História O Pianista - Lutteo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo
Tags Luna, Lutteo, Matteo
Exibições 249
Palavras 2.855
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem!

B
O
A

L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 2 - Quem Eu Menos Esperava


Luna Valente

-De novo Luna? – eu ri sem graça
-Torci o pulso. – a Srta. Hernández já me conhecia.
-Querida a enfermeira não veio hoje. – suspirei e olhei para ele que sorria malicioso para mim, senti meu rosto esquentar e voltei meu olhar para a Srta. Hernández.
-Tudo bem eu ligo para casa e alguém vem me buscar. – ela sorriu assentindo e sai a passos rápidos dali.
Encostei-me a meu carro, um volvo preto e disquei o numero de casa. Minha mãe atendeu e deu um longo suspiro e disse que já vinha.
Entrei no carro, e recostei a cabeça no banco, ainda não acreditava que deixei um desconhecido me tocar daquele jeito. E o pior eu gostei, queria mais dos seus dedos passeando pelo meu corpo, queria mais dos lábios dele na minha pele.
Estava cem por cento louca. Estava quase cochilando quando ouvi batidas no vidro do carro. Abri o vidro e o vi sorrindo para mim.
-O que? – perguntei baixinho e tive que repetir.
-Você ia embora sem se despedir? – ele sorriu e eu corei furiosamente.
-Eu... Eu – eu não sabia o que responder mais fiquei meio atônita quando ele afagou minha bochecha delicadamente.
-Você é muito cheirosa Luna, extremamente agradável. – ele tocou meus cabelos com os lábios e a vontade de agarrá-lo estava cada vez mais forte.
Antes que eu pudesse falar algo vimos um táxi parar na frente da escola e uma mulher de cabelos castanhos que batiam abaixo dos ombros e olhos castanhos sair e caminhar em direção ao meu carro.
-Nos vemos por ai Luna – ele sussurrou no meu ouvido e mordiscou o lóbulo da minha orelha, gemi baixinho e antes que eu pudesse me refazer ele já tinha sumido escola adentro.
-Luna – minha mãe chamou e sai do banco do motorista escorregando para o carona.
Minha mãe pegou logo a direção e saímos rápido do estacionamento. Ela tagarelava sobre a festa dos pais de Âmbar, que Lili já os havia convidado.
Mais eu só conseguia pensar no estranho que quase me beijou. Antes que eu percebesse estávamos em frente a clinica onde Berni trabalhava.
Entrei acompanhada de minha mãe, e logo fomos atendidas. Surpreendi-me ao ver o medico moreno de olhos escuros e que mais parecia um modelo do que medico. Berni Smith sorriu para mim e eu retribui.
-Algum desafio dessa vez Luna? – eu ri corando levemente e Mônica fez cara feia, ela odiava as brincadeiras entre eu e Berni sobre meu desequilíbrio.
-Só o pulso. – Berni fez pouco caso
-Só isso, esperava algum desafio Valente – eu ri e ele examinou meu pulso.
Assim que sai de seu consultório achei que iria poder descansar mais minha mãe já estacionava no shopping. Fiz bico mais dona Mônica nem se abalou, só me arrastou para algumas lojas a procura de um vestido pra mim e outro para ela.
Saímos das lojas com varias sacolas e fomos direto para casa, mal chegamos me joguei no sofá.
-Nem pensar moçinha. Vá se arrumar e coloque o vestido azul que comprei pra você. – minha mãe disse nem me dando chance de discutir, pois já foi indo para o segundo andar.
Levantei me arrastando do sofá e caminhei para meu quarto. Meu quarto era lindo, grande e espaçoso, no centro tinha uma cama de casal e no lado esquerdo minha escrivaninha com meu notebook e algumas prateleiras com livros.
Do outro lado havia duas portas uma era meu closet e a outra meu banheiro.
Entrei no banheiro e tomei um banho rápido, aproveitando para lavar meus cabelos com meu xampu de morango. Sai do quarto e as sacolas com as roupas que eu e minha mãe compramos já estavam em minha cama.
Vasculhei as sacolas ate achar o tal vestido azul. Ele era azul de alças finas e com um pequeno decote, batia nos joelhos, e era muito bonito.
