História O pecado de nós dois - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amorproíbido, Dor, Drama, Incesto, Irmãos, Lágrimas, Revelaçoes, Romance
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Palavras 3.776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura ^^

Capítulo 19 - Uma conversa suspeita


Fanfic / Fanfiction O pecado de nós dois - Capítulo 19 - Uma conversa suspeita

Eu estava me sentindo feliz e triste ao mesmo tempo. Triste porque de repente, eu me sentia muito mal por ter ouvido tudo o que eu tive que ouvir da Cecília. E eu sei que ela não é uma má pessoa, ela só foi observadora o bastante para notar algo de diferente entre nós. Apenas me doeu ouvir tudo aquilo, e com isso eu pude sentir um pouquinho do que seria se, por exemplo, nossos pais soubessem de tudo.

Mas ainda que houvessem esses pensamentos de medo e de tristeza, havia um outro sentimento bem mais forte que pulsava dentro de mim e que me empurrava para o outro lado. O lado que me dizia que tudo iria ficar bem. O lado que me dava uma esperança tão doce de um dia, poder viver meu amor plenamente ao lado do Leonardo. E foi a esse lado que eu dei mais importância, pois ele me dava uma chance e eu só queria arriscar.

Agora eu sabia que o Léo iria se mudar, isso seria ruim é claro e no fundo ambos sabíamos que isso de fato não resolveria nada, só estávamos adiando o dia em que possivelmente tudo pudesse vir à tona, mas também essa opção nos dava tempo. Tempo para pensarmos no que iríamos fazer e em como fazer. Eu estava com medo, sentia que estávamos fadados a viver infelizes para sempre e que por mais que pensássemos não havia uma solução para nós, porém ao mesmo tempo, eu pensava que os momentos que passássemos juntos poderia ser suficiente para que nós vivêssemos bem, não felizes o tempo todo, mas pensando bem, existe alguém que seja?

Eu vi um pouco de tristeza nos olhos dos nossos pais quando no jantar, o Léo anunciou que havia decidido se mudar para seu apartamento, mas ao mesmo tempo eles estavam orgulhosos quando apertaram carinhosamente as mãos dele, sorrindo, afinal era só o passarinho mais velho pronto para voar sozinho e construir seu próprio ninho. Eu me senti emotiva naquela hora, sentia que um pedacinho de mim estava sendo tirado de mim, mas eu não chorei como gostaria de ter feito, segurei minhas lágrimas e sorri olhando para ele, eu precisava ser forte e apoiá-lo nessa decisão que eu sabia que em partes, era para nos proteger, pelo menos por enquanto.

Naquela noite eu não fui para seu quarto e nem ele para o meu. Precisávamos ter cuidado e pelo menos enquanto estivéssemos juntos em casa, tentaríamos não ficar tanto tempo sozinhos, afinal sabíamos que havia um par de olhos que poderia pôr nossos planos abaixo, mesmo que eles não quisessem nos causar mal algum.

                                       ****************

Mamãe e papai, embora quisessem que Leonardo ficasse em casa ainda o máximo de dias possíveis, resolveram ajudá-lo no que fosse preciso, quando ele disse que se mudaria no domingo, somente com as coisas que ele já possuía e algumas outras que já tinham sido levadas para o apartamento. Claro que eles queriam garantir que pelo menos ele teria algum conforto em seu lar, então se prontificaram a ir comprar os alguns móveis que faltavam, e que eles julgavam essências como o sofá, cafeteira e um forno micro-ondas, já que a geladeira e fogão já tinham sido comprados. Eles iriam às compras no horário de almoço para garantir que até no sábado tudo fosse entregue e assim, eu assistia com o coração apertado, a despedida do meu irmão.

