História O pequeno tritão - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens Personagens Originais
Tags Hetalia, Lemon, Mpreg, Pequena Sereia, Pequeno Tritão, Sereia, Tritão, Yaoi
Exibições 75
Palavras 1.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fiz esse capítulo um pouquinho mais longo, espero que gostem aa

Capítulo 3 - O rapaz bonito.


Fanfic / Fanfiction O pequeno tritão - Capítulo 3 - O rapaz bonito.

Depois de um bom tempo brincando com meus irmãos, resolvi levantar e olhar em volta, era de noite, todos dormiam, exaustos, sussurrei pela janela e vi linguado brotar, sorridente.
—Oi, Gil! Vamos agora...?
—Sim linguado, agora...
Saí do quarto, em silêncio, puxando comigo uma espécie de bolsa, onde estavam poucos objetos desconhecidos. Prendia levá-los para a minha coleção.
Passei pela sala do trono, agaixado, nadando devagar, mamãe e sebastião conversando.
Estava perto dos pilares, pronto pra fugir com linguado, não percebi sebastião me descobrindo, e me seguindo. Claro, fugi logo depois.
Enquanto nadava cantarolava baixo, uma das músicas que ouvi de um pirata barbudo, a sua voz era magnífica!
— Tenho a flecha do cupido, a riqueza é ilusão...
E só pode consolar-me, meu marujo alegre e bom...
Venham todas, belas damas, aqui deste lugar...
Que amam um bravo marujo cruzando o alto mar... —
Não percebi Linguado me fitar, aparentemente surpreso, abrindo um sorriso.
— Gilbert, você canta bem demais!
—Oh...eu? Ah, obrigado...
Corei, e coçei a nuca, aproximando da caverna e afastando a pedra da entrada, adentrando o lar de coleções brilhantes, abrindo um sorriso ao sentir a luz do luar atingir-me os cabelos.
Deixei a bolsa no chão e sentei numa das pedras, balançando a cauda, passando as mãos na própria barriga, cantarolando o ritmo uma canção aleatória. Soltei um suspiro e finalmente levantei a voz, junto o rosto, pálido, iluminado pela luz.
—Tenho aqui uma porção de coisas lindas nesta coleção... Essas coisas estranhas curiosas...
Para mim são bonitas demais!
Olhe essas aqui, preciosas!
Mas pra mim, ainda é pouco...eu quero mais! —
Saí do lugar e nadei em direção ao meu amigo, novamente surpreso.
 —Eu quero estar onde o povo está, eu quero ver um casal dançando, e caminhando em seus...
Como eles chamam? —
Perguntei, abrindo um sorriso e puxando Linguado enquanto nadava em direção à superfície, mas sem sair da caverna.
—Ah! Pés! Quero viver! quero morar...
Naquele mundo cheio de ar!
Quero viver...não quero ser...mais desse mar!... —
E voltei à pedra, apertando Linguado contra meu peito, o olhar baixo, suspirei. Levei um susto ao ouvir objetos girando, e Sebastião surgir entre eles, cheio de bugigangas em si.
—Sebastião! O que faz aqui?!
— Gilbert!! Como se atreve...Que lugar é esse?!
O menor tentava se desfazer dos objetos irritantes, caminhando, furioso, até mim.
—Ora...heh...minha coleção!
—Quando seu pai souber disso...
Linguado de repente avançou sobre Sebastião, os dois furiosos.
—Você não vai contar a ele?! Vai?!
Puxei novamente Linguado pra um abraço, protetor, estranhei o barulho que vinha da superfície, explosões, e as luzes! Coloridas, estava curioso, iria ver.
Ignorei os dois que discutiam e saí da caverna, os mesmos percebendo e me seguindo, Sebastião berrando, mandando que eu voltasse, não obedeci, já estava na superfície, observando os fogos, fascinado, Sebastião apavorado, os olhos arregalados.
Nadei, exaltado, até o navio que soltava os tais fogos, sorridente. Me aproximei e escalei com cuidado, ate chegar num local escondido, próximo aos pés dos...Humanos! Eram tão feios! Barbudos! Gordos!
Observei em volta, todos dançavam, alegres, alguns bebiam um líquido amarelo, por cima uma espuma, o cheiro era forte, chegava até onde eu estava, sentado, encolhido por causa do frio, os outros dançavam, e um outro...
—Woah...
Prestei atenção em seus cabelos claros, curtos, os olhos brilhantes, cor de esmeralda, e os lábios rosados...as roupas, o corpo, o chapéu...era lindo...o ser peludo pulava aos seus pés, e ele gritava algo parecido com..."Max! Max! Calma garoto!!" E sorria, afagando a cabeça do tal ser.
Abri um sorriso, não percebia o meu rosto vermelho, apoiei, o cotovelo na madeira e continuei a fitá-lo, percebi Max vindo em minha direção e arregalei os olhos, voltando a me esconder atrás da madeira.