Vesti uma sandália preta um pouco alta e sequei meus cabelos com o secador o deixando liso. Passei um brilho labial vermelho e sai do quarto.
Meu pai já esperava sentado no sofá e vestia um bonito terno cinza de gravata preta e camisa branca. Sorri pra ele e me joguei no sofá ao seu lado.
-A mamãe não esta pronta? – ele deu um longo suspiro
-Sabe como é sua mãe.
-Sei até ela estar perfeita ela não sai do quarto. – ele riu e me deu uma olhada
-Esta linda Luh. – eu corei um pouco e sorri
-Obrigada pai. Você também. – antes que ele pudesse responder a campainha tocou e me levantei para atender.
Caminhei até a porta e a abri. Fiz uma careta assim que pude ver melhor o rapaz moreno e vestindo um terno preto e sorrindo para mim.
-Pai, por que o idiota esta aqui. – o sorriso dele murchou e meu pai apareceu ao meu lado.
-Hei Xavi, entra ai. Já vamos sair só estamos esperando a Mônica. – olhei incrédula, enquanto eles me ignoravam e entravam em casa.
-Pai, Xavi vai também?
-Claro que sim, ele também gosta do Balsano.
-Quem é Balsano? – meu pai riu acompanhado de Xavi
-O homenageado da noite.
-Ah, o primo da Âmbar.
-Esse mesmo.
-E desde quando Almeida gosta de musica clássica.
-Sempre gostei Luh. Você que nunca reparou.
-Ok, se esta dizendo. – fiz pouco caso e antes que ele pudesse responder minha mãe desceu as escadas em um lindo vestido negro de alças que cruzavam em seu busto.
Ela sorriu para Xavi e deu uma voltinha para receber um elogio de meu pai, que prontamente disse que ela estava deslumbrante.
Saímos de casa e chegamos a de Âmbar em alguns minutos. A casa dela não ficava muito longe da minha era um bairro de casas chiques e refinadas.
A casa dos Smith era toda branca e retangular, tinha três andares e varias paredes eram de vidro. Meu pai estacionou o carro na garagem e logo Berni veio nos receber. Ele elogiou minha mãe e a mim, cumprimentou meu pai e Xavi e nós levou para dentro.
Assim que entramos vimos Lili, ela é linda tem a pele pálida e os cabelos de cor mel que batiam em seus ombros seu rosto tinha formato de coração e tinha lindos olhos castanhos.
Assim que vi seus olhos me lembrei do estranho. Precisava contar a Âmbar, ela ia morrer ao saber que eu quase beijei um estranho.
Já ia me desfazer dos meus pais, quando um homem alto entrou atrás de nós. Lili abriu um grande sorriso para o estranho que eu não podia ver seu rosto, pois ele estava na sombra.
Ele passou por nós e abraçou Lili a levantando no ar. Ela riu sem graça e deu um tapinha no ombro dele. Ele a soltou e olhou para Berni que o abraçou animado.
Eu só podia ver suas costas, seus ombros largos e notar como ele era alto. Outra coisa que eu podia ver bem era seu cabelo, cor escura e como ele era bagunçado.
Sem que a cena a seguir pudesse fazer sentido em minha mente, ele se virou para nós e minhas pernas fraquejaram. Tive que fazer uma força sobre humana, para não desmaiar.
-Matteo, quero que conheça nossos amigos. Miguel e Mônica Valente, o sobrinho deles Xavi Almeida e a nossa querida Luna. – assim que ela falou meu nome ele olhou para mim e sorriu.
Senti meu rosto pegar fogo, ele era o estranho, o primo de Âmbar era o homem que quase me agarrara, acenei a cabeça fracamente e pedi licença em um murmúrio.
Já estava quase chegando ao banheiro quando senti algo agarrar meu pulso, já ia dar um grito quando lábios me calaram.
Olhei atônita para o homem que me beijava e gemi ao ver o primo de Âmbar prensando seus lábios nós meus. Chutei o balde e agarrei seu pescoço o colando mais em mim e ele aprofundou o beijo.
Sua língua enroscou com a minha e dançaram juntas, seu gosto era maravilhoso, havia café e tabaco e soltei um gemido me agarrando mais e mais a ele.
Ouvimos som de passos e ele se afastou de mim, e sumiu pelo corredor, tão rápido quanto viera. Achando que tive uma alucinação entrei no banheiro, lavei meu rosto e voltei a passar o brilho labial.
Já estava saindo quando vi Âmbar parada em frente à porta.
-Ola Âmbar.