Na hora do intervalo, na escola, eu não quis me juntar aos outros para lanchar, eu estava me sentindo um pouco afetada pela partida do meu irmão, não estava reagindo tão bem como achei que reagiria e assim, eu preferi ficar sozinha um pouco e fiquei no banheiro por um tempo, escondida dentro de uma das divisórias para sanitários, sentada sobre a privada, a típica cena da garota triste nos filmes americanos. Eu estava me sentindo totalmente deprimida e solitária, quando ouvi passos apressados entrando no banheiro, e suas vozes inconfundíveis logo me deixaram saber que se tratavam de Jéssica, Karina e Ludmila. Elas estavam rindo falando sobre qualquer assunto, quando Karina soou animada:

— Sua festa vai ser um estouro com certeza!

— Vamos se a ralé não irá estragar nossa festinha — Ludmila Tinha um tom de desprezo na voz.

— Não se preocupe com isso, eles com certeza vão deixar tudo mais divertido! – Jéssica soltou uma risada cheia de más intenções que me deixou muito preocupada.

— O que você está aprontando em amiga? – Ludmila ficou bastante curiosa – Eu sabia que você não iria simplesmente deixá-los vir para a festa sem algum motivo especial!

— Está mais do que na hora daquele Felipe sair do armário, vamos apenas dar um empurrãozinho...

— Mas você já pensou se por acaso ele realmente não for gay? – Karina jogou a dúvida no ar.

— E você tem alguma dúvida? Pois eu não... ele nunca está com nenhuma garota, a não ser suas coleguinhas inseparáveis, logo, não me restam dúvidas!

— Mas ele olha para você de um jeito diferente, às vezes penso que ele pode até estar apaixonado por você – Karina riu de um jeito debochado.

— Não seja tola, Ka – Seu tom desprezível aumentou ainda mais – Ele apenas se espelha em mim, gostaria de ser como eu... sabe como é, nem mesmo os gays conseguem resistir a mim.

Elas riram todas juntas fazendo com que suas risadas ecoassem pelas paredes do banheiro, me enojando.

— Vocês viram quando o Robson foi convidar as garotas para a festa? — Ludmila perguntou às amigas — Eu tenho a impressão de que ele estava arrastando uma asa para a enjoadinha da Milena!

— Não diga bobagens, sabem que ele só tem olhos para mim – Jéssica falou um pouco nervosa.

— Sejamos realistas, amiga, você é linda, mas já faz algum tempo que vocês terminaram e é melhor se preparar para quando ele se amarrar a alguma de suas garotas — Karina disse sinceramente.

— Ele não será capaz disso, pois sabe que ainda vamos ficar juntos, então esqueça essa ideia.

— Mas...

— Eu cansei de ficar aqui neste lugar, vamos embora e chega desse papo! — Jéssica saiu do banheiro batendo os saltos de sua sandália no piso do banheiro e suas amigas a seguiram em silêncio.

Eu fiquei realmente preocupada ao ouvir aquela conversa, pois agora eu tinha certeza de que elas estavam armando alguma coisa para cima do Felipe e que história foi aquela de que o Robson estava interessado em mim? Então eu não estava viajando quando notei que ele estava me olhando demais naquele dia! — Saí correndo do banheiro à procura dos meus amigos, eles precisavam saber sobre o que estava acontecendo.

Quando eu cheguei no banco do pátio onde eles estavam sentados, encontrei Laura e Felipe juntamente com Bruna e Vítor, e quando estes me viram, sorriram em cumprimento e Bruna falou:

— E aí, Mili, estava sentindo sua falta, por onde andou?

— Gente! — Eu me sentei no chão em frente a eles doida para contar a novidade — Eu estava no banheiro e vocês não vão acreditar em quem apareceu por lá!

— Algum garoto bonitão? — Laura perguntou com uma sobrancelha arqueada.

— Não! — Eu ri — O trio mais nojento de toda a escola!

— Não fala assim da Jéssica, ela não é desse jeito que vocês pensam. — Felipe a defendeu zangado.

— Vamos ver se vai continuar com essa opinião depois de eu contar o que eu ouvi elas dizendo!

— Elas não viram você lá e comentaram sobre o plano delas para a festa?! – Bruna se animou muito querendo muito saber a resposta.

