História O plano perfeito - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Kai Convencido, Kaisoo, Kyungsoo Maligno
Visualizações 64
Palavras 3.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Desculpem pelo atraso :< eu ia postar ontem, mas quando eu li o capitulo, não me agradou.
Não vou enrolar muito aqui, espero que gostem do capitulo e boa leitura!

Capítulo 3 - Nananinano


 

E não, não é a musica da Minzy

 

Com um suor que escorria pelo meu corpo por conta do meu nervosismo crescente, eu caminhava bem lentamente ao quarto do Baekhyun. Haviam se passado três dias desde que eu resolvera pedir desculpas ao meu primo. É eu sei sou uma péssima pessoa. Mas eu tive que pisar muito no meu orgulho para conseguir sair do quarto e me dirigir ao  final do corredor. Acho que a culpa era mais de JB mesmo, que não aguentava mais escutar musicas bad depressão.

Quando cheguei a porta do quarto, me senti tentado a sair correndo. Eu odiava pedir desculpas. Mas eu tinha mais medo do que Luhan poderia fazer comigo caso eu atormentasse ele ainda mais com todo esse drama.

Eu estava prestes a bater quando a porta se abriu num rompante e um Baekkie com cara de quem tem dormido muito mal apareceu na porta.

– O que você ta fazendo aqui?– ele parecia bem estressado, como se eu estivesse estragando seus planos. Fiquei puto.

– Eu vim te pedir desculpas, mas como parece que você não quer, vou embora!

– Isso ai, porque eu que estava indo te pedir desculpas. Você não tem nada que aparecer na porta do meu quarto para me pedir desculpas!

– Mas eu que to me correndo escutando musicas ruins há três dias então tenho esse direito!

– Mas fui eu quem falou para você aturar ou surtar então sou eu que tenho que me desculpar!

– Bem, isso é verdade. – afinal, era verdade mesmo.

– Ei, você chamou meu namorado de retardado, então na verdade é você que me deve desculpas!– me acusou novamente. Abusado!

– Mas você que chamava ele dessas coisas primeiro para inicio de conversa, não venha me...

– Ah chega vocês dois! Parecem dois retardados brigando por nada. – Chen apareceu no meio da nossa discussão nonsense. Eu tinha esquecido que era ele quem dividia o quarto com o Baek – Os dois erraram e os dois tem que se desculpar. Porque vocês complicam tanto as coisas?

– É de família – resmunguei

– Genes das nossas mães.–  Baekkie retrucou e sem quere eu soltei uma risada, esquecendo que ainda estávamos brigados.

– Foda–se! Eu realmente não aguento mais isso, de verdade. Por favor façam a porcaria das pazes logo! – e bateu a porta na nossa cara.

Eu fiquei ali tentando entender o que diabos havia acontecido. Quer dizer, o Jongdae que eu conheço e com quem divido uma cama não grita, não briga. Na verdade ele é apaziguador das nossas brigas.

Baekhyun estava com a cara no chão também.

Assustador.

– Então... – comecei, mas fui interrompido.

–Eu sinto muito pelas coisas que disse. – ele disse, com as bochechas pegando fogo. – Eu não quero que nós briguemos mais por causa de namorado.

– Nem eu Baek. Também sinto muito.

Estávamos verdadeiramente arrependidos. De todas as verdades que Luhan vivia tacando na minha fuça, a mais verdadeira delas era que nós não vivíamos sem o outro.

– Então, – ele me sorriu – estamos bem agora?

– Sim– sorri– estamos.

 

*~~*

 

3 dias depois de fazermos as pazes, Baekhyun veio abusar da minha boa vontade. Um belo sábado, meu dia preferido da semana Baek.veio com o seguinte papo:

– Eu quero que você conheça o Chan.

Fique de cara no chão com a capacidade do meu primo de falar merda, ainda lhe perguntei umas cinco vezes se ele já havia tomado seu remedinho para aquela doença mental dele. Na sexta ele me mandou eu me fuder. Baekhyun está claramente abusando da minha boa vontade.

– Eu não sou a enterprise para ir audaciosamente onde ninguém jamais foi não, Baekhyun. E para mim, levantar da minha cama e ter a boa vontade de conhecer seu namorado, já é audacioso demais.

– Pensei que você fosse o Spock e eu fosse seu Kirk. – Baek tocou meu ponto fraco.

