História O Pianista - Lutteo - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo
Tags Luna, Lutteo, Matteo
Exibições 276
Palavras 1.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem!

B
O
A

L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 9 - Uma Tarde Diferente


Luna Valente

-Não mesmo. – ele sorriu.
-Não se preocupe, não irei agarrá-la hoje?
-Por que não? – será que ele notou a indignação na minha voz?
-Bem, eu tenho que trabalhar, estou trabalhando em uma musica nova para o concerto.
-Então por que não deixou para nós vermos depois, não quero te atrapalhar.
-Não atrapalha, e queria te ver.
-Mesmo assim, eu tenho mesmo que colocar meus deveres em dia.
-Tem deveres pra fazer?
-Sim.
-Faça no hotel.
-Matteo... – ele parou o carro me fazendo ficar quieta na hora e colou sua boca na minha com urgência. Separei-me dele meio zonza e ele sorriu voltando a dirigir.
-Sem mais discussão, você faz seu dever, e eu trabalho.
-Ok. – falei baixinho e ele sorriu.
Assim que chegamos ao hotel, ele entregou a chave do carro ao manobrista, e colocou uma mão em minhas costas me empurrando em direção ao elevador. Ficamos em silencio durante todo o caminho, eu torcia a alça da minha mochila com força, temendo voltar ao seu quarto.
Ainda sentia um pequeno rubor, ao lembrar o que fizemos, o elevador parou no seu andar e ele me empurrou para dentro.
-Sinta-se a vontade. – ele falou e foi para o quarto, ainda meio nervosa, tirei os sapatos e fiquei descalça, e joguei minha mochila no sofá, me sentei no chão, e comecei a pegar meus livros e colocar na mesinha de centro.
Ofeguei baixo quando ele saiu do quarto, vestindo uma calça de moletom e mais nada, acho que babei olhando pro seu peito definido, sua barriga que OMG...
-Amor fecha a boca. – corei absurdamente e voltei à atenção pra minha lição, serio como eu ia me concentrar com Matteo, ao poucos passos de mim e sem camisa?
Nossa ta um calor hoje, tentei fazer o dever de literatura, e olhava de vez enquanto para Matteo, ele estava sentado ao piano, e batucava um lápis, folheando algumas folhas em uma partitura eu acho.
Voltei à atenção para minha lição, e estava quase terminando quando ele começou a tocar, parei o que fazia, e olhei para ele.
Ele estava muito concentrado, seus dedos correndo pelas teclas do piano, e a melodia doce ecoando por todo o ambiente, sem perceber já estava do lado dele, ele olhou pra mim e sorriu, mordi meu lábio e já ia voltar para meu lugar, quando senti suas mãos em minha cintura.
O silencio não estava me incomodando, e nem parecia incomodá-lo, ele puxou meu corpo para frente dele e me sentou no piano. As teclas ecoaram som, quando as toquei com minha bunda e corei de leve.
Ele sorriu e continuou com as mãos na minha cintura, seu polegar fazendo círculos e seus olhos me encarando com ardor, desviei o olhar do dele, e ele levantou ficando entre minhas pernas, e me beijou.
Sua boca era urgente na minha, sua língua invadindo minha boca e enrolando com a minha, minhas mãos as malditas já agarravam seus cabelos, o puxando para mais perto.
Separamos-nos ofegantes, e sentia meu rosto muito quente, ele me soltou e voltou a sentar e me puxou para seu colo.
-Gostou da musica? – soltei o ar, que nem sabia que estava prendendo e assenti.
-É linda. Tem nome? – ele sorriu e afagou a minha bochecha com delicadeza, afastou meus cabelos e beijou meu pescoço, sussurrando contra a minha pele.
-Inocência. – engoli em seco, e o encarei.
-É muito bonita. – ele sorriu mais, e acariciou meus braços e suas mãos desciam para minha barriga, a coxa.
-Bom que goste, ela é inspirada em você.
-O que? – ele riu e levantou, ainda estava meio zonza.
-Com fome, vou pedir o serviço de quarto.
-Matteo, eu, quer dizer, fala serio. – ele deu de ombros.
-Claro. O que você gostaria de comer?
-Um sanduíche qualquer. – voltei a sentar no chão e terminei meu dever de literatura e comecei o de trigonometria. Ele ligou para o serviço de quarto.
Matteo voltou para o piano, e segurava o lápis, e mexia em alguns papeis, evitei olha-lo, as palavras dele ainda ecoavam em minha mente.
“Inocência.”
“Inspirada em você.”
Ele estava falando serio ou brincando comigo? Tentei me concentrar no dever quando a porta do elevador se abriu e um homem de uniforme vermelho do hotel empurrando um carrinho entrou.
Matteo se levantou, correu até o quarto e voltou, entregou algo ao homem, e esse saiu rapidamente, Matteo empurrou o carrinho até mim. Sentou ao meu lado e tirou o livro de minhas mãos.
-Coma um pouco depois você continua. – assenti e ele me serviu um sanduíche, e um suco, comemos em silencio, e perguntei aonde era o banheiro.
Assim que me vi sozinha, respirei fundo e lavei o rosto, vi a escova de dentes dele, e escovei os meus dentes e respirei fundo antes de sair de lá.
Quando voltei à sala, o carrinho havia sumido, e ele estava sentado no sofá, ele me chamou com o dedo indicador, e fui até ele. Ele me puxou para seu colo, e sem resistência nenhuma eu fui.