— Mais ou menos, afinal a melhor parte elas não contaram — Eu olhei para o chão decepcionada e voltei a encará-los – Mas agora tenho certeza de que elas estão aprontando alguma coisa!

— Fala sério, Mili, chega de perseguir as meninas, já está ficando chato — Felipe fez menção de se levantar para sair, mas eu o segurei.

— Por favor, Fê, me ouve, nós somos suas amigas de verdade e eu não iria mentir para você.

— Eu sei que sou novo aqui no grupo, mas, sei lá e se ele estiver certo? Pode ser que de repente você tenha interpretado errado o que elas disseram – Vítor disse enquanto se mantinha abraçado à cintura de Bruna.

— Fica quieto, Vítor! – Bruna ralhou com ele — Você é novo aqui na escola, não sabe do que essas garotas são capazes!

— Calados todos vocês! — Laura estava roendo as unhas de curiosidade – Conta logo o que você ouviu delas!

— Bem, não é uma coisa muito legal — Felipe se sentou novamente fechando os olhos, eu segurei em suas mãos — Me desculpa, Fê, mas eu ouvi a Jéssica dizer que elas vão dar um empurrãozinho para você finalmente sai do armário...

— Sério?! – Vítor perguntou de olhos arregalados — Você é gay, cara?!

— Não! — Respondemos todos nós juntos, ele encolheu os ombros envergonhado.

— Desculpe, mas... — Vítor ia se desculpar, mas Felipe o interrompeu:

— Ela realmente disse isso?

Eu fiquei com pena dele e respirei antes de concordar:

— Sim, eu ouvi perfeitamente — Eu preferi omitir a parte em que ela disse que ele apenas queria se espelhar nela — Não acha que agora temos um motivo realmente forte para não irmos à essa droga de festa?

— Claro que não! — Felipe disse realmente chateado — Se ela realmente pensa que eu sou gay, vou mostrar para ela que eu não sou!

— Como assim? – Laura perguntou preocupada — O que pensa em fazer?

— Vou agarrar ela, sei lá! Ela vai ter que saber que eu estou a fim dela e é para valer! — Fiquei surpresa com o olhar firme que ele me lançou.

— Não quero que se machuque, Fê — acariciei seus joelhos preocupada.

— Eu sou homem gente! Parem de me tratar como se eu fosse uma garotinha, deixa que eu cuido de mim, estou farto de todo mundo ficar me julgando e querendo me proteger, me deixem em paz todos vocês! — Ele saiu andando depressa nos deixando muito assustados com sua reação.

— Aquela vaca me paga! – Laura disse entredentes.

— Calma gente, ele está certo — Vítor disse calmamente — Ele já é bem grandinho e sabe se cuidar muito bem, e outra, se realmente ele quer mostrar para todo mundo que ele não é gay, deixem ele.

— É — confirmei consternada — Acho que vocês dois tem razão, só vamos ficar de olho de longe, por precaução.

Eles concordaram comigo e logo o sinal tocou e voltamos para a sala de aula.

                        ********************

Na volta para casa eu contei para Laura o restante da conversa que eu ouvi no banheiro e sua raiva pela Jéssica só aumentou, mas quando eu contei para ela sobre o Robson estar interessado em mim, ela soltou uma risada debochando da minha cara:

— Logo ele amiga? Aquele mala sem alça?

— Pois é, naquele dia que ele veio até nossa mesa eu percebi que ele tinha ficado me olhando, mas não queria acreditar que isso realmente fosse verdade.

— Bom, se não estivesse apaixonada pelo Léo, eu iria querer saber como seria vocês dois juntos!

Eu dei uma cotovelada no braço dela enquanto ela ria sem parar:

— Nunca, Laura! Eu e Robson não ficamos bem juntos ainda que seja somente numa frase quem dirá na vida real!

— Estou só te sacaneando, Mili, ele não te merece!

— Não mesmo, aliás eu já estou com a pessoa que mais amo nessa vida! – Eu disse rindo olhando sonhadoramente para o céu.

— E como você está se sentindo agora em relação à mudança dele? – O riso dela terminou e ela ficou séria.