Senti a respiração do mesmo, e ele lamber meu rosto. Ouvi novamente a voz do rapaz bonito, e o animal voltar ao mesmo.
Recebi a gaivota ao meu lado, a mesma quase berrava
—Giiiilberrt!!!!
Agarrei o bico da ave, envergonhado, com certo medo dos outros terem ouvido.
—Sabidão... olhe aquele humano!!
O soltei, limpando a mão e apontando ao rapaz, o mesmo brincando com o animal.
—Hm...acho ele meio peludo...e babão...não sei não!
—Não! Não o peludo! O de chapéu grande com pena!!
—Ooh...
De repente começou a berrar, balançando as asas.
—Eei!! Você aí!! O Gilbert gosta de você!!!
—Huh?! Que?! Cala a boca, Sabidão!!
Empurrei o mesmo, percebi o clima esfriar e as águas agitarem, a música parou, as luzes desligaram, todos começaram a berrar, correndo de um lado pro outro, carregando cordas, remos, era assustador.
O navio balançava rápido, uma tempestade fortíssima havia começado. Os raios e os trovões cortavam os céus escuros, a lua já não aparecia mais, o navio começou a afundar. Não só a afundar, mas despedaçar-se rapidamente, pulei na água gelada, olhando o como os humanos pulavam nas águas, desesperados, fui até a superfície e olhei em volta.
Max estava entre os destroços do navio, que agora estava em chamas, ele latia, assustado, o rapaz pronto pra pular, mas ao perceber seu amigo em perigo, voltou pra ajudá-lo.
Conseguiu salvá-lo, jogou o mesmo na água, portanto, não conseguiu salvar-se, recebeu um pedaço de madeira nas costas e perdeu a consciência.
Caiu com força na água, causando um atrito em seu corpo, provavelmente doloroso. Arregalei os olhos e nadei em sua direção, me aproximei e o observei, por baixo da água, era maravilhoso, nunca vi alguém assim.
Toquei em seu pescoço, e o puxei pela nuca, estávamos no fundo do mar, o puxei até a superfície e o coloquei numa táboa de madeira longa, o mesmo ainda desacordado.
E fui empurrando...empurrando...me afastando do navio que naufragava, abandonado, e o mesmo continuava ali, desacordado, os cílios loiros, a pele branca, levemente sardenta, os lábios carnudos, realmente irresistíveis. Mas era um homem. Soltei um suspiro de cansaço ao sentir o sol da manhã atingir meu rosto, realmente passei aquele tempo todo tentando salvar um humano...mas ele era tão lindo...e tão legal...Parei pra descansar, a maré leve, balançava-nos lento.
Passei as pontas dos dedos em sua bochecha, aproximando o rosto do dele, deslizando os dedos até seus lábios, os apalpando lento, mordendo o próprio lábio, excitado, e balançando a cabeça, voltando a mover a cauda, até sentir as ondas esquentarem, avistar a areia e a cidade, empurrando até a areia seca e o deixando ali, o mesmo parado.
Subi encima de seu corpo, os braços, um de cada lado de sua cabeça, os cabelos úmidos, pingando no rosto do rapaz.
O mesmo abrindo lento os olhos verdes, brilhantes, cheios de vida. Abri um sorriso de cantinho e cantarolei uma melodia suave, uma das mãos indo até o peito do outro e deslizando ao pescoço, cantarolando mais alto.
—Quero viver onde você está...quero ficar aqui ao seu lado! Quero também ver você sorrir pra mim. Vamos andar, vamos correr, ver todo dia o sol nascer... e sempre estar, em um lugar, só seu e meu! —
Mexia em uma das mechas claras de seus cabelos, Sebastião, Linguado e Sabidão haviam me seguido. Sebastião, chocado...Linguado, com o sorrisão no rosto, e Sabidão fechando a boca do menor de todos, rindo, os ignorei.
 Senti a mão do rapaz levantar e tocar a minha, corei forte e ouvi os latidos de Max, dei meia volta e me arrastei até a água, com dificuldades. Max me viu, droga...mas consegui escapar, agora estava espiando-os detrás de uma pedra qualquer.
Um dos seus amigos chegou, o levantando da areia, o mesmo olhando em volta, os olhos arregalados.
—Arthur! Príncipe Arthur! Você está bem?! Ohh, vossa alteza precisa de cuidados...
—Um garoto...branco, albino!! Você o viu? Ele era lindo...era tão lindo...
O mesmo girava olhando o mar, as pedras, os corais, mas não me encontrava.
—Você está maluco! Bateu em alguma pedra! Apaixonado por um homem?! Ora...vossa alteza...
—Vou encontrá-lo! Não importa o que!
E os dois partiram pra seu castelo, o príncipe já apaixonado...



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