– E você é meu old friend, mas o Spock usa a lógica, não o coração.–  bati ao meu lado esquerdo para simbolizar minhas palavras profundas. – E a minha lógica me diz que eu não quero, não preciso e nem desejo conhecer seu namorado.

–Vamos Kyung, por favorzinho. – Baekhyun juntou as duas mãos, implorando. – Você vai conhecer o Chan melhor e eu tenho certeza que vocês se darão bem.

– Eu passo, não quero ser amigo daquele poste com orelhas com cara de retardado. – Baek bufou– Desculpa, só disse a verdade.

– Por favor, Kyung, só dessa vez. Depois eu prometo te deixar em paz.

– Proposta tentadora, mas eu já disse que não.

– Kyung, por favor.

– Não.

– Por favorzinho...

– Para de ficar usando o diminutivo, você fica ridículo.

– Kyung... – choramingou

– Nop.

– Kyung...

– Nananinano

– Por favorzinho...

 

*~~*

 

No final acabei cedendo. Ele me prometeu o cd novo do Exac't (meu grupo de Pop favorito!)  e eu cedi, pois, reis são reis.

Fui arrastado – literalmente – a aquela cafeteria que tem perto da faculdade. O tipo de cafeteria cara que nós não frequentamos quando estávamos solteiros por ser cara demais para as nossas economias. Rangi os dentes. Agora já sabia como Park Chanyeol havia conquistado meu primo. Pelo estômago. 

– Ta ouvindo esse som?

– Que som?

– O som do meu bolso chorando.

– Aff Kyung, nem é tão caro assim.

– Só porque agora ta namorando o fornecedor do campus ta se achando o rico. A pessoa mais mão de vaca que eu conheço, larga de ser hipócrita.

– Kyung, eu não posso com você. – ele disse rindo e eu só bufei – E só para você saber, a família do Chan é rica e ele não fornece maconha para no ninguém seu ridículo. O Chan é alma livre.

– Ah ta Baek, agora eu tenho cara de babaca? Vai contar essa historinha para o Luhan que ta lá na china.

– Ok, você que sabe. – ele deu de ombros. – Só não gosto que você fique falando sobre algo que não sabe.

Revirei os olhos, irritado. – Vou parar de chamar seu namorado de fornecedor, tá bom?

– Sim! Vamos, eles já estão esperando por a gente.

Espera ai... Eles?

– Eles? Eles quem?

– Ah, eu não te contei– Baek fez aquela cara de falso inocente e eu quis voar no pescoço dele. – O Jongin vai estar lá também. Nossa eu jurei que havia te contado...

– Não, você não me contou. E agora é serio, nem o cd edição exclusiva do Exac't vai me fazer ir nessa cafeteria, tchau.- me virei prontinho para ir embora, mas é de Baekhyun que estamos falando. Ele tem alma de brasileiro, nunca desiste.

– Ah Kyung, por favor! Vamos! Eu sei que você não gosta do Jongin, mas por favorzinho, só dessa vez.

–Por que diabos Kim Jongin vai estar lá afinal Baekhyun? – perguntei enquanto tentava empurrar minha raiva para abaixo da minha camada mais alta.

– Ele e Chan são melhores amigos...

– O que?! – me exaltei puto da vida. Isso é muito carma para uma pessoa só.

– Mas ele é bem legal depois que você o conhece, eu juro! – Baekhyun estava desesperado.

– Ta explicado por que Park Chanyeol é tão imbecil, olha quem ele tem como melhor amigo. –murmurei, espumando de raiva. Baek trancou seu braço no meu e não me soltava de jeito nenhum. Não tinha jeito, eu teria que ir. – Você disse a mesma coisa do seu namorado. Isso ta parecendo historia para boi dormir.

– Não é. Eu juro.

– Olha você ta jurando demais, cuidado com o rio estige hein.

– Sai com essa nerdisse para lá Kyung, eu lá quero saber de rio estige. E outra, meus juramentos são todos reais.

– Baekhyun, já disse para parar de mentir.

– Mas afinal porque você o odeia tanto? – desconversou – Nunca me contou o motivo.

– É algo sem importância.

Baek ficou em silencio e eu agradeci que ele não tivesse me pressionado sobre isso. Mesmo que eu soubesse que ele não havia esquecido.

– BAEK!

Escutei o nome do meu primo ser gritado e logo vi a pessoa que havia gritado.