— Nada bem – encarei o chão triste enquanto caminhávamos — Mas vai ser melhor assim.

— Que barra, hein? – Ela me abraçou e continuamos andando abraçadas — A Cecília ter desconfiado do Léo foi tão chato, não sei como está lidando bem com isso.

— Eu estou fingindo da melhor maneira que eu consigo, não posso tratá-la mal porque é como se ela fosse minha avó, eu gosto dela, mas confesso que fiquei muito triste, mas apesar de tudo, não posso culpa-la, porque ela está certa, né?

— Na visão dela ela está, mas tudo depende do ângulo em que se olha.

— Se eu te perguntar uma coisa, você jura que vai ser o mais sinceramente possível? – Parei em frente a ela interrompendo nossa caminhada e olhei em seus olhos.

— Claro, Mili, alguma vez eu não fui sincera com você? – Ela me perguntou um pouco chateada.

— Não, você sempre foi a melhor amiga que eu já tive — Sorri para ela — Mas como você realmente enxerga minha relação com o Léo?

— Humm — Ela considerou minha pergunta — A primeira vez que você me disse, me assustei, afinal não é uma coisa que se vê todos os dias... então eu fiquei pensando no assunto e me lembrei que o Léo é realmente um gato, então eu compreendi tudo! — Ela riu de um jeito malicioso e eu suspirei voltando a caminhar.

— Eu estou falando sério, Laura, não acha que nós dois somos loucos?

— De verdade não, é uma forma de amor diferente, nada comum, mas ainda é uma forma de amor... antigamente as pessoas se relacionavam com seus familiares, depois foi a sociedade que acabou impondo que isso era errado devido à ciência que constatou que esse tipo de relacionamento, algumas vezes, causa mutações genéticas que podem ser graves.

— É verdade, você andou pesquisando?

— Sim — Ela riu envergonhada — confesso que fiquei curiosa sobre o assunto.

— Eu tenho medo disso, de pensar que se nós ficarmos juntos e quisermos ter filhos pode ser perigoso...

— Bom, de qualquer forma, sempre existe uma probabilidade de os bebês nascerem com algum tipo de problema, acho que não deve se preocupar com isso.

— Eu sei, mas às vezes me pego pensando em nosso futuro e não vejo muitas possibilidades de sermos felizes.

— Eu entendo o que está me dizendo e talvez, se estivesse na sua pele, pensasse o mesmo, porém olhando aqui de fora de onde estou, eu vejo uma chance e se vocês realmente se amam e estão dispostos a ficarem juntos, tudo vai dar certo, de um jeito ou de outro, mesmo que tenham que sofrer um pouco por isso.

— Tomara que você esteja certa — Dei um sorriso triste.

— Ninguém é feliz o tempo todo, Mili, por isso temos que aproveitar quando estamos felizes...

— Você tem toda a razão! — Abracei ela novamente — Te amo demais minha amiga!

— Eu também, você é minha irmãzinha que eu nunca tive!

— Sou mesmo... agora a gente só precisa cuidar do Fê amanhã na festa e eu estou rezando para que a Jéssica pise feio na bola e ele desencane dela de uma vez, assim vocês dois podem ser felizes juntos!

— Ah como eu queria que ele gostasse de mim! — Ela choramingou chateada.

— Ele gosta, só não se deu conta ainda, mas vai dar!

Ela sorriu para mim e nós fomos para nossas casas.

                                                   *****************

No mesmo dia, depois do jantar, eu esperei quando todos foram dormir e fui de mansinho até o quarto do Léo, ele estava deitado em sua cama com o notebook ligado sobre a barriga, quando ele me viu entrando pela porta, fechou a tela do computador e sorriu para mim e perguntou baixinho:

— Oi, Mili, o que está fazendo aqui?

— Vim ficar um pouquinho com você, posso entrar?

— Claro que pode! — Ele deixou seu computador de lado e abriu os braços para que eu fosse até ele.

Fechei a porta devagar e depois corri para ele o abraçando:

— Ai que saudade de abraçar você, seu cheiroso!

