História O Pecado dos Anjos - Capítulo 28


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Dakota, Iris, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Lysandre, Melody, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Rosalya, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Lysandre
Exibições 4
Palavras 1.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Só pra avisar logo, que esse capítulo é voltado para o lado da história do Lysandre

Capítulo 28 - Voltando pra casa


 Ainda que a ideia de ter deixado Selena sozinha durante o fim de semana continuava a incomodar Lysandre mas ele precisava visitar seus pais na fazenda, coisa que ele já não fazia há um certo tempo, mas que ultimamente sentira, pela primeira vez em anos, que era seu dever como filho voltar pra casa na tentativa que resgatar seu relacionamento com os pais. Não era de se negar que eles já estavam velhos e Leigh disse que ultimamente o pai deles estava sentido umas dores estranhas no peito. 

 Leigh e Lysandre foram de carro até lá, os prédios e shoppings foram aos poucos dando espaço para as casas da periferia e que, por sua vez, deram lugar ao campos dourados do trigo e ao vinhedos, e logo passaram pela Antiga Vila. 

A vila de Saint Mary estava lá desde o feudalismo, passou pelas duas guerras mundiais, sim claro que a Vila resistiu, mas casas não, os casebres ainda eram antigos e rústicos entretanto não eram as casas originais da fundação pois essas já haviam se perdido no tempo. Na vila era onde moravam alguns comerciantes e onde anualmente era realizado o Festival do Pão e Vinho, tradição daquele povoado desde o período medieval. 

 Dirigiram por metade de um dia até que chegassem naquele ponto, logo os dois sabiam que seu antigo lar não estava muito longe dali e um pouco mais afastado do vilarejo tiveram que sair da estrada asfaltada para entrar na estradinha de terra que levaria direto pra casa deles, era praticamente impossível de errar. 

 Era difícil explicar a sensação de estar naquela casa, Lysandre e Leigh pareciam morar em outro mundo, numa época totalmente diferente dos pais(embora os pais deles estivessem na idade de terem vivido o vitorianismo que eles tanto amavam). Seu pai estava sentado na varandinha tomando café ao lado da esposa Josiane, era engraçado como o por do sol batia na varanda e deixava apenas a silhueta dos dois juntos. De longe percebia-se que se ainda se amavam, mesmo depois de tantos anos.  

 Lysandre voltou para casa por mais um motivo, não tinha absoluta certeza se a resposta que ele procurava estava naquela casa, na verdade, ele sabia que estava lá, só não sabia ele queria mesmo encontrar. 

 -Leigh! Lysandre! Mas que maravilha!-Josiane foi abraçar os seus dois filhos com grande alegria 

—Oi mãe!-os rapazes responderam em uníssono 

—Venham, seu pai está esperando vocês- ela os levou até George-  ele está um pouco cansado, sabem como é, na nossa idade dores e cansaço são comuns, já não temos o corpo forte como antigamente. 

—Pai- Lysandre beijou suavemente a testa de seu pai e percebeu que ele aparentava um certo cansaço, julgou que você devido a idade avançada- e como andam as coisas por aqui? 

Após a pergunta sua mãe começou a falar como uma tagarela, contou sobre a proximidade do festival da vila, sobre como a colheita estava prosperando esse ano e sobre a mais nova aquisição deles. 

—Vão até o estabulo meninos! Tem uma novidade lá que vocês vão adorar- disse Josiane ansiosa pra ver a reação deles quando vissem o que os aguardava. 

George foi na frente, aparentemente a novidade o animara de novo. O estábulo estava com as janelas abertas mas com as portas fechadas. E assim que abriu eles deram de cara com... 

Uma caminhonete. Mas não era uma caminhonete qualquer, na verdade era uma caminhonete velha, a que seus pais usavam quando eles eram mais novos. Leigh se lembrava de como ela balançava sempre que seus pais iam deixar eles na escolinha da vila, mas não entendia como aquilo poderia animar eles e muito menos em como ela seria novidade. 

—George! Eu falei pra você não estacionar a caminhonete aqui!-Josiane reclamou- pode fazer mal pro Malhado. 

—Eu esqueci- George retrucou 

—E quem é "Malhado"?-Lysandre perguntou 

—Vocês vão ver.  

Eles se aproximaram dos fundos do estábulo e para a surpresa dos irmão, George e Josiane haviam comprado um cavalo. Um legítimo Sela francesa, como o que eles tinham anos atrás na fazenda, mas que os pais venderam. O cavalo no estábulo, tinha porte médio para alto e o pelo era malhado nas cores preto e branco.  

—Ele é... maravilhoso- disse Lysandre boquiaberto, mal encontrou palavras para descrever o cavalo. 

—Ele é realmente incrível-Leigh completou- mas por que vocês comprariam um cavalo agora?  

—Pensamos que se vocês soubessem de quem ele é neto voltariam aqui para nos visitar mais vezes- George falou 

—Ele é neto da Liara- Josiane informou 

— Da Liara!?-Os meninos falaram perplexos 

Liara era a antiga égua da fazenda, também da raça sela francesa, mas só que ela malhada na cor marrom e branco. Lys e Leigh a amavam, mas seus pais tiveram que vender ela prenha pois estavam em uma crise e não podiam mais arcar com os gastos dela. 

Ao se deparar com as lembranças da sua antiga égua, Lysandre foi tentar um beijo no cavalo, que se esquivou e quase lhe acertou um coice. 

—Calma rapaz-Josiane disse apaziguando o cavalo- ele ainda é muito novo, só 2 anos e meio Lys, ainda nem foi montado. E com certeza não está acostumado com a aproximação de estranhos. 

—Acho melhor você tentar amanhã maninho-Leigh sorria 

A noite na fazenda era a perfeita idealização da palavra tranquilidade, no céu do campo podia se ver uma infinidade de estrelas, Oregon: o cisne; o Leão; o Escorpião. Lysandre aprendera os nomes das constelações desde de pequeno e não esqueceu mais pois sabia que eram importantes, na pior das hipóteses, ele sabia que ao se perder se seguisse a direção da ponta da flecha do arqueiro chegaria em casa, ou andaria bastante e chegaria a uma cidade que ficava a 8km dali. O silêncio do campo era interrompido pelo vento passando entre as árvores e plantações e o cantos das cigarras, contudo Lysandre sabia que se fosse em época de chuva o barulho dos sapos anoite incomodaria bastante. Ele estava sentado na varanda onde seus pais estavam até que de repente alguém tocou o seu ombro. 

—Atrapalhei seus pensamentos filho?-Josiane perguntou sorrindo levemente 

—Não mãe, eu só estava distraído-ele respondeu rapidamente- como sempre 

—Ainda pensando naquela moça? 

—A Selena? Sim, quer dizer, um pouco, talvez-Lys se encontrava um pouco fechado e confuso pois nunca teve esse tipo de conversa com a mãe- melhor não mãe, eu não estou com cabeça pra isso agora. 

—Lys, eu sei que adolescentes não gostam de ter conversas desse tipo com os pais e muito menos falar sobre as "namoradinhas", mas você não voltou aqui só pra ver a gente. Você me pediu pra procurar aquela sua caixinha e depois de tanto tempo eu tenho que admitir que quero saber o porquê. 

—Se aquela foto mostrar o que eu estou pensando... acho que eu vou ter que me arriscar a bisbilhotar a vida de alguém.


Notas Finais


Desculpem a demora em postar, vou tentar melhorar isso


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