Park Chanyeol – e suas orelhas gigantes, devo resaltar – acenava para gente com vontade enquanto tinha um sorriso assustador (ao menos para mim) em seu rosto.

Baekhyun me puxou, acenando de volta com a mesma intensidade. Eu tenho que dizer, em dias assim, quando ele me faz passar por esse tipo de situação, eu o odeio. Odeio muito, com tanta intensidade que eu tenho vontade de enterrar sua cabeça na terra e o fazer parar de respirar. Não para matar, claro que não. Só machucar um pouquinho, um pouquinho de nada.

Quando chegamos perto da mesa, tentei dar meu melhor sorriso, sem que desse muito na cara que eu preferiria estar fazendo mil coisas a estar ali.

–  D.o Kyungsoo, Park Chanyeol, Park Chanyeol, D.O Kyungsoo. – Baekhyun nos apresentou e eu me curvei, Chanyeol fez o mesmo.

– É um prazer conhecê- lo! Ouvi falar muito de você!– O sorriso dele era ainda pior de perto. A.s.s.u.s.t.a.d.o.r.

– É um prazer conhecê-lo também, ainda não tive a oportunidade de ouvir sobre você, mas acredito que não vá demorar muito. – antes que eu seja chamado de falso, eu não sou. Estou sendo educado ué. Afinal, eu não posso odiar uma pessoa que eu não conheço não é? (finge que não foi o Luhan que disse isso tá?)

– Espero que num futuro não tão distante, possamos ser amigos. –  disse abraçando meu primo de lado .–  E que quando ouvir sobre mim sejam só coisas boas.

Limitei-me a sorrir. Tem umas coisas que não tem como fingir, perdão.

– Acho que você não conhece meu amigo, Kim Jongin.

E finalmente, a cereja do bolo da torta de climão havia chego. Ta bom, eu havia sido super educado com Chanyeol, mas apenas porque ele é o namorado do meu primo, Kim Jongin não merecia minha educação. Kim Jongin sequer merecia ter seu nome pronunciado, Kim Jongin sequer devia estar na minha cabeça! Sai!

Sentado como se tivesse o rei na barriga (essa expressão é a exatidão do quanto só a existência de Kim Jongin era errada) lá estava ele, o rei dos idiotas. O Famigerado Dance King do campus, Kim– Imbecil– Jongin.

Soltou um risinho irônico e teve a ousadia de olhar para mim.

– Ah nós nos conhecemos sim. – Ele respondeu uma pergunta que nem sequer havia sido feita a ele. Babaca.

– Infelizmente. – Resaltei, finalmente me sentando, Chanyeol e Baekhyun repitiram meu ato, se sentando tão próximo um do outro que eles quase podiam se fundir.

– Vocês se conhecem? Por que nunca me contou Kyungsoo? – Baekhyun perguntou, me olhando acusadoramente do outro lado da mesa.

– Porque sou totalmente indiferente a esse fato.

– Assim você machuca meus sentimentos. – Kim Jongin colocou a mão no peito para dar um efeito dramático as suas palavras. Imbecil.

– Você garoto – resmunguei entre dentes– devia me chamar de sunbae.

– De novo essa historia Kyung? Que ortodoxo.

– AHAHAHA – Chanyeol nos interrompeu quando estava prestes a mandar aquele projeto de gente ao buraco mais escuro do mundo.–  Então Kyungsoo, soube que você faz história. Era minha segunda opção de curso. – mudou de assunto drasticamente.

– É sim. – Foquei totalmente na dupla a minha frente. –   Eu quero ser jornalista ou historiador. É um dos meus sonhos. – disse, sem graça.

– O Kyung é o melhor da turma. Ele esta planejando um intercâmbio no próximo semestre.

– Sério? Nossa! Espero que você passe! – Chanyeol disse e apesar de ter acabado de me conhecer parecia ser sincero.

– Obrigado – respondi, com minhas bochechas corando. Orava toda a noite para que eu realmente passasse.

– O Baek também me contou que vocês são melhores amigos desde crianças. Será que um dia você poderia me contar uma daquelas historias vergonhosas de crianças? – ele olhou para o meu primo sorrindo – Quer dizer, minha mãe já lhe contou as minhas, gostaria de ter o troco.

Minha boca caiu ao mesmo tempo em que Jongin cuspia sua água. Nojento.