Ele deu uma risada um pouco alta e depois se conteve me apertando um pouco mais no abraço:

— Hummm! Adoro te ter nos meus braços, pequena! — Ele fez um carinho em meus cabelos e eu me deitei entre suas pernas colocando minha cabeça em seu peito.

— O que vou fazer quando sentir saudades de você e não estiver aqui do meu lado para me abraçar? — Eu estava passando meus dedos lentamente em seus braços.

— Pega um táxi. — Ele riu divertido e acariciou minhas costas.

— Seu bobo! — Eu ri juntamente com ele — Amanhã eu vou a uma festa.

— É? Com quem? — Ele levantou meu queixo para que eu olhasse para ele.

— Com a Laura, o Fê e a Bruna, eu não queria ir, mas meio que fui intimada.

— E onde vai ser essa festa?

— Na casa de uma patricinha, a Jéssica, eu não gosto dela.

— Vai a uma festa que não queria ir na casa de uma garota da qual você não gosta – Ele balançou a cabeça negativamente — Não consigo entender, por que não fica em casa e me ajuda a arrumar minhas coisas?

— Juro que eu preferia ficar, mas o Felipe precisa de nós lá.

— Como assim? — Ele perguntou me puxando para cima e beijando meus lábios algumas vezes.

— Ele está apaixonado por essa Jéssica, mas ela não gosta dele e pensa que ele é gay — Suspirei — Só que eu ouvi ela dizendo que vai aprontar alguma para ele e o pior, eu alertei ele e mesmo assim ele vai a essa festa idiota!

— Calma — Ele fez um carinho em minhas bochechas e depois me aninhou em seu pescoço acariciando minhas costas — Ele já é bem grandinho, vai saber se cuidar.

— Eu espero que sim — Beijei seu pescoço e acariciei sua nuca olhando nos olhos dele — Eu quero te contar uma coisa.

— Não gostei do seu olhar sério —  Ele semicerrou seus olhos pensativo — Não está gostando de algum garoto da sua escola, está?

— Não! — Eu beijei seus lábios — Só consigo pensar em você...

— Acho bom mesmo, já que vai estar em uma festa amanhã cheia de garotos que com certeza não vão tirar os olhos de você.

— Eu duvido – Menti.

— Como se eu acreditasse — Ele apertou minha cintura — mas enfim, o que quer me contar? Agora estou curioso — Ele esfregou seu nariz de leve no meu, aquela carícia tão simples me fez derreter em seus braços.

— Eu contei sobre nós para Laura — Disse de uma vez, observando seus olhos apaixonados se mudarem rapidamente para olhos assustados.

— Você o que?!

— Calma, já faz algum tempo que eu contei para ela, ela entendeu.

— Não sei, Mili, e se ela contar para alguém sem querer, você não devia ter feito isso, pequena... é arriscado — Sua testa estava franzida.

— Eu confio nela, pode confiar também — Acariciei seu peito e beijei seu pescoço — Ela nos apoia, isso não é legal?

— É. — Ele suspirou me abraçando e cruzando suas pernas sobre meu corpo, eu estava totalmente presa a ele — Só não conta para mais ninguém, tudo bem?

— Pode deixar — Mordisquei sua orelha — Ela é especial e só por isso contei.

Ele suspirou pesadamente fechando seus olhos enquanto eu beijava seu pescoço provocativamente:

— Mili... não faz assim... eu não vou resistir por muito tempo...

— E se eu não quiser que você resista? — Perguntei descendo minhas mãos por sua barriga e tocando levemente em sua coxa.

Ele mordeu seu próprio lábio e depois mirou em meus olhos:

— Isso, sobe as mãos mais um pouquinho e eu não vou mais te deixar sair daqui...

Eu ri maliciosamente e fiz o que ele pediu sentindo um volume sob seu short de malha, ele então segurou minhas mãos e riu me jogando na cama enquanto segurava minhas mãos uma de cada lado de minha cabeça:

— Você é muito corajosa sua danadinha! Aquilo foi uma advertência e não um pedido, quer me enlouquecer, não é?

