História O peso da justiça - Capítulo 1


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Beast Titan, Connie Springer, Dot Pixis, Eren Jaeger, Erwin Smith, Grisha Yeager, Hannes, Historia Reiss, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Personagens Originais, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir
Tags Attack On Titans, Fanfic
Visualizações 17
Palavras 1.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Meu fim e recomeço


  Medo, vergonha, raiva, tristeza… Essas eram as palavras que definiam parte dos meus sentimentos no dia em que meus pais foram assassinados covardemente por traficante de humanos.

E tudo que conseguia sentir quando vi o corpo de minha mãe já sem vida no chão, era incapacidade. Eu apenas queria abrir os olhos e acordar daquele pesadelo. Mas não era um pesadelo, eles realmente mataram meus pais, e me mataram também, me mataram da pior maneira que se pode matar alguem, me mataram por dentro.

No momento em que eles me amordaçaram, me levaram até um armazém ,me jogaram no chão e começaram a discutir coisas sobre mim, eles tiraram todas as minhas esperanças de que um dia eu seria feliz.

Eu nunca tinha visitado a parte de Shingashima que é cheia de casas e pessoas. Eles pretendiam me levar para lá, aquele lugar que tanto sonhei em ir, e realmente iria, estava tudo marcado, mas eu seria vendida, assim como se vende um objeto, comigo seria exatamente igual. Não valorizaram minha vida… E quem valorizaria? Todos que eu amava estavam mortos, ninguém sentiria minha falta.

-Estou dizendo, ela vale uma grana, é asiática- Um deles diz enquanto me encara

Fecho meus olhos, apenas aceitando esse destino que me foi reservado. Mas… Ouço batidas na porta e rapidamente abro os olhos novamente

-Ele chegou rápido- o outro homem diz e caminha até a porta, ele abre apenas uma fresta da porta.

-Com licença senhor …- ouço a voz de um garoto.

Me inclino para tentar ver quem estava do outro lado da porta, e lá estava um garoto que parecia ter minha idade, seus cabelos  eram escuros, sobrancelhas bem marcadas, olhos verdes e usando cachecol vermelho. E ele chegou como um raio de luz. Como uma fresta para minha salvação.

-O que você quer pivete ?

-Eu me perdi da minha mãe e… estou caminhando há horas, estou com fome- Mentalmente tentei gritar para que o garoto me ouvisse e fosse embora buscar ajuda, mas na realidade, meu corpo estava paralisado.

O homem que atendeu a porta olha para o parceiro e os dois sorriem maliciosamente

-Pode entrar garotinho- Um deles diz e abre a porta

A expressão do garoto muda, e ele rapidamente tira uma de suas mãos que estava atrás do corpo, revelando uma faca curta, ele pula em cima do homem, o derrubando no chão, e começa a esfaquea-lo.

-Vocês não são humanos! Merecem morrer! Apenas morram seus vermes, parasitas!- o garoto grita furioso enquanto difere facadas no homem que já estava morto.

-Pivete maldito- O outro homem diz e avança nele, mas ele também derruba o homem no chão e dá a ele o mesmo destino que seu parceiro teve.

A maneira como aquele garoto esfaqueava os corpos já mortos, sua expressão enfurecida, suas palavras de ódio. Ele pode até ter sido o primeiro garoto da minha idade que vi, mas vi algo diferente nele.

Até que ele para de esfaquear os corpos e me olha, ele então pega a faca e vem na minha direção. Ele corta as cordas e mordaças que me amarravam e me liberta. Muitas coisas se passavam em minha mente no momento em que meu herói estava frente a frente comigo, mas um pensamento me perturbava

-Três… Eles eram Três- ao terminar a frase. O outro homem entra no armazém e olha os corpos de seus companheiros mortos. Ele então avança na direção do garoto, o pega pela gola da camisa e o levanta o enforcando.

-Maldito, essa garota vale muito dinheiro. O que pretendia com ela ?- o homem diz furioso e levanta cada vez mais o garoto

-Eu não ligo pro seu dinheiro, vidas não são compradas- o garoto força a voz a sair

-Então fico aliviado por saber que vou acabar com uma vida que não vale merda

O garoto olha para mim, aqueles olhos imploravam ajuda

-Lute… Lute…- ele força a voz

Balanço a cabeça

-O único jeito de ganhar é lutando… Se você perder, você morre, se você ganhar você vive … Apenas lute- ele diz

Ele estava certo. Eu havia ficado órfã, e caso não fizesse nada, iria ser traficada, e esse mal não foi feito por titãs, e foi naquele momento que me dei conta de que o maior monstro que pode haver é o ser humano.

Olho para meu lado e encontro a faca que outrora, o garoto havia deixado cair, um nó se forma em minha garganta, mas eu ignoro isso e seguro aquela faca, eu avanço na direção do homem e o golpeio pelas costas, ele solta o garoto e cai já morto no chão.

-Isso foi demais- o garoto diz retomando folego, - Eu sou Eren Jeager- ele se apresenta me estendendo a mão ensanguentada, -E você é Mikasa Ackerman não é mesmo?!

Na mesma hora, doutor Jeager chega no armazém e olha em volta

-Que bom que você esta a salvo, Mikasa- ele diz e sorri para mim

-Vamos sair daqui e comunicar a policia que já encontramos Mikasa- Doutor diz e sai do armazém, seguido por mim e por Eren.

Ele nos leva para o lado de fora do armazém e acende uma fogueira. O doutor me deixou descansar um pouco enquanto ele tinha uma 'conversinha' com Eren

-E se te matassem? Seriam 4 mortos em um dia- o Doutor grita com Eren

-Se eu não tivesse chegado lá a tempo eles iriam fugir, a policia ia demorar a procurar Mikasa- Eren diz no mesmo tom

Enquanto eu observo a fogueira e a discução do doutor com seu filho. Eu me dou conta de que eu não tinha para onde voltar, e agora, estava a mercê do futuro.

-Ei, Mikasa- ouço Eden dizer, -Está frio, tome isso- Ele diz e me enrola com seu cachecol vermelho, pela primeira vez naquele dia infeliz, eu me senti segura -Você se saiu bem, sobreviveu

-E de que adiantou? Estou só agora, não tenho para onde ir, não tenho na ninguém que se importe comigo- Digo olhando a fogueira

-Isso não é verdade, você pode ir morar conosco, não é mesmo pai?!- Eren diz

Doutor Jeager se aproxima a põe as mãos em minhas costas

-Seria um prazer se aceitasse viver conosco, minha esposa iria amar ter uma filha e Eren teria alguém para ajuda-lo a não se meter em tantas encrencas- Doutor diz e sorri para mim.

Eu mal pude acreditar quando ouvi suas palavras. Naquele dia eu perdi tudo, minha vida se acabou, mas ao mesmo tempo, surgiu uma esperança, uma chance de recomeço, e me foi dada a esperança, eu fiquei tão grata, queria agradecer de alguma maneira.

Ainda assim, me sentia assustada, eu matei um homem de forma tão precisa, o que de fato me assustava, era que eu não sentia remorso nem nada, eu apenas pensava o quão bom era eu ainda estar viva, mesmo que isso tivesse custado a vida de alguém, isso não parecia me importar, foi aí que percebi, que assim como todos os humanos, eu era cruel e egoísta, ainda assim, Eren parecia ser diferente, ele se arriscou para me salvar, ele sequer me conhecia, me pergunto o que leva uma pessoa a se arriscar pelo bem de um mero estranho, Eren era um mistério que eu estava disposta a desvendar.



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