-Você esta muito calada.
-A culpa é sua. – murmurei e ele arqueou uma sobrancelha, rolei os olhos. – Você com aquele papo de inocência, e inspirada em mim. O que quis dizer?
-Bem que fiz uma musica inspirada em você. – ele falou simplesmente. E beijou meus cabelos.
-E por que chama inocência?
-Por que é assim que a vejo. Minha doce e inocente Luna. – corei e olhei para minhas mãos, ele tocou meu queixo com o polegar e indicador me fazendo encara-lo.
Sua boca tocou na minha com delicadeza e suspirei contra seus lábios. Suas mãos dando leves apertões e me sentia quente e ofegante.
-Acha que sou inocente? – ele sorriu contra a minha pele.
-Extremamente, mais não se preocupe, logo eu tirarei sua inocência. – OMG, corei violentamente e ele deu uma lambida na minha bochecha.
-Vo... Você esta falando serio?
-Claro que sim, mais não se preocupe que não será hoje.
-Por que?
-Esta ansiosa? – corei violentamente, e bufei.
-Você sabe o que quis dizer, por que fez a musica? Acha mesmo que sou inocente? O que você quer de mim?
-São muitas perguntas Luna.
-Vai responder alguma? – ele sorriu torto.
-Talvez, mais não hoje, já disse que tenho que trabalhar. – ele se levantou e segurou minha mão, deu um beijo em meu pulso e voltou para o piano.
Sem saber o que falar, voltei a sentar no chão e voltei aos meus deveres, eram chatos e eu já não conseguia me concentrar.
Essa historia de inocência estava me deixando louca. Acabei desistindo de estudar e guardei meus materiais na mochila e deitei no sofá, Matteo voltou a tocar e apreciei a musica, a melodia ecoando por toda a suíte.
Tinha que admitir que a música é linda, tão meiga e doce, me fazia estremecer, afinal era minha, feita pra mim, acabei sorrindo, nunca fizeram nada para mim.
Fechei os olhos aproveitando a melodia doce, envolvente e perfeita, senti meu corpo leve, e mãos acariciando meu rosto, abri os olhos e vi Matteo com seu rosto quase colado no meu.
-Já terminou? – perguntei baixinho e ele se deitou sobre mim e me beijou, agarrei seus cabelos colando minha boca na sua, suas mãos passeando pela lateral do meu corpo me causando pequenos arrepios.
Nós separamos ofegantes sem deixar de nos olharmos, seus olhos verdes ardendo nós meus, senti meu estomago agitado como se milhões de borboletas lutassem para sair.
Talvez eu realmente estivesse me apaixonando por Matteo, acariciei uma mexa do seu cabelo que caia em sua testa, passei meus dedos por sua testa, tocando seu rosto, ele fechou os olhos apreciando meu toque.
-Isso é bom. – ele murmurou e eu ri, ele abriu os olhos, e me olhava serio.
-Quer ir embora? – eu neguei e inclinei meu rosto para beijá-lo, sua boca colou na minha, sua língua brincando com a minha, ele mordiscou meu lábios e gemi na sua boca.
-Eu não quero, mais deveria. – murmurei enquanto minhas mãos apertavam seus ombros largos.
-Não precisamos fazer nada Luna, mais eu gosto de te ter em meus braços.
-Isso é bom, também gosto de ficar aqui. – a boca dele desceu para meu pescoço onde ele roçou seus lábios, sem realmente me beijar.
Seu corpo se colou mais ao meu e senti seu membro me cutucando e ele parecia bem animado, corei violentamente e parei de toca-lo, ele me olhou curioso e acabou rindo.
Matteo se levantou e me colocou em seu colo, e voltou a beijar meu pescoço, voltei a acariciar seus músculos do braço, a boca dele voltou para a minha, me beijando com urgência, me separei dele ofegante. Mordi meu lábio olhando seu rosto perfeito.
-Me fale de você.
-O que quer saber? – ele falou sem parar de beijar minha pele, seus lábios no meu ombro, meu pescoço.
-Hummm, onde estão seus pais?
-Eles morreram. Acidente de carro.
-Eu sinto... – ele a interrompeu com um beijo rápido.
-Não sinta, já passou.
-Posso perguntar quando foi?
-Eu tinha dez anos.
-E onde ficou esse tempo todo?
-Morei em um internato, tia Lili tentou me trazer para viver com ela, mais eu não quis, foi até bom, no internato descobri a paixão pela musica, tinha tempo de sobra pra ensaiar e nada para me atrapalhar. – ele falou distraidamente sem me olhar.
-Você deveria ter vindo pra cá. – falei mais pra mim mesma, e senti sua mão em meu queixo.
-Por quê?
-Nos teríamos nós conhecido antes. – falei baixinho e ele sorriu, mais depois voltou a ficar serio.
-Eu não teria reparado em você, afinal você era uma criança na época. – rolei meus olhos e segurei seu rosto com minhas mãos o puxando para mim seus olhos castanhos me encaravam, beijei sua boca com paixão, queria tanto que ele entendesse o que ele é para mim.
Eu podia sentir que mesmo sendo criança eu me apaixonaria por ele, mesmo que ele nunca me notasse.
E por mais que fosse triste, e sabia que eu ia sofrer eu estava amando Matteo, eu o queria para mim, queria estar com ele a cada minuto do dia, queria ser dele...


Notas Finais


Gente quero avisar que daqui a pouco ou amanhã eu irei postar uma One de Gastina. O que acharam do capítulo?


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