

† Emi †

-Oe, vocês já tinham ouvido falar sobre esta casa antes de virem para cá?

-Tinha ouvido lendas sobre ela ser mal-assombrada, Haname.

Eu (4), Natsu (5) e Haname (6) estávamos conversando, animadamente, aguardando as outras para tomarmos o café juntas.

Aquilo, aparentemente, era algo incomum naquela casa, por isso, antes de sumir, Mari-san falou que não era para estranharmos o mal humor de alguns dos outros ao serem acordados para o café. Eles geralmente pulavam essa refeição (pelo menos os Sakamaki, ela disse), e podiam não almoçar também. Os jantares que eram obrigatórios.

Vá entender.

Logo, após alguns segundos, Ayato-san apareceu, carregando minha Nee-san.

Não necessariamente carregando, mas ela estava cima dos pés dele, enquanto ele agarrava firmemente ela.

Minha Nee-san tinha o rosto meio pálido, e estava séria, não sem expressão como sempre.

-Nee-san! Aqui.

Me levantei para ir até ela, mas Ayato simplesmente me ignorou e se sentou com ela na primeira cadeira perto da porta, colocando minha Onee EM SEU COLO!

-*OMO!

Vi rapidamente a cor tomar conta do rosto de minha irmã, e ela tentar se erguer, mas o ruivo prendeu sua cintura, impossibilitando ela sair de perto de si.

-Ayato, deixe Fuyuki mais confortável. Ela não tem culpa de ser sua noiva e ter que aguentar todo esse seu grude com seus brinquedos. É diabético demais para minha pobre saúde.

Mari-san apareceu, tocando em dois pontinhos profundos no pescoço da minha irmã.

-Você não tem o direito de se meter em minha vida, Mari. Vá cuidar dos seus assuntos e me deixe em paz.

-Um dos meus assuntos está sentado no colo neste exato momento.

O ruivo bateu o beiço, e então tomou uma atitude inesperada, suspendendo o pulso da minha irmã e o perfurando.

Fuyuki contorceu o rosto em dor por um momento, logo ficando paralisada enquanto o ruivo dava goles generosos.

Em um rompante, eu iria partir para cima daquele ser desprezível quando senti-me ser segurada pelo pulso, e meu corpo foi virado bruscamente na direção de um ser de cabelos lilases.

-Aonde você pensa que está indo, sem ao menos me dar um bom dia, Emi-san?

-Ka-Kanato-san, por favor, me deixe ir socorrer minha irmã!

-Ayato não está fazendo nada demais. Fuyuki-san é sua noiva e ele tem o direito de tomar o sangue dela, assim como eu posso tomar o seu. Afinal de contas, é para isso que todas vocês estão aqui.

Logo, eu tinha o corpo colado ao de Kanato (7), que tinha outra mão segurando-me firmemente pelo pescoço.

-Se eu desejasse, poderia apenas dobrar seu pescoço para o lado e então, sangue fresco e quente fluiria por aqui.

Ele passou o nariz por minha bochecha, pescoço e ombro, antes de voltar a falar.

-E sabe por que posso?

Neguei firmemente com a cabeça, segurando sua mão e tentando tira-la dali.

-Porque você me pertence, Emi-san. Não pode fazer nada. Você é tão inútil e descartável quanto todas as outras foram. –Ele se aproximou do meu ouvido. –E se Teddy se desagradar de você, irei transforma-la em uma linda boneca, vestida de noiva, em um vestido tão negro quanto seus cabelos, tão delicado quanto seu rosto, tão antigo quanto sua alma e principalmente: manchado com o seu sangue.

Eu já estava sentindo a dor da mordida, apertei meus olhos firmemente um no outro, e aguardei.

-JÁ CHEGA! EU QUERO TOMAR A PORRA DE UM CAFÉ NORMAL. SERÁ QUE É PEDIR DEMAIS?

Mari-san gritou em plenos pulmões, fazendo todos lhe darem atenção. Logo, o aperto saiu de meu pescoço, e eu cai por cima das minhas pernas, no chão.

-Ah, que chato. Perdi meu apetite.

Então, Kanato-san se virou, pegando (o qual eu nem havia notado) urso da mesa, levando-o para longe, junto de si.

Me virei, vendo Fuyuki ainda com Ayato-san, enquanto o mesmo insistia em lhe dar morangos na boca. Ela aceitava, com o rosto corado e olhos arregalados.

Voltei ao meu lugar, mesmo querendo urgentemente ir até minha irmã, abraça-la e fugir dali.

Naquela manhã, apenas Ayato-san, Haname, Natsu, Nee-san, Mari-san, Reiji-san (8), Akemi-san (9), Azusa-san (10) e Subaru-san (11) apareceram para o café.

Eu deveria estar aliviada pelo fato de não ter visto Kanato-san ali presente.

Mas porque eu peito, mesmo eu não entendendo na época, doía tanto por não o ver?


Notas Finais


As músicas do capítulo são:
O tema da Haname: Make A Move - Nightcore
A música Q.E.D, do Laito. A tradução tem no blog Dama de Ferro, que é maravilhoso, gente, confiram.
Os números entre parênteses são as roupas, mas pense que eu estou com uma preguiça de pesquisar tudo....
Enfim, a dos meninos (Sakamaki) é a casual do Haunted Dark Bridal e dos outros (Mukami) é a casual do More, Blood.
A das meninas eu posto outro dia, quando eu for ajeitar isto aqui com mais coragem.
Não posso dizer que vou postar frequentemente, mas ainda não desisti desta história gente, é sério.
Obrigada por todo apoio, amo vocês.

E se poderem, confiram um jornal que eu coloquei recentemente, aqui ó: https://spiritfanfics.com/perfil/mrsfr0st/jornal/novos-projetos-6989573

Tia ama vocês!


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