História O Pequeno Kris - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Kris Wu
Personagens Kris Wu, Lay
Tags Exobabys!, Exokids!, Fome, Kid!kris, Kid!yifan, Kray, Semana Exokids
Exibições 71
Palavras 1.083
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu fiquei ruminando essa história por muito tempo na minha mente.
Espero que gostem ^^

Capítulo 1 - Correr


Fanfic / Fanfiction O Pequeno Kris - Capítulo 1 - Correr

Kris encarava o vidro da loja de doces com seus olhos cheios de fome. Tocou o vidro gelado sentindo as pontas dos dedos doerem como se agulhas perfurassem sua pele. O inverno chegou rigoroso assustando o garoto que não tinha nem um cobertor para a madrugada gelada. Suas meias estavam rasgadas e as luvas puídas demais e com furos nas pontas. Seu velho gorro não conseguia esquentar as orelhas que já se avermelhavam com a geada, fazendo o garoto tossir e assoar o nariz no velho cachecol de sua avó.

Era seu aniversário e aquele bolo de chocolate girando no mostrador o fazia ficar cada vez mais melancólico com as lembranças de alguns meses atrás, quando ainda tinha uma família e um teto onde morar. Nunca imaginou que perderia tudo tão rapidamente. Aos dez anos, sem pai, sem mãe, sem seus avós e com fome no meio de um inverno terrível, e para completar era seu aniversário.

Suspirou chutando a neve sob seus pés, se afastando da loja com a barriga fazendo um barulho engraçado. Os adultos passavam por ele de maneira apressada, como se Kris fosse invisível, como se não fosse uma criança passando frio e fome ali.

Furtivamente Kris espreitou uma banca de pastéis e lulas fritas para ver se conseguia fugir carregando alguma coisa. Quando o vendedor se distraiu um pouco, o garoto surrupiou uma caixa cheia de lulas fritas para viagem e correu como se sua vida dependesse disso. E realmente era. Ele pode ouvir os gritos do comerciante e um bando de adolescentes arruaceiros começaram a persegui-lo para entregar o trombadinha nas mãos de seu algoz.

Kris que não era besta nem nada, saiu correndo costurando pelas vias maldispostas conseguindo deixar seus salteadores para trás. Com um grande sorriso satisfeito andou de volta para “casa”, sob o viaduto, degustou sua refeição do dia avidamente mesmo que engasgando de vez em quando até não sobrar nem sombra de lula.

De barriga parcialmente cheia Kris suspirou deitando-se sobre seu papelão. O cobertor não cobria seus pés o que fazia o menino tremer muito durante a noite. Seu sono era muito conturbado e cheio de pesadelos que eram a personificações de seus medos mais terríveis: como morrer de fome. Todos os dias ele pensava se conseguiria algo para comer, ou beber. Pensava se aquela noite seria mais quente ou se ele finalmente iria dormir para se encontrar com sua avó.

Ele se lembrava sempre, antes de dormir, dos olhos dela perdendo o brilho enquanto lhe entregava o cachecol e sussurrava para que ele fugisse.

“Corra querido, não deixe os homens maus pegarem você”

E Kris correu.

Ele sempre foi muito bom em correr e sempre deixava qualquer um para trás já que tinha as pernas longas por ser mais alto que a maioria dos meninos da sua idade.

Naquela noite Kris correu.

Correu até perder a força nas pernas, e cair na neve, alguns bairros depois do seu. Nos seus olhos ainda ardiam as chamas que consumiam todo o seu lar. Kris ainda podia sentir o cheiro da fumaça em sua pele e ainda podia escutar o barulho dos tiros que se aproximavam.

Quando chegou no viaduto, em sua primeira noite havia muitos mendigos e gente fedida por todos os lados. Assustado ele se encolheu perto de uma das barracas tremendo agarrado ao seu cachecol. Uma das mulheres mais velhas se aproximou. Não disse nada apenas, jogou para ele alguns papelões e um cobertor velho. Resmungando a velha voltou para a sua barraca improvisada deixando o garoto assustado sem entender exatamente o que devia fazer.

Kris enrolou-se em si mesmo e no coberto. Ficou muito agradecido por aquele pedaço de pano que o fez sobreviver por árduos cinco meses na rua, sozinho e sem ter para quem pedir socorro. As vezes os mendigos lhe davam alguma coisa para comer, mas só quando estavam pouco bêbados e de bom humor.

Todos os dias eram corridos para conseguir comida.

 

 

Estava correndo novamente, dessa vez, de um dono de restaurante onde Kris havia invadido a cozinha furtivamente e pegado algumas salsichas. O dono do estabelecimento o pegou no flagra, e berrou pegando sua faca de cortar carne, correndo até o garoto que arregalou os olhos e saiu correndo em disparada com as salsichas nos braços.

A neve já havia sumido faz tempo e o calor havia chegado deixando Kris sem seu papelão, já que o que tinha havia estragado com a neve derretida, porém satisfeito por conseguir dormir uma noite inteira. No entanto o problema de conseguir comida ainda o atormentava todas as noites.

- Moleque! – O homem ainda corria atrás de Kris com o rosto vermelho – Eu vou te deixar em pedaços seu ladrãozinho bastardo de merda! – Seus pés ardiam e as pernas começaram a amolecer sem que Kris pudesse fazer alguma coisa consigo mesmo. Seu corpo simplesmente apagou como se a bateria tivesse se esgotado rapidamente. Ele caiu no chão duramente em um baque surdo.

As pessoas se aglomeraram em volta do garoto assustadas ao ver ele desacordado. O comerciante ainda irritado se aproximou do menino sem entender ainda o que havia acontecido. Ele percebeu as salsichas no chão, ninguém mais iria comer aquilo. Furioso foi até onde o corpo do garoto estava e se assustou com o estado dele. Era verdade que em nenhum momento havia parado para reparar no menino, e agora, seus olhos se arregalavam ao perceber a magreza e a palidez do rosto infantil. Seu pulso era tão fino que quando o segurou a mão dele sumiu dentro das suas.

- Meu deus. – Sussurrou. – Alguém já chamou um médico?

- Eu chamei! – Uma moça falou indicando o celular. – A ambulância já vai chegar.

A faca de cortar carne estava abandonada no meio fio enquanto o homem, antes perseguidor, tomou o corpo do garoto nos braços e o levou até debaixo da marquise de uma loja de roupas, longe do sol quente. Uma senhora ofereceu água e ele limpou o rosto de Kris umedecendo seu rosto que estava vermelho e com a pele seca.

– Vamos garoto. – Encorajou – Você fugiu de mim até aqui com todas as suas forças. Não pode desistir agora.

Kris continuou desacordado até a ambulância chegar. Quando eles chegaram colocaram o corpo magro do menino na maca e o carregaram até o veículo.

- Tem algum responsável que possa acompanha-lo?

- Sim, eu posso.

- Qual o seu nome senhor?

- Yixing, Zhang Yixing.


Notas Finais


~ Desvia das pedras
Dessa vez eu não matei ninguém!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...