– O Baek já conheceu sua mãe? – Jongin fez a pergunta que eu queria ter feito mas nem liguei, afinal estávamos os dois bem assustados.

Se o Baek já havia conhecido a mãe do Chanyeol então...

– Há quanto tempo vocês estão juntos? – perguntei antes que eles pudessem responder  ao acéfalo.

– Faz mais ou menos um mês e meio.–  Chanyeol respondeu.

Olhei para Baek acusadoramente. Ele apenas deu de ombros, mas suas bochechas estavam coradas.

– Um mês e meio?– Jongin ainda parecia chocado. – Caramba bro, pensei que vocês estavam juntos a sei lá, duas semanas.

– Estamos juntos a um mês e meio, mas eu pedi o Baek em namoro faz uma semana. –  e eles se olharam novamente, sorrindo. Meu Deus, estou tendo uma overdose de açúcar. Que melação. Será que eles completam a frase um do outro também?

– O Chan me pediu em namoro e eu fui correndo contar para você Kyungsoo, mas você me ignorou totalmente!

– Eram três horas da manhã! –  retruquei exaltado. – Quem diabos pede em namoro as três horas da madrugada?! Sem querer ofender, mas já ofendendo.

– Ele me levou para ver as estrelas e...

– Poupe– me dos detalhes Baek.–  fiz pouco caso.–  So não sabia que vocês estavam a tanto tempo juntos.

– Pode poupar a ele, não poupe a mim.–  Jongin se meteu na nossa conversa. –  Pode ele contar tudo. – olhou para o meu primo com a cabeça apoiada em uma das mãos.

– Ah, cala a boca garoto.–  revirei os olhos irritado.

– Kyungsoo, você é muito mal educado sabia, que coisa feia.–  retrucou.

– Para.De.Falar.O.Meu.Nome.–  respirei fundo, tentando controlar a raiva que subia a cada vez que meu nome era pronunciado por aquela boca suja.

– Por quê? Você tem algum fetiche com a minha voz não é? Pode admitir, eu não vou te zoar.

– Você se acha não é?– ri ironicamente–  você não é isso tudo não querido.

– Ah, eu sou sim. – sorriu convencido.

 – Eu sou não te chamo de animal, porque eles não merecem ser comparados com você.

– Muito pelo contrario, tenho certeza que seria uma honra para eles.

– Ah vai te fu...

– Ah que maravilha, a Yeri ta vindo. Yeri, Yeri! – Chanyeol acenou para uma garota baixinha de longos cabelos vermelhos. Ela se virou para a nossa mesa e caso eu não estivesse enganado, quando seus olhos pousaram em mim, suas bochechas pareceram pegar fogo.

– Não precisa gritar Chanyeol, eu já estou aqui. Oi Jongin. Oi Baek. –  cumprimentou as pessoas que já conhecia e se virou pra mim, mas não olhava dentro dos meus olhos. –  O-oi ...

– Sou o Kyungsoo. – lhe sorri – Muito prazer.

– Yeri. – fez uma reverencia curta e desviou o olhar. Eu não conseguia entender porque ela estava tão envergonhada. – Então, o que vocês vão pedir?

– Cappuccino duplo pra mim Yeri. – Jongin piscou para a garota, que apenas revirou os olhos. Gostei dela

– Um suco para mim e para o Baekhyun. – pedidos juntos? Que nojo.

– Eu não vou querer nada, obrigada. – lhe sorri novamente.

 Corrigindo, meu bolso não vai querer nada. Ele não está em condições.

A menina parecia que ia morrer de tão vermelha, anotou tudo e correu rapidamente dali, como se estivesse fugindo.

– Ela tá bem? – perguntei na ingenuidade e eles se limitaram a rir de mim.

– Ela ta muito bem, bem melhor agora, vai por mim, sei do que to falando.

– Jongin, coitada da Yeri. – Chanyeol murmurou.

Olhei para Kim Jongin com vontade de lhe extinguir com a força do meu pensamento.

– Eu realmente não te perguntei nada.

– Mas eu gosto de falar com você. – olhou-me, com sua falsa confusão.

– Garoto, me esquece, esquece que eu existo.

– Gente, por favor, parem. – Baekhyun se pronunciou. –Isso é constrangedor.

