História O Pequeno Sehun - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Personagens Originais, Sehun
Tags Angst, Exobabys!, Exokids!, Medo, Sehun, Sehun!centric, Semana Exokids
Exibições 117
Palavras 775
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem, essa história foi mais difícil de escrever. Eu fiquei bem chorosa! Sair da zona de conforto é sempre difícil não é?
Por favor não me matem quando terminarem de ler.😁

Capítulo 1 - Medos


Fanfic / Fanfiction O Pequeno Sehun - Capítulo 1 - Medos

Sehun estava dentro do guarda-roupa.

Mamãe havia colocado o dedo nos lábios, pedindo silencio.

Seu cabelo escuro caía por cima do rosto machucado e as mãos dela tremiam de nervosismo. Pegou um dos ursos de pelúcia de Sehun e deu para o mesmo se acalmar. Podia ver o pânico nos olhos do garoto por ter que ficar sozinho naquele móvel fechado por tempo indeterminado.

- Não saia daqui por nada querido. Espere pela mamãe, não importa o que aconteça, ok? – Sehun acenou assustado com a cabeça, tentando entender porque a mamãe sempre o prendia no guarda-roupa.

A mulher acariciou os cabelos do filho com carinho, mas parou abruptamente ao escutar a porta da frente bater com força. Sehun se encolheu, observando a mãe se afastar e o trancando ali. Ele ouviu barulhos estranhos vindo de fora, que estavam o assustando. O garoto abraçou o urso de pelúcia em seus braços fungando e tentando não fazer barulho. Ele sabia que se fosse pego... não iriam acontecer coisas boas.

- Não! Por favor! – Ele ouviu a mãe gritar. Colocou as mãos na boca para se impedir de soltar qualquer som que fosse. Não conseguia mexer-se de jeito nenhum. Apertou os olhos com força e cobriu os ouvidos com as mãos, tentando abafar qualquer som externo.

- Mamãe. – Choramingou baixinho.

Pôde ouvir vidros se partindo e todo o barulhos de coisas se quebrando. Não escutou mais a voz da mãe. Sehun respirava com dificuldade e lembrou que a bombinha estava na cômoda ao lado da cama. Devagar ele se moveu para fora do guarda-roupa e na pontinha dos pés andou até a cômoda, pegando o remédio; finalmente respirou aliviado.

- Vadiazinha. – Ouviu alguém grunhir. A porta do quarto se abriu revelando um homem alto que puxava a mãe de Sehun, praticamente arrastando ela no chão pelos cabelos. – Olha só o que temos aqui. – Abriu um sorriso amarelo cheio de escárnio. – Você deve ser o filho da Hani, não é?

- O que você fez com a mamãe? – Sehun avançou um passo, tremendo sem tirar os olhos da mãe desacordada.

- Nada além do que ela merecia moleque. Agora sai do quarto. – Disse ríspido.

- N-n-ão. – O garoto fechou os punhos, sentindo o medo e a raiva se misturarem dentro de si. – Solta a minha mãe.

- Quem manda aqui sou eu, pirralho. E eu paguei pela puta, agora vou usar como eu quiser. – Jogou o corpo de Hani no chão fazendo com que a cabeça dela se chocasse com o piso. Agarrou o garoto pela gola da camiseta e o jogou para fora do quarto, não sem antes dar um chute no estômago de Sehun, fazendo com que o mesmo perdesse o ar. – E vê se não interrompe!

O homem mau bateu a porta do quarto, deixando Sehun tentando respirar normalmente de novo, no piso frio e com os olhos cheios de lágrimas de dor, de medo, de raiva. Devagar ele se levantou mancando um pouco. A sala estava uma bagunça de móveis revirados e a louça da pia estraçalhada no chão. Sehun esfregou os olhos, chorando baixinho. Sentou no sofá abraçando os joelhos, pensando se havia algum remédio que podia fazer ele esquecer tudo o que viu. Lembrou dos remédios da mamãe na pia do banheiro. Ela sempre dizia que só se sentia melhor depois de tomar eles.

Sehun foi até o banheiro e pegou uma das pequenas cápsulas dentro do pote. Depois foi até a cozinha pegar um copo que ainda estivesse inteiro. Quando encontrou, encheu de água da torneira.

- Ai! – Sem querer acabou se cortando com um dos cacos dos pratos de porcelana. Ele se moveu com mais cuidado até o sofá e colocou o copo no chão para analisar o ferimento no seu pé. Tinha um pouco de sangue saindo, mas não doía muito.

“Depois a mamãe faz um curativo”

Pensou.

 “Depois”

Sentou no chão mesmo, com a pílula entre seu indicador e polegar, analisando o remédio. Sehun nunca tinha tomado pílula, e essa era bem estranha, meio achatada. Deu de ombros e respirando fundo colocou na boca e em seguida virou o copo com água. Engasgou. Com certeza engasgou. Nunca tinha tomado remédio assim. Tossiu tentando colocar para fora, já que parecia não conseguir respirar. Depois de alguns minutos se acalmou novamente. Sentiu o corpo flutuar e pontos coloridos começaram a nublar sua visão. 

Sehun caiu de lado sem conseguir mais controlar o próprio corpo sentindo muito, muito, muito, muito sono. 

Que bom. 

Sehunie só queria dormir e esquecer.

Sehunie queria sonhar um pouco, pelo menos uma vez.


Notas Finais


Existem crianças em situação de risco em todo lugar. É muito triste o que elas passam, porque mesmo as que sobrevivem continuam marcadas pelo resto da vida, devido as experiências ruins que tiveram.
Por favor abaixem as pedras OK?
Eu tbm chorei escrevendo.
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