Eu ri mais ainda, tentando me controlar para não fazer muito barulho, minha respiração estava alterada, eu sabia que ele estava tão excitado quanto eu:

— Eu sei disso, mas queria te testar... te enlouquecer é só consequência!

— Está se divertindo as minhas custas, isso não se faz! — Ele apertou minhas coxas e depois começou a deslizar suas mãos pelo meu short de algodão, ele nunca tinha me tocado daquele jeito, suas mãos estavam muito próximas do meu ponto mais sensível e eu fechei meus olhos sentindo aquele prazer desconhecido. Meu coração batia descompassado.

— Gosta disso? — Sua voz estava rouca de desejo enquanto ele deslizava suas mãos por minhas coxas, me provocando, sem, no entanto, me tocar de verdade.

— Uhumm... — Eu gemi baixinho um pouco envergonhada, mas ao mesmo tempo querendo que ele não parasse.

Arrisquei olhar para seus olhos e ele estava me olhando, cheio de vontade, ele então abaixou-se até meu pescoço e começou a me beijar, ainda segurando minhas mãos, me impedindo de tocá-lo, eu apenas conseguia contorcer-me embaixo dele louca de prazer e finalmente sua outra mão me tocou no centro de minhas pernas! Eu joguei minha cabeça para trás arfando de desejo e gemi baixinho:

— Léo... — Eu não conseguia mais controlar minha respiração enquanto sua mão me acariciava, devagar, e então, do nada, ele parou, beijando minha testa.

Pisquei meus olhos várias vezes sem entender e ele começou a rir, revirei meus olhos e encarei-o:

— Do que está rindo? —Eu ainda lutava para controlar minha respiração engolindo saliva com dificuldade.

— Pronto, agora já tem uma ideia de como me sinto quando você fica me provocando desse jeito.

Balancei minha cabeça negativamente, eu fiquei chateada:

— Poxa, que chato você é.

— Foi só uma brincadeira — Ele me puxou para cima do peito dele e me beijou várias vezes no rosto e nos lábios — Não fica brava, a gente não pode fazer isso aqui..., mas eu te quero muito, muito, muito!

Suspirei consternada, eu não conseguia me zangar com ele:

— Também te quero muito, seu chato! — Ele sorriu.

— Te amo, pequena... muito mais que a mim mesmo — Seus olhos me encaravam carinhosamente enquanto seus dedos polegares acariciavam as maçãs do meu rosto.

— Eu também te amo — eu ri, corando, ao me lembrar dos momentos que tinha acabado de viver — você quase me enlouqueceu ainda há pouco...

— Ainda a deixarei louca! — Ele me deu um beijo estalado e fez com que eu rolasse para o lado — Agora vai, e vai depressa porque senão eu não respondo por mim!

— Você sabe que isso não funciona comigo, né? — Sorri para ele de um jeito travesso — Só me faz querer pular em cima de você novamente!

— Mili... seja boazinha — Ele me advertiu se cobrindo com seu cobertor e me deixando do lado de fora dele.

Eu ri um pouco alto demais e ele colocou o dedo em meus lábios:

— Shhhh!!!! — Mordi seu dedo de leve.

— Aí! — Ele riu — maluca!

— Por você! — Já ia puxá-lo para mim, mas ele me impediu, se virando de costas para mim.

— Boa noite, Mili.

Revirei meus olhos rindo e sai de sua cama:

— Boa noite.

Quando ele ouviu a porta se abrindo para eu sair, ele virou-se novamente para mim e chamou:

— Psiu!

Eu olhei para ele rindo.

— Boa noite — Ele me ofereceu seu sorriso mais lindo e soprou um beijo.

Soprei outro de volta e saí caminhando de volta para meu quarto, mas antes resolvi dar uma passada na cozinha para tomar um pouco de água gelada, porque dentro mim, tudo parecia estar ardendo em brasa!


Notas Finais


E aí galerinha, saudades de vocês!!! Esperam que tenham gostado, beijoo para todo mundo e até mais!


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