História O peso do destino - Jeff The Killer - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas
Visualizações 28
Palavras 1.013
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 18 - II- A dama do lago


Fanfic / Fanfiction O peso do destino - Jeff The Killer - Capítulo 18 - II- A dama do lago

Será que estou dormindo e isso não passa de um péssimo sonho?

Será que eu já estou morta? Ou ainda vivo presa aos meus frágeis sonhos? Seria eu alguém tão complicada assim?

Minha alma se esvai lentamente a cada segundo e finjo não ver...

 

*Nicole*

 

Hoje cedo, iniciei uma viagem com meu pai. Ele é um homem estranho, bem estranho para falar a verdade, quase nunca conversa. Para ser mais exata ele quase nunca fala. Nunca o vi com amigos ou inimigos ou qualquer pessoa. Eu não sei o que houve com seu rosto, mas é estranho. Tudo é estranho, inclusive esta inesperada viagem por que me levar a cidade da minha mãe?

Após algumas horas chegamos a um local realmente lindo. Era uma pequena casa perto de uma floresta, tudo era simples, mas mesmo assim era magnífico.

Cada detalhe da casa parecia ter sido feito a mão, era daquelas com aspecto de época bastante interessante e ao mesmo tempo era muito sombrio igual ao meu pai. Depois de uma intensa faxina que fiz, ele se trancou em um dos quartos e não saiu mais, resolvi então caminhar um pouco ao redor da casa, andando notei que havia uma porta aos fundos e fui até lá. Como esperado estava trancada. Resolvi deixar isso quieto, sem dúvidas ele ficaria irritado se eu mexesse em algo, e quando isso acontece é terrível. Como não havia nada para fazer e já estava ficando tarde, resolvi ir ler e depois dormir. Nossa dormir... A melhor coisa para mim é dormir e sonhar. Assim eu posso vê-la, isso, ver aquela mulher.

Toda noite quando vou dormir, sonho com um lago que possui um pequeno píer e lá sempre há uma mulher de cabelos longos pretos usando um lindo vestido vermelho sentada de costas para mim, mesmo assim, sem ver seu rosto sempre conversa comigo. Sempre me da apoio e as vezes até reclama com coisas que eu faço, pode parecer loucura, mas sinto que pode ser um anjo da guarda ou até mesmo um sonho maluco com minha mãe.

Me deitei e logo adormeci. Imediatamente já apareci de frente ao lago e lá estava ela. Fui e me sentei ao seu lado (mesmo quando me sento não consigo virar para vê-la).

-Esta relativamente feliz Nicole, aconteceu algo bom? -ela me perguntou passando suas doces mãos em meu cabelo. Sua voz era tão calma e muito gentil.

-Meu pai me trouxe para cidade da minha mãe -disse sacudindo os pés na água e de repente ela se levantou e olhou para frente.

-Esse desgraçado -ela falou e pulou dentro do lago simplesmente sumindo. No mesmo momento acordei com meu pai chamando.

-Acorde, vamos sair.

-Sim senhor -me levantei e me arrumei com a roupa que estranhamente ele havia colocado em cima da cama. Era uma calsa preta, botas e um casaco grosso já que a cidade é bem fria.

Fomos para floresta. Quanto mais entrávamos, mais parecia esquisito, tudo era muito sombrio e ele parecia inquieto.

-P-pai? - o chamei mas ele não me respondeu -Onde vamos pai? -silêncio total.

Andamos mais um pouco até chegarmos a um... lago? Espera. O sonho, era o lago do meu sonho, estávamos no fim do pequeno píer e ele se virou para mim ficando de frente.

-Nicole -disse ele, uma coisa bem rara. Ele quase nunca pronúncia meu nome por esse motivo engoli seco.

-Oi pai -o respondi apreensiva.

-Parece que esta brincadeira de casinha acaba aqui -ele falou friamente e deixou com que uma faca aparecesse caindo de sua manga, o que me assustou bastante -No mesmo local onde a brincadeira com sua mãe acabou -do que ele esta falando? Esta me assustando.

-Pai? -perguntei inclinando levemente a cabeça para o lado em confusão.

-Pai... pai... PAI! EU NÃO AGUENTO MAIS SUA VOZ, NÃO AGUENTO MAIS VOCÊ! FINALMENTE! -ele começou a gritar enquanto apontava a faca para mim - VOCÊ E A SUA MÃE FORAM MEUS MAIORES ERROS! -eu sempre notei que ele não gostava de mim. Que nunca me viu como sua filha, mesmo ele sendo terrível como é, foi o único pai que conheci e escutar isso da boca dele estava me machucando muito.

-Por quê? -perguntei já em meio a lágrimas que escorriam involuntariamente.

-Eu não tenho mais paciência -ele disse em meio a um sorriso doentio que o deixava mais assustador, no entanto o que me assustou mais foi o que notei por trás dele: algo ou era alguém, não tenho certeza, surgia emergindo da água como se levitasse. Ele deve ter reparado por conta do som da água e se virou, antes que pudesse se virar completamente o ser que tinha bastante a forma humana encostou em suas costas segurando a mandíbula dele fazendo-o olhar para seu "rosto".

-Saudades de mim, Jeff? - pude perceber ser voz de mulher. Ele a olhou com um mix de surpresa e curiosidade em seus olhos.

-A quanto tempo, Marie -eles sorriram. Marie? Como assim?

-IMPULSĀRE - ela falou calmamente e ele foi arremessado para fora do píer, olhei em sua direção preocupada e quando tentei correr, o píer balançou e cai sentada olhando para o ser a minha frente. Sua aparência era grotesca, puro lodo sobre algo que parecia ser cabelo e vestido.

-Ni... Nicole? -o ser disse se aproximando.

-Como sabe meu nome? -disse recuando. Ela se ajoelhou na minha frente e eu pude notar lindos olhos azuis me olhando e um doce sorriso se abrindo.

-Nicole...-ela se levantou olhando para frente e notei que meu pai vinha em nossa direção.

-Achei que tinha lhe enviando para o inferno a anos -disse ele sorrindo.

-Achei isso também, mas "ela" me deu um pequeno presente anos atrás... Não existe pessoa melhor para burlar a morte -ela disse e sussurrou a última parte.

Ela o atacou mas ele acabou desviando. Como eu estava um pouco longe da mulher , aconteceu algo que eu não esperava: meu pai agarrou-me pelo cabelo e encostou a faca em meu pescoço me deixando completamente paralisada.

-Se eu mata-la na sua frente o que aconteceria?



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