-Hei Luna, como esta? Já viu meu primo? Ele é lindo né? Te procurei para você conhecê-lo na saída da escola. Mais não vi seu carro. – nossas eram tantas perguntas que fiquei confusa.
-Eu estou bem. Já vi seu primo. Sim ele é lindo. E eu fui mais cedo, pois machuquei o pulso na educação física. – ela suspirou e pegou meu pulso.
-De novo Luna? – dei de ombros
-Não é minha culpa Âmbar, eu já avisei ao treinador Mariano que era um perigo me mandar para o jogo. Mais ele não me ouve.
-Liga não Luna, vamos falar de algo mais interessante.
-Tipo? – ela rolou os olhos como se eu fosse louca.
-Do meu primo totalmente gato e perfeito. – eu ri e achei melhor deixar a decisão de contar a ela para depois.
-Sabe se eu não fosse louca pelo Simón, Matteo iria ter que me aguentar, pois iria persegui-lo até o fim do mundo. – eu ri, do jeito que ela era louca não duvidava nada.
-Sorte dele que você é louca pelo Simón. E por falar nele onde ele esta?
-Ah, ele desceu e eu vim procurar você.
-Hummm, eu senti um pouco de tontura e vim lavar o rosto.
-Já esta melhor? Se quiser pode descansar em meu quarto.
-Eu estou bem Âmbar.
-Então vamos descer.
Âmbar enlaçou meu braço no seu e descemos as escadas juntas. Assim que chagamos na sala todos estavam conversando. Simón conversava com Xavi e minha mãe com Lili. E meu pai com Berni e Matteo.
Âmbar me puxava em direção aos rapazes e me deixei ser levada, meus olhos não saiam dele e corei furiosamente quando ele me olhou e deu um sorriso malicioso.
O que eu faria? Ele quase me agarrara uma vez, e agora havia me dado um beijo que só de me lembrar sentia minhas pernas bambas.
Precisava contar a Âmbar, mais como lhe dizer que seu primo me agarrara? Talvez ela nem acreditasse em mim. Eu mesma não acreditava que aquele deus grego estava me lançando olhares agora mesmo.
-Luna – ouvi Âmbar me chamar e a olhei meio assustada, não sabia o que ela havia passado, ou que haviam falado.
-O que?
-O jantar vamos?
-Claro. – sorri sem graça e a acompanhei.
Parecia que o destino estava conspirando contra mim. Pois a pessoa sentada exatamente ao meu lado era ninguém menos que Matteo.
Âmbar estava um pouco mais a frente e Xavi de frente para mim. Simón ao meu lado e de frente para Âmbar. Ao lado dela meu pai de frente para minha mãe e Berni e Lili na cabeceira da mesa.
Assim que o jantar foi servido, me senti sem ar, a mão dele estava em minha coxa. Olhei de canto de olho e ele fingia que nada acontecia.
Tentei me concentrar na salada a minha frente mais estava difícil, principalmente com o dedo dele fazendo círculos em minha perna e me causando calafrio.
Tentava afastar a perna, mais sentia sua mão grande dar um leve apertão me mantendo no lugar. Bufei irritada e vi Xavi me olhar. O ignorei como sempre, mais pude ver Matteo olhar feio para Xavi.
Tentei mais uma vez afastar minha perna, mais ele voltou a dar um leve aperto em minha coxa, e dessa vez eu pude ver de canto de olho ele balançar a cabeça negativamente.
Fiz um biquinho involuntário e o vi dar um sorriso torto, e acabei bufando alto.
-Tudo bem Luna? – Lili perguntou sorrindo, sua voz atraiu todos os olhares da mesa para mim e acabei corando, e o vi dar outro sorriso torto.
-Esta tia Lili.
-Quase não comeu querida. – olhei para meu prato, e corei mais ainda, não conseguia comer com ele me tocando.
-Não estou com muita fome. – ela sorriu e olhou para o Matteo.
-E você querido esta gostando? – ela olhou para o safado que deu um lindo sorriso
-Esta delicioso tia. Nunca aproveitei tanto um jantar. – ele disse a ultima frase e deu outro apertão em minha coxa, é lógico que eu corei furiosamente. E o vi sorrir o cachorro.
O resto do jantar foi um suplicio, a mão dele continuava em minha coxa, e eu mal conseguia me concentrar no que estava comendo.
Assim que todos terminaram, nós levantamos e começamos a caminhar a sala para tomar o café, mais Lili parou Matteo e sorriu.
-Matteo querido toque para nós. – ele fez uma careta, mais acabou olhando para mim e sorriu.