– Eu não estou fazendo nada! – ele ousou rir –  Estou apenas divagando e como estamos todos juntos aqui, calhou por vocês ouvirem essas divagações.

– Aish Jongin, cala a boca.

Respirando fundo, me levantei empurrando a cadeira com tanta vontade que quase achei que ela fosse cair.

–  Quer saber, vou pedir um café. O ar daqui é... – inspirei o ar e fiz uma careta em seguida – podre. –  E sai, achando que estava abalando com minha saída triunfal.

Sim, eu tenho algum tipo de fetiche por saídas triunfais, não me julguem!

Existem poucas pessoas no planeta terra que eu não suporto a existência. E Kim Jongin era um deles. Ele era um idiota, daqueles tipos sem noção de tempo ou espaço que não tem merda nenhuma na cabeça e se acha o rei do mundo.

Quando entrei na cafeteria e pude olhar o preço de todos os cafés, odiei Chanyeol mais naquele instante do que já havia odiado. Porra, ele tinha realmente que conquistar o Baek naquela merda de cafeteria cara?

A mesma menina que havia me atendido antes estava parada na bancada. Quando ela me viu, suas bochechas voltaram a ficar quente, mas ela sorriu.

– Vai querer alguma coisa dessa vez? – perguntou, sua voz soando mais animada do que quando havia ido a nossa mesa.

– O café mais barato que você tiver.

Ela soltou uma risada.

–Café normal então.

Quando ela se voltou para pegar meu "café normal" senti uma presença ao meu lado e nem precisei olhar duas vezes para saber quem era. Talvez eu estivesse enganado. Talvez Chanyeol tivesse conquistado Baekhyun pelo cheiro. Afinal o perfume dos dois era péssimo.

–Desculpe pelo Jongin, ele não costuma ser tão idiota.

Duvido, pensei, mas acabei soltando um tudo bem seco.

– Olha, eu realmente espero poder me dar bem com você – ele começou e percebi que Yeri se demorou mais ainda fazendo meu café. Espertinha. – A sua opinião é muito importante para o Baekhyun e eu tenho a sensação que se você não me aprovar, bem, as coisas não irão ficar legais entre a gente.

Olhei para Chanyeol e ele não parecia estar brincando.

– Eu não sou a mãe do Baekhyun. Somos primos, mas ainda assim minha opinião não vale de tanto.

– Vale sim.

Respirei fundo tentado a mandar o garoto ao caralho a quatro, mas quando olhei para seu rosto, percebi que ele falava sério. Quer dizer, Baekkie e eu somos inseparáveis desde pequenos, mas eu tinha quase certeza absoluta que a minha opinião não vali de nada, afinal, Sehun estava lá no passado de prova de que eu não havia nenhuma influencia na vida do meu primo. Acho que eu estava enganado.

– Olha Chanyeol – comecei, dosando as palavras com calma para que eu não parecesse rude – Eu só quero que você trate o meu primo bem. Eu sei que ele parece muito independente com aquela cara de "eu sou o dono do mundo",mas ele não é. Se eu puder vê-lo feliz, acredite, eu não terei nada contra vocês dois.

O orelhudo abriu um sorriso tão grande que eu quase fui ofuscado pelos seus dentes brancos.

– Obrigado KyungSoo, de verdade. – ele se curvou inúmeras vezes o pessoal da cafeteria começou a olhar. Yeri que parecia ter ido fazer o pó de café voltou, sorrindo e me entregando o café mais barato da cafeteria. – Não vou te decepcionar, juro!

 Chanyeol ganhou mais um ponto comigo quando ele se virou e sem aviso pagou meu café.

Resolvi não falar nada e só agradeci, me amaldiçoando mentalmente. Afinal, se eu soubesse disso teria pedido um daqueles cappuccinos caríssimos. Não é todo dia que se pode ser rico, não é?

Quando voltamos para a mesa, Baekhyun me olhou inquisitivo, enquanto eu tomava meu café recém-comprado, provavelmente se perguntando como eu havia pagado por isso. Dei de ombros e me sentei à mesa, ignorando Kim– idiota– Jongin e graças a Deus ele resolveu –obrigada senhor – a ignorar minha existência também.

– Bom, eu já conheci seu namorado e tive o desprazer de encontrar esse imbecil, posso ir agora Baek? – falei entediado. – Eu tenho um texto insuportável para decorar e não consegui nem a metade. 