-Vou adorar tia. – nos dirigimos a sala onde havia um lindo piano de cauda preto e Matteo sentou-se ao banco. Todos se acomodaram próximo a ele.
Sentei em uma poltrona que havia próximo a porta, Âmbar sentou ao meu lado e ele começou. No momento em que as notas saíram do piano eu olhei nos olhos dele e para minha surpresa ele estava olhando para mim.
Sei que foi só impressão minha, mais parecia que ele tocava para mim, a musica era calma e melódica era Clare de Lune de Debussi, minha musica favorita.
Olhei de canto de olho para Âmbar, queria ver se ela reparava em como ele me olhava, mais ela estava mais ocupada olhando pro Simón para notar algo.
Voltei a olhar para ele e senti meu coração disparar ele ainda me olhava, seus olhos castanhos ardiam como fogo nos meus e eu estava me segurando para não ir até lá e agarrá-lo. Cruzei as pernas com força, me forçando a ficar sentada, mais meu olhar, não deixava o dele.
Durante toda a musica ele não deixou de me olhar e quando ele estava preste a acabar eu me levantei e sai de lá. Meu coração batia com força e sentia borboletas em meu estomago. Eu não podia gostar dele.
Fui até um banheiro que tinha no andar de baixo e lavei meu rosto. Estava muito nervosa e minhas mãos tremiam e se ele gostasse de mim? Afinal ele me beijara, não foi sonho. Ou foi?
Sai do banheiro em passos devagar e entrei na sala do piano, fiquei surpresa ao ver a sala vazia a não ser por ele.
-Onde foram todos? – perguntei mais minha voz falhou. Ele sorriu
-Na sala ao lado tomar o café.
-Oh, então acho que vou para lá. – já saia da sala quando a voz dele soou baixa e rouca.
-Não vá. Fique Luna. – meu coração batia com tanta força que sentia que ele sairia do peito a qualquer momento.
Não sei o que me deu mais caminhei até ele, parei em sua frente e ele me puxou para sentar ao lado dele no banco do piano.
-Gostou de me ouvir tocar?
-Claro, foi lindo.
-E por que saiu? – eu dei de ombros, o que diria a ele, sai por que se ficasse na sala mais um minuto eu o agarraria.
-Eu precisei. – ele deu aquele sorriso torto e afagou minha bochecha.
-Sabe que toquei para você não é? – eu neguei, e ele sorriu – Esta tão bonita Luna, que ficar longe de você esta me matando. – eu engoli em seco
-O que quer comigo Matteo? – ele sorriu e passou os lábios pelo meu pescoço, sua mão estava na minha cintura me puxando para seu colo, eu fui sem nenhuma resistência.
-Não sabe? – eu neguei e seus lábios tocaram o canto da minha boca – Quero tocá-la, sentir sua pele cremosa colada a minha. – eu ofeguei alto.
-Acho melhor ir atrás dos outros. – ele negou e me apertou mais a ele.
-Não, não, agora que a tenho só para mim. – ele puxou a alça do meu vestido para baixo e seus lábios roçaram em meu ombro, senti minha pele se arrepiar e estava difícil pensar com coerência.
-Matteo. – tentei reclamar, mais o que saiu foi um gemido em forma de seu nome e senti seu sorriso na minha pele.
-Luna, Luna, você é tão macia e quente, quero tê-la em minha cama toda noite. – suas palavras trouxeram a coerência de volta e me afastei dele.
Fiquei de pé em um salto e vi a confusão em seus olhos castanhos e logo seu sorriso malicioso.
-Não me quer? – ele arqueou uma sombracelha e notei que isso o deixava mais charmoso.
-Não – mais acho que falei rápido demais, pois ele já estava colado a mim novamente.
Seus braços faziam uma prisão em volta de minha cintura e seu peito era como um muro, e notei com pesar que não queria sair daquela prisão.
-Eu sei que quer Luna, eu sinto sua pele mais quente sempre que eu te toco. – ofeguei e vi seu sorriso ficar mais pronunciado.
-Eu sei que me deseja, e eu a desejo ardentemente – soltei um gemido baixo e acabei me agarrando a ele, e antes que ele ou eu pudéssemos esperar minha reação eu colei meus lábios aos dele, e senti seu sorriso em meus lábios antes dele aprofundar o beijo...


Notas Finais


O que acharam?


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