– Kyung, não seja tão rude. – Baek murmurou, mas Park Chanyeol continuava sorrindo.

– Baekkie, tudo bem. Eu também tenho que ir para casa. – Chanyeol disse já se levantando. – Nos vemos amanhã?

O jeito que eles se olhavam... Dava– me ânsia, mas ate que era bonitinho. Chanyeol olhava para Baekhyun como se ele fosse a coisa mais importante do mundo e Baekhyun olhava par Chanyeol como se ele fosse sua graça salvadora. Eles estavam realmente apaixonados. E isso era estranho para caralho. Por que ate dois meses atrás, Baekhyun achava Chanyeol o mais babaca do campus. E agora estavam ali, emanando aquela áurea de amor insuportável.

Desviei os olhos, meio incomodado e sendo sincero, até meio invejoso. Não inveja de ele ter um namorado, nem nada do tipo e sim por que ninguém nunca havia olhado para mim assim. E quando digo ninguém, digo da única pessoa que eu namorei e que amei.

Acabei por, sem querer, olhar para Kim Jongin e percebi que ele me encarava. Não perdi a oportunidade de não ter nenhum dos dois idiotas nos olhando, e lhe mandei meu melhor dedo do meio. Ele soltou um risinho irônico e eu o mandei se fuder sem som, antes que pudéssemos continuar naquela conversa totalmente produtiva, Baekhyun já voltava a sentar ao meu lado.

– Foi bom te conhecer Kyungsoo, até a próxima. – Park Chanyeol disse e eu só pude acenar.

– Até. – fiz pouco caso, mas lhe dei um olhar de aviso do tipo "cuide bem do meu primo”.

Ele me retribuiu, com aquele sorriso assustadoramente grande, como se dissesse “vou cuidar”.

Quantas coisas não se podem dizer pelo olhar não é.

Kim Jongin foi embora e nos deu um tchau apenas tchau. Eu dei graças a Deus que não precisei me fazer a “egípcia” caso ele viesse apertar minha mão ou coisa do tipo.

Quando eles fora embora (depois de muita melação entre Baek e seu ChanChan ) me voltei para Baek que parecia triste como se eles não fossem se ver nunca mais.

– Você vai ver ele daqui a pouco, sabe disso né?– perguntei enquanto assoprava meu café.

– Eu sei, é só que... –suspirou, apoiando a cabeça em um das mãos com aquele olhar de cachorro sem dono.

– É só que você está apaixonado. – bufei – Normal você sentir falta dele a cada segundo.

– Eu ainda quero saber dessa historia sobre você e o Jongin, você sabe.

– Não é nada demais, vai por mim. Eu só, realmente, não gosto dele.

– Eu percebi.

Rimos e ficamos em um silencio confortável, comecei a entender o porquê de aquele lugar ser o mais caro do campus. A vista era fantástica. Linda de doer. Todo aquele gramado e as flores...

– Kyung. – Baekhyun virou– se para mim, pela primeira vez naquele dia parecendo sério. – Você gostou dele não é? Ele é uma boa pessoa, mesmo que você não tenha gostado dele agora tenho certeza que daqui a um temp...

– Baek – o interrompi– Eu gostei dele. – falei, coçando a cabeça sem graça. – Ele realmente é uma boa pessoa e parece gostar de você. Para mim, isso é tudo que importa.

Ver os olhos de Baekhyun brilharem, enquanto ele me abraçava pedindo obrigado muitas vezes, valeu a pena toda àquela algazarra. Claro que ele não precisava saber que Chanyeol havia ganhado 50% da minha confiança só pagando meu café.

Se o meu primo estava feliz, então isso bastava.

Ao menos por enquanto.

Continua...


Notas Finais


Eu amei moldar essa personalidade irritante do Jongin, ele é muito fdp kkkk
A historia de como eles se conheceram ficou para o próximo cap, não achei que ia se encaixar nesse. E essa é a 3 vez que eu tento postar esse capitulo hoje, estou mentalmente esgotada. Espero que vocês gostem mais dele do que eu. Eu editei ele ao todo, nessa semana, umas cinco vezes.
Peço desculpas adiantas pelas piadinhas meio gores do Kyungsoo, foram mais fortes do que eu.
ps:: A Yeri é muito fofa né??? Ela vai aparecer bastante<3
ENFIM, até a proxima att (sábado/domingo) bjxxxxx


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